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O Diário de Dick Grayson

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Diego

76 Re: O Diário de Dick Grayson em 21/12/14, 10:37 am

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Boa idéia,Banzé. O Marcos é parceiro!

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banzé

77 Re: O Diário de Dick Grayson em 21/12/14, 10:41 am

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Sim, tem gente que não tem tempo para ser moderador, nem quer, mas é gente fina, e as vezes precisa de uma mão de um moderador, mas não tem ninguém online disponível, por isso criei a categoria VIP, assim ele terá como mexer no fórum, quando não estivermos disponíveis, ou ele pode ajudar alguém com problemas, essas coisas. Smile

Ver perfil do usuário http://fumetteiros.omeuforum.net

darkmarcos

78 Re: O Diário de Dick Grayson em 21/12/14, 10:55 am

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[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] escreveu:Olá Dark, criei uma nova categoria dentro do fórum, o usuário VIP, já que você é importante e especial dentro deste fórum, te inclui nesta nova categoria. Você terá novas ferramentas para postar, como se fosse um moderador, mas não precisa se tornar um. Abraços. Wink

Fico-lhe grato pelo reconhecimento, amigo.

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darkmarcos

79 Re: O Diário de Dick Grayson em 21/12/14, 09:35 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 63

- Detective Comics 112 ( Junho de 1946 )

* "The Case Without a Crime", história escrita por Alvin Schwartz, desenhada por Win Mortimer

Publicada no Brasil pela Editora Ebal, na revista Almanaque do Batman 1977 ("O Caso Sem Crime")


Batman e Robin visitam a sala de troféus da Mansão e reencontram um dos mais estranhos itens: uma nota de um dólar. Mais estranho ainda foi o caso que a levou até ali.

Bruce Wayne foi convidado para uma festa à fantasia e a compra na loja de roupas de Papa Brugel. Estranhamente, quando o guarda livros, August, confere o dinheiro do caixa... estão faltando exatos 99 dólares. Mas ninguém entrou ou saiu da loja durante aqueles minutos e os funcionários que ali estavam eram de tanta confiança de Brugel, que praticamente eram uma segunda família.

Na festa, Dick e Bruce, ainda intrigados com o desaparecimento de uma quantia tão exótica, se deparam com alguém bem conhecida da dupla: a Mulher-Gato! E, de fato, a vilã está para aprontar das suas. Seguindo para o interruptor, ela deixa a festa inteira na escuridão. Alguém grita por socorro e diz que seu colar de pérolas foi roubado. Quando as luzes se acendem, a Mulher-Gato está fugindo pelas escadas do salão. Bruce e Dick, que aproveitaram a escuridão para vestir seus uniformes, perseguem e capturam a vilã. Batman percebe que o colar que ela tem em mãos... não é feito de pérolas verdadeiras. Quando Robin tira a máscara da vilã... descobre que não é ela. Trata-se de uma das funcionárias de Brugel que atende no caixa, Corinne, que arquitetou aquela encenação pois estava desesperada por ganhar o prêmio de cem dólares do baile.

Corinne não ganhou o prêmio, mas a dupla dinâmica achou muita coincidência ela se dedicar tanto a um prêmio de cem dólares, quando a loja em que trabalha havia sofrido um roubo de noventa e nove. Esperando-a na saída da festa, pedem satisfações por suas ações e ela explica que fez aquilo pois sabe que Eddie, manequim da loja que ela desconfia ter roubado a loja, não deve ter feito isso por mal. Corinne fala a Batman e Robin do sumiço dos 99 dólares da caixa registradora. Eddie a evitou a tarde inteira. Ela passou por sua casa, viu a luz do quarto acesa, telefonou, mas a senhoria disse que ele não estava. Provavelmente, ele a mandou dizer isso. Corinne está preocupada... mas não quer que ele pense que suspeite dele. Batman promete que irá ver Eddie pela manhã.

Robin estranha tanta confusão por causa de 99 dólares. A loja fatura milhares de dólares por semana e esse sumiço poderia ser apenas um engano. Mas Batman sabe que quatro pessoas estão envolvidas. Se a verdade não for descoberta, as suspeitas mútuas poderão destruir tudo o que eles conquistaram nesses anos de trabalho e confiança um no outro.

No domingo, ao meio-dia, Batman e Robin chegam à casa de Eddie, que está saindo. A dupla dinâmica o segue para descobrir algo. Eddie segue para um parque de diversões, mas aparenta estar triste. Dentro do parque, Eddie segue para um ringue onde um lutador, chamado de Destruidor, desafia a plateia para enfrentá-lo. Aquele que aceitar o desafio e aguentar 5 minutos no ringue, ganhará 100 dólares. Eddie também aparenta querer repor os 99 dólares roubados. Robin ainda está intrigado com a quantia estranha.

Batman não quer deixar que Eddie seja massacrado. Os heróis o abordam em uma das barracas, onde ele está trocando de roupa, para impedi-lo. Eddie não quer ajuda. Afinal, alguém de quem ele gosta está precisando desse dinheiro. Batman desconfia que ele esteja falando de Corinne, pois Eddie desconfia que foi ela quem roubou os 99 dólares. Batman usa a maquiagem na barraca para se disfarçar como Eddie. Segundos depois, disfarçado de Eddie, Batman entra no ringue. O herói consegue se desvencilhar dos golpes do Destruidor e acaba ganhando os 100 dólares. Mas o falso "Eddie" não aceita o prêmio, alegando que só fez aquilo pela diversão. Batman garante a Eddie que Corinne não é a culpada. Robin continua intrigado com a quantia estranha.

Eliminando Corinne e Eddie, a dupla dinâmica só tem August, o guarda-livros, como suspeito. Apesar de o próprio Eddie insistir que não havia erro nas contas de August, pois todos verificaram várias vezes... e os 99 dólares continuavam faltando. Os heróis seguem para a residência de August na esperança de que ele dê algum esclarecimento.

Ao chegar à residência de August, descobrem que ele foi até a loja. Mas... o que ele iria querer lá num domingo? Batman e Robin seguem para a loja. Lá chegando, encontram a porta aberta e o que parece ser uma luta acontecendo. Ao acenderem as luzes, descobrem que é Papa Brugel e August que estão lutando. Ambos estavam ali para repor o dinheiro do próprio bolso e, assim, encobrir o ladrão. Isso leva Papa Brugel a ter Corinne e Eddie como suspeitos. Mas Batman esclarece que eles não são culpados. Papa Brugel chega a ficar contente com a possibilidade de August ter errado nas contas e prefere esquecer tudo. Mas Robin ainda gostaria de saber o que aconteceu aos 99 dólares. A quantia é ridícula, mas eles conseguiram tirar um peso de cima dessas quatro pessoas. No momento, é o que interessa.

Na manhã seguinte, na casa de Bruce Wayne, enquanto ele se veste, Dick continua pensando sobre o mistério do dinheiro. De repente... Bruce parece ter encontrado a solução! Eles seguem para a loja de Papa Brugel. Bruce fala com Corinne sobre um pequeno engano que ela cometeu, quando ele pagou pela fantasia que havia comprado. Abrindo sua carteira, encontrou uma nota de cem dólares que não deveria estar ali. Corinne deve ter lhe dado os cem em vez do seu troco de um dólar. No momento que ela fazia isso, Papa Brugel a chamou. Bruce também se lembra de que, nesse momento, ela não olhou para a registradora e, ao invés de lhe dar o troco de um dólar... deu-lhe cem. Todos na loja não só estão aliviados, como acham engraçado que aquele é um caso que Batman não solucionou. Antes de sair da loja, no entanto, Bruce lembra Papa Brugel de algo que ele está esquecendo. Ele lhe devolveu os cem dólares, portanto... a loja lhe deve um dólar de troco.

E assim se explica como aquela nota de um dólar foi parar na sala de troféus, tudo por causa do "Caso Sem Crime".


A+:

* Dark+ : E quando disserem que Bruce tirou o sono de Dick, foi por causo desse maldito troco. História como se fosse uma comédia de erros, mas que tem como fundo mostrar o transtorno que pode ser causado quando alguém lhe devolve o troco a mais. E no final, verdade seja dita... Bruce Wayne era o ladrão!

GALERIA

Guillem March : [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

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darkmarcos

80 Re: O Diário de Dick Grayson em 24/12/14, 10:45 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 64

- Batman 35 ( Junho de 1946 )

* "Nine Lives Has The Catwoman", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Ray Burnley

Publicada no Brasil pela Editora Ebal, na revista Superboy n° 82 ("A Mulher-Gato possui sete vidas")


Bruce Wayne retorna a Mansão após seguir a velha quadrilha da Mulher-Gato. Ele viu um dos criminosos conversando com um contrabandista de joias, o que significa que planejam algum roubo. Mas Bruce não descobriu onde ocorrerá. Por coincidência, o rádio noticia o roubo de um dirigível por assaltantes. Bruce se lembra de que há uma carga de diamantes sendo entregue naquela noite por outro dirigível. É hora da dupla dinâmica se preparar para um encontro com uma gata e alguns ratos.

Oculto pela escuridão, o batcóptero se aproxima do dirigível da quadrilha da Mulher-Gato. Assim que prendem o batcóptero, colocam uma escada de corda pelo lado do dirigível e descem. No compartimento de carga, eles encontram os criminosos e entram em ação. A Mulher-Gato escala até o bojo do dirigível, uma vez que Batman trancou a porta para impedir sua fuga. O herói a persegue enquanto Robin cuida dos outros dois capangas.

Ao retornar, Batman demonstra estar chocado. Ao enfrentar a vilã, ela acabou caindo do dirigível para a morte. Os bandidos no outro dirigível, ao verem a queda da Mulher-Gato, cortaram as amarras... e fugiram. Estranhamente, um de seus comparsas diz que a Mulher-Gato não pode morrer, pois ainda tem quatro vidas das sete que um gato possui.

De fato, a providência (ou talvez as legendárias sete vidas de um gato) salva a Mulher-Gato, pois ela cai na água e, agora, nada para a liberdade. E assim tem início uma série de assaltos, com a Mulher-Gato escapando ilesa milagrosamente. Mas, estará realmente perdendo suas vidas, uma de cada vez? Enfim, a Mulher-Gato continua viva e agindo. Bruce tem uma ideia para localizar seu esconderijo e terá que recorrer ao Comissário Gordon para ajudá-lo.

Depois, em um bar onde algumas quadrilhas se encontram, a dupla dinâmica procura por Mousey Mager. Os criminosos no local tentam atacá-los, mas os heróis dão conta deles. Apesar de prenderem Mousey, logo eles têm que libertá-lo, pois não há provas concretas de seu envolvimento com a Mulher-Gato. Assim que é liberto, o criminoso segue para o esconderijo da vilã. Sem que ele saiba, suas pegadas deixam um rastro invisível... que a dupla dinâmica consegue ver com óculos de lentes infravermelhas. Batman havia pintado o chão em volta da cadeira, na sala onde Mousey foi interrogado, com tinta infravermelha. Com os sapatos molhados e deixando rastros, ele pôde ser seguido.

Nos arredores da cidade, a trilha leva os heróis até uma caverna. O esconderijo da Mulher-Gato. Quando entram, uma porta metálica fecha-se por trás deles. Uma voz surge na escuridão. É a voz da Mulher-Gato. Ela os avisa que estão em um labirinto, as catacumbas da Mulher-Gato, e os desafia a encontrar a saída. Batman se lembra de Teseu, o herói da mitologia grega. Ao penetrar no labirinto para matar o minotauro, ele usou uma teia para guiá-lo em seu caminho de volta. Com este mesmo princípio, os heróis unem suas cordas e seguem pelos corredores, evitando os locais onde reencontram a própria corda.

Minutos depois... a corda acaba e eles são obrigados a rasgar suas capas para unir suas extremidades e continuar. Quando começam a perder as esperanças, encontram uma sala. Dentro da sala há um microfone por onde a Mulher-Gato deve ter transmitido a mensagem. Eles ainda encontram planos nos quais a Mulher-Gato pretende assaltar a mansão de Carl Gibbs, o colecionador de armas.

Os heróis chegam à mansão de Carl Gibbs, que fica em cima de uma montanha, dominando a paisagem, e encontram a Mulher-Gato e sua gangue. Percebendo que será capturada, a Mulher gato usa sua agilidade para fugir pela noite. Fora da casa ela se dirige para um trator que poderá lhe ajudar a ir mais rápido. Batman a alcança, mas, desesperada, ela consegue derrubá-lo e quase atropela Robin. Mas... mesmo a aguçada visão de Mulher-Gato não percebe uma pedra no meio do caminho. O trator perde o equilíbrio e... há a catástrofe. Ela cai no fundo do precipício. Uma estranha maneira de morrer. Ou será que...?

"Será que está realmente morta? Será que o destino brincalhão não está protegendo suas sete vidas... ou ainda lhe resta alguma? Será...?"



A+:

* As primeiras máscaras da Mulher-Gato nos quadrinhos davam a aparência de que ela tinha uma cabeça de gato. O capuz com orelhas de gato, visual pelo qual ela ficaria mais conhecida, surgiu nesta história.

* As catacumbas da Mulher-Gato tem esse nome devido a um trocadilho temático em inglês: Cat-acombs.

* Dark +: Gatos não têm sete (ou nove) vidas! NÃO TENTE SATISFAZER SUA CURIOSIDADE BIZARRA! Não se sabe ao certo quando esse mito surgiu. Provavelmente se deve ao fato de como esses animais são resistentes e sobreviventes natos. Além disso, sua incrível capacidade de cair de pé (MAS NÃO SATISFAÇA ESSA CURIOSIDADE TAMBÉM...) os fez ganhar a fama de que possuíam mais de uma vida.

MESTRE DE OBRA:

* Desde 1943, Bob Kane não desenhava as aventuras de Batman em suas revistas em quadrinhos. Ao invés disso, desenhava as tiras de jornais com o personagem. No entanto, durante esse período, as revistas ainda traziam a assinatura de Kane como autor, uma vez que ele estava fortemente associado ao personagem. Outros desenhistas é que trabalhavam como "fantasmas" sob sua assinatura. Em 1946, com o término das tiras do Batman, Kane voltaria a desenhar as histórias das revistas. Ou será que não? Curiosamente, Kane também recorreu ao recurso de usar "autores fantasmas" e as histórias que entregava nem sempre eram de sua autoria. Entre alguns dos desenhistas que trabalhavam para ele dessa forma estão Lew Schwartz e Sheldon Moldoff.

GALERIA:

* Marcus To: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

ÂMAGO NEWS:


* O podcast Inominata 616 encerra a trilogia em comemoração aos 75 anos da editora Marvel, fechando com chave de... bronze! É a vez de falar de uma das fases de mais fervor criativo da Casa de Ideias. Já se falou da Era de Ouro, passando pela Era de Prata e agora é o momento da Era de Bronze, onde grandes nomes dos quadrinhos surgiram e houve uma explosão de histórias mirabolantes. É uma viagem que começa com muita loucura e insanidade e termina com a mão de ferro de um bem conhecido editor. Embarque com a gente na parte final dessa viagem.

Viajando pelo tempo neste universo marvelístico para o fim desta trilogia, acompanhei Coveiro, Rafael Felga e Paulo Artur pelos anos 70 e meados dos anos 80, um período de quinze anos marcados por extremos - liberdade criativa a opressão editorial, exageros narrativos e roteiros presos ao valor comercial. Nomes como Jim Starlin, John Byrne, Bill Mantlo, Steve Englehart, Chris Claremont, Frank Miller, Steve Gerber e tantos outros incorporam essa fase tão criativa da Casa de ideias e as suas principais produções, aqui relembradas.

Esse é o podcast para aqueles que querem saber o que movia as mais mirabolantes histórias desta época. Entenda as relações mais íntimas entre Thanos e Starlin, Howard e Gerber e tantos outros artistas e suas criações. É onde você entenderá porque o nome Jim Shooter faz qualquer quadrinhista ter calafrios na espinha.

Boa diversão!

Marvel 75 - A Era de Bronze : [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

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darkmarcos

81 Re: O Diário de Dick Grayson em 27/12/14, 10:02 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 65

- Batman 35 ( Junho de 1946 )

* "Dinosaur Island", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Ray Burnley

Publicada no Brasil pela Editora Panini, na minissérie Batman 70 Anos n° 2 ("A Ilha dos Dinossauros"), editada por Levi Trindade, letreirizada por Tomás Troppmair, traduzida por Eduardo Tanaka e Dorival Vitor Lopes


Inspirado pela descoberta de um mamute conservado pelo gelo na Sibéria, o showman Murray Wilson decide criar uma nova atração com o tema pré-história: uma ilha com dinossauros robóticos em tamanho real. Para divulgar sua nova atração decide convidar Batman e Robin para participar de uma caçada aos dinossauros em sua ilha, sem que os heróis utilizem qualquer aparato tecnológico para ajudá-los. Se a dupla dinâmica vencer em 36 horas, Murray doará 5.000 dólares para uma entidade de caridade. Se perderem, Batman terá que pagar pelos 5.000. Mas o criminoso Stephen Chase fica sabendo da aposta e tem seus próprios planos para as regras desse jogo.

Batman até acha engraçado quando os homens da caverna mecânicos o atacam, pois sabe que não está correndo perigo real. Mas Robin desconfia de algo. Quando um dos autômatos homens da caverna ameaça jogar uma enorme rocha, Batman pouco se preocupa, pois sabe que ela é feita de espuma. Ainda desconfiado, Robin o salva de ser esmagado... pois a rocha é real. Alguém está sabotando as atrações da ilha. De fato, os ataques seguintes dos dinossauros parecem ser muito mais agressivos e mortais do que imaginavam.

Escapando por pouco dos perigos que encontram, os heróis ouvem Chase, escondido pela vegetação, se vangloriar por ser o autor dos ataques e ameaçá-los com o que está por vir. Sem a ajuda de seus equipamentos, a dupla dinâmica faz o que pode com as peças que conseguem dos dinossauros mecânicos que derrotam. Repentinamente, sofrem o ataque de vários homens da caverna e quase são derrotados. Quase, pois, misteriosamente, eles se afastam assim que dominam a dupla. Chase está se divertindo com a situação e prolongando a execução dos heróis.

Robin lembra que o batplano seria muito útil naquela situação. Quando Batman vê um pterodátilo voando, tem uma ideia para suprir a falta dos equipamentos. Utilizando um arco e flecha improvisados, o herói derruba o autômato voador e coloca seu plano em prática.

Logo depois, Chase reaparece com uma manada de dinossauros sob seu controle. O criminoso fica surpreso ao encontra um Batman até tranquilo diante da situação. Mas o herói tem um por que. Robin está amarrado às asas do pterodátilo, utilizando-as como planadores. Quando é lançado por uma árvore que lhe serve de catapulta, Chase até pensa que Robin é o batplano. O menino prodígio sobrevoa os dinossauros e carrega bolsas d'água, que lança sobre os robôs, causando-lhes curto circuito. O último alvo é a caixa de controle remoto roubada por Chase, dando fim a sua manipulação.

A imprensa noticia que Batman venceu a aposta. E, mais que isso, que prendeu Chase após derrotar seus planos.

A+:

- Essa é pra quem sempre teve curiosidade sobre a origem daquele gigantesco dinossauro que o Batman mantém como troféu na batcaverna. O "bicho" mecânico veio justamente dessa aventura. O estranho é que essa não é lá uma história marcante em sua mitologia e muito menos traz um grande momento com algum vilão de sua galeria. Não que a história não seja divertida, mas... De qualquer forma, o dinossaurão na caverna sempre foi algo notável em suas histórias futuras.

GALERIA:

John Byrne : [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

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darkmarcos

82 Re: O Diário de Dick Grayson em 28/12/14, 10:51 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 66

- Batman 38 ( Junho de 1946 )

* "The Carbon Copy Crimes", história escrita por Bill Finger, desenhada por Jim Mooney

Publicada no Brasil pela Editora Ebal, na revista Batman (3ª Série) n° 61 ("Os Crimes em Cópia de Carbono")


Uma série de assassinatos parece seguir os passos de um caso resolvido por Batman seis anos atrás: O Caso dos Quadros Proféticos (O Diário de Dick Grayson 12: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] ). Assim como naquela época, retratos aparecem com marcas de violência e as pessoas retratadas são mortas, em seguida, da mesma forma. No caso original, um retrato de Bruce Wayne também apareceu com buracos de bala. Com essa dica, o herói montou uma arapuca para o criminoso, fazendo Dick manipular um boneco para fazê-lo acreditar que estava desprotegido. Capturado, o criminoso (um homem de negócios conhecido como Sr. Willye) acabou se matando para não ir preso. Como os recentes crimes seguem esse padrão, Batman decide utilizar o mesmo truque.

De fato, o criminoso aborda o boneco de Bruce Wayne da mesma forma que anteriormente. E Batman e Robin se revelam, porém, desta vez, o criminoso está armado, preparado para a eventualidade, e é ele quem rende a dupla dinâmica. Trata-se de um psicólogo que estudou esse caso resolvido por Batman e se perguntava se este era o segredo do sucesso do herói. Para provar isso, decidiu reconstituir o mesmo tipo de crime para atraí-lo, desta vez estando preparado para derrotá-lo. Uma vez que Batman e Robin fossem derrotados, estaria provado que não resolver esse caso o teria levado ao fracasso.

Presos em uma espécie de biblioteca, os heróis são vigiados para impedir qualquer tentativa de fuga. Sem outra saída, Batman e Robin tentam algo ousado. Tiram suas máscaras e revelam ser Bruce Wayne e Dick Grayson. O psicólogo, confuso, ouve que eles não são Batman e Robin, mas estão se passando por eles. E que a verdadeira dupla dinâmica está participando, naquele momento, de um programa de rádio. De fato, ao ligar o rádio, o criminoso ouve os heróis em uma entrevista. Confuso e vendo seu experimento ruir, o criminoso utiliza sua arma para acabar com a própria vida. Ironicamente, foi dessa mesma forma que o caso original terminou. Porém, o que o psicólogo não sabia era que a dupla dinâmica havia dado a entrevista na rádio horas antes e o que estava ouvindo era apenas uma gravação feita anteriormente.

A+:

* Interessante sequência de uma história que, de fato, havia sido publicada seis anos antes.

* Robin chega a acreditar em fantasmas, uma vez que o autor dos crimes anteriores havia cometido suicídio. Porém, é Batman quem apela para a lógica investigativa ao invés do misticismo como seu parceiro acredita.


MESTRE DE OBRA

* Nesta época, Jim Mooney escrevia e desenhava histórias infantis com os personagens Perky Penguin e Booby Bear, para a revista católica Treasure Chest, que era distribuída em paróquias. Porém, a demanda por esse tipo de quadrinhos estava em baixa e Mooney procurou outros meios de trabalhar com sua arte. Chegou até a DC e, apesar de seus trabalhos anteriores não serem mais o que a editora procurava (apesar de que a DC também tinha séries mais voltadas ao público infantil), acabou conseguindo cobrir a saída de Dick Sprang nas histórias do Batman. Ainda assim, durante muito tempo, trabalhou como desenhista fantasma, sendo que sua arte trazia a assinatura de Bob Kane. Mas era o início de sua carreira na editora, que duraria por mais de duas décadas.

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darkmarcos

83 Re: O Diário de Dick Grayson em 29/12/14, 11:29 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 67

- Detective Comics n° 122 ( Abril de 1947 )

* "The Black Cat Crimes", história desenhada por Bob Kane e artefinalizada por Charles Paris

Publicada no Brasil pela Editora Ebal, na revista O Lobinho (2ª Série) n° 75 ("Os Crimes do Gato Preto")


Capa do 28° fascículo da coleção Eaglemoss DC Batman Automobilia, trazendo o "gatomóvel".

A Mulher-Gato reaparece. Na verdade, utilizando suas garras, ela consegue fugir da prisão onde estava sendo detida. Livre e juntamente com sua gangue, ela elabora um novo plano onde ameaça três homens ricos tendo como temática que gatos pretos podem trazer azar. Isso acontece quando os três homens ameaçados se recusam a pagar o que ela pede. Diante disso, causa a colisão entre o avião de um magnata e um dirigível (na verdade arrastado no aeroporto por um trator); faz uma pantera negra fugir, arruinando um dono de circo; e aborda um navio lançando um pequeno barco em sua frente e fazendo com que a tripulação do navio, preocupada, leve as vítimas (na verdade sua gangue, disfarçada) a bordo.

No último roubo, quando se vê acuada por Batman, a Mulher-Gato foge e se dirige para o topo da Estátua da Liberdade, onde um helicóptero a resgata. Robin consegue persegui-la, mas é capturado pelo piloto e pela vilã.

No cativeiro da Mulher-Gato, Robin consegue se comunicar utilizando o rádio em seu cinto de utilidades. O menino prodígio consegue dar a sua localização quando vê o gato mascote da vilã voltar para dentro da casa e ter suas patas sujas de lama, como se estivessem próximos a um pântano. Com esta pista, Batman localiza o único pântano onde Robin poderia conseguir transmitir sinais de rádio e encontra o cativeiro.

Assim que tem seu esconderijo descoberto, a Mulher-Gato foge em seu novo "gatomóvel", capaz de utilizar retrofoguetes, dando a impressão que consegue dar pequenos saltos. A vilã se dirige para uma ponte levadiça que começa a se abrir e julga que seu carro saltador conseguirá atravessar e ganhar vantagem sobre o batmóvel. Porém, a distância é muito longa e ela acaba caindo no mar, deixando a dúvida se morreu ou se novamente conseguiu escapar da dupla dinâmica.



[b]A+:


* Primeira aparição do "gatomóvel" temático, rival do batmóvel e que seria usado mais vezes (apesar de ser visualmente mais indiscreto).

* Os crimes temáticos aqui se perdem com a tradução. Para arrastar o dirigível e permitir que ele se choque com um avião, a Mulher-Gato usa um CATerpillar que, em inglês, é uma espécie de trator de carga. Já para abordar o navio ela usa um CATboat, espécie de pequeno veleiro com um mastro frontal.

* Dark+: Alguém se esqueceu de que estava em Gotham City! O que a Estátua da Liberdade estava fazendo por ali? Independente de explicações mitológicas e cronológicas que viriam posteriormente, o fato é que Gotham City claramente é inspirada em New York. Tanto que as histórias iniciais do Batman se passavam por ali. Só muito depois é que surgiu o nome da fictícia Gotham City.

GALERIA:

Yale Stewart : [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

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darkmarcos

84 Re: O Diário de Dick Grayson em 30/12/14, 11:18 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 68

- Batman n° 40 ( Abril de 1947 )

* "The Case of Batman II", história escrita por Don Cameron, desenhada por Dick Sprang e artefinalizada por Gene McDonald

Publicada no Brasil pela Editora Ebal, na revista Superman (1ª Série) n° 1 ("O Caso de Batman II")


Bruce Wayne sofre um terrível acidente de automóvel e é levado para um hospital em estado grave. Os apreensivos Alfred e Dick Grayson recebem a fatídica notícia: apesar de resistir o bastante... Bruce Wayne está morto!

Após o Sr. Henry Bush ler as condições do testamento de Bruce Wayne, Alfred e Dick relembram algumas aventuras pelos quais passaram a dupla dinâmica. Apesar da triste notícia, o mundo do crime não dá desconto. O criminoso Tom Boles está à solta, matou um policial e sua quadrilha está formada. Robin, sozinho, tenta oferecer ajuda, mas o Comissário Gordon está reticente em deixá-lo agir. É hora de encontrarem um substituto. É hora de encontrarem um novo Batman.

Seguindo para um ginásio, Dick e Alfred observam acrobatas (que não são fortes o suficiente), fisiculturistas (que são fortes, mas não ágeis o suficiente), até que encontram alguém tão habilidoso quanto Bruce era. Dick diz a Bill Randall que ele lembra o Batman. Bill fica honrado com o elogio, pois é um grande admirador do herói. Por isso ele fica interessado quando Dick o convida a conhecer Batman pessoalmente.

Chegando a casa em ruínas onde Dick o indicou, Bill se surpreende ao ser levado para uma grande caverna. A batcaverna! E fica ainda mais surpreso ao conhecer Robin. Dizendo que Batman o irá vê-lo logo, Robin pede que Bill vista um uniforme do herói. É então que ele lhe conta que Batman morreu e eles procuram por um substituto. Feliz por ter sido escolhido, Bill Randall passa por uma série de testes, aos quais se adapta muito bem... apesar de Alfred o achar um tanto distraído.

Seguindo pistas do Comissário Gordon, o novo Batman, Robin e Alfred seguem para um velho teatro, onde a quadrilha de Tom Boles está treinando para novos assaltos. A nova dupla dinâmica surpreende os bandidos, mas ainda não tem a desenvoltura necessária para combatê-los. Porém, Alfred percebe a desvantagem e simplesmente salta no teatro, desestabilizando a atenção dos criminosos e permitindo que os heróis consigam detê-los.

Mais tarde, depois que os bandidos foram presos, Henry Bush lê o testamento, no qual Bruce deixou certa importância para Dick Grayson e o resto da fortuna para a fundação Lane. É então que algo aterrorizante acontece: Bruce Wayne, vivo, aparece detrás de uma cortina, acusando Henry Bush de ser um ladrão. A morte de Wayne foi uma farsa auxiliada pelo hospital e pela polícia, pois o milionário desconfiava de Henry. A Fundação Lane, na verdade, era uma falsa organização controlada por ele.

Após Henry ter sido desmascarado, Dick e Bruce observam Alfred, que havia desmaiado com o surgimento do patrão, que acreditava estar morto. Eles explicam que Dick também já sabia do truque e de que Bill Randall, na verdade, o Batman que Alfred achava tão distraído, era o próprio Bruce disfarçado. Só não contaram para Alfred para que a farsa tivesse certa veracidade.

A+:

* Dark+ : Entrevista de Dick para selecionar Bill Randall: "Você é casado? Tem algum emprego fixo? É acrobata profissional? Não se importa em arriscara a vida?" Tipo... temos vagas para heróis solteiros, preferência sem filhos, que não faz nada da vida e pouco se importa com a segurança.

MESTRES DE OBRA:

* Bill Finger, um dos criadores de Batman, passaria a trabalhar com Martin Nodell em uma de suas criações: o Lanterna Verde (Alan Scott). A parceria nos roteiros iria durar por cerca de sete anos.

GALERIA:

* Greg Moutafis : [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

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darkmarcos

85 Re: O Diário de Dick Grayson em 31/12/14, 10:32 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 69

- Batman n° 40 ( Abril de 1947 )

* "The Club 13", história escrita por Bill Finger, desenhada por Dick Sprang e artefinalizada por Gene McDonald

Publicada no Brasil pela Editora Ebal, na revista Superman (1ª Série) n° 3 ("O Club 13")


Um novo e peculiar programa de rádio chama a atenção de todos em Gotham City. Trata-se do programa Club 13, que mostra cidadãos desafiando velhas superstições. Dessa forma, uma plateia seleta desafia temores populares como deixar um gato preto cruzar seu caminho, jogar sal no chão, passar embaixo de escadas, acender cigarros com um único fósforo, etc... Mas o programa é tão popular que atrai a atenção de um ouvinte mais temido do que qualquer superstição: o Coringa! Ouvindo os desafios do Club 13, o vilão avisa que todos devem temer, sim, as superstições e que ele está preparado para provar que são verdadeiras. Diante de tal ameaça, os participantes se detém. Ninguém sequer quer ser o integrante número 13 do clube. Exceto... Batman, que aceita o desafio apenas para prender seu inimigo.

Pouco depois, os ataques temáticos do vilão começam, principalmente contra os integrantes do clube. Em um jantar, é solto uma pantera negra (ou gato preto, como chama o Coringa), enquanto sua gangue rouba os convidados em pânico. Uma carga de dinamite abre um rombo em uma represa que está sendo construída por um dos integrantes do clube (mais especificamente, o homem que jogou sal no chão), fazendo a água salgada da baía inundar a estrada, no exato momento em que passa um caminhão blindado carregando dinheiro.

Batman e Robin, seguindo o padrão dos ataques, descobrem falsos bombeiros que atendem um chamado, após três lojas explodirem (cada loja de propriedade dos homens que acenderam o cigarro com um único fósforo). Os bombeiros são o Coringa e sua gangue, que conseguem fugir.

Na manhã seguinte, um telescópio é quebrado, distraindo os ocupantes de protegerem a platina que há no local. Batman e Robin, apesar de atacarem a gangue do Coringa, que deseja roubar a platina, acabam sendo surpreendidos pelo vilão e presos em um laboratório elétrico, onde duas esferas irão lançar energia assim que o gerador for acionado, eletrocutando a dupla dinâmica. O Coringa, pensando em tudo, retirou qualquer explosivo ou ácido do cinto de utilidades da dupla... mas não retirou os cintos. Batman sabe que a eletricidade, quando ligada irá ficar descontrolada e se lançará em todas as direções. Exceto... se eles criarem algum condutor para que a energia possa seguir. É então que desmontam seus cintos, utilizam moedas e até mesmo os fios de suas botas e rádios para formar uma espécie de para-raios. A ideia dá certo. A eletricidade segue um caminho, enquanto eles se mantêm do outro lado do laboratório, até serem resgatados por um funcionário do observatório.

Mais tarde, encontram o Coringa atacando uma obra de demolição, feita pelos irmãos que atravessaram embaixo da escada. Cercado, o vilão tenta fugir, mas é detido por uma ferradura lançada por Batman. Ironicamente, o Coringa é preso pelo décimo terceiro integrante do Club 13, exatamente às 13 horas. Agora, o que o vilão quer é ser preso ao invés de escutar piadinhas e trocadilhos sobre azar feitas por Robin.


GALERIA:

Alex Solis : [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

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darkmarcos

86 Re: O Diário de Dick Grayson em 01/01/15, 11:52 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 70

- Batman n° 40 ( Abril de 1947 )

* "The Grand Opera Murders", história escrita por Don Cameron, desenhada por Dick Sprang e artefinalizada por Gene McDonald

Publicada no Brasil pela Editora Ebal, na revista Superman (1ª Série) n° 4 ("Mortes na Ópera")


Bruce Wayne e Dick Grayson chegam a seu camarote, no Teatro Municipal de Gotham, para apreciar a ópera I Pagliacci, onde a grande estrela é o tenor Colin Vanning. Apesar de grande artista, Vanning tem a fama de ser uma pessoa de difícil trato e extremamente vaidoso. Insuportável, em suma, se não fosse por seu reconhecido talento. No último ato da peça, no entanto, algo parece estar dando errado. Um estranho gás começa a sufocar os demais atores. É um gás venenoso. Vestindo-se como Batman e Robin, os heróis chegam ao palco e constatam que todos estão mortos. Eles ainda veem o diretor Lacroix esconder furtivamente o tubo de gás em seu paletó. Com tantos desafetos que Vanning criou, é bem possível que o atentado tenha acontecido por sua causa. Ele, porém, parece ter escapado ileso. Ao abordar Lacroix, Batman ouve que o diretor escondeu o tubo para não haver publicidade negativa. Mas esse é um caso que a dupla dinâmica irá investigar.

Tosca é a peça que será apresentada no dia seguinte. Chegando antes do espetáculo, os heróis se deparam com uma misteriosa figura que parece sabotar as plataformas. Ao persegui-lo, porém, Batman acaba escorregando em um dos andares que foram soltos, permitindo que o criminoso escape. As plataformas, no entanto, foram consertadas a tempo.

Batman se responsabilizou por encher as armas utilizadas pelos soldados com cartuchos de pólvora seca. Mas, durante o espetáculo, descobrem que os cartuchos estavam fora das armas. Desesperado, Batman salta no meio da peça e desvia os tiros... que mostram ser de verdade. A vida de Vanning foi salva novamente.

Para ficar mais perto dos atentados, Batman e Robin decidem participar de uma das peças. Chegam até mesmo a arriscar cantar... o que não agrada o diretor, que os coloca como coadjuvantes. Durante a encenação de Il Trovatore, a atriz leva aos lábios uma taça... que deveria estar vazia. Desconfiado, Batman desafia Vanning a partir o copo de cristal com sua voz. Vaidoso, Vanning solta uma nota e o copo se quebra, impedindo a atriz de sorver o líquido... que na verdade era veneno. Mas os perigos não terminaram naquela noite. Um machado cai em cima de Vanning e Batman lança outro para impedir sua trajetória. Noyes, o outro cantor que é sempre humilhado por Vanning, acaba tirando-o do perigo, jogando-se contra os machados. Vanning, dessa vez, parece ter perdido os sentidos. Na verdade, seu fraco coração não aguentou quando soltou a nota que quebrou o copo. Esforço que o diretor já havia alertado para evitar. Noyes também escapa ileso, mas sua atitude heroica desfaz um mal entendido do diretor, que achava que ele tinha algum ressentimento contra Vanning (o que o tornaria o principal suspeito).

No dia seguinte, durante os preparativos da Grande Ópera, Batman e Robin novamente se deparam com o misterioso sabotador. Este, mostrando-se um bom lutador, puxa uma corda e prende a dupla dinâmica enquanto novamente foge. Os heróis vasculham pelo Teatro e nada encontram. Acabam investigando o camarim de Vanning, que não gosta nem um pouco quando os surpreende bisbilhotando. Vanning, vaidoso, está desobedecendo até mesmo as ordens médicas.

Após a apoteótica apresentação de Sansão e Dalila... Vanning é encontrado morto. Poucos entendem, pois o cenário que desabou nos atores era de papelão. Mas a dupla dinâmica já sabe a verdade: Vanning cometeu suicídio.

"Vanning soltou aquele gás mortal, na primeira noite, usando um nariz postiço com rede para se salvar... queria matar os outros antes de se ir. Seu coração o obrigaria a retirar-se muito em breve do palco... assim, planejou morrer... e queria levar consigo todos aqueles que ficariam em seu lugar e receberiam os aplausos do público. Era um egoísta... que queria morrer espetacularmente para que sempre fosse lembrado. Quando teve aquela síncope, a noite passada, percebeu que poderia arrebentar o coração como fazia com os cristais... com aquele fortíssimo agudo. Esta noite, soltou o agudo, mais forte e mais demorado... até estourar o coração.".

Assim com uma ópera real, esse caso terminou tragicamente. Exceto por Noyes que, apesar de não ter o valor de Vanning, continuou sua carreira e se tornou um grande tenor.

A+:

* Uma das histórias mais sombrias de Batman da Era de Ouro.

* Dark+ : Momento "boca dura" do Robin: Ao saltar do alto do palco, Batman pede para Robin tomar cuidado, mas é ele mesmo quem acaba despencando. Motivo suficiente para o menino prodígio soltar um "Manda-me ter cuidado e cai dessa maneira". Tá ficando muito engraçadinho, hein, Robin?

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John Byrne : [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

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banzé

87 Re: O Diário de Dick Grayson em 02/01/15, 09:27 am

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Ei Dark, você já pensou em criar um livro biográfico do Capitão, Robin e outros heróis que te interessam ??? Não sei se você teria que pedir autorização pra Marvel, DC, Panini ou outra empresa, mas seria shown.Very Happy

Seguinte, bom ano novo pra ti e tua família, espero que em 2015 você continue por aqui, e no novo fórum que chegará logo. Gostaria que você se cadastrasse no novo fumetteiros 2.0, é uma espécie de fórum para criações e testes, pros administradores, moderadores e membros vips.

Você por exemplo deve ter vários projetos engatinhados para esse ano, terminar o diário do Robin, talvez começar outro, etc. Você além do fumetteiros, coloca essas matérias no Miolos, MBB, e outros fóruns que não me lembro.

No fumetteiros 2.0 você teria uma espécie de laboratório de testes, pros seus textos e matérias, depois de pronto, você mandaria as matérias para os demais fóruns. Essa é minha proposta para ti, use e abuse do fumetteiros 2.0, o link para cadastro está abaixo, não vai levar mais do que 2 minutos para se inscrever. Wink

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Abração

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darkmarcos

88 Re: O Diário de Dick Grayson em 03/01/15, 12:18 am

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[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] escreveu:Ei Dark, você já pensou em criar um livro biográfico do Capitão, Robin e outros heróis que te interessam ??? Não sei se você teria que pedir autorização pra Marvel, DC, Panini ou outra empresa, mas seria shown.Very Happy

Seguinte, bom ano novo pra ti e tua família, espero que em 2015 você continue por aqui, e no novo fórum que chegará logo. Gostaria que você se cadastrasse no novo fumetteiros 2.0, é uma espécie de fórum para criações e testes, pros administradores, moderadores e membros vips.

Você por exemplo deve ter vários projetos engatinhados para esse ano, terminar o diário do Robin, talvez começar outro, etc. Você além do fumetteiros, coloca essas matérias no Miolos, MBB, e outros fóruns que não me lembro.

No fumetteiros 2.0 você teria uma espécie de laboratório de testes, pros seus textos e matérias, depois de pronto, você mandaria as matérias para os demais fóruns. Essa é minha proposta para ti, use e abuse do fumetteiros 2.0, o link para cadastro está abaixo, não vai levar mais do que 2 minutos para se inscrever. Wink

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Abração

Banzé

Sim, amigo. Já pensei em um livro unindo todos os artigos. Mas, claro, existe muitos entraves a respeito. O que não posso fazer é dedicar um livro a um personagem específico cujo os direitos autorais já pertencem a outros. O que POSSO fazer é um livro com teor jornalístico, onde abordo mais de um personagem sobre um tema específico. Isso, acredite, já tenho arquitetado e poderei ter novidades no futuro.

Obrigado pelo apoio de sempre. Já vou dar uma olhada no link que me passou.

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darkmarcos

89 Re: O Diário de Dick Grayson em 03/01/15, 12:39 am

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 71

- World's Finest Comics n° 30 ( Setembro de 1947 )

* "The Penny Plunderers", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane e artefinalizada por Ray Burnley

Publicada no Brasil pela Editora Panini, na minissérie Batman 70 Anos n° 2 ("Ladrão do Tostão"), letreirizada por Tomás Troppmair, Traduzida por Eduardo Tanaka e Dorival Lopes, editada por Levi Trindade


Dick e Bruce recebem a notícia de um novo e peculiar criminoso na cidade, que ataca usando como temática... moedas de um centavo! A oportunidade de prendê-lo surge com uma exposição de moedas e selos antigos. De fato, ao chegar à exposição, a gangue de Joe Coyne está fazendo os visitantes como reféns. Apesar de conseguirem fugir, Robin acerta um dos integrantes da gangue e os heróis conseguem interrogá-lo para saber mais de seu chefe.

No dia seguinte, ao investigarem o esconderijo do criminoso, encontram o integrante delator, morto com um tiro e com uma moeda em sua boca. Tarde demais, percebem que caíram em uma emboscada. Joe Coyne e sua gangue acabam derrotando a dupla dinâmica (ele chega a usar moedas para fazer Robin escorregar) e os prende em uma sala onde serão sufocados por monóxido de carbono. Antes de sair, o vilão ainda joga duas moedas para marcar a morte dos heróis.

Batman derruba um mostruário de vidro para, com os cacos, cortar as cordas que os prendem. A sala está trancada. Para pedir ajuda, o herói usa as duas moedas, coincidentemente uma de bronze e outra de zinco, presas cada uma em um lado de papel e mergulhada em um copo de água salgada (tudo do cinto de utilidades). Em seguida, utilizando os fios descobertos da linha telefônica, utiliza essa mini bateria improvisada para emitir uma espécie de código Morse para a polícia, que os resgata antes de morrerem sufocados.

A dupla dinâmica reencontra Coyne assaltando uma festa de milionários que exibem máquinas caça níqueis e ele foge pelo cais até um sobrado próximo. Coyne tenta encontra um telefone no qual poderá ligar para sua gangue resgatá-lo... mas não tem moedas suficientes e acaba sendo preso pelos heróis.
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A+:

* É praticamente uma origem secreta de outro item bizarro da batcaverna: a moeda gigante. Essa moeda gigante, na verdade, está interligada a uma aventura onde o vilão Duas-Caras (que usa uma moeda para decidir suas ações) tentou esmagar Batman com ela. Mas, antes, Batman enfrentou esse tal de Joe Coyne (o nome, aliás, é um trocadilho para "coin", moeda em inglês), no qual se pode ver, também, uma moeda gigante, igualzinha a que está na batcaverna. Tornou-se um vilão temático, mas obscuro demais para fazer sucesso. Joe Coyne, ironicamente, fez menos sucesso que sua moedona, que continuou dentro da mitologia do Batman.

* Em um episódio do desenho animado adulto Stripperella, personagem criada por Stan Lee, a heroína enfrenta um vilão que baseia seus ataques em tostões ou organizando roubos grandiosos sobre objetos pífios. É um personagem muito parecido com o que foi Coyne, inclusive satirizando o absurdo de sua criação.

* Dark + : "Fui derrotado por causa de centavos... então cometerei crimes baseado nas malditas moedas" (ou algo que o valha). Francamente... não tinha como isso dar certo...

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Ronan Cliquet : [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

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darkmarcos

90 Re: O Diário de Dick Grayson em 04/01/15, 10:24 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 72

- Detective Comics 128 ( Outubro de 1947 )

* "Crimes In Reverse", história desenhada por Bob Kane e artefinalizada por Ray Burnley

Publicada no Brasil pela Editora Ebal, na revisa Superman (1ª série) n° 2 ("Crime às Avessas")


Batman e Robin capturam novamente o Coringa. Na prisão do Estado, o vilão ameaça os heróis dizendo que "talvez os seus planos saiam às avessas" e que essa regra será o princípio de sua carreira.

Algumas noites mais tarde, de um arranha-céu próximo, Batman e Robin avistam um anúncio luminoso andando ao contrário. Ainda assim Robin consegue ler a mensagem: "O Coringa roubou os famosos diamantes Cartel". Utilizando suas cordas, a dupla dinâmica atravessa a rua pelos ares e vão direto para a sala de controle do luminoso. De fato, encontram o Coringa aprontando. Robin dá conta dos capangas do vilão enquanto Batman tenta chegar até ele. O Coringa liga uma chave (segundo ele às avessas) e Batman leva um choque elétrico que o atira pela janela aberta. Robin o segura e ele é salvo por pouco. Porém, o Coringa e sua gangue fugiram. O próximo passo é seguir para a joalheria central, que foi assaltada.

Os heróis chegam à joalheria alguns segundo após a saída do Coringa. Na verdade, o vilão assaltou a joalheria depois de espalhar a notícia. Fazendo isso, o dono acabou abrindo o cofre onde estavam os diamantes para conferir, dando a localização para que fossem roubados. Mas a dupla dinâmica fica sabendo que ocorrerá outro crime às avessas, dessa vez no Clube Hípico.

Chegando ao Clube Hípico, os heróis testemunham um dos capangas do Coringa fugindo com o colar de esmeraldas da milionária Dora Vanderkill, que assistia a corrida, no qual corre um cavalo de sua propriedade. O Coringa tenta espantar os cavalos para cima da dupla. Enquanto Robin tenta apanhar o sujeito com as joias, Batman persegue o Coringa, que cavalga um cavalo montando-o de costas. Mas os criminosos conseguem fugir no meio da confusão e levar as joias. A dupla dinâmica encontra dificuldades em evitar crimes às avessas, que não foram cometidos e não dão uma pista por onde começar.

Na manhã seguinte, o Coringa demonstra ter invadido o jornal de Gotham quando a edição sai com uma manchete ao contrário: "Ouro de carregamento do se-apodera Coringa O". O Comissário Gordon informa Batman e Robin que o carregamento de ouro devia ser levado de avião. Porém, devido à ameaça do Coringa, resolveram mandá-lo em um carro blindado da estrada de ferro. A dupla dinâmica estará na estação quando a carga partir.

Ao chegarem à estação, os heróis veem uma agitação incomum. Todas as partidas estão com seus horários trocados porque o relógio da estação está correndo ao contrário. Outro truque do Coringa. No meio da multidão, Robin se atenta para um detalhe estranho. Um paralítico em uma cadeira de rodas... com os sapatos sujos de lama. Trata-se de um impostor. De fato, é o Coringa invadindo o trem. Ao ver Batman alcançá-lo, o vilão faz a composição andar de marcha-ré. Quando há a colisão, Batman fica desacordado. Quando se recupera, a quadrilha do Coringa já está esvaziando o vagão de ouro. Robin coloca o trem em movimento e os criminosos não conseguem fugir a tempo. Em seguida, pelo rádio do cinto, Robin ouve Batman dizendo que já pode parar o trem. Com a súbita parada, o Coringa se desequilibra e Batman consegue golpeá-lo.

Mais tarde, levam o Coringa para a prisão. Ironicamente, devido ao portão de entrada estar em conserto, eles entram pela saída. E, como bem observa Robin: "Não se preocupe, diretor. O Coringa está fazendo agora tudo às avessas... se entrou pela porta de saída, é porque vai ficar de verdade."


A+:

* Nas histórias da década de 40, havia poucos elementos de continuidade entre uma história e outra. Como o Coringa era o vilão preferido das histórias do Batman era comum ele estar solto em várias ocasiões, mesmo tendo sido preso na história passada. O único elemento de continuidade utilizado aproveitava para mostrar as suas sempre espetaculares fugas.

* Dark+: A Era Ebal - "...o criminoso mais jocoso da cidade - o Coringa"; "Alguns segundos após a saída do Coringa, chega a dupla do barulho..."

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Carmine Infantino : [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

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darkmarcos

91 Re: O Diário de Dick Grayson em 06/01/15, 01:05 am

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 73

- Detective Comics 130 ( Dezembro de 1947 )

* "The Box", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane e artefinalizada por Charles Paris

Publicada no Brasil pela Editora Ebal, na revisa Superman (1ª série) n° 7 ("O Segredo do Baú")


Batman e Robin patrulham a cidade quando, do alto de um edifício, veem um homem ser jogado de uma das janelas. Logo em seguida, um segundo homem, provavelmente o criminoso, sai pela mesma janela, mas sobe até o teto do hotel através de uma escada. Batman reconhece o criminoso como sendo Duds Deblin, frequentador do Club Saturno. Duds se recupera do soco que leva do herói e corre. Para azar da dupla dinâmica, eles não veem um fio de antena estendido no telhado, invisível na escuridão, que acaba derrubando-os. No solo, os heróis encontram a vítima empurrada pela janela ainda viva... por pouco tempo. Suas últimas palavras são para dizer que Duds levou um cofre... mas não revela o que havia dentro dele. Robin julga que deve ser algo muito valioso.

Os heróis sobem de helicóptero até o Club Saturno, chamado assim por ser um dirigível cuja plataforma se assemelha aos anéis do planeta Saturno. Lá chegando, encontram outro homem corcunda fugindo com o cofre. Mas não conseguem persegui-lo pois os capangas de Duds atacam a dupla dinâmica. O ataque só termina quando descobrem que Duds foi morto. E o homem corcunda, na verdade, não era corcunda. Apenas levava um paraquedas para saltar do Club. A única pista que deixou para trás foi o enorme casaco que escondia o paraquedas. Há poucas lojas que vendem casacos daquele tamanho e, investigando uma delas, Batman descobre que o homem que o comprou se chama Roger Gormet.

A dupla dinâmica chega até a mansão de Gormet... apenas para descobrir que ele teve um ataque cardíaco assim que abriu o cofre. O homem que se passava por corcunda era seu mordomo e encontrou o corpo de seu patrão naquele momento. O mordomo está armado, mas Robin consegue desequilibrá-lo lançando uma cesta de frutas que encontra na mesa de Gormet. Porém, assim que derrubam o mordomo... descobrem que o cofre sumiu! Na verdade, durante a luta, o criminoso Snag Corlin entrou na casa e se apoderou do objeto, fugindo em seu automóvel. Batman e Robin o perseguem com uma motocicleta que está na frente da mansão de Corbet. Quando estão alcançando as árvores onde Corlin se embrenhou... o carro atropela a motocicleta.

Quando Batman e Robin acordam, estão amarrados em uma oficina, próximo ao carro, que está ligado e os matará com a fumaça do escapamento. Batman encontra um furador de gelo e o usa com a boca para furar um dos pneus do carro e conseguir alguns minutos de ar puro. Com isso, consegue retirar as amarras de ambos. Assim que saem da oficina, veem Corlin correndo pela avenida levando o cofre. Mas ele não vê um carro se aproximando... e morre atropelado.

No laboratório da batcaverna, Batman decide abrir o amaldiçoado cofre e descobrir porque ele causa tanto terror e morte. Mas ele desconfia de alguns arranhões no fecho e decide examiná-lo com um espectroscópio (aparelho que foi aperfeiçoado durante a guerra para examinar embrulhos vindos de fora a fim de prevenir possíveis atentados ou acidentes). Com isso, ele descobre que o fecho tem uma espécie de agulha, provavelmente envenenada. Há joias em um fundo falso e uma espécie de rádio... que é acionado dando voz ao homem que se chama de Vingador e diz que os está esperando no Hotel Central.

Ao chegarem ao hotel, descobre que o Vingador é Briggs Carson, o rei dos diamantes. Dez anos atrás, o filho de Briggs foi morto pela bala de um bandido durante um assalto a banco. Os bandidos foram absolvidos porque alguém roubou a prova. Os bandidos eram Joe Foster (o homem que havia sido jogado da janela do hotel), Roger Gormet, Duds Deblin e Snag Corlin. Briggs montou uma cilada onde atraiu os bandidos para o cofre e avisou cada um deles para que pudessem disputar até a morte suas joias. Briggs diz que tem apenas um mês de vida, de forma que não irá cumprir pena pelas mortes que causou. Portanto, dá as joias para Batman. O herói prefere doá-las e guardar apenas o cofre em sua galeria de objetos estranhos.



A+:

* Curiosamente, a edição brasileira não apresentou a primeira página introdutória dessa aventura, como era padrão nas demais aventuras do Batman. Talvez o motivo tenha a ver com o fato de que a primeira página desta aventura, nada mais é do que a mesma imagem da capa, só que invertida. Malandragem da edição original ignorado por aqui.

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Yale Stewart : [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

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darkmarcos

92 Re: O Diário de Dick Grayson em 10/01/15, 11:56 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 74

- Detective Comics 131 ( Janeiro de 1948 )

* "The Underworld Surgeon", história escrita por Don Cameron, desenhada por Bob Kane e artefinalizada por Charles Paris

Publicada no Brasil pela Editora Ebal, na revisa Superman (1ª série) n° 16 ("A Ameaça do Cirurgião Plástico")


Batman e Robin patrulham o Distrito Comercial de Gotham a fim de agarrar a quadrilha que vem assaltando aquele bairro. A ronda os leva até a frente da Casa das Sedas onde guardas tentam desalojar a quadrilha. O batmóvel invade o galpão, mas os bandidos abrem uma válvula que cospe vapores de amônia na dupla, permitindo sua fuga. Apesar de não conseguir prender os bandidos, um policial informa a Batman que conseguiu ferir um deles.

Tempos depois, Batman e Robin encontram um carro abandonado e carbonizado... com um corpo dentro. Batman, no entanto, desconfia que a roupa encontrada no corpo, de uma casimira especial, não pertencem a ele. De fato, ao consultar a origem da roupa, chega até um alfaiate que lhe confirma que aquele terno foi feito para um tal de Sr. Newell. Quando a dupla dinâmica chega até o apartamento de Newell, Batman não reconhece o rosto... mas reconhece a voz. Trata-se de Nolan Cicatriz, criminoso que está com um novo rosto. Cicatriz tenta fugir dos heróis saindo pela janela, mas acaba caindo de uma altura de doze andares, encontrando seu fim. A investigação levará os heróis a tentar descobrir quem é o cirurgião que fez uma plástica tão perfeita em um criminoso.

Batman infiltra-se no submundo utilizando o disfarce de Peter Patch. Enquanto isso, Robin, disfarçado de vendedor de jornais, recebe as informações que Batman começa a descobrir. "Patch" finge ser baleado e é levado por criminosos para se cuidar com o médico deles.

Ainda no disfarce de menino-jornaleiro, Robin segue até o esconderijo onde Batman foi levado, mas testemunha à fuga repentina deles. O menino prodígio imagina a possibilidade dos bandidos descobrirem que Batman se fingiu de ferido e se coloca em alerta. Ele sabe que, por se tratar da casa de um médico, precisará de mais energia para manter aparelhos de raios x e outros. De um telefone público, Robin telefona para a companhia de eletricidade para descobrir o nome do inquilino que se serve da energia. Mas quem lhe atende acha maluquice alguém ligar àquela hora da noite para conseguir esse tipo de informação.

Alguns momentos depois, uma vidraça do cativeiro se quebra e as luzes apagam. Robin invade o local, encontra Batman amarrado a uma mesa de operações e avisa seu parceiro para se levantar, pois já chamou a polícia. Junto a Batman, Joe Gatilho está coberto por ataduras em seu rosto e um bisturi na mão para matar o herói. Incomodado com as ataduras, Gatilho retira-as e fica horrorizado com o que o cirurgião, seu irmão, lhe fez: dando-lhe o rosto do falecido Cicatriz. Furioso, o bandido atira contra o irmão. Mas Batman, ainda zonzo pela anestesia, salta na frente do disparo para salvá-lo. Gatilho foge e Batman está gravemente ferido, ficando sob os cuidados do cirurgião. Ele sabe que, se ficar, será preso pela polícia. Mas também sabe que deve sua vida a atitude de Batman.

O cirurgião decide ficar a salva a vida de Batman. Mesmo sabendo que será preso, prefere se entregar ao viver uma vida de crimes como seu irmão. Gatilho é morto pela polícia em um tiroteio, ao ser confundido com o procurado Cicatriz.

No julgamento do cirurgião Steve Travers, Batman comparece em uma cadeira de rodas e testemunha a seu favor, justificando que fazia as cirurgias em criminosos para proteger sua noiva Ana. O júri considera Steve inocente e, posteriormente, ele se torna o cirurgião-chefe do Hospital Mansfield.


ÂMAGO NEWS:


Seria o Batman o mais famoso super-herói do mundo? Difícil dizer, mas sua simbologia tomou conta do planeta e é facilmente reconhecida. A tragédia de Bruce Wayne que o transformou num vigilante implacável emociona gerações, arrecada bilheterias exorbitantes no cinema e fatura milhões de dólares mensalmente com seus quadrinhos há exatos 75 anos. O Batman é uma figura que faz parte do consciente coletivo desde sempre e não cansa de se revolucionar para as novas gerações, seja em que mídia for.

Felipe Morcelli, Analista de Sistemas e Programador Web há mais de 10 anos, acompanha diariamente o Universo DC e seus personagens desde 2008 quando fundou o site Multiverso DC, há quase três anos rebatizado de Terra Zero e hoje o maior site sobre DC Comics em português. Graças a todo este esforço e ao grande sucesso que foi o projeto lançado por ele no Catarse ano passado (o livro "Fazendo o Homem Acreditar", sobre o Superman), está de volta para apresentar mais uma grande homenagem a um ícone imortal: o Batman.

Felipe escreveu e editou "Construindo um Novo Batmóvel" ao lado do bat-maníaco e bat-especialista Luís Alberto e de Pablo Sarmento (ambos redatores do Terra Zero) para mostrar a todos os fãs e entusiastas brasileiros os motivos de o Batman ter chegado tão longe. Por que ele tem tanto apelo? Como ele se tornou imortal no consciente popular? Como ele evoluiu tanto e por quais mudanças passou para se tornar um ícone do folclore moderno que são os super-heróis? Através da mente de criadores tão imortais quanto o personagem, "Construindo um Novo Batmóvel" é uma viagem pela evolução do Batman como personagem dentro e fora do universo ficcional. Este é o primeiro livro no mundo a explorar o Batman desta forma, e ele foi criado 100% no Brasil - e não é só isso!

Para criar recompensas para o projeto, grandes artistas conhecidos mundialmente e ícones do mercado independente nacional pularam neste Batmóvel para fazer o projeto acontecer. São eles:

Daniel HDR (desenhista; Legião dos Super-Heróis, Smallville Season 11)
Rod Reis (desenhista e colorista; Aquaman, Liga da Justiça, C.O.W.L.)
Rodney Buchemi (desenhista; Hércules, Flashpoint: Legion of Doom)
Ton Messa (desenhista independente; Chacal)
Marcio Fiorito (desenhista; Robert Jordan's Wheel of Time: The Eye of the World, Warlord Of Mars)
Luciano Salles (quadrinista; O Quarto Vivente, L'Amour)
Diego Bachini Lima e Victor Bravo (designers)

A capa final, de Daniel HDR, será divulgada no decorrer da campanha. Fiquem ligados!

Especificações: O livro medirá 21×28, com 160 páginas. Caso a meta seja atingida, ele será preto-e-branco. Se a meta for estendida (R$ 20.000,00) poderá ser impresso colorido! A capa será colorida, cartonada, com verniz e orelha. Esta é a versão final impressa que os colaboradores receberão. Pode haver uma pequena margem de erro na quantidade final de páginas, mas será pra mais e não pra menos. Lembrando sempre que o valor arrecadado será investido na impressão dos livros e dos pôsteres. Eles também serão coloridos.

Conteúdo Digital: Não só os autores da versão impressa do livro serão explorados. Haverá também um blog com conteúdo digital feito exclusivamente para os colaboradores. Cada colaborador receberá uma senha ao final do projeto para acessar este conteúdo exclusivo! Este material, que funciona como uma expansão do livro, explora brevemente os trabalhos de outros autores que não couberam na proposta da obra impressa, como Chuck Dixon, Peter Tomasi, Greg Rucka e Ed Brubaker.

Aspecto legal: o livro tem, unicamente, fins jornalísticos, tratando o Batman como um ícone e uma propriedade da DC Entertainment/Warner Bros. Além dele, estão citados no texto outros personagens de outras editoras [Nota: copyright no rodapé do projeto], o que tornam esta obra única e exclusivamente uma divulgação deste personagem da cultura pop.

Ajudar este projeto é muito simples e muito significativo: basta colaborar com o valor que cabe no seu bolso e que tenha a recompensa mais bacana pra você. Acredite, TODA ajuda é válida! Colabore, COMPARTILHE, ESPALHE o projeto para seus amigos, grupos de quadrinhos, sites e fóruns. Mostre que todos juntos podemos construir um Batmóvel!

Considerações Importantes: Data prevista de lançamento para 3 meses após o término da campanha no Catarse.

Para conhecer mais sobre o projeto e colaborar com o mesmo, acesse: Construindo Um Novo Batmóvel - [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

GALERIA:


* Lloyd Bridgeman : [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

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darkmarcos

93 Re: O Diário de Dick Grayson em 11/01/15, 11:42 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 75

- Detective Comics 132 ( Fevereiro de 1948 )

* "The Human Key", história escrita por Bill Finger, desenhada por Jim Mooney e artefinalizada por Charles Paris

Publicada no Brasil pela Ebal, na revista Almanaque dos Heróis 1949 ("O Chave Humana")


Um novo vilão está atacando as casas nas vizinhanças da Mansão Wayne. Seu nome é Chave Humana e ele é capaz de abrir qualquer fechadura ou tranca. Coincidentemente, quando Bruce Wayne vai até a construtora que está investindo em novas mansões no bairro, encontra um antigo comerciante do mercado negro da Segunda Guerra, que mente ao se apresentar como veterano. Isso levanta suspeita suficiente para que o homem se torne uma pista.

Após investigar, Batman e Robin conseguem emboscar o Chave Humana e sua gangue, que estão roubando um cofre. Porém, os criminosos fogem em um carro que já os estava esperando. Batman tenta alcançá-los utilizando um guindaste utilizado nas novas construções. Parte do telhado carregado pelo guindaste cai sobre o carro dos criminosos. Batman vai atrás do Chave Humana enquanto Robin tenta cuidar de seus comparsas. Mas os heróis não tem muita sorte. Os comparsas do vilão ficam escondidos nos escombros do telhado e surpreendem Robin, golpeando-o para fugir. Batman também volta sem o Chave Humana. Mas o sorriso em seu rosto mostra que ele encontrou uma pista. O vilão escapou jogando um cadeado nele. E do tipo que o identifica como um famosos escapista conhecido como Paul Bodin. O estranho é que o Chave Humana fez isso propositalmente, como se quisesse que Batman descobrisse sua identidade. O vilão ainda deixou outra pista. Antes de atirar o cadeado, assobiou uma sonata em C maior. "C Maior" soa como "Sea Major", um navio que afundou levando uma fortuna para o fundo do mar. Com certeza, seu próximo ataque.

Os heróis se dirigem ao porto e Robin irá distrair os comparsas enquanto Batman irá mergulhar para surpreender o Chave Humana. Pouco depois, Robin está cuidando dos criminosos que ficaram de guarda quando se surpreende com o Chave Humana submergindo... trazendo Batman inconsciente. A distração faz com o que o menino prodígio seja atingido por um golpe.

O Chave Humana tranca a dupla dinâmica em uma câmara de descompressão e deixa um bico de Bunsen como único instrumento para saírem de lá. A câmara começa a receber ar comprimido e irá esmagar a dupla. Mas Batman lembra que ar comprimido pode tornar uma simples chama (como a do bico de Bunsen) tão potente como um maçarico e o utiliza para fazer uma abertura na porta de aço.

Assim que escapam da câmara de descompressão, a dupla dinâmica segue para a casa de Paul Bodin e encontram um cenário inusitado. Ele realmente é o Chave Humana, mas estava sendo manipulado por criminosos, que sequestraram sua filha a fim de utilizar suas habilidades como escapista para abrir cofres. Por isso, o “vilão” deixava pistas e dicas para a dupla dinâmica. Assim que os heróis derrotam os criminosos, eles revelam que, ironicamente, a filha de Bodin estava muito próxima... mais especificamente trancada dentro de um cofre em sua própria casa. Mas o líder da gangue escapa por um momento, empurra Paul Bodin para dentro do cofre e o tranca. Agora, pai e filha tem pouco tempo antes que o ar se esgote lá dentro. E só ele e Bodin sabem a combinação. O criminoso se afasta e encosta-se a um painel cheio de cadeados. Um deles cai sobre sua cabeça e ele desmaia. Batman está sozinho para salvar Bodin e sua filha. Ele tenta várias combinações... mas desiste. Sua única chance é utilizar uma agulha do cinto de utilidades de Robin. Batman segura a agulha entre os dentes e a coloca no vão da porta do cofre, enquanto sente as vibrações ao mexer nas combinações do mesmo. Pouco tempo depois... o cofre se abre.

Paul Bodin é inocentado de qualquer acusação quanto a sua atuação como Chave Humana e ainda tem a honra de trancar os criminosos em sua nova cela.


A+:

* Dark+ : Robin auxiliou e tal, mas não teve grandes ideias. Mas não o culpo. Afinal, em uma única história, ele levou duas coronhadas na cabeça: quando foi surpreendido nos escombros do telhado que Batman derrubou e no barco dos criminosos. Tem que ser muito cabeça dura pra ser parceiro do Batman.

GALERIA:

Omar Viñole : [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] e também [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

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darkmarcos

94 Re: O Diário de Dick Grayson em 13/01/15, 01:22 am

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 76

- Detective Comics 133 ( Março de 1948 )

* "The Man Who Could See The Future", desenhada por Bob Kane e artefinalizada por Charles Paris

Publicada no Brasil pela Ebal, na revista Superman (1ª série) n° 18 ("O Homem Que Previa o Futuro")


Na batcaverna, Batman e Robin estão ocupados instalando um novo aparelho de radar que permitirá ao batplano voar com as piores condições. Recentemente, a aeronave do milionário Robert Blaning chocou-se contra um arranha-céus e o aparelho que estão instalando impede que lhes aconteça o mesmo. O mais estranho é que um vidente, conhecido como Artur Lum, previu que Blaning iria morrer em Gotham.

Naquela mesma noite, Bruce e Dick vão ao cinema e esperam pelo jornal, que dará maiores detalhes sobre o desastre. De repente, do meio da plateia, o próprio Artur Lum se levanta e alerta a todos que saiam, pois acaba de receber um aviso que o telhado irá ruir. Bruce e Dick se trocam. Batman vai ao telhado verificar se há alguma espécie de sabotagem, enquanto Robin ajuda o povo a sair. De fato, pouco tempo depois... o cinema vem abaixo. Quando a polícia chega, Batman informa que havia marcas de ácido na estrutura e que bandidos aproveitaram a confusão para assaltar o cinema. Provavelmente, foram eles quem causaram o desabamento. Artur Lum diz que não sabia sobre os bandidos. Sua visão apenas mostrou o telhado caindo. Visão que, de fato, salvou centenas de pessoas. Batman pede ajuda para Artur para utilizar seu talento e prever algum crime, afim de que a polícia possa evitá-lo. Artur pede para ir a um local mais calmo.

Na chefatura de polícia, Artur Lum vê o navio "Queen Helen" saindo no dia seguinte em uma viagem de morte. E vê também um homem sendo atacado por criminosos. E esse homem é Batman. Mas isso só faz com que o herói queira embarcar e enfrentar os criminosos.

No dia seguinte, realmente criminosos invadem o navio. Porém, quando abrem o cofre... Batman e Robin os estão esperando. Antes de fugirem, jogam uma bomba incendiária que faz com que o fogo comece a consumir o navio. Enquanto os bandidos fogem em um bote, os heróis tentam levar o navio de volta à baía, onde existem bombeiros marítimos. Ironicamente, o navio fumegante se choca com o bote dos criminosos, dando fim a ele. Assim que os bombeiros socorrem a embarcação, Batman investiga um enorme cesto, por onde os bandidos devem ter embarcado. A companhia de transporte confirma que quem enviou os cestos... foi um tal de Artur. Batman só tem que arrumar provas ainda mais concretas contra o "vidente".

Mais tarde, a dupla dinâmica vê Artur ser trazido pelo Comissário Gordon diante de um forte vendaval. O comissário diz que um furacão se aproxima e que Artur precisa ajudá-los a prever sua exata direção. Com o vento cada vez mais forte, o vidente se desespera e confessa... que não tem poder nenhum. É então que Robin desliga o enorme ventilador que produzia o vendaval, uma armadilha para pegar o falso vidente.


A+:

Dark+ : Batman e Robin. O cético e o crédulo. Como sempre, Robin acredita até o fim em poderes sobrenaturais enquanto Batman prefere se apoiar na ciência e desvendar o truque por trás de cada golpe. Menino prodígio em aprendizado.

GALERIA:

George Pérez

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darkmarcos

95 Re: O Diário de Dick Grayson em 15/01/15, 01:01 am

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 77

- Detective Comics 136 ( Junho de 1948 )

* "The Dead Man's Chest", desenhada por Dick Sprnag

Publicada no Brasil pela Ebal, na revista Superman (1ª série) n° 22 ("O Tesouro de Henry Morgan")


Bruce acaba de retornar de uma reunião do museu, onde o Sr. Hal apresentou um suposto mapa do tesouro feito pelo notório Henry Morgan. Mas o diretor alegou que aquele mapa é uma farsa. O impressionante é que o mapa, mesmo se foi escrito no passado... tem a letra de Bruce. Ele e Dick, então, decidem recorrer aos poderes hipnóticos do professor Nicolas e retornam ao tempo dos piratas para investigar.

A dupla dinâmica acaba aterrissando em 1667, no navio mercante Esparta e são tratados como clandestinos. Mas, antes que o capitão tome uma decisão contra aquela dupla de roupas estranhas, um navio pirata os aborda. Bruce e Dick aproveitam para vestir o uniforme antes que o navio onde estão seja invadido. Os heróis acabam ajudando o capitão antes que conheçam o líder dos piratas: o próprio Henry Morgan. Tendo dominado o navio, Morgan captura a dupla dinâmica e os prende como remadores de seu navio.

Vendo Robin exausto e prestes a desfalecer, Batman desafia o capitão que o leva para andar na prancha. Batman consegue se soltar das amarras antes de cair nas águas do oceano, mas uma saraivada de tiros de mosquetes dá conta de liquidá-lo, para desespero de Robin.

Mais tarde, antes de invadirem um novo navio, Robin se surpreende com o resgate feito por... Batman. O herói fingiu ser atingido pelos mosquetes e nadou até o outro lado do navio, tendo ficado escondido até então. Batman liberta os demais remadores, coloca fogo em barris de enxofre e causa um grande motim. Os fugitivos conseguem fugir para o outro galeão. Batman, no entanto, prefere ficar para descobrir o mistério de sua letra no mapa do tesouro. Robin decide acompanhá-lo.

Apesar de Batman enfrentar Morgan e vencê-lo em um combate de espadas, os demais piratas capturam Robin. Morgan leva Batman para uma ilha próximo a Califórnia, onde pretende enterrar seu tesouro. Como os criminosos são analfabetos é Batman quem escreve no mapa, explicando aí como sua letra foi parar nele. Uma grande explosão faz Batman se preocupar com o bem estar de Robin. Mas o menino prodígio o alcança na ilha e diz que ele mesmo provocou a explosão.

Antes que a dupla dinâmica persiga os piratas, eles retornam ao presente. Bruce liga para o Sr Hal e dá a localização do tesouro. No passado, Morgan não retornou para recuperar o baú enterrado, pois Batman, que escreveu o mapa, o fez com localização errada propositalmente.


A+:

* Mais uma incursão histórica através do mundo do hipnotismo, via Professor Nicolas.

* Dark+: "Bruce discute o fato com seu amiguinho Dick". Ah, Ebal... "amiguinho"?

GALERIA:

Ken Knudtsen : [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

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darkmarcos

96 Re: O Diário de Dick Grayson em 24/01/15, 10:14 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 78

- Detective Comics 137 ( Julho de 1948 )

* "The Rebus Crimes", desenhada por Dick Sprang, artefinalizada por Charles Paris

Publicada no Brasil pela Ebal, na revista Superman (1ª série) n° 24 ("O Mistério das Cartas Enigmáticas")


Bruce Wayne e Dick Grayson avistam no céu uma figura familiar: o batsinal! Significa que o Comissário Gordon necessita dos serviços de Batman e Robin. Uma rápida mudança de roupa e então, da caverna secreta do Homem-Morcego, localizada no porão da Mansão Wayne, sai o poderoso batmóvel transportando nossos heróis.

Logo, no gabinete de Gordon, os heróis recebem uma carta que pode até parecer brincadeira, mas foi assinado pelo Coringa, o que provavelmente mostra que ele voltou a agir. Batman vê que a carta é uma espécie de "carta enigmática", que usa figuras para formar uma mensagem. Nessa, em particular, há:

[a palavra "gosta", que pede seu sinônimo] [Unha - u + ~] [a letra "L"] [não é par + ei] [o desenho de uma casa] da [o desenho de uma moeda] [o desenho do rosto do Coringa]

Robin consegue decifrar boa parte da mensagem e Batman confirma o que eles têm:

[ama] [nhã] [L] [imparei] [casa] da [moeda] [Coringa]

O Coringa tem sempre alguma surpresa atrás de suas loucuras, se ele planejou tal golpe, não mandaria a carta como aviso sem ter algo em mente.

Na manhã seguinte, na Casa da Moeda, o edifício está cercado de policiais e todos os portões se acham fechados. O senhor Cristovão, diretor da Casa, está nervoso quando recebe uma ligação. De repente, ouve-se um grito da sala onde o homem atende ao telefone. Ele está no chão, desmaiado. Gordon acredita que ele sofreu um colapso devido ao nervoso que tem passado. Ao atender ao telefone, percebe que ele não funciona. Batman analisa o aparelho e percebe que ele foi ligado a um fio de alta voltagem, o que significa que Cristovão foi eletrocutado. Atingido por um choque elétrico através do telefone. A quadrilha do Coringa chega disfarçada em uma ambulância. Ao fugir, o veículo demonstra ser blindado. A dupla dinâmica tenta alcançá-los, mas se deparam um enorme engarrafamento de ambulâncias a frente, chamadas pelo Coringa ao mesmo tempo. Ao voltarem para a Casa da Moeda e estudarem o fio que foi desencapado, os heróis terminam no prédio vizinho, onde o porteiro diz que ouviu um grupo de homens dizer que iriam cuidar de um anúncio luminoso de goma de mascar.

Batman e Robin seguem para o prédio onde estão os controles do anúncio luminoso e o operador encontra algo incomum: uma mensagem enigmática.

[o desenho de dois nós] [va + desenho de dois mós ou moinhos] [a+desenho de uma pá + uma unha - u + r] [um ás de espadas] [pedras verdes] [uma escala musical com a nota dó] [uma lata de azeite de oliva] [a figura do Coringa]

Ou seja

[Nós][vamos][apanhar][as][esmeraldas][do][Oliveira][assinado Coringa]

Os heróis aguardam disfarçados em armaduras decorativas na casa do senhor Oliveira, quando surge fumaça, anunciando um incêndio. Quando os bombeiros chegam, eles revelam ser a quadrilha do Coringa, disfarçada. O que o vilão não contava é que a dupla dinâmica pudesse ler a mensagem enigmática do anúncio luminoso antes que ele se se prepara. O Coringa lhe atinge com a mangueira dos bombeiros, deixando-a descontroladamente ligada para que os distraia enquanto foge. Apesar da fuga, o vilão não conseguiu levar as verdadeiras esmeraldas, já que roubou pedras falsas.

A próxima mensagem enigmática do Coringa é muito singular. Batman e Robin seguem para o Zoológico, onde o criminoso foi visto roubando alguns animais e sequestrando um dos guardas. Quando lá chegam, todos estão em jaulas separadas, dispostos em uma sequência muito peculiar.

[o guarda][um grande morcego][duas girafas][um leão][um touro]

Mensagem que pode ser interpretada como:

[homem][morcego][bi][lhão][ouro], ou seja, ele irá assaltar um avião que está trazendo um bilhão em ouro.

Ao assaltar o navio, o Coringa acredita ter derrubado o batplano no mar. Mas ao abrir a aeronave que traz o ouro, descobre uma mensagem formada por:

[a letra "A"][dois braços][um homem][um morcego]

que pode ser interpretado como:

[a][braços][homem][morcego]

O batplano que o Coringa viu cair no mar, na verdade, nada mais era do que um planador rebocado por um navio. A dupla dinâmica os aborda com o verdadeiro batplano e os captura. Ao levar o vilão para a prisão, Robin mostra uma carta enigmática com o destino do Coringa:

[uma pena -a +i][possue -m +n][uma escala musical com a nota si -s +c][da ópera]

Que pode ser interpretado como:

[peni][ten][ci][ária]



A+:

* História que é praticamente um jogo de atividades, uma vez que o leitor pode optar por desvendar as cartas enigmáticas antes de continuar com a história e ver como a dupla dinâmica as interpretava. Aliás, esse tipo de crime com pistas pode ter inspirado a criação de um famoso vilão que surgirá em breve.

* Trabalho de gênio traduzir essa história para o português, principalmente para adaptar os enigmas gráficos, originalmente em inglês. Destaque para a mensagem feita com jaulas com animais do zoológico, onde a tradução sequer poderia mexer na arte (era final da década de 40 e os recursos pra isso não eram tão simples) e... simplesmente conseguiram manter o original e montar uma explicação lógica em português.

* Tornou-se um padrão Robin zoar o Coringa no final com alguma piadinha infame. Isso explicará muita coisa, no futuro.

* O Coringa era chamado, na edição brasileira, de O Galhofeiro.

GALERIA:





* Andrew Kudelka : [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

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darkmarcos

97 Re: O Diário de Dick Grayson em 24/01/15, 11:47 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 79

- Batman 48 ( Agosto de 1948 )

* "The 1,000 Secrets of the Batcave", escrita por Bill Finger, desenhada por Jim Mooney

Publicada no Brasil pela Panini, na minissérie Batman 70 Anos n° 2 ("Os Mil Segredos da Batcaverna")


Dick Grayson está calmamente estudando na Mansão Wayne quando... um golpe lhe atinge a cabeça e ele desmaia. Quando acorda, está como refém de um perigoso bandido que fugiu da penitenciária e, ironicamente, invadiu a Mansão. Pior ainda: ele encontrou a batcaverna e agora sabe que Bruce Wayne é o Batman. O herói, aliás, acaba de chegar de uma reunião com o Comissário Gordon apenas para ver seu parceiro amordaçado. Dick consegue se desvencilhar por um momento e se jogar no projetor de slides que usam para analisar os crimes. O bandido se distrai momentaneamente com a bizarra figura do Duas Caras que aparece na tela. Distração suficiente para Batman atingi-lo. Mas o criminoso acaba fugindo para o labirinto de túneis.

Com um bandido a solta na imensidão da batcaverna, a dupla dinâmica decide se separar para encontrá-lo. Robin segue para sala de troféus enquanto Batman procura na garagem. Apesar de sua identidade ter sido revelada, Dick insiste em vestir o uniforme de Robin, julgando que essa pode ser a última aventura da dupla. O menino prodígio não vê quando o enorme dinossauro mecânico começa a pender para seu lado, mesmo quando Batman chega repentinamente para alertá-lo. O homem-morcego reage empurrando a moeda gigante em direção a Robin, impedindo que o dinossauro o esmague.

O dupla dinâmica encontra o bandido xeretando outros troféus. Na verdade, um erro fatal que ele cometeu, pois acabou de abrir uma caixa de surpresas que era lembrança de um caso resolvido com o Coringa. E nessa caixa havia um veneno criado pelo vilão e que agora foi inalado pelo invasor da caverna. Robin até sugere deixá-lo morrer. Afinal, se o prenderem, ele irá para a cadeira elétrica mesmo. Porém, se morrer ali o segredo da dupla estará seguro. Batman discorda, pois, o dia que desrespeitarem um código moral... deixarão de ser heróis. O homem morcego dá o antídoto para o criminoso, que se recupera e... golpeia Batman!

Desvencilhando-se de Robin através do guarda-chuvas do Pinguim, que cospe fogo, o bandido foge por outro túnel da caverna. Batman sabe que ele está indo para um local por onde passa um rio subterrâneo e usa uma gôndola (outro troféu de outro caso) para alcançá-lo. Os heróis o encontram facilmente, pois essa parte da caverna tem um fungo que brilha no escuro. Ao encostar-se a suas paredes, o bandido deixou sua roupa fosforescente. Cercado pelos heróis, pois atrás dele há ou redemoinho no rio, o criminoso ainda desdenha em ser preso, pois irá contar o segredo de Bruce Wayne para o mundo. Os sons da risada do criminoso acabam incomodando os morcegos da caverna, que voam sobre ele. Assustando-se, ele tropeça e cai no rio, sumindo no redemoinho.

Logo depois, a polícia chega até a Mansão Wayne e informa que o corpo do fugitivo foi encontrado em um rio ali próximo. De fato, como observa Batman, o verdadeiro herói dessa história... foi a própria batcaverna.



ÂMAGO NEWS:

O amigo Andy Nakamura entrevistando um tal de Marcos Dark: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

GALERIA:

Chad Maupin : [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

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darkmarcos

98 Re: O Diário de Dick Grayson em 25/01/15, 10:16 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 80

- Detective Comics 140 ( Outubro de 1948 )

* "The Riddler", escrita por Bill Finger, desenhada por Dick Sprang, artefinalizada por Charles Paris

Publicada no Brasil pela Editora Abril na edição especial As Várias Faces de Batman ("O Charada")


A Compania de Limpeza Cross inaugura uma novidade em Gotham City. Painéis nas paredes de sua sede formam palavras-cruzadas gigantes. Mas a sala de controles é invadida por um novo vilão, que se intitula O Charada, que deixa uma mensagem para a dupla dinâmica descobrir qual será seu próximo crime. Infelizmente, quando os heróis chegam até a sala de controle, o Charada já sumiu. As palavras cruzadas deixada pelo criminoso consistem em:
- Utensílio aquático, com cinco letras = balde
- Via pública, com sete letras = ladeira
- Jantar formal, com oito letras = banquete
Batman conclui que o vilão irá atacar o Banquete da Ladeira do Balde, um grande evento de caridade que acontece em Gotham.

Os heróis chegam ao Banquete quando o prefeito está fazendo um discurso. Porém... nada de Charada. Na verdade, um policial entra em seguida informando que um banco ali próximo foi inundado e está sendo assaltado. O Charada está brincando com a dupla dinâmica. Um duto d'água inundou os cofres e o criminoso está lá dentro com uma roupa de mergulho. Quando a água escoa, Batman acredita que irá prender o Charada... mas ele fugiu pelo esgoto quando a água foi drenada.

O próximo ataque do Charada é anunciado quando Batman, que está junto ao Comissário Gordon, recebe um comboio com várias peças gigantes de quebra-cabeça. Tão grande que é necessário ser montado no estádio de Gotham. Assim que o montam, a mensagem do Charada diz que ele vai assaltar o Ninho da Águia, que Batman conhece como sendo uma boate no centro da cidade, assim chamada porque fica no alto de um grande edifício.

Batman designa Robin para vigiar a boate enquanto ele irá verificar outro ponto do qual suspeita. Robin não encontra nenhum sinal do Charada. Logo depois, um Batman enfurecido se encontra com Robin. Na verdade, suas suspeitas tinham fundamento. O Charada estava roubando um colecionador de artes chamado Harrison Eagle, também conhecido como O Águia. Mas o vilão conseguiu escapar pois deixou o Sr Eagle preso em um quebra cabeça metálico gigante, que Batman teve que resolver para salvar sua vida.

Na manhã seguinte, um caminhão desgovernado, carregando um milho gigante, ameaça a vida dos cidadãos de Gotham. Foi necessário que os heróis usassem o próprio batmóvel para se chocar contra o veículo e detê-lo. Ao lado do caminhão, mais uma charada: Onde encontramos as galinhas na cidade? Os heróis se lembram do Parque das Galinhas, no cais do porto, onde há um labirinto conhecido como Galinheiro.

De fato, quando lá chegam, o Charada está roubando a bilheteria e foge para o labirinto de vidro. Porém ao persegui-lo, a dupla dinâmica cai em uma armadilha. O Charada conseguiu sair e fechou o labirinto, deixando uma bomba que irá liquidar os heróis se não conseguirem sair. Para piorar, mesmo com Batman marcando os vidros para saírem pelo caminho contrário... descobrem que estão presos pois a entrada foi fechada também. É então que Batman diz para Robin arrancar o tapete do piso e coloca fogo no mesmo. O fogo não é capaz de arrebentar o forte vidro, mas dilata sua armação de metal o suficiente para conseguirem empurrá-lo. O Charada não esperava por isso e agora está posicionado na ponta do cais sem poder fugir antes que a bomba exploda. Quando isso acontece, ele é lançado ao mar. Os heróis encontram apenas um ponto de interrogação que se desprendeu do uniforme do criminoso. Um irônico símbolo que deixa o enigma de sua possível morte no ar.


A+:

* Primeira aparição do vilão Charada.

* Trabalho em equipe: Robin chutando várias respostas para cada um dos enigmas e Batman fechando as pistas com a resposta correta. Ou quase.

MESTRE DE OBRA:

* Alvin Schwartz, escritor de "O Caso Sem Crime" (O Diário de Dick Grayson - Parte 63: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] ) publicava, em 1948, o romance The Blowtop, que acabaria se tornando um best-seller na França, ovacionado por Sartre e Simone de Beauvoir. O livro, na verdade, foi escrito dois anos antes, mas trazia um conteúdo considerado polêmico por mostrar o impacto do pós-guerra na vida boêmia americana. Há quem diga, inclusive, que foi uma das obras que ajudou a formar o movimento "beat". Schwartz, além de escrever histórias de Batman e Superman, também era novelista, poeta e ensaísta.

ÂMAGO NEWS:

* Participem do levantamento do blog Papo de Quadrinhos a respeito do perfil e hábitos de consumo do leitor brasileiro de quadrinhos. É rápido, prático e, quanto mais gente responder, dará um parâmetro interessante sobre essa saudável e aventuresca forma de leitura. Participe e divulgue ao máximo de amigos:

Quem é o leitor brasileiro de quadrinhos: perfil e hábitos de consumo : [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

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Todd Nauck : [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

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darkmarcos

99 Re: O Diário de Dick Grayson em 26/01/15, 11:44 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 81

- Batman 50 ( Outubro de 1948 )

* "The Second Boy Wonder", histórias desenhada por Bob Kane e Lew Schwartz, artefinalizada por Charles Paris

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman n° 68 ("O Segundo Menino-Prodígio")


Algo estranho vem acontecendo na Mansão Wayne. Nas últimas vezes em que o Comissário Gordon acionou o batsinal, Batman tem se preparado para atendê-lo... mas sempre ordena que Robin fique. Dick Grayson não entende o que está acontecendo. Suas notas na escola não estão ruins e não há motivo para a "punição". Mas Batman é o chefe, então...

Chega o dia em que Dick ouve outra voz de dentro da batcaverna. Batman está dando instruções para um garoto, chamado Jimmy, como se o estivesse treinando. A confiança que Batman demonstra ao garoto é extrema. Não só o treina em combate físico como também não pensa duas vezes em tirar a máscara e revelar-lhe sua identidade. Dick está zonzo. Quem é aquele novo garoto? E porque Bruce o está treinando e lhe dando tanto confiança? Porque não lhe contou nada? Não aconteceu nada que justifique esse comportamento. Como Robin, Dick até salvou a vida de Batman algumas vezes.

Batman já está até mesmo levando Jimmy para a ronda noturna. Dick decide segui-los para ver o quanto esse novo garoto é bom. Ao abordarem criminosos, Batman pede a Jimmy (que está usando uma máscara nos olhos) que o aguarde. Perseguindo os criminosos para uma loja de modelismo, em meio a uma cidade em miniatura, Batman age praticamente sozinho. Dick até acha que Jimmy está apavorado. Mas essa impressão some quando ele vê o garoto se esgueirando entre os controles e acionando aviões em miniatura, que distraem os criminosos, permitindo que Batman os derrube. Dick percebe que o garoto realmente é bom... e volta pra casa desolado.

Na noite seguinte, quando Batman atende ao batsinal, Dick revela que sabe tudo sobre Jimmy. Por isso, entrega seu uniforme de Robin para que o novo parceiro possa usar. Batman acha o gesto de Dick nobre... e sai para a ronda com seu novo parceiro.

Enquanto Batman toma a dianteira para fazer a ronda, Dick segue para a casa de Jimmy para entregar-lhe o uniforme. Jimmy fica surpreso que Batman tenha contado o segredo, mas Dick diz que ele mesmo descobriu sobre a nova parceria. Quando Dick olha para marcas em um globo no quarto do garoto, descobre algo surpreendente: são marcas em braile! Jimmy é cego! Mais surpreendente ainda é o fato de que criminosos invadem o quarto de Jimmy e atacam Robin. Eles estão atrás do menino prodígio. Antes de ser capturado, no entanto, Dick enfia uma caneta em uma parte do globo. Quando Jimmy retorna ao quarto, eles já partiram e ele sente a pista dada por Dick, que colocou a caneta na parte da Itália... país em formato de uma bota... o esconderijo dos bandidos fica em um restaurante que foi feito com o formato de um sapato gigante de mulher, algo que os criminosos comentaram antes de levar o herói.

Chegando ao cativeiro, Jimmy consegue espantar os bandidos jogando uma bomba de fumaça dentro do local. Lá, ele encontra Batman e Robin amarrados. Depois que os bandidos são capturados pelo trio, Jimmy explica que sempre desejou ser um criminologista, superando sua deficiência. Batman aceitou treiná-lo, mas preferiu manter segredo de Dick, pois o teste final de Jimmy seria resolver um caso sem revelar a Robin que ele era cego. Batman confirma e tranquiliza Dick, pois ninguém poderia substituir o menino prodígio.



A+:

* Absurdos a parte, este é mais um bom exemplo de um roteiro muito bem estruturado, onde se mantém a resolução da trama principal praticamente até a última página. Quase até o último quadro. É aquele tipo de história que ficamos imaginando qual será seu desfecho, mas a coisa avança tanto que o maior desafio é descobrir que... tá, vai haver um desfecho, mas... como vão conseguir uma resolução em tão pouco espaço? E conseguem... sem forçar o andamento da história.

* Bob Kane cuidou da arte apenas no que se refere a desenhar Batman e Robin. Todo o resto, inclusive Jimmy, foram desenhados por Lew Schwartz, costumeiro desenhista-fantasma de Kane. Schwartz seria co-criador do vilão Pistoleiro.

* Dark+: ... ... ... eu... nem tenho o que falar... Nem tenho o que falar do juízo do Batman, porque não dá pra falar de algo que não existia naquela época.

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darkmarcos

100 Re: O Diário de Dick Grayson em 07/02/15, 03:53 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 82

- Detective Comics 150 ( Agosto de 1949 )

* "The Ghost of Gotham City", histórias desenhada por Dick Sprang, artefinalizada por Charles Paris

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Almanaque de Superman 1950 ("O Fantasma de Gotham")


Um estranho fenômeno vem acontecendo em Gotham City. No gabinete do Comissário Gordon, Batman e Robin recebem a visita de alguns oficiais de justiça que estão apavorados com a aparição do que parece ser um fantasma segurando um rifle... e exigindo vingança.

Apesar de Batman não acreditar no tal fantasma, quando ele, como Bruce Wayne, e Dick Grayson vão assistir uma encenação de Macbeth, eis que a fantasmagórica figura surge no palco, anunciando que o Banco de Gotham será roubado. Os heróis vestem seu uniforme e vão até o banco... constatando que realmente está sendo roubado... e enfrentam os criminosos. Nos dias seguintes, o fantasma tem até ajudado a entregar crimes que ainda estão em andamento. Batman se mostra cético diante de uma população que está boquiaberta com o fantasma de Gotham.

A cidade começa a entrar em pânico e Batman precisa agir rápido. Para ajudá-lo, Gordon lhe apresenta o Dr Paul Visio, famoso por desmascarar farsas envolvendo o sobrenatural. Ainda assim, quando Visio se apresenta em um teatro e o fantasma aparece, o doutor acaba se apavorando como se agora realmente encontrasse um fantasma de verdade. Mas o ceticismo de Batman tem certa base: ele não acredita que realmente seja um fantasma, pois ele assombrou vários locais de Gotham... menos a batcaverna. E por um motivo muito lógico: ninguém vivo conhece a batcaverna além dos heróis. Até que... o impossível acontece. O fantasma aparece dentro da batcaverna! E, por Batman duvidar de sua existência, o fantasma o ameaça dizendo que ele tem apenas 48 horas de vida. Após, o próprio fantasma o irá matar com seu rifle.

De fato, dias depois Batman e Robin são alvejados e caem mortos. Algo estranho acontece e os fantasmas dos heróis agora estão perambulando fora de seus corpos. Batman faz uma acusação... contra o doutor Visio, que é o responsável pelas aparições do fantasma. Visio, julgando-se descoberto, tenta fugir. Mas é capturado por Batman, que o entrega ao Comissário Gordon.

Visio tinha um esquema para se livrar das gangues rivais de Gotham e utilizou um produto químico sobre um molde que dava a impressão de brilhar: era seu fantasma artificial. Em uma das investigações de Batman, o herói acabou levando uma tapeçaria onde o fantasma se encostara e o colocou na batcaverna. Visio imaginava que isso iria acontecer e colocou um transmissor na tapeçaria antes do homem morcego chegar. Resultado: quando a tapeçaria, repleta do produto químico começou a brilhar na batcaverna, Visio transmitia a voz para impressioná-lo.

O ceticismo de Batman, que foi contra todos, acabou vencendo desta vez.



SEM FILA

* A série Batman e Robin, produzida pela Columbia em 1949, trazia 15 capítulos onde o Robin era interpretado por Johnny Duncan. Diferente da encarnação a anterior, Duncan estava longe de ser chamado de "menino" mais parecendo um adulto parrudo. Com mais de 90 anos, Duncan continua aparecendo em convenções de quadrinhos e cinema até hoje.

Essa série trazia mais elementos utilizados nos quadrinhos, inclusive personagens coadjuvantes oriundos de lá. Interessante notar a participação do interesse romântico de Bruce Wayne: a repórter Vice Vale, interpretada pela atriz Jane Adams. A série tinha como roteirista o próprio Bob Kane.

BATMAN TAKES OVER :

ÂMAGONEWS:



* Vocês podem até não ter sacado antes, mas basta alguns minutos de filme e perceberão a essência da Marvel ali. Direto de quadrinhos que passaram praticamente despercebidos nos anos 90, Big Hero Six, rebatizado no Brasil de Operação Big Hero, é o mais novo sucesso das animações Disney e traz para as crianças de hoje a essência do super-herói nos desenhos animados. E se você já assistiu e quer saber mais sobre esses já tão populares personagens que tal ouvir o novo Inominata 616?

Não foram seis, mas o quinteto reunido é quase também um grupo de super-heróis. Juntei-me ao Coveiro, Rafael Felga, Paulo Artur e Marcus Pero pra mais uma vez falar daquilo que mais gostamos. E se de um lado quase arrancamos os cabelos com as nove edições do grupo que saíram pela Marvel, ficamos pra lá de contagiados com o visual fofinho e acolhedor do filme.

Saiba neste programa qual a importância de Solaris pros quadrinhos e como de algum jeito foi levado ao filme. Descubra a relação dos personagens com os desenhos do Gato Félix, Scooby Doo, Sonic e certo apresentador de TV famoso. Por fim, entenda porque o Paulo Artur não foi lá muito com a cara do Baymax.

Operação Big Hero: dos Quadrinhos Pro Cinema ( [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] )

GALERIA:



* Carmine Infantino [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

Artigo publicado originalmente no blog Âmago: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

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