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O Diário de Steve Rogers

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darkmarcos

1 O Diário de Steve Rogers em 21/10/14, 11:12 am




O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 1

- Captain America Comics 1 (Março de 1941)
> Publicada no Brasil na revista Capitão América - As Primeira Histórias, pela editora Abril


Histórias:

"Meet Captain America" - Escrita por Joe Simon e desenhada por Jack Kirby
"Case nº 2" - Escrita por Joe Simon e desenhada por Jack Kirby
"The Chess Board of Death" - Escrita por Joe Simon e desenhada por Jack Kirby
"The Riddle of the Red Skull" - Escrita por Joe Simon e desenhada por Jack Kirby


Na primeira história vemos a origem do herói. O franzino Steve Rogers é candidato a um experimento governamental, onde o soro do supersoldado é injetado em suas veias e, juntamente a um maquinário especial, acaba por tornar seu corpo musculoso. A intenção do governo é formar um exército com esses soldados de força física sobre-humana. Porém, o que era pra ser uma operação secreta, acaba sendo infiltrada por espiões nazistas, que assassinam o cientista responsável pelos efeitos do soro, tornando Steve o único beneficiado pela fórmula. Recebendo um uniforme com as cores da bandeira americana, a identidade do herói acaba sendo descoberta pelo garoto Bucky Barnes, que acaba se tornando seu parceiro mirim na guerra contra os nazistas.

Na segunda história, uma dupla de artistas mostram seus poderes secretos. Um é capaz de hipnotizar o outro a ponto de preverem o futuro. E o futuro que eles mostram são uma série de catástrofes que acontecerão nos Estados Unidos. Na verdade, enquanto a América se maravilha com o show, os heróis descobrem que tudo não passa de manipulação de espiões nazistas, que estão sabotando os americanos, fingindo ser catástrofes.

Na terceira história, os nazistas aparecem na forma de um fanático por xadrez, que utiliza seus conhecimentos no jogo para manipular e assassinar militares americanos. Capitão e Bucky acabam sendo sequestrados pelo vilão, mas conseguem escapar e derrotar todo o bando.

Na quarta história, é apresentado o arquivilão do Capitão América: Caveira Vermelha. Um pouco diferente do vilão que se conhece hoje em dia, aqui ele simula uma espécie de olhar da morte para matar suas vítimas. Aterrorizando a América com sua máscara vermelha de caveira e a suástica estampada no peito (pois também está a serviço dos nazistas), o vilão é descoberto pelos heróis como sendo o traidor George Maxon, industrial da aviação que pratica sabotagens em nome do nazismo.



A+:

* O Capitão América surgiu com toda a pompa e circunstância do patriotismo americano: em uma revista de 50 páginas só com o personagem (algo digno de destaque) com quatro histórias completas e até com direito a socar o próprio Hitler logo na capa (apesar disso não acontecer nas páginas internas... apenas simbolicamente).

* O destaque dessas histórias fica por conta de Bucky. Apesar da simplicidade com que um simples garoto é recrutado pelo herói para lutar a seu lado contra os mais perigosos vilões (e em situações mortais), o parceiro mirim é bem avesso ao garoto obediente que serviria de modelo aos leitores da revista. Muito pelo contrário. É cabeça quente, desobediente (algo que fica mais evidentemente ainda por se tratar de histórias militares) e não pensa duas vezes em partir pro quebra pau, por mais que seu "capitão" ordene para se conter. Bem diferente de outro famoso parceiro mirim, Robin, ao qual Bucky, inclusive, se parece visualmente.

* Outra personagem coadjuvante das histórias do Capitão aparece logo de cara. Seu nome é Betty Ross (não confundir com a coadjuvante das histórias do Hulk). Ela serve como personagem feminina que teria o mesmo peso "bisbilhoteiro" que uma Lois Lane teria em histórias do Super Homem.

* A história do Caveira Vermelha tem aquele clima de desenho do Scooby-Doo, onde o vilão é mostrado como sendo um personagem que aparece no decorrer da história, incitando o leitor a descobrir de quem se trata.

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banzé

2 Re: O Diário de Steve Rogers em 21/10/14, 12:19 pm



Legal, fixei no topo, junto com o diário do Dick Grayson, assim ficará mais fácil das pessoas encontrarem ambos os tópicos.

Abraços. Smile



Última edição por banzé em 22/10/14, 05:48 pm, editado 1 vez(es)

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darkmarcos

3 Re: O Diário de Steve Rogers em 21/10/14, 03:01 pm



@banzé escreveu:Legal, fixei no topo, junto com o diário do Dick Grayson, assim ficará mais fácil das pessaos encontrarem ambos os tópicos.

Abraços. Smile

Fico-lhe grato!

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darkmarcos

4 Re: O Diário de Steve Rogers em 21/10/14, 09:41 pm




O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 2

- Captain America Comics 2 (Abril de 1941)
> Publicada no Brasil na revista Capitão América - As Primeira Histórias, pela editora Abril


Histórias:

"The Ageless Orientals That Wouldn't Die" - Escrita por Joe Simon e desenhada por Jack Kirby
"Trapped In the Nazi Stronghold" - Escrita por Joe Simon e desenhada por Jack Kirby
"The Wax Statue That Struck Death" - Escrita por Joe Simon e desenhada por Jack Kirby


Na primeira história, Capitão América e Bucky lutam com gigantes magricelos, cabeçudos e amarelos vindos diretamente da mais remota montanha do Tibete. As criaturas foram trazidas pelos nazistas e estão espalhando terror pela cidade, como um macabro exército. Mas, assim como os nazis descobriram a forma de controlá-los, através de barulho, os heróis também usam esse detalhe para resolver o problema.

Na segunda história, faz-se uma verdadeira tour pela Europa dominada pelos nazistas e acabam se encontrando não só com as tropas de Hitler, como com o fuher em pessoa.

Na terceira história, os heróis enfrentam o Homem de Cera, um fanático que mata suas vítimas deixando uma espécie de máscara mortuária feita de cera, além de usar algumas cabeças reais de suas vítimas para usar como molde para sua "arte".



A+:

* Fica claro que o inimigo aqui não está focado apenas nos nazistas (apesar de ainda serem a principal ameaça). Os orientais estão representados pelos gigantes amarelos do Tibete, mostrando que os americanos já se armavam para se defender em outro front.

* A impressionante viagem pela Europa traz o avanço do nazismo por aquele continente, como é mostrado em cada passagem da dupla, que atravessa desde Paris até Lisboa. Apesar de chegarem perto de Hitler, não socam o líder como insistentemente mostra a segunda capa da revista, que traz uma situação parecida com a da primeira edição. Porém, nada se compara ao momento mais pitoresco da aventura: para se infiltrar nas linhas inimigas, os dois não poupam criatividade e se vestem, respectivamente, de uma senhora idosa (Capitão América com vestido, peruca e direito até a espartilho) e seu inocente netinho (Bucky que se mostra mais incomodado como o disfarce infantil do que seu parceiro travestido).

* O Homem de Cera mostra ser um vilão tão marcante quanto um Caveira Vermelha, com o diferencial de demonstrar certa liderança, apesar dessa só existir graças ao terror que ele espalha, sendo um psicopata digno dos mais cruéis assassinos seriais da história.

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darkmarcos

5 Re: O Diário de Steve Rogers em 22/10/14, 05:41 pm




O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 3

- Captain America Comics 3 (Maio de 1941)
> Inédita no Brasil


Histórias:

"The Return of the Red Skull" - Escrita e desenhada por Joe Simon e Jack Kirby
"The Hunchback of Hollywood and the Movie Murder" - Escrita e desenhada por Joe Simon e Jack Kirby
"The Queer Case of the Murdering Butterfly and the Ancient Mummies" - Escrita e desenhada por Joe Simon e Jack Kirby


O Caveira Vermelha parece ter feito sucesso o suficiente para voltar da própria morte e infernizar a vida do Capitão América. Os desenhos de Jack Kirby (apesar de unidos aos de Joe Simon) eram bem diferentes daquele pelo qual ele ficou conhecido nas décadas de 60 e 70. No entanto, certo estilo é reconhecível em sua obra. Apesar das forma geométricas mais quadradas não serem parte da composição de seus desenhos, é também através de linhas curvas que o desenhista apresentava idéias inovadoras e maquinários fantásticos. Um bom exemplo disso é a escavadeira/furadeira gigante usada pelo vilão, impressionando em uma cena apocalíptica, onde ele destrói uma cidade inteira.

Um momento forte e nada ingênuo da história é o enforcamento de Capitão América e Bucky. A situação acontece de forma mais polêmica ainda. Dois picaretas que se apresentam em circos decidem se vestir com os uniformes dos heróis para ganhar dinheiro. Justo no dia que começam a fazer suas apresentações, o Caveira Vermelha retorna e pensa se tratar da verdadeira dupla. O rancoroso vilão, mesmo sob protestos dos dois farsantes, não pensa duas vezes em enforcá-los e admirar os corpos pendurados. Uma cena macabra, que só é quebrada pela entrada heróica dos verdadeiros heróis, deixando o vilão confuso.

Na segunda história, o regimento ao qual Steve Rogers pertence participa de uma espécie de visita a um estúdio de cinema. Na história, são feitas citações cinéfilas como o nome do principal suspeito dos crimes que ali ocorrem: Goris Barloff, uma clara homenagem ao ator Boris Karloff, que imortalizou o clássico Monstro de Frankenstein no cinema. A homenagem ainda permite explorar o clichê de que o ator que faz vilões no cinema, sempre pode ser confundido pelo público como uma pessoa sombria e vilanesca como os personagem que interpreta. Mito que é desfeito quando os heróis descobrem que os crimes nos estúdios estão sendo praticados por outros atores.

Na terceira história, um interessante vilão, chamado Borboleta, usa a figura do super ladrão que sempre burla os mais fantásticos sistemas de segurança. Nessa história, os assaltos acontecem em um museu. Da mesma forma que a história anterior, o mote está em descobrir quem está por trás da máscara do criminoso, sendo que os suspeitos são apresentados ao leitor ao longo da narrativa.

Apesar da presença (retorno) do Caveira Vermelha, é uma edição que foge um pouco da perseguição nazista e mostra que o Capitão América também pode ser um personagem interessante em aventuras de ação e suspense.



A+:

* Nessa edição, na terceira história, é a primeira vez que o Capitão América utiliza seu famoso escudo como arma de ataque, e não apenas para se defender (afinal, era um escudo). Com um formato circular, o "adereço" é arremessado contra o vilão Borboleta, que alçava vôo e é derrubado... ferindo-se gravemente na queda, aliás.

* Apesar de não estarem creditados, Al Avison e Al Gabrielle fizeram a artefinal dos desenhos de Jack Kirby. Creditar a equipe não era uma prática comum na época. Porém, geralmente os autores principais assinavam em algum quadro de destaque na própria história.

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6 Re: O Diário de Steve Rogers em 23/10/14, 12:11 pm




O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 4

- Captain America Comics 10 (Janeiro de 1942)
> Inédita no Brasil


Histórias:

"Captain America, A Personal Account of His Smashing a Spy Ambush" - Escrita e desenhada por Joe Simon e Jack Kirby
"Hotel of Horror" - Escrita Jack Kirby e Joe Simon, desenhaa por Al Avison, Jack Kirby e Sydney Shores, artefinalizada por Reed Crandall e George Klein
"The Phantom Hound of Cardiff Moore" - Escrita por Jack Kirby e Joe Simon, desenhada por Al Avison, Jack Kirby e Joe Simon, artefinalizada por Reed Crandall e George Klein


Na primeira história, a Capitão América e Bucky enfrentam as artimanhas de uma espiã nazista. Após derrotar seu grupo, os heróis a deportam para a Alemanha, com um recado para o próprio Hitler: que os americanos irão lutar pela liberdade, não importa o preço.

Na segunda história, a dupla é convidada para uma homenagem em uma cidade, mas são hospedados na suíte presidencial no 13º andar do Hotel Zargon que, na verdade, é uma armadilha dos nazistas para matá-los.

Na terceira história, Capitão e Bucky investigam o mistério do cão fantastma de Cardiff Moor que, segundo a lenda, assombra aquela região assassinando todos que se aproximam. Na verdade trata-se do plano de um ambicioso morador, que recobre um cão com tinta luminosa e ele mesmo se fantasia como um grande cão, para impressionar os desavisados sobre "o cão que anda como um homem".



A+:

* Na história que abre essa edição é a primeira vez que o herói enfrenta uma vilã.

* Na segunda história, a cidade onde Capitão será supostamente homenageado chama-se (curiosamente) Gotham City. Não há, obviamente, nenhuma ligação com a famosa cidade de Batman, uma vez que o personagem pertence a outra editora.

* No hotel-armadilha da segunda história pode-se ler nas reservas dois nomes notórios: Mike Sekowsky e Syd Shores. Bem, não eram exatamente notórios na época da publicação desta aventura, mas se tornariam importantes nomes da indústria dos quadrinhos.

* A terceira história, onde uma região é assombrada por um cão fantasma, é claramente inspirada no livro O Cão dos Baskerville, do escritor Sir Arthur Conan Doyle, no qual o protagonista é ninguém menos que Sherlock Holmes. Pela época, inclusive, pode até mesmo haver uma inspiração por parte da adaptação cinematográfica de 1939, onde o ator Basil Rathbone faz o papel de Holmes (algo curioso, uma vez que o ator ficou notório por interpretar vilões de filmes capa-e-espada).

* Esta é a última história da equipe que criou o Capitão América, Jack Kirby e Joe Simon. A dupla partiria para a editora DC Comics onde produziriam as aventuras do personagem Sandman (não confundir com o homônimo, criado por Neil Gaiman).

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darkmarcos

7 Re: O Diário de Steve Rogers em 25/10/14, 06:04 pm




O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 5

- Captain America Comics 10 (Janeiro de 1943)
> Inédita no Brasil


História:

* "Captain America Battles the Reaper, the Man the Law Couldn't Touch" - Escrita Stan Lee, desenhada por Al Avison, artefinalizada por Al Gabriele

Enviado por Hitler para enfraquercer os Estados Unidos, The Reaper (O Ceifador), um suposto profeta, prega a anarquia contra as leis americanas. O vilão acaba convencendo um grande número de seguidores que realmente se revoltam. Tecnicamente, The Reaper não é exatamente um criminoso, pois se vale da liberdade de expressão, o que o deixa imune até mesmo contra o Capitão América e Bucky. Os heróis até mesmo tem um mandado de prisão expedido contra eles, porque invadiram o escritório do vilão!

Bucky consegue provas de que o Ceifador é um agitador estrangeiro e isso convence a multidão de que ele está tentando dominá-los. Capitão persegue o vilão, que escapa para o metrô. O Ceifador, em pânico, acaba sendo eletrocutado pela eletricidade que corre pelos trilhos.

(Fonte: http://marvel.wikia.com)



A+:

* Interessante notar aqui como as histórias do personagem usam algo tão valioso para os americanos... contra eles mesmos. Não é exatamente uma história crítica, mas mostra como a interpretação da própria liberdade pode ser manipulada.

A liberdade de expressão é um dos itens garantidos pela Constituição dos Estados Unidos, no que é chamado de Primeira Emenda, que rege:

"O congresso não deve fazer leis a respeito de se estabelecer uma religião, ou proibir o seu livre exercício; ou diminuir a liberdade de expressão, ou da imprensa; ou sobre o direito das pessoas de se reunirem pacificamente, e de fazerem pedidos ao governo para que sejam feitas reparações por ofensas."

Ao que tudo indica, O Ceifador usou muito bem o texto para os seus propósitos.

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8 Re: O Diário de Steve Rogers em 27/10/14, 01:31 pm




O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 6

- The Masked Marvel (Novembro de 1943)

* Dirigido por Spencer Gordon Bennet; com William Forrest (Laura), Louise Currie (Cidadão Kane), Johnny Arthur (Do Mundo Nada Se Leva)


Para aqueles que ainda tem preconceito quanto a histórias "com continuação", comum nos quadrinhos de super-heróis, saiba que essa tendência já vem de longa data e até mesmo em outra mídia.

Os seriados eram filmes subdivididos em capítulos (vários aliás) que eram apresentados ao espectador de forma a deixar sempre um "gancho" no final de cada episódio, para atiçar a curiosidade e fazê-lo voltar para ver a continuação. De certa forma, é algo mais próximo das telenovelas de hoje (que, estranhamente, ninguém tem preconceito de também ser "em continuação"). Esses seriados eram uma prática desde a década de 20 e fez muito sucesso nos cinemas americanos e até mesmo no Brasil, nas chamadas matinês.

Uma grande história era criada, divida em capítulos, com começo, meio e fim. Assim que uma série de histórias se completava, um novo seriado entrava no ar. Capitão América iria ter seu próprio seriado. Mas, antes, seu predecessor também fez certo sucesso. Tratava-se de The Masked Marvel (O Maravilhoso Mascarado, ou, simplesmente, O Mascarado).

Com doze capítulos, The Masked Marvel contava a história de um herói mascarado que auxilia um grupo de investigadores a desvendar os crimes de um sabotador japonês. Era a época da Segunda Grande Guerra e o vilão não poderia ser menos estereotipado.

Mas a sacada desse seriado não estava apenas em atiçar a curiosidade do espectador quanto a forma como o herói escapava das armadilhas. O grande mistério era... quem é o Mascarado, afinal? Ele não usava um uniforme, por assim dizer. Além da discreta máscara, usava um terno alinhado da mesma tonalidade e modelo utilizados pelos outros investigadores que, por sua vez, tinham feições muito parecidas... quando encobertas por uma máscara. O chapéu do herói também ajudava a encobrir seu penteado e mesmo sua voz mudava muito quando atuava como vigilante.

O seriado contava com cenas de ação e efeitos especiais impressionantes para a época. Uma curiosidade é que, apesar da identidade secreta do herói na história ser um dos investigadores, o Mascarado não era interpretado por nenhum dos atores do elenco, mas sim por seu dublê. Como o público percebeu a diferença, isso acabou causando certa decepção. Era claro que o roteiro primava por revelar um deles como sendo a identidade secreta do herói. Mas era notável que o homem por trás da máscara não era o mesmo que lutava quando disfarçado. Além do mais, nem mesmo a voz "alterada" para esconder sua identidade era um recurso "sincero", por assim dizer. O Mascarado era dublado, pois seu intérprete não tinha uma voz que mostrasse a firmeza necessária para um combatente do crime.



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darkmarcos

9 Re: O Diário de Steve Rogers em 28/10/14, 11:06 pm




O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 7

- All-Select Comics 1 (1943)
> Inédita no Brasil


História:

* "The Case of the Mystery of the Human Bats" - Desenhada por Don Rico, artefinalizada por Al Bellman

"O Abutre e seus homens-morcego capturam várias autoridades, levando o Capitão América e Bucky a segui-lo até seu covil. Descobre que o vilão injetou um soro especial em suas vítimas, o que lhes dá poder de voar, criando asas parecidas com as dos morcegos. O problema é que, uma vez transformado, é necessário tomar outra dose do soro em 24 horas. Caso contrário, o "homem-morcego" morre, o que o faz tornar-se dependente.

Os heróis derrotam o Abutre e destroem todos os meios de se criar mais do soro, o que faz com que o vilão e seus asseclas estejam condenados".

(Fonte: Great Comics Database : www.comics.org )

A+:

* No lançamento da nova revista All Select Comics, Capitão encontra um novo espaço para suas aventuras serem apresentadas, permanecendo no título até a oitava edição. A proposta da revista, que publicava uma seleção dos antigos heróis da Timely Comics (futura Marvel), era centralizar as história no mais famoso trio de personagens da época: o próprio Capitão América, o Tocha Humana original (que nada tinha a ver com o futuro Tocha Humana do Quarteto Fantástico) e Namor, o Príncipe Submarino.

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10 Re: O Diário de Steve Rogers em 29/10/14, 06:39 pm




O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 8

- All-Winners Comics 9 (1943)
> Publicada no Brasil na revista O Guri nº 92 ("Sabotagem no Canal do Panamá")


História:

* "Case of the Sinister Hum" - Desenhada por Jimmy Thompson

Em visita ao Canal do Panamá, Capitão América e Bucky se deparam com nazistas que ameaçam o local com pequenos aviões carregados de gás tóxico.



A+:

* Os nazistas que figuram como vilões dessa história, liderados pelo Barão von Widemouth, são fugitivos do Brasil! Na fuga, um deles é recapturado e revela os planos de sabotagem ao Canal. Isso leva o eficiente Departamento de Guerra de São Paulo (!) a avisar as autoridades do Panamá e, consequentemente, alertar os heróis quanto a nova ameaça.

* Bucky quase morre tentando "cavalgar" um dos aviões bomba dos nazistas, sendo salvo pelo Capitão que o faz saltar. Curiosa situação, uma vez que seria algo idêntico que conderia o fim da dupla, no futuro.

* A Era de Ouro dos quadrinhos era recheada de mortes bizarras dos vilões, causadas, sem nenhuma piedade, por seus novos heróis. Nesta história, em particular, o Capitão América acaba com a vida do barão nazista ao jogá-lo em uma cova infestada de bombas.

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11 Re: O Diário de Steve Rogers em 08/11/14, 11:52 pm




O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 9

- Captain America (Fevereiro de 1943)

* Dirigido por Elmer Clifton e John English; com Dick Purcell, Lorna Gray, Lionel Atwill


Essa primeira incursão do personagem em um seriado onde aparece sendo interpretado em "carne e osso", é considerado uma adaptação livre, sem qualquer semelhança com os quadrinhos. Pode-se dizer que a única semelhança do personagem aqui apresentado é seu uniforme e, ainda assim, com várias modificações. Apesar das cores apresentadas nos cartazes corresponderem aos quadrinhos, na tela o Capitão América parecia usar um uniforme negro. Mesmo levando-se em conta que se tratava de uma produção que não era a cores, a verdade é que, nas filmagens, o uniforme era negro e cinza.

A faixa listrada por exemplo, cobre apenas sua barriga. E aqui digo "barriga" porque o ator Dick Purcell estava claramente gordinho para o papel. Além disso, o famoso escudo do personagem não foi usado, sendo apenas levemente lembrado na fivela em seu cinto. Como arma, o herói simplesmente usava uma pistola, a qual não vacilava em usar contra seus inimigos. As asinhas na parte coberta em sua cabeça e as botas também foram ignoradas.

As outras diferenças gritantes estavam no fato da identidade secreta do personagem não ser o soldado Steve Rogers. Em seu lugar, preferiu-se utilizar o promotor (!) Grant Gardner (!!) que combatia o crime vestido de Capitão América. O soro do supersoldado, aplicado no herói e do qual se originava sua superforça, foi suprimido dessa versão. O herói contava ainda com uma espécie de secretária, que o auxiliava em suas investigações.

Feito para o formato de seriados cinematográficos, onde a história era serializada para cativar o público, Capitão América foi um dos mais caros empreendimentos da produtora Republic nesse segmento. As mudanças no conceito do personagem  tinham como desculpa que tais detalhes (o personagem ser um soldado, sua identidade secreta e até o escudo) não estavam tão claros no escopo de suas aventuras (pois é...). Nem mesmo o tom de ter os nazistas como inimigo foi utilizado. No lugar de espiões alemães, o Capitão enfrentava um rico explorador conhecido como O Escaravelho, que tencionava se apoderar de armas avançadas, além de assassinar seus antigos colegas de expedição. Para tanto, o vilão contava com uma espécie de gás hipnótico que induzia a vítima ao suicídio. Sua marca registrada era um escaravelho de metal no local do crime.

Ainda com todas as mudanças, o seriado fez sucesso na época. O ator que interpretava o personagem, Dick Purcell, faleceu precocemente (com apenas 35 anos de idade) logo após a finalização das filmagens, vítima de um ataque cardíaco. Segundo boatos, sua condição cardíaca se agravou devido ao estresse causado justamente nas gravações da série.



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darkmarcos

12 Re: O Diário de Steve Rogers em 10/11/14, 11:55 pm




O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 10

- Captain America Comics 36 (Março de 1944)
> Publicada no Brasil na revista O Guri nº 123 ("O Estranho Mistério da Mulher Pantera")


História:

* "The Strange Mystery of the Leopard Woman" - Desenhada por Syd Shores

Steve Rogers e Bucky Barnes (as identidades secretas de Capitão América e Bucky) são designados para servirem de segurança na festa que um comissário está oferecendo a um diplomata polonês. No entanto, o evento é abordado por uma mulher fantasiada de felina e que traz dois enormes leopardos. Os heróis entram em ação e descobrem que, além da vilã e seus animais, há espiões nazistas na festa.

Seguindo os rastros dos leopardos, a dupla chega até a casa da misteriosa Condessa Kyra. Ela mantém uma paixão por grandes felinos e até o seu andar se parece com uma enorme pantera. Logo, Capitão e Bucky descobrem vários leopardos na mansão da condessa, mostrando que ela é realmente a Mulher Leopardo que atacou a festa.

A vilã consegue escapar e tenta, com ajuda de agentes nazistas, envenenar o reservatório de água da cidade. Impedida pelo Capitão, a Mulher Leopardo salta de uma altura mortal para qualquer humano. Mas o herói não vê nenhum corpo, o que o leva a crer que ela talvez tenha capacidades felinas e que irão se ver novamente.



A+:

* Ao contrário de suas primeiras histórias, onde era muito mais agressivo, Bucky se tornou mais frágil com o passar das aventuras. Sua rotina se mantém em correr atrás dos mesmos vilões que o Capitão, ser emboscado e pedir ajuda a seu parceiro.

* Apesar do gancho para a volta da Mulher Leopardo (ou Mulher Pantera, como foi chamada no Brasil), a vilã nunca mais apareceu nos quadrinhos.

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13 Re: O Diário de Steve Rogers em 11/11/14, 11:14 pm




O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 11

- Captain America Comics 38 (Maio de 1944)
> Publicada no Brasil na revista O Guri nº 37 ("O Castelo Sinistro")


História:

* "Captain America in Castle of Doom" - Desenhada por Syd Shores, artefinalizada por Vince Alascia

O FBI e o exército investigam a fuga de prisioneiros de guerra japoneses que, provavelmente, também são responsáveis pelo roubo de munições e peças de aviões, levando-os a desconfiar que estão construindo uma armada em algum ponto do Vale da Morte.

Steve Rogers e Bucky Barnes escoltam o agente do FBI até um oleoduto no Vale da Morte, onde há indícios de ação dos prisioneiros. Mas o agente é morto e a dupla investiga estranhas marcas no chão que os levam a... um castelo no meio do deserto! Agora em sua identidade de Capitão América e Bucky, os heróis são capturados e levados para o castelo (que descobrem estar na propriedade de um explorador que também foi capturado pelos japoneses). Os vilões explicam que o plano é montar os aviões com marcas americanas, podendo assim se aproximar de bases militares nos Estados Unidos e atacá-las.

O explorador revela que o castelo está em cima de sua mina de ouro e está disposto a lutar por ela. Chamando a atenção dos guardas, o trio consegue escapar e atacar seus inimigos. Com ajuda de seu amigo explorador, os heróis conseguem explodir o castelo e os aviões inimigos, prometendo manter o segredo da mina de ouro.



A+ :

* O Vale da Morte, nos Estados Unidos, situa-se no estado da Califórnia e é um dos locais que atingiram a maior temperatura climática do planeta, alcançando 56 graus.

* Não basta ser desenhista do Capitão América. Tem que participar... da guerra! Syd Shores iniciou sua carreira como desenhista sendo uma espécie de apadrinhado de duas lendas dos quadrinhos: Jack Kirby e Joe Simon (entre outros feitos, os criadores do Capitão). Foi tão compentente que, quando a dupla deixou a revista do herói, os substituiu e se tornou um dos principais desenhistas a trabalhar com o heróis.

Shores viu seus colegas partirem para servir a pátria no front, em plena Segunda Guerra mundial. Mas sua vez também chegou e ele foi convocado. Serviu no mesmo regimento do quase mitológico general George S. Patton. Foi ferido durante a Guerra, chegando a receber o Coração Púrpura (condecoração especial a soldados gravemente feridos em guerra).

Sobrevivendo aos campos de batalha, Syd Shores voltou a desenhar para a mesma editora que publicava o Capitão América, mesmo quando essa passou a ser conhecida por seus novos personagens, no que viria a se chamar Universo Marvel, na década de 60. Continuou desenhando e finalizando até seus últimos dias, vindo a falecer por problemas cardíacos em 1973.

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14 Re: O Diário de Steve Rogers em 15/11/14, 09:04 pm




O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 12

- Captain America Comics 42 (Outubro de 1944)
> Publicada no Brasil na revista O Guri nº 135 ("Águas da Morte")


História:

* "Waters of Death" - Desenhada por Vince Alascia, artefinalizada por Mike Sekowsky

Capitão América e Bucky investigam sobre as ameaças de morte a um famoso milionário. Seguindo-o até uma festa em sua mansão, são testemunhas de sua morte quando este mergulha na própria piscina. Verificando as marcas em seu corpo, o herói encontra na água uma espécie de animal marinho venenoso, colocado lá com a óbvia intenção de matá-lo.

Os heróis aguardam durante a noite e se deparam com um homem que retira o animal da piscina. O perseguem até seu esconderijo e descobrem que se trata de um cientista que mantém inúmeros animais marinhos mortais em seu laboratório. Este procurava vingança contra o milionário por este não financiar seus experimentos. Ao esquivar-se da dupla, o vilão cai em um tanque com um polvo venenoso gigante e, mesmo com o Capitão conseguindo livrá-lo, morre logo em seguida.



A+:

* Desde o número anterior, Vince Alascia passa a ser o desenhista regular das aventuras do Capitão América (ainda que Syd Shores esteja no título em algumas histórias do herói). Na verdade, Alascia já vinha desenhando algumas edições anteriores, mas não de forma tão regular.

* A criatura marinha encontrada na piscina (e que acabou envenenando o milionário) é conhecida como caravela-portuguesa. Trata-se de um animal parecido com uma água-marinha ou medusa e de incrível capacidade tóxica. Uma peculiaridade é que a caravela-portuguesa não nada pelos oceanos. Fica flutuando a deriva e capturando seu alimento com seus tentáculos que chegam a medir alguns metros. Apesar desse alcance, seu corpo azulado e transparente (quase imperceptível, o que o torna mais mortal) é relativamente pequeno.

* O cientista/pesquisador que atua como assassino do milionário é um ictiologista, zoólogo especializado em peixes. No entanto, a ictiologia pode ser uma área mais abrangente, englobando biologia marinha, limnologia e oceanografia.

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15 Re: O Diário de Steve Rogers em 15/11/14, 10:31 pm




O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 13

- Captain America Comics 43 (Dezembro de 1944)
> Publicada no Brasil na revista O Guri nº 292 ("Sombra da Morte")


História:

* "Captain America in The Shadows of Death" - Desenhada por Vince Alascia, artefinalizada por Al Bellman

Em uma pacata cidade, os habitantes testemunham por misteriosas sombras de um suposto assassino executando uma vítima. O estranho é que não há nenhum indício do ocorrido no local e muito menos um corpo. Capitão América e Bucky chegam até o sobrinho de um artista plástico que lhes revela algo impressionante. Algumas obras do seu tio, que está viajando, retratam justamente silhuetas de assassinato. Quando os habitantes testemunham o fenômeno, tais silhuetas simplesmente desaparecem do quadro, dando idéia de que elas saem pela noite.

Ao visitar a mansão do artista, a dupla descobre que tudo não passa de um truque do próprio sobrinho, que pretende assustar todos os habitantes para que, assim, ele possa explorar um importante minério que será determinante na construção de armas para a guerra. Para piorar, o jovem pretente vender o valioso minério para os nazistas.

Descoberto o esquema, o sobrinho do artista tenta fugir, mas seu caminhão despenca de um desfiladeiro, tirando-lhe a vida.



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16 Re: O Diário de Steve Rogers em 15/11/14, 11:33 pm




O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 14

- Captain America Comics 44 (Janeiro de 1945)
> Publicada no Brasil na revista O Guri nº 284 ("O Profeta do Ódio")


História:

* "The Prophet of Hate" - Desenhada por Vince Alascia, artefinalizada por Al Bellman

Uma história com um tom de humor acima das aventuras anteriores.

Dentro do regimento onde Steve Rogers e Bucky Barnes servem, existe o austero Sargento Duffy. Este personagem está para os heróis assim como o conhecido J. Jonah Jameson está para o Homem-Aranha. Ou seja, ignorando a identidade secreta dos heróis, ironicamente descarrega todas suas frustrações em cima da dupla. Nessa história, essa situação chega ao máximo quando o sargento recebe uma carta de sua namorada (eles estão em uma missão na Índia) dizendo que ele é um covarde, nunca tendo um ato heróico ou medalha. E ainda cita que ele deveria ser como um... Capitão América, por exemplo. O sargento mostra a carta para a dupla e, sem saber, os culpa pelo ocorrido. De imediato, Rogers e Barnes se assustam, pensando que o sargento descobriu o segredo. Mas ele logo explica que os dois são culpados pois, em situações extremas, perde tempo os procurando pelo regimento, uma vez que sempre desaparecem (na verdade estão atuando como Capitão América e Bucky).

Na Índia, o regimento é ameaçado pela lenda do Profeta do Ódio, uma espécie de múmia que ressucitará e levará seu povo a destruir todos os invasores americanos. A crença nessa lenda é tamanha, que seus fiéis não pensam duas vezes antes de cometer suicídio para defendê-lo.

Os heróis investigam o ataque de fanáticos do Profeta e chegam a uma base onde, realmente, há um corpo mumificado segurando uma espada dourada: o Profeta do Ódio! São capturados e, para sua surpresa, na cela está ninguém menos que... o sargento Duffy. O trio consegue escapar e lutar contra os fanáticos. Apesar de sua truculência, o sargento logo é desacordado. A dupla enfrenta o próprio Profeta e descobre que ele é um espião japonês disfarçado, deixando-o para a justiça dos fanáticos.

Quando o sargento Duffy acorda, Capitão e Bucky o agradecem por ter agido como um verdadeiro herói e derrotado o Profeta do Ódio. Orgulhoso, Duffy volta ao regimento mas não se esquece de mandar Rogers e Bucky para o castigo de descascar batatas.



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17 Re: O Diário de Steve Rogers em 21/11/14, 03:52 pm




O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 15

- All-Select Comics 7 (Março de 1945)
> Inédita no Brasil


História:

* "Masters of Evil" - Desenhada por Vince Alascia, artefinalizada por Al Bellman

Um criminoso em fuga do Capitão América se refugia no covil do feiticeiro Terdu. O feiticeiro utiliza um misterioso caldeirão onde convoca vilões do passado: Jack (o estripador), os pistoleiros Frank e Jesse James e o pirata Capitão Kidd. O grupo é chamado de Mestres do Terror e apavoram a cidade.

Capitão América e Bucky conseguem deter o grupo e chegar até Terdu, encontrando também o assaltante fugitivo. Na luta, Terdu acaba caindo em seu próprio caldeirão misterioso, sendo dissolvido pelo líquido borbulhante.



A+:

* Apesar de não haver aparente conexão, é interessante notar que o grupo de vilões históricos é chamado de Mestres do Terror, uma fez que, futuramente, haverá um grupo de mesmo nome, formado de vilões do Universo Marvel. De certa forma, o conceito é o mesmo, levando-se em conta que as histórias do Capitão ainda não tinham exatamente um elenco de vilões próprios suficientes para formação de um grupo desse tipo.

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18 Re: O Diário de Steve Rogers em 22/11/14, 01:50 am




O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 16

- Captain America Comics 52 (Janeiro de 1946)
> Publicada no Brasil na revista O Guri nº 294 e 296 ("O Caso da Máquina de Escrever Telepática" e "A Bela e a Fera")


História:

* "The Case of the Telepathic Typwriter" - Escrita por Bill Finger, desenhada por Vince Alascia
* "Beauty and the Beast" - Escrita por Bill Finger, desenhada por Vince Alascia


Um escritor é cobrado por uma rádio para criar uma novela radiofônica onde apareça um monstro tão ou mais terrível do que o monstro de Frankenstein. O escritor cria então Am, criatura que é tão bem escrita e faz tanto sucesso... que o público começa a acreditar que ele existe. Essa "fé" na existência do monstro tem um efeito sobrenatural sobre a criação... Am passa a existir na vida real, tão destrutivo quanto nas histórias em que é escrito. Aterrorizado no começo, o escritor passa a usar sua criação uma vez que percebe que tudo que datilografa sobre suas histórias se torna realidade. O escritor, então, usa esse poder para que Am cometa crimes e até enfrente o Capitão América.

Am toma consciência de sua dependência da mente do escritor e, em dado momento, toma conta da máquina de escrever, tornando-se e indepentente e matando seu criador. Sequestra uma repórter (num clássico chavão ao estilo a Bela e a Fera), que convence a criatura a também executar boas ações... como prender um criminoso, por exemplo. Am leva um famoso criminoso até a caverna onde se esconde, mas este também convence a criatura de que as mulheres gostarão mais dele se roubar jóias e dinheiro. Apaixonado pela repórter, Am começa a roubar.

Capitão América e Bucky chegam até a caverna da criatura e, no meio da batalha, a repórter toma conta da máquina de escrever. Nela, escreve "Am morre". Quando isso acontece, a criatura cai em um enorme fosso. Capitão lança a máquina de escrever no mesmo fosso para que seja destruída.



A+:

* Aqui existe um ponto interessante dentro da continuidade do universo Marvel... ou do que seria o universo Marvel.

O Capitão América foi criado em 1941 e sua revista durou até 1950. Quando a Marvel surgiu (e seu universo de personagens) o herói foi resgatado do passado e reintroduzido nesse novo cenário. Para explicar como ele sobreviveu (e onde estava, afinal), criou-se a história de que ele caiu nas águas geladas do ártico após uma explosão (que vitimou seu parceiro, Bucky) e permaneceu congelado, sendo revivido em meados da década de 60 (quando as histórias da Marvel estavam iniciando suas publicações).

Levando essa nova cronologia em conta, e de que o Capitão América original supostamente sumiu em 1945, quando foi congelado, as histórias posteriores a isso consideram que quem usava o uniforme do herói NÃO ERA STEVE ROGERS. Em seu lugar, o próprio presidente Truman escolheria um outro herói, até então conhecido como Indendente, para vestir o manto de Capitão América. Consequentemente, também escolheria outro Bucky.

Essa história, portanto, tem como identidade secreta do Capitão América outro civil, William Nasland, considerado o segundo Capitão América.

É claro que, na época em que essa história foi publicada, esse fato sequer era cogitado, assim como uma existência de Universo Marvel, William Nasland ou mesmo de algo chamado "continuidade" nos quadrinhos. Isso surgiu depois, reaproveitando fatos passados, o que se chama tecnicamente de retcon.

Portanto, daqui em diante, acompanhamos as aventuras de William Nasland, o segundo Capitão América, juntamente com seu parceiro, Fred Davis Jr, o segundo Bucky.

* Coincidência ou não, a história que considera William Nasland como o novo Capitão América de fato traz mudanças até mesmo no clima da história. Até mesmo sua estrutura, que traz uma história em continuação, apesar de ser publicada dentro da mesma revista, ou seja, uma história mais longa, em duas partes. Parte desse "novo clima" se deve ao novo e ilustre escritor: Bill Finger. Ele é o criador, juntamente com o desenhista Bob Kane, de outro famoso herói dos quadrinhos, Batman, apesar do personagem pertencer a outra editora a National Periodical, futura DC Comics que seria a principal rival da também futura Marvel.

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19 Re: O Diário de Steve Rogers em 22/11/14, 04:25 am




O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 17

- Captain America Comics 54 (Março de 1946)
> Publicada no Brasil na revista O Guri nº 282 ("Scarface, o Filme da Morte")


História:

* "Scarface and the Script of Death" - Escrita por Bill Finger, desenhada por Vince Alascia

Capitão América e Bucky assistem a gravação do filme "A Morte de Scarface". No entanto, as mortes que ocorrem durante as filmagens parecem estar realistas demais. Atores e produtores estão sendo assassinados de verdade.

A investigação da dupla leva até um dos produtores que, juntamente com um ator que foi arruinado devido a um incêndio passado, decidem se vingar de seus antigos colegas.



A+:

* A participação de Bill Finger nos roteiros marca uma grande semelhança do vilão dessa história com outro vilão dos quadrinhos: o Cara-de-Barro, inimigo do Batman criado pelo desenhista Bob Kane, parceiro de Finger na criação deste herói (porém para a editora DC Comics). Curiosamente, Finger voltaria a DC Comics décadas depois e criaria o segundo vilão com esse mesmo nome, porém com uma origem e conceito diferentes.

* O nome da história (e o fato de ocorrer no ambiente cinematográfico) facilmente leva o leitor a lembrar do clássico filme "Scarface, a Vergonha de uma Nação", dirigido por Howard Hawks e estrelado por Paul Muni, em 1932. Baseado na mesma história de Armitage Trail, houve uma versão filmada em 1983, dirigida por Brian de Palma e estrelada por Al Pacino (tendo Oliver Stone como um dos roteiristas). Ambos abordando o submundo do crime, a diferença entre as duas versões é que a de 1932 focava o contrabando de bebidas alcoólicas, enquanto a versão da década de 80 focava na cocaína.

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20 Re: O Diário de Steve Rogers em 23/11/14, 08:22 pm




O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 18

- Captain America Comics 56 (Maio de 1946)
> Publicada no Brasil na revista O Guri nº 218 ("Assassinos de Casbah")


História:

* "The Casbah Killer" - Desenhada por Don Rico, artefinalizada por Vic Dowd

Após a Segunda Guerra, a Europa recebe ajuda com mantimentos para os sobreviventes de guerra. No entanto, o governo americano desconfia que há um desvio desses mantimentos em Argel. Para investigar, convocam Capitão América e Bucky.

Em Argel, os heróis são recebidos por um espanhol que idolatra a cultura americana (e o Capitão América, consequentemente), chegando ao ponto de adotar até um nome americanizado. Mas esse fanatismo americano chega ao ponto do espanhol até mesmo ser um gangster e, na verdade, planejar a morte dos heróis.

A dupla é auxiliada por uma misteriosa moça chamada Sari, que lhes dá dicas dos perigos que estão correndo, ajudando-os a desmascarar o vilão espanhol e descobrir que é ele quem desvia os mantimentos dos sobreviventes.



A+:

* O escritor Don Rico era talentoso e produtivo... mas também era considerado um agitador dentro da redação da Timely/Atlas (futura Marvel). Era contra um suposto estrelismo de Syd Shores, principal artista da editora na época, e vivia indo contra decisões do próprio Martin Goodman, chefão da Timely, levando um seleto grupo com ele.

Curiosamente, quando se diz que Stan Lee se tornou editor-chefe muito jovem, com 19 anos, Rico também se embrenhava na área mais administrativa da empresa do que o próprio Lee... que era parente próximo de Goodman.

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21 Re: O Diário de Steve Rogers em 23/11/14, 11:01 pm




O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 19

- All-Winners Comics 21 (Dezembro de 1946)
> Publicada no Brasil na revista O Guri nº 182 ("A Ameaça do Futuro")


História:

* "Menace From the Future World" - Escrita por Otto Binder, desenhada por Al Avison, artefinalizada por Jack Kirby (que assina como Charles Nicholas)

* "The Green Plaghe" - Escrita por Otto Binder, desenhada por Vince Alascia, artefinalizada por Syd Shores

* "Muder In Slow Motion" - Escrita por Otto Binder, desenhada por Vince Alascia, artefinalizada por George Klein

* "Wave of Destrucion" - Escrita por Otto Binder, desenhada por Al Avison, artefinalizada por Vince Alascia

* "Holiday For Murder" - Desenhada por Vince Alascia, artefinalizada por Al Avison

* "The Living Dead" - Escrita por Otto Binder, desenhada por Jack Kirby (assinando como Charles Nicholas), artefinalizada por Syd Shores

* "Flames of Fury" - Escrita por Otto Binder, desenhada por Syd Shores, artefinalizada por Al Gabriele

* "War Between the Worlds" - Escrita por Otto Binder, desenhada por Vince Alascia, artefinalizada por Al Avison


Perseguindo uma vilã conhecida como Madame Morte, Capitão América e Bucky descobrem que ela se aliou a um poderoso novo inimigo: o Homem do Futuro, que traz tecnologia de um tempo futuro para dominar a Terra.

Diante de tamanha ameaça, o Capitão América convoca outros heróis para se dividirem e tentar deter os vilões em várias partes do planeta. Dessa forma, esse "Esquadrão Vitorioso" envia Ciclone para a América do Sul, Namor para a Ásia, Miss América para a África, Tocha Humana e Centelha para a América do Norte e ele mesmo com Bucky para a Europa.

Em cada um dos continentes, os heróis encontram o Homem do Futuro tentando utilizar uma espécie de ameaça diferente vinda da tecnologia futurista. No final, o grupo se encontra nos Estados Unidos, onde podem deter a Madame Morte e o Capitão consegue alterar a máquina do tempo do vilão para que, ao invés dele ir ao futuro, acabe retrocedendo ao passado e ser derrotado.



A+:

* O grupo conhecido como Esquadrão Vitorioso reunia os principais heróis da Timely (que viria a se tornar a Marvel, décadas depois). Na verdade, sequer poderia ser chamado de "grupo", sendo mais um encontro de personagens. E mesmo esses encontros foram muito poucos... dois apenas, sendo este o segundo. O nome dessa reunião (All-Winners Squad, no original) remetia ao nome da revista em que eram publicados, a All-Winners Comics, espécie de almanaque com a reunião histórias desses heróis, mas independentes de se encontrarem. A estrutura dessa aventura, por exemplo, mostrava várias histórias onde os heróis agiam separadamente, como se fosse uma aventura solo de cada um. A única ligação entre essas histórias são os mesmos vilões em cada uma delas, agindo em uma ordem cronológica conforme seus ataques.

Futuramente, no universo Marvel, seriam contadas histórias dessa reunião de heróis do passado, porém seriam lembrados com outro nome, Os Invasores.

* Houve uma confusão em relação a numeração da revista All-Winners Comics. Da edição de nº 19 ela pulou para a... 21! Na época, a pouca importância a continuidade das histórias era tamanha, que nem mesmo isso era levado tanto em consideração. Não que, na época, esse "detalhe" tivesse passado desapercebido, mas os colecionadores de hoje não tem um motivo oficial do porque isso aconteceu.

A versão mais aceita é de que a revista iria mudar de nome no número 20, mas isso acabou se tornando uma outra revista, chamada Young Allies (que teve numeração própria). Como o tropeço nesse planejamento já havia sido dado, decidiu-se continuar a revista como All-Winners Comics na edição 21, curiosamente seu último número.

* Assim como a cronologia Marvel não considerava Steve Rogers como sendo o Capitão América nesse período, aqui também temos um TERCEIRO Capitão América. O segundo, William Nasland, de acordo a cronologia do universo Marvel, foi morto ao salvar a vida do então desconhecido John F. Kennedy, quando esse iniciava sua carreira política. Portanto, quem assumia o uniforme de Capitão nessa edição era Jeff Mace, o homem que atuou como o herói Patriota até então.

* O escritor dessa saga, Otto Binder, é um dos principais escritores Capitão Marvel, que nada tem a ver com a futura editora/universo, mas trata-se do super-herói que usa a palavra mágica sHAZAM! Otto começou sua carreira como escritor de ficção científica. Assinou seu primeiro trabalho, aos 19 anos, como Eando Binder. Esse nome, aliás, é um jogo de letras devido a essa história ter sido escrita juntamente com seu irmão, Earl. Dessa forma temos E (de Earl) e O (de Otto). "E e O" em inglês escreve-se "E and O", o que explica o nome Eando, e mantém o "Binder" dos irmãos.

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22 Re: O Diário de Steve Rogers em 24/11/14, 08:04 pm




O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 20

- Captain America Comics 60 (Janeiro de 1947)
> Publicada no Brasil na revista O Guri nº 168 ("O Homem-Mosca")


História:

* "The Human Fly" - Desenhada por Mike Roy, artefinalizada por Al Avison

Um artista de circo se apresenta com um traje cheio de ventosas, capaz de subir por uma grande e alta cerca. O nome da atração é "O Homem Mosca". Mas, em uma apresentação, o artista cai e adquire medo de alturas. Promete para sua namorada que irá arrumar um emprego onde possa recuperar a coragem de escalar lugares altos.

Tempos depois, um lavador de janelas de edifícios testemunha um homem guardando jóias em uma das salas do prédio que escala. Logo, uma idéia lhe vem a cabeça e ele aparece utilizando o uniforme de Homem Mosca. Capitão América e Bucky testemunham um dos seus roubos e, como haviam visto o show do circo, após uma breve batalha (e fuga do vilão) seguem direto para prender o artista. No entanto, o artista não é o culpado pelos crimes. De fato arrumou um emprego para perder medo de alturas... mas cuidando da iluminação do circo. O que conta é que sua roupa especial foi roubada.

Desculpando-se do artista, a dupla logo encontra o novo vilão e o segue até um farol, onde há uma valiosa coleção guardada. Na fuga, o novo Homem Mosca tropeça em barris de melaço que, ironicamente, o prendem no chão por suas ventosas.



A+:

* A capa original dessa edição apresenta uma pequena informação em uma de suas pontas: a Marvel Magazine. Apesar disso, não significa que o universo Marvel estava formado, algo que aconteceria apenas na década de 60. A informação é o que a tradução literal quer realmenter dizer, ou seja, que se trata de "uma revista maravilhosa". Mas já era o início de uma idéia que seria, futuramente, investida por Stan Lee que, jovem, já fazia parte da redação da editora Timely.

* A edição original ainda considera Steve Rogers como esse Capitão América, como lembra Bucky ao chamá-lo. Porém, para efeitos de cronologia, o personagem realmente sumiu em 1945, sendo este Capitão com a identidade secreta de Jeff Mace e o Bucky continua sendo Fred Davis.

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23 Re: O Diário de Steve Rogers em 25/11/14, 11:02 am




O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 21

- Captain America Comics 66 (Abril de 1948)
> Publicada no Brasil na revista O Guri nº 229 ("Betsy Ross")


História:

* "Golden Girl" - Escrita por Stan Lee, desenhada por Syd Shores, artefinalizada por Ken Bald

Bucky é baleado e não pode atuar como parceiro do Capitão América. O herói acaba revelando sua identidade para Betsy Ross, que é treinada e se torna Golden Girl, nova heroína que atua como parceira do Capitão.



A+:

* Aqui, Bucky (Fred Davis) deixa de atuar ao lado do Capitão América. Lembrando que este Capitão América, segundo a cronologia, passou a ser Jeff Mace. Este, por sua vez, futuramente irá se casar com Betsy Ross, a nova parceira Golden Girl.

Já o Bucky, coitado, teve um destino "editorioalmente" pior que a morte: baleado, chegou a ficar confinado em uma cadeira de rodas... e simplesmente não foi mostrado mais.

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24 Re: O Diário de Steve Rogers em 25/11/14, 12:57 pm




O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 22

- Captain America Comics 67 (Julho de 1948)
> Publicada no Brasil na revista O Guri nº 205 ("O Cantor Que Queria Lutar")


História:

* "The Singer Who Wanted to Fight" - Desenhada por Syd Shores, artefinalizada por Vince Alascia

Um cantor frustrado descobre sua nova vocação ao nocautear um arrogante lutador de boxe em um restaurante. O mesmo lutador decide investir na nova carreira do novato, mas já planeja sua morte nos ringues, assim que enriquecer as suas custas.

Capitão América e Golden Girl testemunham a ascenção do cantor e os planos para lhe tirar a vida. Para impedir o assassinato, o próprio Capitão sobe aos ringues (após quebrar o queixo do cantor no treino, para que desista) e consegue desmascarar os golpistas.



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25 Re: O Diário de Steve Rogers em 25/11/14, 02:02 pm




O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 23

- Young Men 24 (Dezembro de 1953)
> Publicada no Brasil na revista Biriba Mensal nº 56, pela editora RGE ("A Traição do Capitão América")


História:

* "Back From The Dead - Escrita por Stan Lee, desenhada por John Romita, artefinalizada por Mort Lawrence

Os tempos agora são outros e o vilão Caveira Vermelha ressurge ameaçando as Nações Unidas em nome do comunismo. Para a surpresa do próprio vilão, seu maior inimigo, Capitão América também ressurge acompanhado de seu companheiro Bucky.

Durante todos esses anos, o herói permaneceu inativo, lecionando em uma escola, mas decide voltar a ativa para defender a liberdade contra o avanço dos comunistas.



A+:

* A revista do Capitão América (Captain America Comics) foi cancelada no número 71, devido a popularidade dos super-heróis caírem muito entre o final da década de 40 e início da década de 50. Com esse ressurgimento do Capitão América, houve mais três números do título, na esperança de continuar suas aventuras... algo que, por não recuperar sua popularidade, não aconteceu.

* A Timely, editora que publicava as aventuras do herói, agora se chama Atlas.

* É a década de 50 e a Guerra Fria engatinhava em uma verdadeira batalha de ideologias, dividindo o mundo entre o imperialismo americano e o comunismo soviético. Devido a isso, o personagem ressurgiu, mudando seu foco.

* Para efeitos de cronologia, este é a quarta versão do personagem. Aqui temos o professor William Burnside que, juntamente com o garoto (e seu aluno) Jack Monroe, veste o uniforme do herói e combate a ameaça representada pelo também novo Caveira Vermelha, aqui encarnado por Albert Malik, que também decidiu reverenciar o desaparecido vilão.

* Lembrando que o Caveira Vermelha se tornou um símbolo contra o modo de vida americano. Dessa forma, com o desaparecimento do primeiro vilão a utilizar esse nome durante a Segunda Grande Guerra, outros se vestiam com uma "máscara de caveira vermelha" para espalhar o terror, algo que o vilão bem representava. Albert Malik, na verdade, é o quarto homem a se autodenominar Caveira Vermelha. A cor em seu nome, em tempos de Guerra Fria, tomou outra representação.

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