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O Diário de Dick Grayson

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darkmarcos

26 Re: O Diário de Dick Grayson em 25/10/14, 02:04 am

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 23

- Batman n° 4 (1940)

* "Public Enemy No. 1 Starts Jail Sentence", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson e George Roussos

Publicada no Brasil pela Editora pela editora Panini, no encadernado Batman Crônicas n° 3 ("Inimigo Público n° 1")


Enquanto uma nova guerra de gangues, liderada pelo perigoso Jimmy MCCoy, estoura na cidade, Bruce Wayne fala com seu pupilo Dick Grayson sobre um trabalho que ele terá que fazer para auxiliar no combate aos criminosos.

No dia seguinte, um garoto engraxate aparece diante da casa onde "Red" McCoy mora e se oferece para engraxar seus sapatos, sendo desprezado em seguida. Mas ao invés de choramingar, o garoto segue os gangsteres até a casa... ele se aproxima da porta e intencionalmente escuta a conversa pelo buraco da fechadura. No entanto, ele não pode ouvir uma palavra do que estão dizendo, pois conversam em um tom muito baixo. Colocando seu olho no buraco da fechadura, o garoto inicia a leitura labial da conversa dos homens, descobrindo que eles irão atacar o Clube Pinguim na noite seguinte. Leitura labial é um trabalho de mestre e uma das muitas técnicas usadas por Batman e Robin em sua luta contra o crime. O menino prodígio rapidamente relata tudo a Bruce...

Na noite seguinte, dois vultos num telhado próximo observam a entrada do Clube Pinguim, quando McCoy e seus homens chegam. Logo em seguida, chega a quadrilha rival, pertencente a Big Costello, se preparando para atirar em um lugar lotado! Abruptamente, surgem no meio da confusão duas figuras inspiradoras... é a dupla dinâmica... Batman e Robin, o menino prodígio. Os gangsteres rivais esquecem suas diferenças e resolvem enfrentar juntos o inimigo comum. Os heróis, porém, conseguem derrubá-los com facilidade. Enquanto os pistoleiros se juntam para uma forte investida, os lutadores encapuzados rapidamente armam um plano de ataque. Indo para a cozinha, utilizam a louça como "artilharia pesada". Robin chega a usar um violoncelo contra a cabeça de um criminoso. Uma sirene da polícia irrompe o local e tanto os bandidos quanto os heróis, que terminaram seu trabalho, fogem do local.

A dupla dinâmica segue para o esconderijo de McCoy... mas não o encontram. No momento seguinte, Batman e Robin correm pelas ruas apressadamente. McCoy está indo para o tribunal para matar Costello. Chegando ao tribunal, a chuva torrencial mal pode encobrir os sons das armas dos gangsteres. Dois vultos encapuzados sobem as escadas e tentam por fim ao tiroteio. Batman consegue alcançar McCoy que, enlouquecido de ódio, está certo de que não voltará para a cadeia. De repente, a risada de McCoy é interrompida por um acesso de tosse... Ele segura convulsivamente seu peito... e cai escada abaixo... rolando até a calçada... e morrendo entre o meio-fio e as escadarias. A infame carreira de Jimmy McCoy havia chegado ao fim.

Jimmy McCoy foi uma criança que tentou agir como se fosse o maioral. Ele tinha talento e poderia ir muito bem nos negócios. Havia algo diferente sobre ele. Mas se impressionou com o poder dos criminosos, com suas roupas caras e seus luxos. Esta é uma vida de medo... medo da polícia e medo de encontrar o mesmo fim que Jimmy McCoy teve.

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darkmarcos

27 Re: O Diário de Dick Grayson em 25/10/14, 05:41 am

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 24

- Batman n° 4 (1940)

* "Touchdown For Justice", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson e George Roussos

Publicada no Brasil pela Editora pela editora Panini, no encadernado Batman Crônicas n° 3 ("Vitória para a Dupla Dinâmica")


Quando um grupo de ladrões ataca um homem, o ar é repentinamente cortado por um grito desafiador. E quando se viram para trás, os meliantes olham duas mortais e conhecidas figuras partindo pra cima deles... eles são Batman e Robin, o menino prodígio. Dois furacões com força total! Robin atinge um simples, mas poderoso soco com a força de uma marretada. De repente, um carro passa perto de um cruzamento. De dentro da janela, surge uma pavorosa figura armada de uma metralhadora que inicia sua conversa mortal. A porta traseira se abre e os amedrontados bandidos entram no carro. Quando o carro faz seu retorno, as metralhadoras apontam para uma figura confusa de um homem resgatado. Batman o jogou para trás das latas de lixo. As balas passam sobre eles como vespas furiosas. Batman pega uma arma que um dos ladrões deixou cair, mira cuidadosamente... e atira! A mira de Batman é perfeita... o tiro acerta em cheio a mão do atirador. Batman nunca usa ou mata alguém com uma arma de fogo.

O carro dos bandidos parte e o homem que era o alvo já pode sair. Batman o reconhece como sendo Tim Bannon, técnico do time de futebol dos Panthers. Seu time jogará contra os Lions dentro de dois dias e o time adversário é treinado por Stacy, o apostador, que quer ter certeza que o seu time irá ganhar. Stacy apostou muito dinheiro pela vitória de seu time neste jogo. Ele irá tentar todo tipo de truques sujos pra diminuir as chances de vitória dos Panthers. Assim que a polícia chega para averiguar o local do tiroteio, Batman e Robin se retiram.

No dia seguinte, Bruce Wayne recebe um telefonema dizendo que sabe que ele é o Batman e que precisa de ajuda. O estranho ainda lhe fornece um endereço e um horário onde poderá ser ajudado.

Na noite seguinte, duas figuras encapuzadas equilibram-se contra o céu cinzento que forma o pano de fundo deste cenário que é chamado de... Gotham City. O prédio do encontro se localiza logo abaixo. Batman entra no edifício e cai em uma armadilha, pois estava sendo esperado por bandidos. Abruptamente, Robin entra na sala e surpreende os criminosos. Quando a dupla dinâmica sai da sala rumo as escadarias, descobrem que a saída foi bloqueada. Robin os recepciona com socos. Assim que mais bandidos sobem, Batman e Robin fazem um mergulho para descer as escadas... rolando sobre eles em pleno ar... e como duas bolas de boliche que tivessem saído das mãos de dois jogadores, eles fazem um verdadeiro strike na quadrilha de marginais derrubando-os escada abaixo. Como duas raposas enganando uma matilha de lobos, a dupla dinâmica leva os ladrões a uma divertida caçada.

Depois de algum tempo, Batman e Robin levam seus perseguidores a um campo aberto nos arredores da cidade. Mas quando os gangsteres entram no celeiro... não encontram ninguém. Próximo ao celeiro fica a mansão de Bruce Wayne. Batman utiliza um túnel e chega até o local, sabendo que há bandidos vigiando os arredores. É então que monta um boneco de Bruce Wayne e coloca na poltrona para ser manipulado por Dick Grayson. É um boneco especialmente construído para combinar com o tamanho de Dick. Quando o garoto faz o movimento com suas mangas, para aquele que observa do lado de fora da casa é como se fosse o próprio Bruce Wayne se movimentando. Enquanto Dick manipulava o boneco, Bruce simplesmente colocou o uniforme e passou pelo túnel para voltar à superfície. Os bandidos, confusos, esquecem a ideia de que Bruce Wayne e Batman são a mesma pessoa.

Chega o dia da grande final e a dupla dinâmica está para entrar no quarto de Stockton, o principal quarterback dos Panthers, para ter certeza que os homens de Stacy não o intimidaram... ameaçando machucá-lo a menos que falhe em suas jogadas. Mas quando eles entram no quarto, descobrem que Barton, o companheiro de quarto de Stockton, foi morto a facadas. Vendo-se diante do espelho, Batman olha um quadro do quarterback desaparecido. O físico de Stockton é parecido com o dele, assim como seu rosto. Batman pensa em jogar! Dedos hábeis aplicam a maquiagem vinda do cinto de utilidades... lentamente mudando os contornos de seu rosto. Assim que está idêntico a Stockton, Batman se prepara para fazer seu movimento final contra Stacy e seus comparsas.

No fim do dia, em meio a um estádio completamente lotado, Stacy vê Stockton e deixa o local apressadamente, sem notar que um garoto o seguia. Stacy involuntariamente leva o garoto até o esconderijo. O plano de Batman está funcionando! Robin entra pelo telhado de vidro e surpreende os bandidos, que mantinham o verdadeiro Stockton em cativeiro. Eles atiram uma faca no menino prodígio, que se defende com uma cadeira... a mesma cadeira com a qual ele atinge um dos criminosos. Assim que Stacy e o capanga atiram, Robin se joga no chão. Stacy estava na linha de fogo do capanga e a bala aloja-se em seu corpo. Assim que se livra do capanga, Robin liberta Stockton, que está surpreso por um garoto tomar conta dos bandidos. Robin diz a Stockton como Batman tomou seu lugar na grande final. Stockton se desespera, pois acredita que o herói pode estar errando todas as jogadas. Enquanto o jogador vai até o estádio, Robin fica para entregar os marginais pra cadeia.

Para a surpresa de Stockton (e do time adversário), seu imitador segurou muito bem o jogo, inclusive garantindo a vantagem no placar para os Panthers. Assim que se encontram durante o intervalo e trocam de uniforme, o verdadeiro Stockton entra em campo e, inspirado, faz uma bela partida. E, nas arquibancadas, duas figuras assistem ao jogo com muito interesse. Eles são Bruce Wayne e o jovem Dick Grayson.

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darkmarcos

28 Re: O Diário de Dick Grayson em 26/10/14, 03:27 am

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 25

- Detective Comics n° 46 (Dezembro de 1940)

* "Professor Strange's Fear Dust", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson e George Roussos

Publicada no Brasil pela Editora pela editora Panini, no encadernado Batman Crônicas n° 3 ("O Pó do Medo do Professor Strange")


Batman foi capturado por capangas do Professor Hugo Strange, mas se recupera e dá uma surra nos criminosos. Examinando os papéis do professor, o herói encontra uma lista de instruções e então, rapidamente, contata seu jovem parceiro, Robin, o menino-prodígio. Batman o instrui a levar, para a missão a qual é designado, uma das pílulas que lhe deu na noite anterior.

Logo depois, Robin escala um poste telegráfico perto do reservatório da cidade e vê os homens que Batman falou tentando envenenar a água com a substância conhecida como "gás do medo". Ao se equilibrar nos fios do poste, Robin se lembra de quando trabalhava com seus pais no circo. Assim que alcança o reservatório, ele mergulha em um salto suicida... mas aterrissa com resultados fantásticos: atingindo os criminosos. Os ladrões rapidamente sacam suas armas de gás e disparam o "gás do medo" contra o menino prodígio. Mas a substância parece não atingi-lo. Os bandidos ficariam surpresos em saber que ele tomou a pílula fornecida por Batman antes que fossem atacados. Então, antes que possam se recuperar, ele avança sobre os criminosos. Ambos os punhos fazem seu trabalho.

Minutos depois, na marquise do teatro em uma rua lotada, um dos criminosos está prestes a espalhar um pouco de "gás do medo" na multidão. Robin surge repentinamente sobre o público diretamente para uma placa de anúncio. Com a técnica de um acrobata bem treinado, o menino prodígio pula sobre a marquise... e derruba o bandido com um potente soco. Outro tremendo salto faz Robin sair da marquise para a placa de anúncio e aterrissar suavemente no chão.

Quando Robin encontra Batman, ele já derrotou o Professor Hugo Strange. A dupla dinâmica parte para libertar o garoto que pertencia à gangue do vilão e forneceu não só informações sobre seus planos como também as pílulas que os deixava imunes contra o "gás do medo". Descoberto, ele se encontra amarrado no esconderijo de Strange. Policiais haviam sido atingidos pela maléfica substância. Quanto a eles, terão o antídoto fornecido pelo laboratório ao qual Batman forneceu as pílulas para pesquisa.



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darkmarcos

29 Re: O Diário de Dick Grayson em 27/10/14, 10:26 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 26

- Detective Comics n° 47 (Janeiro de 1941)

* "Money Can't Buy Happiness", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson e George Roussos

Publicada no Brasil pela Editora pela editora Panini, no encadernado Batman Crônicas n° 3 ("Dinheiro Não Compra Felicidade")


Assim que Batman chega de mais uma noite de ronda, Dick Grayson lhe dá o recado de que o banqueiro Harvey Midas quer conversar com Bruce Wayne a respeito do relatório anual de seus rendimentos. Curiosamente, Bruce tem contato com a desastrosa vida familiar dos Midas. O banqueiro, obcecado pelo lucro, dá pouca atenção a seu filho e está arruinando, indiretamente, a vida do garoto. Já sua filha sofre algo parecido devido às convicções de sua mãe, que a obrigou a casar-se com um conde europeu apenas pelo dinheiro.

Enquanto Batman tenta aconselhar o banqueiro (sem muito sucesso), Robin observa a filha de Harvey. Seu casamento está indo por água abaixo e ela pensa em pedir o divórcio. Curiosamente, assim que ela sai, Robin ouve o conde planejar sua morte, uma vez que não pretende perder o dinheiro da filha do banqueiro. Quando o conde Alexis deixa o local e parte com seu carro em alta velocidade, uma figura esguia se dependura na parte de trás do veículo... é Robin. Em outro local, Robin ouve o conde Alexis planejar algo terrível com dois comparsas. Na verdade, eles já executaram um golpe parecido. Além de planejar a morte da garota, também tencionam roubar as joias da família.

Mais tarde, Robin conta os planos do conde para Batman, que também está com um caso de extorsão por parte de vigaristas que viram o filho de Harvey atropelar um jornaleiro. Caso não os pague, irão contar para a imprensa que seu filho é o responsável. Coincidentemente, os dois crimes serão acontecerão com poucas horas de diferença.

Na noite seguinte, Batman e Robin invadem o quarto do conde Alexis. Com um soco, Batman o desacorda... pouco antes de seus comparsas chegarem. Um minuto depois, um bandido cautelosamente coloca a cabeça para dentro da casa... e é surpreendido por Batman. O punho de Batman desfere mais um soco que é o suficiente para derrubá-lo. Percebendo a fuga do outro criminoso, Robin pega uma funda em seu cinto e coloca uma pedra nela, girando rapidamente com a arma primitiva. Com uma precisão fora do comum, a pedra vai zunindo no ar até acertar bem em sua nuca.

O banqueiro e sua esposa chegam e testemunham Batman e Robin arrastando os bandidos. Batman faz com que um dos comparsas confesse os planos de Alexis. Ainda assim Harvey Midas acredita que seu dinheiro poderá calar a boca dos bandidos que estão chantageando seu filho. Não há mais nada que a dupla dinâmica possa fazer ali no momento.

Tarde da noite, o carro de Midas chega até o local do pagamento designado pelos vigaristas. Sem que saiba, Batman e Robin o seguiram agarrados na capota de seu carro. Logo depois que Midas entra na casa, o som de madeira lascada é ouvido... e um par de fortes ombros atravessa quebrando a porta. Batman e Robin entram revidando contra os chantagistas. Os bandidos fogem e tentam atirar em Batman. Mas acabam acertando o filho de Harvey.

Enquanto Batman vai atrás do bandido que atirou no garoto, Robin segue para o telhado para capturar o outro fugitivo. Conhecendo o perigo, o menino prodígio sobe a escada de emergência e inicia a perseguição ao vigarista. Ele chega a tempo de ver o marginal saltar para o telhado seguinte. Trazendo uma corda em seu cinto, Robin gira sob sua cabeça... uma laçada perfeita e a corda se prende ao para-raios. Tomando um atalho, o menino prodígio salta... seu corpo gira como um pêndulo que marca as horas do relógio... chegando enfim ao telhado seguinte... ele solta a corda e cai desferindo um pontapé esmagador sobre o meliante. Batman também tem sucesso em deter o outro fugitivo.

Os chantagistas rapidamente são amarrados e Batman e Robin voltam com um agonizante rapaz em seus braços. Roger Midas precisa de um médico. Talvez possa ter uma chance de sobreviver. Por um milagre (e não por dinheiro)... o rapaz sobrevive. Quanto à acusação do atropelamento, ela é retirada pelos pais do garoto diante do juiz, já que o próprio Roger se ofereceu para dar qualquer tipo de auxílio que ele precisasse.

Harvey aprendeu que nem tudo se resolve com sua fortuna. Até mesmo sua esposa deixou o preconceito social de lado e permitiu que sua filha namorasse um dos funcionários de seu pai, por quem ela era apaixonada. Harvey Midas ainda decidiu tirar alguns dias de folga ao lado de seu filho. A dupla dinâmica, assim, resolveu um caso peculiar que serve de exemplo para outros pais.


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darkmarcos

30 Re: O Diário de Dick Grayson em 29/10/14, 01:44 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 27

- Detective Comics n° 48 (Fevereiro de 1941)

* "The Secret Cavern", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson e George Roussos

Publicada no Brasil pela Editora pela editora Panini, no encadernado Batman Crônicas n° 3 ("A Caverna Secreta")


Bruce Wayne estranha o fato de que a cantora Linda Lewis, que tinha um encontro com ele, simplesmente mudou de ideia, arrumou suas malas e sumiu da cidade. Investigando em sua casa, ele descobre que ela parecia preocupada quando fugiu. Linda Lewis trabalha para o Clube Renaldo. Renaldo está fora da cidade, assim como Linda. Batman e Robin tentam encontrar uma conexão entre estes fatos. Descendo um lance de escadas, a dupla dinâmica corre até um túnel secreto debaixo da Mansão Wayne. Depois que passam pelas escadas e deslizam até a um painel que leva a um velho celeiro abandonado, ouve-se um ronco silencioso de um motor supercarregado... e o batmóvel anda pela noite.

O batmóvel circula pelas ruas com a velocidade de uma bala. O carro pára no beco dos fundos do apartamento de Renaldo. Batman sobe pelas escadas de incêndio enquanto Robin aguarda no batmóvel. O herói encontra um suspeito que cita o nome de Linda. Ela realmente deve estar em apuros. Batman o força a lhe dar a informação e o bandido, que era também o segurança do clube Renaldo, lhe dá uma pista de onde Linda e seu pai estão sendo mantidos reféns. Minutos depois, o batmóvel parte ao seu destino.

Logo depois, o batmóvel se choca com as portas de uma garagem trancada. É a propriedade de Nick, um criminoso que Batman já conhecia e que está acompanhado de sua gangue. Batman e Robin enfrentam os homens de Nick. Amedrontado pela súbita derrota de seus capangas, Nick foge apavorado. Um giro rápido e a corda de Robin se dirige para Nick e o herói impede que ele fuja. Depois de ligar pra polícia e dizer a eles para levarem os gangsteres, o Batman amarra Nick, trazendo-o ao seu celeiro secreto. Eles irão levá-lo para Kentucky.

Batman encontra o cativeiro onde Linda e seu pai estão presos. Para a surpresa da moça, o homem que Batman levou... está vivo. Acontece que os bandidos simularam um acidente no qual Linda acreditava ter matado um homem. Em seguida, levaram-na para seu pai e ameaçaram entregá-la para polícia caso seu pai não revelasse a localização de uma caverna que descobriu, que passava por baixo do depósito de ouro do governo americano.

Momentos depois, um bote atravessa a água ajudado pelos ventos que os levam pelos intrincados labirintos da grande caverna. Exceto por suas vozes, o local é permeado por um silêncio mortal. Mas eles têm que se apressar. Renaldo e seus comparsas já devem estar cavando até o depósito. De fato, quando chegam até eles, já conseguiram acesso ao ouro. Ironicamente, em meio aos morcegos que voam pela caverna, os heróis surpreendem os criminosos. Robin usa o remo do barco que os levou para golpear os bandidos. A dupla dinâmica trabalha perfeitamente para derrotar cada um dos integrantes da gangue. Os bandidos que já estão dentro do forte tentam alvejar Batman. Porém, os tiros que disparam acabam chamando a atenção dos agentes federais que reagem e dão fim a gangue.

Quando tudo é explicado ao comandante de Fort Stox, Batman e Robin se despedem de Lewis e Linda. Devido ao grande serviço que o herói prestou ao país, o comandante garante que falará a seu respeito com o presidente e que eles receberão uma bela recompensa. Batman acha desnecessário, pois ser americano já é o bastante como uma recompensa. Logo após, eles partem. Ofuscando o brilho da lua, surge um aeroplano carregando duas grandes figuras, Batman e Robin, o menino prodígio.



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darkmarcos

31 Re: O Diário de Dick Grayson em 31/10/14, 12:05 am

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 28

- Batman n° 5 (1941)

* "The Riddle of the Missing Card", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson e George Roussos

Publicada no Brasil pela Editora pela editora Panini, no encadernado Batman Crônicas n° 3 ("O Enigma da Carta Desaparecida")


Bruce Wayne e Dick Grayson concordam que não fizeram muita coisa em Gotham depois que acabaram com o Coringa. Eles acreditam que o vilão tenha morrido quando caiu no alçapão, da última vez que o viram. Pelo menos, não ouviram mais falar dele desde então.

Dois meses depois, um cruzeiro de apostas se torna notícia de primeira página em todos os jornais, juntamente com as notícias dos mais recentes roubos. Bruce irá dar uma olhada nesse barco. Ele pensa em um plano enquanto se barbeia. Está tão distraído que acaba se cortando.

Depois de participar do cruzeiro, Bruce Wayne descobre que parte da organização do navio está envolvida em roubar os passageiros. E mais, um dos administradores é chamado de... Coringa! Os criminosos descobrem que Wayne está bisbilhotando e o executam, jogando-o no mar. Bruce tem que se fingir de morto quando, ainda nas águas, os bandidos disparam contra ele. Assim que chega a terra firme, informa Dick sobre o que aconteceu.

Batman e Robin utilizam o batmóvel e correm através das ruas, chegando até o cais onde o iate está ancorado. Rapidamente, a dupla dinâmica embarca antes que o navio parta. De fato, confirmam que o Coringa, seu velho inimigo, está envolvido. Um dos sócios do vilão, o grandalhão chamado Clubsy, tenta usar sua tremenda força contra o menino prodígio. Robin joga-se de costas no chão, levanta sua perna direita e com um pouco de estratégia, consegue repelir o ataque de Clubsy. O Coringa tenta fugir e Batman vai atrás dele, enquanto Robin cuida dos demais sócios.

Assim que pula pra trás, na tentativa de evitar ser atingido pelos disparos de Jack Diamond (outro sócio do Coringa), Robin é enlaçado pelos poderosos braços de Clubsy, enquanto o próprio Jack nocauteia o garoto. Robin é amarrado e testemunha a volta do Coringa... se rejubilando pela sorte de poder matar Batman e Robin no mesmo dia. Os vilões encontram o comunicador no cinto de Robin. Desconfiado, o Coringa usa o comunicador para constatar se Batman está realmente morto. Ao chamá-lo... Batman atende! O Coringa ameaça Batman e o desafia a resgatar o menino prodígio. Robin tenta avisar que é uma armadilha, mas o herói não tem saída.

Pouco tempo depois, Batman abre a porta da cabine violentamente. Coringa está à mesa com seus demais sócios: a Rainha Negra (Queenie, que dançou com Bruce Wayne durante o cruzeiro), o Príncipe dos Diamantes (Jack Diamond) e o Rei de Paus (Clubsy). Não se esquecendo do Coringa, é claro. Robin está amarrado em um canto da cabine. O vilão propõe um jogo de cartas para disputar a vida de Robin... ou mesmo a de Batman. Obviamente o Coringa trapaceia e tenta matar Batman de qualquer forma. O herói joga as cartas na cara do vilão, atrapalhando a mira de sua arma. Enquanto Batman luta com os demais sócios do Coringa, o vilão ateia fogo em um tapete da cabine, utilizando um botão explosivo de sua roupa. Logo em seguida, ele os tranca na cabine em chamas e foge levando as joias roubadas. A Rainha Negra tenta impedir que Jack Diamond atire em Batman e ela mesma é atingida, caindo nos braços do herói. Antes de morrer, ela cita que sabe que Batman é Bruce Wayne (pois ela reconheceu um corte no queixo de Wayne, provavelmente feito ao fazer a barba, que também está no queixo de Batman)... o beija... e desfalece. Jack Diamond também morre, atingido por outro tiro desferido pela Rainha Negra antes de morrer.

À medida que o fogo se espalha ferozmente, Batman liberta Robin. O herói mistura dois frascos de seu cinto e a substância fragiliza as dobradiças para a porta se abrir. Uma poderosa explosão acontece e a dupla dinâmica está livre. Repentinamente, trovões fazem um barulho ensurdecedor, relâmpagos iluminam os céus com fúria esmagadora, fazendo enormes rasgos na violenta tempestade que cai intensamente... e no meio de tudo isso, pode ser ouvida a risada histérica e esganiçada do Coringa fugindo em uma lancha. Batman o persegue utilizando sua própria lancha. A perseguição segue para um farol.

No farol, Batman e o Coringa sobem as escadas e terminam lutando no alto de uma sacada. O Coringa consegue desequilibrar o herói, que se pendura em uma saliência. Abruptamente, um pequeno vulto se joga contra o Coringa... É Robin! Enfurecido como um touro diante do toureiro, o palhaço do crime catapulta-se rumo ao menino prodígio... mas Robin repentinamente abaixa um dos joelhos. Assim que o Coringa avança diante dele, Robin rapidamente levanta uma de suas mãos... inclina-se... e com um rápido movimento, arremessa o maníaco por sobre sua cabeça. No espaço vazio, precipita-se o Coringa... e à medida que vai caindo, seu corpo gira e rola várias vezes... rumo às águas famintas que devoram o vulto arremessado. Batman recupera as joias.

O Coringa achava que tinha quatro cartas em seu pequeno grupo. Mas, na verdade, eram cinco. Ele tinha o Rei de Paus, o Príncipe dos Diamantes e a Rainha Negra... além dele, o Coringa. Só que ele se esqueceu de uma carta. Esqueceu-se da carta de copas... o coração. E, naquele grupo, havia o coração da garota que morreu naquele barco. Algo que o vilão não contava para derrotá-lo.



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darkmarcos

32 Re: O Diário de Dick Grayson em 01/11/14, 08:58 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 29

- Batman n° 5 (1941)

* "Book of Enchantment", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson e George Roussos

Publicada no Brasil pela Editora pela editora Panini, no encadernado Batman Crônicas n° 3 ("Livro dos Encantos")


Em uma noite dessas, quando Batman e Robin estavam voltando de sua patrulha noturna, eles encontram dois ladrões sorrateiros que estavam escalando as paredes de uma casa. Sem hesitar, a dupla dinâmica parte para a luta contra estes dois meliantes. Os ladrões são rapidamente despachados. Repentinamente, um vulto aparece na soleira da porta da casa e os chama. Ele se apresenta como Professor Anderson. Logo quer deixar claro que não é um desses excêntricos ou cientistas malucos que leem histórias de mistério ou revistas em quadrinhos... embora possam pensar que é um maluco quando mostrar sua máquina.

A máquina do professor Anderson consiste em mandar qualquer pessoa para o mundo de um livro ao qual esteja lendo. Algo que parece impossível! Mas alguns homens inventaram uma máquina voadora que antes era improvável... o rádio, o telefone... tudo antes era improvável. A máquina do Professor Anderson é o fruto do trabalho de uma vida inteira. O problema é que sua própria filha foi enviada para o mundo do conto de fadas e pode estar com problemas. Por isso ele precisa da ajuda de Batman e Robin. Ele mesmo não poderia ir, pois precisa controlar a máquina. E outra pessoa iria simplesmente achar que ele está louco.

Batman e Robin estão diante do livro "Antologia dos Contos de Fadas" e começam a ler. O professor aciona as alavancas da máquina, que pulsa sua energia... uma curiosa sensação de pressão e encolhimento é sentida pelos heróis. Então sentem que estão começando a girar... eles se veem perdidos no espaço sideral... planetas, estrelas, cometas passam por eles. Ao longe, um trovão ressoa e tudo o que eles sentem é uma terrível sensação de estarem encolhidos. De repente, o relâmpago ofusca em um clarão branco, o trovão ressoa... e eles estão no fantástico mundo dos contos de fadas.

Assim que chegam ao mundo dentro do livro, avistam um senhor ao qual vão perguntar sobre Enid Anderson. O homem parece apressado e diz que precisa ir, pois ele é o próprio tempo. Mas informa que Enid foi capturada por Gruel, a bruxa malvada. E mais: eles precisam resgatar a garota antes do dia terminar, pois qualquer um que permanece no mundo dos contos de fadas por três dias fica condenado a ficar ali para sempre. Eles têm até o pôr do sol para trazê-la de volta ao mundo real. Mais do que isso ela não pode ficar.

Robin aponta para o céu. Voando sobre os céus está uma estranha figura... uma bruxa montada em uma vassoura voadora. A vassoura pousa diante de Batman e Robin e a bruxa desmonta com um rápido salto. É a bruxa malvada e ela sabe que os heróis foram resgatar a garota. Uma cortina de fumaça escurece lentamente o cenário e surgem do nada duas estranhas e assustadoras criaturas. Um homem feito de fogo e outro feito de gelo. Dois oponentes para que a bruxa teste os heróis. O toque de qualquer um deles pode ser fatal.

Enquanto o homem de fogo ataca Batman, o homem de gelo ataca o menino prodígio que se esquiva do ataque e, em um movimento instantâneo, arremessa-o por cima de seus ombros... até um atordoado homem de fogo. Instantaneamente, vapores aparecem sobre eles... e gritos são ouvidos de suas bocas abertas. Em um instante, tudo o que restou foi um pouco de cinzas defumadas e uma poça de água. O homem de fogo transformou o homem de gelo em água, e a água, por sua vez, apagou o homem de fogo.

Nossos dois viajantes continuam sua jornada. Enfim, eles param diante de um jovem garoto que caminha alegremente pela estrada. Ele não se detém, mas diz que seu nome é Simple Simon e que está a caminho da feira. Ele ainda confirma que aquele realmente é o caminho para o castelo da bruxa malvada, mas que é tolice ir lá, uma vez que o grande dragão os aguarda.

Cautelosamente, seguem viagem até chegarem à montanha do dragão. Eles avançam por dentro da caverna. Subitamente, ouvem um rugido ensurdecedor. Aqui há um cheiro de enxofre... e eles são forçados a fugir para salvar suas vidas. O dragão havia aparecido. Robin tropeça e fica a mercê do monstro. Batman volta para resgatar seu pupilo... uma pata gigante desce... e erra seu golpe contra os dois encapuzados por poucos centímetros. Colocando Robin em um lugar seguro, Batman tira dois frascos do seu cinto de utilidades e mistura os componentes dentro deles, jogando um dos frascos antes do dragão tentar sua investida e fugindo em seguida. O frasco com a mistura atinge a boca do monstro e ocorre uma tremenda explosão, fazendo a cabeça do dragão em pedaços.

Batman e Robin estão livres para andar pela estrada que leva diretamente até o outro lado da montanha. Robin decide perguntar sobre o caminho correto para o que parece ser um gordinho com cara camarada sentado em um muro. O "gordinho" informa que eles precisam escalar o caule do pé de feijão do João para chegar até o castelo. Robin acha o gordinho familiar e lhe pergunta seu nome. Ele, muito orgulhoso, faz questão de dizer que é muito amigo dos soldados do rei... e que seu nome é Humpty Dumpty. Robin o alerta para não ser tão importante, pois irá conhecer sua derrocada.

Deixando Humpty Dumpty, Batman e Robin andam até encontrarem-se diante de um longo campo de plantação e nele um gigantesco pé de feijão cresce diante de seus olhos. A dupla dinâmica começa a escalar com firmeza. O pé de feijão continua ficando mais alto até ultrapassar em altura o maior prédio do mundo. Segue subindo, subindo e subindo ainda mais, chegando a atingir as nuvens mais altas... até atingir um mundo estranho acima da Terra. Um mundo acima das nuvens.

De repente, são capturados por um gigante. Um ciclope que os carrega até sua cabana e os coloca dentro de uma gaiola. Batman utiliza o ácido que carrega em seu cinto para corroer as barras. Porém, o ciclope retorna e os flagra fugindo. Batman apanha um garfo do chão e atira como uma lança bem no único olho do ciclope. Este único arremesso inutiliza o ciclope que urra de dor. Mesmo assim, seus braços longos conseguem agarrar Robin. E então outro gigante aparece. O enlouquecido ciclope arremessa Robin para longe, mas ele é rápido o bastante para agarrar a corrente de uma das lamparinas. A lamparina gira como um pêndulo... assim que termina de girar, a lamparina faz um arco e acerta o tímpano do outro gigante.

Facilmente fazendo sua fuga dos dois gigantes derrotados, Batman e Robin enfim chegam ao castelo da bruxa malvada, que é cercado por um mar de fogo em meio a um desfiladeiro. Batman dá a direção certa: ele e Robin esticam ao máximo um tronco de árvore. O tronco é abaixado e se transforma em uma rudimentar catapulta. Fazendo uma prece silenciosa, Batman corta a corda!! O tronco de árvore volta a ficar em sua posição normal e Robin voa pelo ar como uma flecha. O menino prodígio torce seu corpo em pleno ar e aterrissa de pé como um gato. Batman segue pelo mesmo caminho.

Os heróis chegam até a bruxa quando ela está prestes a colocar Enid dentro de um caldeirão. Repentinamente, ela se vira e vê a dupla dinâmica. Mas a bruxa malvada é extremamente rápida. Um simples movimento de suas mãos ossudas e as escadarias repentinamente transformam-se em um alçapão. Uma pedra se move do chão... e eles caem diretamente para a câmara de torturas da bruxa, onde outros prisioneiros, aos quais a bruxa deixou famintos, atacam os heróis. Mas eles não se deixam derrotar e enfrentam cada uma das criaturas. Uma delas, uma espécie de duende, conta que para derrotar a bruxa é preciso agarrá-la. Ela vai se transformar em diferentes bestas... mas só é preciso segurá-la. No final da terceira transformação, ela perderá todo seu poder.

Seguindo as dicas do duende, Batman consegue derrotar a bruxa. Ele liberta Enid e, junto a Robin seguem para o topo do castelo. O sol já está começando a se pôr. Robin nota que eles estão em cima de um tapete... mágico! Abruptamente, o tapete começa a subir rumo aos céus. O tapete sobe pelas montanhas e atravessa as cidades. É como um pássaro que voa sob a Terra. Enfim, chegam exatamente no local onde caíram.

Os três viajantes voltam a girar rapidamente... e sentem uma curiosa sensação de encolhimento... até enfim serem vistos novamente fora do livro dos contos de fadas. Um brilhante clarão de relâmpagos e eles estão novamente em suas cadeiras... mais uma vez eles estão em casa. Enid volta para seu pai. Batman e Robin relatam suas aventuras e se preparam para partir. Robin está ansioso em voltar para casa e escrever seu próprio livro de contos de fadas depois dessa fantástica aventura.

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33 Re: O Diário de Dick Grayson em 02/11/14, 04:40 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 30

- Batman n° 5 (1941)

* "The Case of the Honest Crook", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson e George Roussos


Publicada no Brasil pela Editora pela editora Ebal, na revista Batman n° 71 ("O Ladrão Honesto"), pela editora Panini na edição especial Coleção DC 70 Anos n° 6 ("O Caso do Bandido Honesto") e no encadernado Batman Crônicas n° 3.

Certa manhã, Bruce Wayne lê uma alarmante notícia nos jornais. Um mafioso que estava perseguindo é morto. Este mafioso havia incriminado um jovem rapaz que cumpriu, injustamente, dois anos de cadeia e quase se entregou ao mundo do crime para conseguir dinheiro para sua adoecida esposa, só se livrando graças à ajuda do próprio Batman. O chefe desse mafioso, incomodado com as investigações do herói, resolveu queimar muito bem seu arquivo. Bruce fala com Dick Grayson para vasculhar o quarto de Matty Link, o mafioso que foi morto, pois talvez ache algo que ligue ele a Smiley e inocente de vez Joe Sands, que ainda encontra dificuldades para encontrar emprego. Enquanto isso, ele irá visitar seu amigo, o comissário Gordon e talvez descubra se a polícia encontrou algo no corpo de Matty.

A noite é jogada como um manto negro sobre a cidade, uma figura esguia move-se suave e silenciosamente na escada de incêndios que leva até a casa de Matty Link. Porém, o menino prodígio é emboscado por homens de Smiley, que tentavam apagar qualquer ligação do chefão com o caso de Joe Sands. Mais tarde, quando Batman encontra Robin, com a cabeça ensanguentada, chega a pensar que seu pupilo está morto. Quando leva seu corpo ao batmóvel, e percebe que está vivo, vê urgência em encontrar um médico. Uma insistente batida na porta faz tirar de sua cama um sonolento doutor. Batman está impaciente e chega a ameaçar o médico por ajuda. O doutor vai operá-lo, mas não por causa de ameaças... mas porque é o dever de um médico de ajudar na saúde de qualquer um que precisa de seus serviços. Enquanto isso, Batman irá atrás de Smiley.

Batman consegue derrotar os homens de Smiley e entregar o chefão para a polícia. Na delegacia, os próprios policiais ficam impressionados com o rosto transtornado do herói (devido a sua preocupação com Robin). Ao voltar para o médico que cuida do menino prodígio, Batman está extremamente fraco. Pudera! Há três balas alojadas em seu corpo. Somente sua fúria o fez continuar lutando até então. O médico aproveita para operá-lo.

No dia seguinte, o médico garante que não olhou o rosto atrás da máscara e nem mesmo retirou-a enquanto o operava. A identidade de Batman está preservada. O médico ainda avisa que as pessoas que Batman ajudou foram lhe fazer uma visita e estão esperando do lado de fora. Graças à confissão que Smiley fez a polícia, o nome de Joe Sands está limpo na praça e sua esposa está totalmente recuperada. O rapaz ganhou um emprego do dono de uma loja que tencionava roubar, mas que acompanhou seu desespero, notando que era um bom rapaz. Batman e Robin estão vivos e em recuperação.

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34 Re: O Diário de Dick Grayson em 05/11/14, 12:56 am

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 31

- Batman n° 5 (1941)

* "Brothers in Crime", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson e George Roussos

Publicada no Brasil pela Editora pela editora Panini no encadernado Batman Crônicas n° 3 ("O Crime Não Compensa").


Durante vários dias, uma misteriosa quadrilha de assaltantes de banco esteve aterrorizando Gotham City. Neste entardecer em particular, Batman e Robin chegaram a tempo de testemunhar outro ousado assalto. Porém, do alto do edifício, eles estão muito longe para alcançar os meliantes. Batman gira uma poderosa corda sobre sua cabeça. A corda é amarrada no poste. Robin pula até os ombros de Batman e a dupla dinâmica pula até o vazio. Abaixo deles, o fundo do edifício amedronta e estonteia como um Grand Canyon. Eles saltam rumo a uma queda fatal. A tensão é logo liberada e Batman e Robin caem como duas aves de rapina nas costas dos atônitos marginais, atacando-os.

Todos os meliantes resgatam rapidamente seus companheiros feridos, pegam o carro e saem acelerando a toda velocidade. Batman e Robin seguem para o Batmóvel, estacionado em uma esquina próxima. Como um cavalo impaciente no páreo do turfe, o batmóvel corre com energia usando seu motor superpotente. Em um instante, eles alcançam os marginais fugitivos. O batmóvel se aproxima mais e mais perto e a perseguição continua com os carros cantando os pneus nas curvas e correndo velozmente pelas ruas. Abruptamente, o batmóvel freia e estaciona na esquina bem atrás do carro dos criminosos... somente para descobrir que eles já haviam fugido. Mas devem ter um esconderijo ou um contato naquela rua. O carro de fuga foi, provavelmente, roubado. Os bandidos são espertos o bastante para saber que a polícia não acreditaria que eles seriam tão idiotas a ponto de serem descobertos pela vizinhança. Batman está intrigado sobre o porquê de um dos bandidos proteger seu comparsa mesmo correndo o risco de ser preso. Ele continuará a investigação... como Bruce Wayne.

Bruce Wayne, em suas investigações, acaba encontrando uma antiga amiga de faculdade, Linda Page, que agora é enfermeira. O rumo da investigação muda quando ela diz ter contato com os jovens Mike e Tommy Grogan, irmãos que se envolveram com o crime. Este, portanto é o motivo daquele criminoso defender seu comparsa: eles são irmãos.

Mais tarde, Batman segue até o apartamento de Linda para conseguir mais informações a respeito dos jovens. O herói não a encontra, mas vê uma mensagem escrita com batom no provador. Ela foi sequestrada! Dentro do batmóvel, Batman se prepara para um disfarce. Linda mencionou um salão de jogos na esquina que Tommy e Mike frequentam. De um closet construído na parte traseira do batmóvel, Batman extrai seu figurino para o disfarce. Agora sua aparência está totalmente diferente. Ele irá se passar por Tigger Burns, um vagabundo de outra cidade que conheceu anteriormente.

Dentro do salão de jogos, o disfarce de Batman não dura muito, pois os bandidos sabem que o verdadeiro Tigger Burns foi preso recentemente. Batman é confundido com um detetive e precisa lutar para se manter vivo. Repentinamente, a porta é aberta violentamente por um ciclone... e esse ciclone é Robin, o menino prodígio. Ele usa as bolas de uma mesa de bilhar contra o primeiro criminoso que o ataca. Com o taco, ele acerta um segundo. Batman logo o encontra se "divertindo" com os criminosos que espanca e os dois saem do salão. Quando um dos capangas acelera velozmente seu carro, Batman, que já havia tirado o disfarce de Tigger Burns, e Robin assistem a tudo escondidos. Mas a investida, de certa forma, deu certo. Agora eles poderão seguir o capanga até o esconderijo de Grogan. Desligando os faróis do batmóvel, a dupla dinâmica segue cautelosamente o capanga... até o esconderijo situado a beira-mar.

Quando os heróis invadem o local, uma confusão faz com que Mike seja atingido por uma bala em seu peito... sendo gravemente ferido. Tommy, o mais jovem dos irmãos, está se recuperando de uma cirurgia no qual uma bala foi retirada de seu corpo após ele ter sido atingido em um assalto a banco. A responsável por retirar a bala foi Linda. A dupla dinâmica enfrenta os criminosos. Robin segura e puxa o suspensório de um dos bandidos e o solta repentinamente, desequilibrando-o o suficiente para que seja atingido por um murro. A luta continua até que um dos meliantes coloca a arma na cabeça de linda e a ameaça. Em seguida, ele aponta para Batman. Um disparo ecoa por toda a sala, mas o Batman ainda fica de pé... e é o assassino que vai pra cova. A polícia chegou ao local e o surpreendeu. Com o trabalho terminado por ali, a dupla dinâmica sai por uma janela.

Mike Grogan morre diante do irmão, que havia se levantado e alertado a polícia sobre o que estava acontecendo ali. Antes de morrer, faz com que o irmão prometa que irá mudar e sair daquela vida de crimes. Um dos policiais presentes acredita que o jovem, na verdade, é um bom rapaz. E acredita quando ele promete ao irmão se endireitar. O testemunho desse policial a seu favor o livra de ser condenado e ele volta a morar com sua mãe.

Quanto a Linda, ela fica encantada com a ousadia de Batman e gostaria que Bruce Wayne tivesse ao menos um pouco do herói em sua personalidade.

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35 Re: O Diário de Dick Grayson em 09/11/14, 06:51 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 32

- World's Best Comics n° 1 (1941)

* "The Witch and the Manuscript of Doom", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson e George Roussos

Publicada no Brasil pela Editora pela editora Panini no encadernado Batman Crônicas n° 3 ("A Bruxa e o Manuscrito Maldito").


Bruce Wayne está investigando a misteriosa morte de um escritor que foi assassinado por uma suposta bruxa. Coincidentemente, ele estava escrevendo um novo livro no qual uma das personagens era justamente uma bruxa. Há, na verdade, vários suspeitos ligados ao escritor que pudessem ter entrado em seu estúdio e tê-lo assassinado. Uma dessas suspeitas é sua ex-esposa, Jane Ware, atriz que interpretava, atualmente, uma bruxa e esperava o divórcio do escritor para se casar com outro homem. Batman pede a Robin que tente conseguir uma amostra peruca utilizada por Jane, em seu camarim, pra que ele compare com o pouco de cabelo que encontrou no local do crime.

Robin consegue acessar o camarim de Jane, mas é surpreendido e tem que enfrentar os seguranças do local para conseguir fugir. Usando suas capacidades acrobáticas, o menino prodígio consegue executar uma fantástica fuga... mas com a prova de que Batman precisava para suas investigações. Robin entrega os fios para Batman e o herói faz a comparação utilizando um microscópio. Pela sua expressão, ele parece ter descoberto algo. E, de fato, ele já sabe quem é o culpado. Bruce Wayne faz uma ligação e diz que sabe de um novo trecho do livro de Dorke que está escondido em seu estúdio. Na verdade, esta é uma armadilha para atrair o assassino.

Na mesma noite, a dupla dinâmica surpreende "a bruxa" invadindo o estúdio do escritor. Surpresa, porém desesperada, ela se desvencilha de Robin e consegue fugir em um carro. Chove muito e os heróis a seguem até uma casa próximo dali. Assim que descem, devido a pouca visibilidade, acabam caindo em uma armadilha... um alçapão montado pelo assassino.

Quando acordam, os heróis podem ver que há mais criminosos trabalhando em uma espécie de prensa gráfica. Estão imprimindo panfletos subversivos. A bruxa e seus comparsas são, na verdade, nazistas. O agente nazista necessitava manter sua identidade escondida até mesmo de seus comparsas, por isso decidiu se fantasiar de bruxa. Acontece que Erik Dorne descobriu seu segredo e estava tentando revelar a verdade. Aqueles escritos eram mais do que um simples livro de suspense.

Graças a um cigarro jogado ao chão, Batman consegue se livrar das cordas que o amarram e libertar, também, Robin. Depois de derrotarem os nazistas, Batman revela que a bruxa, na verdade, é uma máscara usada pelo Sr. Wright, editor de Dorne. O herói explica que apenas ele sabia sobre o manuscrito feito por Dorne, o que o tornou o principal suspeito. Dorne havia descoberto que seu editor estava imprimindo propaganda nazista e decidiu revelar o segredo.



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36 Re: O Diário de Dick Grayson em 11/11/14, 10:30 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 33

- Detective Comics n° 49 (Março de 1941)

* "Clayface Walks Again", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson e George Roussos

Publicada no Brasil pela Editora pela editora Panini no encadernado Batman Crônicas n° 3 ("O Cara de Barro Caminha Uma Vez Mais").


Karlo, o "Cara-de-Barro" consegue fugir quando um acidente acontece com o carro de polícia que o transferia de prisão. As notícias dão conta de um proprietário de loja de maquiagens que foi atacado logo em seguida. Tudo indica que foi Karlo quem o atacou. Karlo provavelmente está maquiado... como Cara-de-Barro. A dupla dinâmica tem trabalho a fazer. Eles passam por um túnel secreto debaixo da mansão. Momentos depois, o batmóvel acelera velozmente pela noite e eles seguem diretamente para o estúdio Argus, o único lugar onde o Cara-de-Barro poderia ter ido.

A dupla dinâmica escala o muro do estúdio Argus e pula para dentro do pátio e se separam para investigar melhor. Pouco depois, Robin sente um baque em sua cabeça. Uma parte do céu parece cair sobre ele, uma luz branca e dolorida diante de seus olhos... então tudo fica escuro. Cara-de-Barro o emboscou. O vilão arrasta o garoto inconsciente para um set de um castelo feito de madeira e utiliza uma espécie de bomba para seu grand finale. Houve uma forte explosão e então... o fogo!

Logo em seguida, o comissário Gordon lidera os policiais e os bombeiros no incêndio que se iniciou no estúdio. Repentinamente, Batman aparece e molha seu uniforme para entrar nas chamas e resgatar seu parceiro. Quando o herói está em meio ao inferno, vê que o menino prodígio não foi atingido pelo fogo ainda. Com sua capa umedecida protegendo-o, Batman consegue tirar Robin do meio do fogo, apesar de agora ele ter um enorme galo na cabeça.

Dias depois, a atriz Portia Storme (nome artístico de Julie, ex-noiva de Bruce Wayne) anuncia que o atentado não impediu as filmagens de seu novo longa metragem continuar. Bruce sabe, no entanto, que ela corre sério perigo. Assim que chegam ao estúdio, Batman e Robin tem que enfrentar os seguranças, que julgam que eles são a ameaça à atriz. Enquanto Batman cuida dos seguranças, Robin leva Portia, que veste um longo manto com capuz, à pequena entrada do castelo cenográfico. No entanto, o número de guardas é demais até para a dupla dinâmica, que se retira ciente de sua inferioridade numérica. Porém, no mesmo instante... Portia é atingida por uma flechada e cai ao chão. O Cara-de-Barro estava escondido no alto do castelo. Batman volta e passa pelos aturdidos seguranças, enfrentando o vilão e o derrotando após uma breve luta.

Ao retornar para o local do crime... a vítima ressuscita, remove o manto e revela ser... Robin! O menino prodígio só não foi morto pela flecha, pois estava usando um colete salva-vidas feito de colcha pesada e algodão. Até então, os heróis não sabiam se o Cara-de-Barro usaria uma faca ou não. Então tomaram essas providências. Portia, por sua vez, deu o manto e o capuz a Robin e usava um uniforme de Robin por debaixo do vestido. Como seu rosto estava coberto pelo capuz, foi fácil fazer a troca. O Cara-de-Barro, sem suspeitar de nada, acabou aparecendo.

O diretor está com a cabeça girando diante do mirabolante plano... Mesmo assim gostaria de dar uma oportunidade dos heróis serem grandes estrelas do cinema. Batman só aceita... depois que não houver mais crimes. Por enquanto, a dupla dinâmica estará ocupada. Aquele é o tipo de carreira que Portia gostaria que seu ex-noivo, Bruce, seguisse. Algo que ela julga que é praticamente impossível de se realizar.



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darkmarcos

37 Re: O Diário de Dick Grayson em 11/11/14, 11:46 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 34

- Detective Comics n° 50 (Abril de 1941)

* "The Case of the Three Devils", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson e George Roussos

Publicada no Brasil pela Editora pela editora Panini no encadernado Batman Crônicas n° 3 ("O Caso do Trio Demoníaco").


Em uma dessas noites, quando Batman e Robin estavam patrulhando a cidade sob os telhados, eles localizam três figuras bizarras em fuga. Sem hesitar, a dupla dinâmica parte para a batalha contra três estranhos vestidos de demônio. Quando Robin salta para ajudar Batman, é agarrado em pleno ar por um dos criminosos e ambos atravessam pelo telhado. Robin tenta se levantar, mas algo incomum acontece. O bandido vestido de demônio o derruba cruelmente com uma joelhada em seu rosto. Então, o homem salta por trás de Batman e o acerta com uma coronhada bem dada na cabeça, possibilitando que o trio fuja em seguida. Por sorte, a coronhada apenas feriu Batman levemente, e ele e Robin seguem na caçada. Mas o trio age de forma coordenada. Com um salto acrobático o primeiro fica de cabeça para baixo, segurando-se com as pernas em um mastro, enquanto o segundo salta e agarra suas mãos, como também o faz o terceiro. Em seguida, se balançam até uma escada próxima, igualmente com saltos acrobáticos. Batman e Robin chegam tarde demais para impedir a fuga.

Nas semanas seguintes, o nome desses "Três Demônios" se torna mais conhecido pelo público. Em sua casa, Bruce Wayne percebe que os criminosos estão infernizando (literalmente) a polícia durante esse tempo. O fato é que os Demônios irão vender as joias que roubaram, mas não poderão fazer isso para uma joalheria. Para tanto, irão utilizar um receptor que compra joias roubadas. Em Gotham, só há dois receptores bons o bastante para comprar e revender joias roubadas. A dupla dinâmica ficará de olho nesses dois receptores, portanto. Os heróis levam, em sua nova ronda, patins a propulsão que eles desenvolveram e que poderão ser muito úteis.

Cada um dos heróis vigia a respectiva loja dos receptores. Noite após noite, a dupla dinâmica adentra-se na escuridão, mantendo-se em constante vigília. Porém... nem sinal dos Demônios. Quando o plano de Batman parece ter ido por água abaixo... os Três Demônios aparecem! Enquanto Batman ataca os criminosos, Robin cuida do receptor. Seguranças do receptor entram na loja e dão mais trabalho para os heróis. Frankie, o receptor, tira do bolso da calça uma faca afiada e, cercando-se por trás de Batman, eleva seu braço para dar o golpe fatal. O herói é salvo por Robin, que atira um livro contra Frankie.

Durante a luta, Batman acaba batendo a cabeça na quina de uma mesa e desmaiando, proporcionando que os bandidos fujam em um carro. Robin os observa e os segue utilizando os patins a propulsão. A perseguição leva o jovem herói até o limite da cidade, onde os Demônios entram por um túnel abandonado que se conecta com o metrô. Quando os três demônios atravessam o túnel, Robin consegue se aproximar deles, mas de repente alguém atinge sua cabeça com uma coronhada atordoante. Um minuto depois, o corpo inerte de Robin é jogado nos trilhos. Ao longe, se houve o barulho da buzina de um trem que se aproxima. Robin começa a recuperar a consciência e percebe um barulho tonitruante... o chão treme... o trem do metrô se aproxima cada vez mais. A morte... uma morte aterradora se aproxima dele à medida que o trem avança pelo túnel. Ele está acordado, mas ainda está grogue e fraco. O golpe terrível que levou na cabeça o deixou assim. O trem se aproxima dele com uma velocidade espantosa, suas rodas gritando como feras torturadas, avançando sobre ele como um monstruoso gigante de aço pronto para esmagá-lo. Robin faz uma tentativa desesperada... rolando e deslizando até o meio dos trilhos. Ele não tem um segundo a perder e, no exato instante, o trem passa sobre ele com a velocidade de uma bala. Robin se salva ao se jogar entre os trilhos. Mais tarde, assim que consegue escapar, Robin corre para a Mansão a fim de relatar tudo para Batman.

Na noite seguinte, a dupla dinâmica reconstitui os passos de Robin e entra no esconderijo secreto dos Três Demônios. Mas eles não estão ali. Provavelmente, estão fazendo mais um de seus roubos. Batman então investiga um livro cheio de recortes de jornais que está sobre uma mesa. Todos os recortes falam sobre acrobatas de circo. Os Três Demônios eram acrobatas circenses, por isso são capazes de fazer malabarismos para fugir. Outro artigo fala sobre uma nova joalheria que irá fazer sua cerimônia de inauguração no último andar do Edifício Capitol State. O artigo está sublinhado, o que significa que irão roubar o lugar.

No alto do Edifício Capitol, quando o trio se prepara para seu roubo, a dupla dinâmica aparece como dois furacões. Eles lutam ferozmente sobre o telhado, quando de repente um dos Demônios consegue acertar Robin com um poderoso soco. O garoto tropeça na balaustrada e cai da torre. Ele gira seu corpo para perto das paredes do prédio. Sua capa é presa pelos ponteiros do relógio gigante incrustado no edifício... e Robin é dependurado em pleno ar. Um dos Demônios se prepara para atirar no jovem indefeso. Um ranger de tábuas avisa Robin do perigo e ele saca sua funda de seu cinto. Mesmo em posição desfavorável, a pontaria de Robin é certeira. O demônio perde o equilíbrio assim que a bola de aço atinge em cheio sua testa.

Com o toque do sino do campanário onde Robin está dependurado, os outros dois Demônios se distraem e são derrubados da torre por Batman. Com a ajuda de uma corda, o herói resgata Robin. Os Três Demônios lhes deram muito trabalho. eles poderiam ter ficado bem melhores se permanecessem no circo. Porém, como a maioria das pessoas, pensaram que poderiam ter conseguido mudar de vida da maneira mais fácil quando na verdade a fizeram do modo mais difícil... e outra vez a dupla dinâmica provou que o crime não compensa.



A+:

* Na quarta edição da revista do Batman, a cidade de Gotham City é citada pela primeira vez. Na verdade, discretamente em um jornal que Bruce está lendo. Mas o nome seria utilizado mais vezes posteriormente e se popularizaria como a cidade onde Batman atua. Até então, dava-se a ideia de que era uma grande metrópole, como Nova York.

* Ainda na quarta edição de sua revista, Batman tenta dar uma lição de bom mocismo, alertando Robin para que NUNCA mate. Isso acontece quando eles utilizam uma arma de fogo (o que já é algo que o herói, hoje, abomina) para desarmar criminosos. Isso vindo de heróis que, até então, praticamente executavam todo e qualquer criminoso que cruzasse seu caminho. E, verdade seja dita, não foi uma regra lá tão respeitada. Prova disso é a história em Detective Comics 50, onde Batman simplesmente derruba os dois Demônios da torre onde lutavam, fazendo-os cair para morte certa. Destino supostamente parecido ao terceiro integrante, que foi atingido pelo estilingue de Robin.

* Não são poucas as vezes que Batman e Robin utilizam um automóvel para fazer sua ronda (a vida não é só pular de telhado em telhado). Outras vezes até mesmo utilizam aviões. Quanto a esse último, foi caracterizado como um grande morcego (afinal, morcegos voam) e chamado de BATplano. Com isso começariam a surgir diversos equipamentos e transportes, caracterizados ou não, batizados com o "bat" antes de seu nome. Era natural, portanto, que o automóvel viesse a ser chamado de BATmóvel, o mais famoso de todos os BAT-alguma coisa dos heróis, como vemos na Detective Comics n° 48. Ainda assim, viria a ser caracterizado com uma grande cabeça de morcego em algumas histórias, como visto em Batman 5. Em outras vezes, apenas aparecia como um automóvel comum, mas reconhecido sempre que corriam desvairadamente pelas ruas de Gotham.

* Exceto pelo sonho de Robin anteriormente, Batman 5 apresentava, de fato, a primeira história de Batman fora de seu ambiente, levando a dupla dinâmica para o mundo do faz de conta. Entre as personalidades que encontram pelo caminho, estão Simple Simon (personagem de uma cantiga de roda inglesa, onde um garoto está indo para uma feira com o objetivo de pedir uma torta para um padeiro) e Humpty Dumpty (o ovo antropomórfico, também oriundo de uma cantiga de roda e que foi apresentado como o irmão de criação do Gato de Botas, no filme do mesmo).

* Na quinta edição da revista do Batman também é mostrado como Robin é gravemente ferido, a ponto de Batman acreditar que ele esteja morto. A história, que já era dramática pelo fato de mostrar um homem que tenta se tornar um criminoso para salvar a esposa doente, após cumprir pena injustamente, toma um ar ainda mais pesado com a chocante cena de Robin desfalecido. Incrível semelhança com o que aconteceria com Jason Todd, o segundo Robin, décadas depois, quando o personagem foi supostamente morto pelo Coringa. E como se já não bastasse toda essa carga dramática para tornar essa uma das histórias mais notórias do Batman da Era de Ouro, ainda é mostrada a fúria do herói quando seu parceiro é ferido, fazendo ameaçar um médico e ainda prosseguir mesmo com balas em seu próprio corpo.

* Após a revista New York World's Fair, os editores notaram o sucesso que foi colocar Batman, Robin e Superman em uma mesma capa. Afinal, era o encontro dos principais personagens da editora. Mas aquele era apenas um especial e, para não esperar outro motivo para uni-los novamente, foi criada a World's Finest Comics (popularmente conhecidas como Melhores do Mundo). O título, no entanto, começava com o nome de World's Best Comics, mudando-o logo na segunda edição. Assim como o fenômeno da New York World's Fair, a revista trazia Batman, Robin e Superman na capa, mas, da mesma forma, eles não se encontravam em uma mesma história dentro da revista. O calhamaço de quase cem páginas trazia as aventuras de Superman e Batman separadamente e ainda incluía vários personagens e séries da editora para compor a antologia. Futuramente perceber-se-ia que o sucesso do trio da capa merecia uma chance nas páginas internas também e o título se tornaria uma espécie de revista oficial das aventuras conjuntas de Batman e Superman... e Robin, é claro.

* Na edição 49 da Detective Comics, Julie rompe o noivado com Bruce Wayne simplesmente porque ele se recusa a deixar sua boa vida como playboy e dar rumo em sua vida. Tornam-se apenas bons amigos e ela adota o nome artístico de Portia Storme. Bruce Wayne, no entanto, parecia já ter planejado que os fatos levassem a esse rompimento, levando-se em conta que não deu lá muita importância quando ela anunciou o fim do noivado.

ÂMAGONEWS


* É hora de falar da Era de Prata na Marvel, o verdadeiro berço da editora como a conhecemos hoje. E tudo começa numa famosa partida de golfe de onde viria a surgir a primeira família fantástica dos quadrinhos.

Coveiro, Rafael Felga, Paulo Artur e Marcos Dark falam sobre tudo o que rolava nos bastidores daquela época que os quadrinhos voltavam a renascer depois de uma fase de vacas magras. Stan Lee, juntamente com seus braços direito e esquerdo, respectivamente, Jack Kirby e Steve Ditko, criavam a maioria dos heróis da Casa de Ideias: Homem-Aranha, Doutor Estranho, Homem de Ferro, Hulk, Thor, Vingadores, X-Men e muito mais. Muita coisa obscura dessa fase inicial da Marvel Comics também é comentada. Saiba que além da relação Kirby/Coisa e Lee/Tocha Humana também podemos encontrar um paralelo similar com o Homem-Aranha e seus criadores. Entenda porque Stan Lee é um INUMANO (teoria Marcos Dark). Desvende o passado mirabolante (para não dizer MILAGROSO) de Jim Steranko antes da Marvel. Isso e muito mais. Ouçam e boa diversão. Marvel 75 Anos – A Era de Prata: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

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darkmarcos

38 Re: O Diário de Dick Grayson em 15/11/14, 09:55 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 35

- Batman n° 7 (Outubro de 1941)

* "The People Vs. The Batman", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson e George Roussos

Publicada no Brasil pela Editora Ebal na revista Batman Bi n° 65 ("O Povo Contra Batman").


Bruce Wayne é preso, acusado do assassinato de Horacio Delmar. Na verdade, Delmar era chefe da quadrilha do bairro e sua morte foi uma queima de arquivo, no qual Wayne estava presente no momento da execução (pois investigava o criminoso) e caiu em uma armação elaborada pelo assassino.

Quando um incrédulo Robin investiga o assassino, chamado Weasel, chega no exato momento em que seus comparsas planejam eliminá-lo, temendo que ele possa entregar o plano. Robin intervém e Weasel consegue fugir. Ainda assim é atropelado e seus mandantes acreditam que ele esteja morto. Porém, Weasel fica em coma em um hospital.

Ironicamente e para piorar ainda mais a situação, os criminosos tem a ideia de eliminar Weasel no hospital, mandando seu assassino vestindo um uniforme de... Batman. Como o local está cheio de policiais, o plano não dá certo, mas o falso Batman é visto pulando a janela do quarto onde está Weasel. Os jornais, agora, dão conta de que Batman também é um criminoso que tentou matar uma testemunha. Ou seja, além de Bruce Wayne estar preso, agora Batman também está sendo perseguido.

Dick Grayson passa o dia examinando os mapas da cidade, especificamente sobre a área da prisão onde Wayne está detido. Acaba descobrindo que seu mentor está detido em uma cela na ala mais antiga da prisão, justo sobre onde passam os túneis de esgoto. Acessando esses túneis, consegue chegar até a cela de Bruce e, colocando um boneco no lugar dele, proporciona sua fuga para que ele possa investigar o caso como Batman.

Ao chegarem ao covil de Hill, apesar da dupla dinâmica inicialmente conseguir derrotar seus capangas, Robin acaba sendo emboscado pelo próprio Hill e Batman tem que se entregar. Agora, os heróis são jogados em um rio com barras de ferro amarradas em seus tornozelos. No fundo do rio, Batman consegue soltar suas amarras e, logo depois, liberta Robin. Surpreendendo Hill, eles conseguem capturar o criminoso.

Batman leva Hill para o tribunal, no exato momento do julgamento de Bruce Wayne (que, a esta altura, já descobriram que fugiu de sua cela). Batman, no entanto, que já tinha uma má fama por ser um vigilante fora da lei, é acusado de cumplicidade nos crimes e, inclusive, na fuga de Bruce Wayne. Para a surpresa de todos, quem apela a favor de Batman é... o Comissário Gordon:

"Falo em favor de Batman, o amigo do povo. Ele trabalha "à margem da Lei"... mas o que a lei nos impede de agir é desprezado por este homem que conduz maus à Justiça! O promotor julga suas explicações absurdas... mas as explicações de Washington, Lincoln, Edison e outros foram chamadas também de "absurdas"; mas se sacrificaram para prová-las e nos oferecer conforto e segurança. Batman faz o mesmo. Batman salvou a reserva de ouro da nação, lutou contra sabotadores, derrotou o Coringa e outros gênios do crime... Este homem, diariamente, arrisca sua vida para salvar a dos outros... Nunca usou uma arma! Com Robin, seu jovem pupilo, é um exemplo de dedicação e coragem. Talvez tenha me decidido um pouco tarde, mas, como Comissário de Polícia, nomeio-o membro honorário do Departamento de Polícia. De agora em diante, trabalhará com a ajuda da Polícia!"

Antes mesmo que o júri dê seu veredito, um moribundo Weasel aparece no tribunal (pois fugiu do hospital assim que saiu do coma) e revelou que tanto Wayne quanto Batman eram inocentes e que Hill é quem estava por trás da morte de Delmar e do atentado contra ele.



A+:

* Com o fim da perseguição policial, agora a dupla dinâmica trabalha juntamente com a Polícia de Gotham, com as bênçãos do próprio Comissário Gordon. Essa repentina empatia do Comissário se deu em uma história, inédita no Brasil, onde finalmente ele e Batman se encontraram cara-a-cara e colocaram suas diferenças em dia. Na verdade, o próprio Comissário percebeu que as intenções de Batman eram bem diferentes do que a má fama que carregara até então.

GALERIA:


Nem sempre os autores são felizes em escolher os nomes de seus personagens. Além do que, muitos leitores podem ser tão criativos quanto os próprios autores dos mesmos quadrinhos.
De qualquer forma, a prova disso é dada pelo talentoso Caio Oliveira. Para conhecer mais de seu trabalho, visite sua página no Facebook ( [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] ) e sua DeviantArt ( [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] )

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darkmarcos

39 Re: O Diário de Dick Grayson em 15/11/14, 11:03 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 36

- Detective Comics n° 59 (Janeiro de 1942)

* "The People Vs. The Batman", história escrita por Joe Greene, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson e George Roussos


Publicada no Brasil pela Editora Grande Consórcio Suplementos Nacionais na revista O Lobinho n° 40 ("Batman Contra o Pinguim").
Novamente, a dupla dinâmica tem a chance de dar uma folga no combate ao crime e sair de férias. Pelo menos é o que eles acham... Viajando de trem pelo país com Bruce Wayne, Dick vê alguém bem conhecido pelos heróis: o Pinguim!

Investigando sobre uma possível volta do criminoso, descobrem que ele está cometendo um golpe muito peculiar. Acompanhando fugitivos da cadeia, o Pinguim os entrega e recebe a recompensa por capturá-los, quase como se fosse um caçador de recompensas. Depois do vilão receber o dinheiro, os bandidos que entrega acabam fugindo novamente de forma espetacular. Acontece que os fugitivos estão sendo liderados pelo próprio Pinguim e são libertos por ele mesmo.

Batman chega a conclusão de que o Pinguim está ajudando os bandidos que prende ao ter acesso a ficha criminal de vários deles. Graças a isso, também, consegue prever quem serão os próximos a participar do golpe. Ao interceptá-lo, o criminoso acaba fugindo para um barco no rio Mississipi e é seguido pela dupla dinâmica. Após lutar com Batman (e “sentar” o guarda-chuva no Robin), o Pinguim cai nas águas do rio e desaparece.



A+:

* Esta, na verdade, é a segunda aparição do Pinguim. A primeira aparição se deu na edição anterior (inédita no Brasil). Assim como os demais vilões de Batman, não havia exatamente uma origem do personagem. Tratava-se de um vilão exótico que acabou por cair no gosto do público.

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darkmarcos

40 Re: O Diário de Dick Grayson em 15/11/14, 11:51 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 37

- Detective Comics n° 60 (Fevereiro de 1942)

* "Case of the Costume-Clad Killers", história escrita por Jack Schiff, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson e George Roussos

Publicada no Brasil pela Editora Grande Consórcio Suplementos Nacionais na revista O Lobinho n° 42 ("O Caso do Assassino Fantasiado").


Gotham City está sofrendo o ataque de falsos policiais e bombeiros que, na verdade, são bandidos utilizando o falso uniforme para cometer seus roubos. Para piorar a situação, o líder dessa nova gangue deixa uma pista para o Comissário Gordon entregar para Batman e revelar que é... O Coringa! O golpe se estende até mesmo para os correios, onde os bandidos fingem serem carteiros para ter acesso aos locais que vão roubar.

A investigação da dupla dinâmica os leva até um navio, onde Robin é golpeado pelo vilão e jogado ao mar. Desesperado, Batman acaba sendo capturado e é colocado em uma armadilha: ele é pendurado por uma corda que está sendo queimada aos poucos. Quando a corda se partir, o herói, amarrado, cairá no mar e terá o mesmo destino que seu parceiro. Quando isso acontece, Batman nada até as hélices do navio e as usa para soltar-se.

Robin, na verdade, acaba sobrevivendo e, unido a Batman, descobre o covil do Coringa em uma loja de fantasias. A dupla dinâmica consegue derrotar a gangue do vilão e o Coringa finalmente vai para a cadeia.



A+:

* Interessante aqui como Batman sente a responsabilidade por ter a tutela de Robin (ou Dick Grayson). Quando o menino prodígio é jogado ao mar, ele praticamente se entrega, alegando que, já que Robin está morto, ele não se importa com sua própria vida (já que, antes, se importava, pois temia morrer durante uma investigação e deixar o garoto sozinho). Um pouco de drama demais, é claro, já que Batman consegue se livrar da armadilha assim que tem oportunidade.

* Já que fez as pazes com a Polícia, é a primeira vez que Batman é convocado pelo Comissário Gordon através de um recurso que ficaria notório na mitologia do personagem. É nessa história que a dupla dinâmica vê nos céus de Gotham, pela primeira vez, a inconfundível luz do... Bat-Sinal!

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banzé

41 Re: O Diário de Dick Grayson em 20/11/14, 03:00 pm

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Hum, se não me foge a memória, Batman e Robin tiveram histórias contra os nazistas, e participaram da SJA, falta muito para falar destas histórias Dark ??? scratch

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darkmarcos

42 Re: O Diário de Dick Grayson em 20/11/14, 10:59 pm

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Note que abordaremos histórias que, em algum momento, foram publicadas por aqui. Mas a dupla dinâmica vai entrando cada vez mais no clima da Segunda Guerra conforme a época avança, pois a situação dos Estados Unidos ia ficando cada vez mais quente.


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darkmarcos

43 Re: O Diário de Dick Grayson em 21/11/14, 11:01 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 38

- Detective Comics n° 61 (Março de 1942)

* "The Three Racketeers", história escrita por Bill Finger, desenhada por Dick Sprang, artefinalizada por Jerry Robinson e George Roussos

Publicada no Brasil pela Editora Ebal na revista Batman em Formatinho n° 2 ("Os Três Vigaristas").


Três criminosos se encontram em uma mesa de jogo e, apesar de não terem nenhuma ligação, concordam que suas carreiras criminosas sempre encontraram um empecilho: a dupla dinâmica. Baseado nessa coincidência surge a curiosidade de cada uma das histórias que eles tem sobre o encontro com a dupla de heróis.

Um dos criminosos desviava a atenção da polícia, emitindo trotes que os fazia atender chamados de falsas ocorrências, mas Batman e Robin conseguiram encontrar o foco dos falsários. Outro inventou o "soro da preguiça" chegando a administrá-lo em Batman e o deixando sonolento... até que seu esconderijo foi descoberto por Robin, que utilizou o disfarce de engraxate para marcar os sapatos do bandido. A gangue do terceiro chegou a roubar tanques de guerra para utilizá-los como armas para assaltar bancos. Novamente, a dupla dinâmica consegue derrotar os criminosos, jogando gasolina e fogo sobre os tanques, obrigando seus ocupantes a fugir. Logo em seguida, perseguem os bandidos até seu covil e os derrotam.

Após cada um dos três contarem suas histórias, um deles se sente inspirado em criar um novo golpe e, talvez, contar com a união dos outros dois... para derrotarem Batman e Robin. Só que... esse plano terá que esperar... anos talvez... pois os guardas já entram na sala para levá-los de volta para suas celas. A hora da recreação acabou e ainda tem que cumprir suas penas... desde que Batman os levou a justiça.



A+:

* História com uma interessante reviravolta no final, onde a dupla dinâmica, na verdade, é quase coadjuvante das histórias. Robin é fundamental no segundo conto, onde salva um Batman que havia sido drogado pelo inventor do tal "soro de preguiça". Utilizando técnicas de aproximação e investigação, chega a descobrir o covil onde seu tutor está preso.

* Apesar de a história ter sido desenhada por Dick Sprang, quem assinava era... Bob Kane. Acontece que Kane teve que se afastar para servir na Segunda Guerra e Sprang o substituiu desde então. A arte de Sprang tentava aproximar o mais fiel possível do traço de Bob Kane, para dar a sensação de que o criador original de Batman (e um profissional de sucesso entre os leitores) ainda estivesse produzindo as histórias. Sprang continuou por um bom tempo assinando como um "desenhista fantasma", dando toda a fama a Kane.

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darkmarcos

44 Re: O Diário de Dick Grayson em 22/11/14, 02:53 am

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 39

- Detective Comics n° 64 (Março de 1942)

* "The Joker Walks the Last Mile", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson e George Roussos

Publicada no Brasil pela Editora Grande Consórcio Suplementos Nacionais na revista Batman em O Lobinho n° 55 ("O Galhofeiro").


Bruce Wayne e Dick Grayson estão em uma fila pública devido a um grande acontecimento que agitou a imprensa: o Coringa se entregou a polícia. O impacto da notícia foi tamanho que ver o Coringa dentro de uma cela tornou-se uma espécie de atração. De certa forma, o bizarro espetáculo serve para Bruce e Dick confirmarem... que realmente se trata do Coringa. Dias depois, o impensável acontece: o Coringa, que fez questão de confessar todos os seus crimes, é condenado à morte... e executado.

O tempo passa e a polícia recebe um chamado no qual um relojoeiro diz que sua loja está sendo rondada pelo Coringa. A polícia chega a pensar que se trata de alguém se passando pelo criminoso que foi executado. A dupla dinâmica chega ao local e Dick fica estarrecido com a técnica de luta do vilão. Realmente se trata do verdadeiro Coringa. Acontece que, após sua execução, os capangas do Coringa roubaram seu corpo e aplicaram um soro especial, que ele mesmo criou, capaz de fazer seu coração voltar a bater.

Batman leva o Coringa para a justiça... mas ele não pode ser preso. Afinal, por seus crimes passados, ele já havia pagado... com a sua própria execução. Além do mais, ele estava apenas andando em volta da relojoaria, não chegando a roubá-la. O vilão ainda se dá ao luxo de "perdoar" Batman, não registrando a ocorrência de agressão.

A dupla dinâmica, obviamente, não confia em um Coringa inocentado dos crimes passados e, disfarçados, passa a vigiar o hotel onde o vilão está hospedado. Para sua decepção, no entanto, o Coringa sequer sai e muito menos faz qualquer coisa que possa ser considerada suspeita.

A investigação dos heróis parece não estar dando em nada e eles decidem relaxar um pouco, indo assistir um show de patinação no gelo. Ironicamente, um cidadão senta-se ao lado de Bruce e Dick: o Coringa. O show é interrompido por uma gangue de assaltantes que começa a levar os pertences do público. Bruce e Dick entram em ação como Batman e Robin e enfrenta os bandidos. Mas uma repentina queda de luz permite que os meliantes fujam. Na delegacia, os espectadores do show registram a ocorrência de que foram roubados. Para a surpresa de todos, o próprio Coringa aparece para registrar... que também foi roubado pela gangue. Na saída da delegacia, o vilão cumprimenta Batman e se diz impressionado com seu desempenho no gelo. Chega até mesmo a cumprimentar Robin e lhe dar um troco para que o garoto possa comprar um refrigerante.

Mais tarde, ao passar pelo hotel onde o Coringa está, Robin percebe algo muito peculiar. O letreiro luminoso do hotel parece piscar como se estivesse comunicando através de código Morse. Era assim que o Coringa se comunicava com sua gangue sem sair do hotel, afinal! Os heróis sobem até a janela do Coringa... e são recepcionados pelo próprio, que gentilmente os convida a entrar. No apartamento, o Coringa está acompanhado de dois policiais e acusa Batman e Robin de estarem invadindo sua residência. Antes que a surpresa dupla dinâmica seja levada, Batman pede um minuto para explicar. O Coringa ironiza e olha em seu relógio para cronometrar esse minuto. É aí que Batman nota que o relógio em seu pulso é um dos relógios que havia sido roubado no show de patinação do gelo.

Finalmente surpreendido, o Coringa foge roubando um jipe militar que passa logo abaixo do hotel. Em meio à perseguição, Batman deixa Robin dirigindo o Batmóvel enquanto ele segue o vilão com o Batplano para não perdê-lo de vista. A perseguição chega até uma ponte, onde o Coringa acaba batendo o jipe e tenta fugir pelos cabos logo acima. Robin o segue usando suas capacidades acrobáticas. Batman, do Batplano, lança uma corda para que o menino prodígio possa se agarrar caso se desequilibre. Essa mesma corda acaba batendo no rosto no Coringa, fazendo-o se soltar e caindo nas furiosas águas logo abaixo.

Ninguém poderia escapar de uma queda daquelas. A dupla dinâmica chega a acreditar que é o fim do vilão. Mas, em suas palavras, existe a certeza de que se verão novamente.



A+:

* A utilização de um jipe militar para a fuga do Coringa não é um mero acaso. Era 1942 e os Estados Unidos estavam em plena Segunda Guerra Mundial. Portanto, era natural que elementos que lembrassem as forças armadas estivessem sempre pelo cenário. Outra prova disso são dois bombardeiros que voam sobre uma enluarada Gotham quando é mostrados bandidos em cima de um prédio. Um cenário com mensagem de que aqueles eram tempos tensos.

* Dark+: Imaginava-se que Robin, nessa época, era um garoto de apenas dez anos. E Batman o deixa dirigindo o Batmóvel, sozinho, em perseguição a um maníaco. De fato, era um prodígio esse menino!

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darkmarcos

45 Re: O Diário de Dick Grayson em 23/11/14, 06:20 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 40

- Detective Comics n° 66 (Agosto de 1942)

* "The Crimes of Two-Face", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson e George Roussos

Publicada no Brasil pela Editora Grande Consórcio Suplementos Nacionais na revista O Lobinho n° 53 ("Batman contra o Dupla-Face").


Robin vê que há algum tipo de confusão no andar superior de um ônibus de dois andares. De fato, o veículo está sendo assaltado. Quando a dupla dinâmica salta sobre ele, Batman descobre que o líder da gangue é seu ex-amigo, o promotor Harvey Kent, que teve o rosto desfigurado e se tornou o criminoso conhecido como Duas-Caras. Quando Robin acerta os demais integrantes da gangue, um deles acaba errando o tiro, que ricocheteia e acerta o motorista. Com o ônibus desgovernado, Batman acaba batendo a cabeça e desmaia. Enquanto Robin, que tenta se equilibrar é atingido por um dos criminosos. A gangue salta do veículo, deixando os heróis para se espatifarem. Robin se recupera e, com todas as suas forças, consegue acionar os freios, impedindo um terrível acidente por pouco.

Investigando sobre o paradeiro do Duas-Caras, a dupla dinâmica descobre um dos integrantes da gangue, morto pelo próprio vilão por ter falhado com ele. No sapato do bandido morto fixou-se um chiclete que acabou grudando em um pequeno papel onde supostamente está o próximo alvo do Duas-Caras: o cinema Bijou, frequentado por pessoas da alta sociedade.

Robin invade a sala de projeção do cinema e descobre que criminosos invadiram o local. Na tela, uma projeção do Duas-Caras ordena que as pessoas entreguem seus pertences. Derrotando os bandidos na sala, Robin ilumina o palco, onde Batman enfrenta os demais integrantes. Duas-Caras acaba fugindo, mas é seguido por Batman até seu esconderijo. Como decide tudo através de sua moeda (em uma perversão do jogo de cara ou coroa), o Duas-Caras decide se entregar para o ex-amigo, Batman.


A+:

* Não, eu não escrevi errado! No início, o sobrenome do Duas-Caras realmente era Kent e não Dent, como seria conhecido. A mudança, bem mais adiante, aconteceu pelo óbvio: já havia outro famoso personagem com o sobrenome Kent na DC. A coincidência é tratada como confusão de nomes pelos próprios personagens, inclusive. Mas o que é trocar uma mera letrinha, no final de um sobrenome, quando, no Brasil, o personagem foi apresentado como Dupla-Face? O vilão se transformava em fita adesiva, por acaso?

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darkmarcos

46 Re: O Diário de Dick Grayson em 23/11/14, 09:25 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 41

- Batman n° 12 (Agosto de 1942)

* "Brothers In Crime", história escrita por Don Cameron, desenhada por Jerry Robinson

Publicada no Brasil pela Editora Panini na minissérie Batman 70 anos n° 2 ("Irmãos de Crime").


Batman e Robin acessam uma sala especial dentro da Mansão Wayne. Dentro dela, estão peças adquiridas nos casos que a dupla dinâmica resolveu. É uma espécie de sala de troféus de seus casos. Ali está, por exemplo, o quadro com o retrato de Bruce Wayne, que ele ganhou no Caso dos Quadros Proféticos (O Diário de Dick Grayson - Parte 12: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] ). Porém, dentre tantos troféus, um deles causa certa estranheza: um colete a prova de balas, uma espécie de malha de aço em um manequim. Aos poucos, Batman retorna suas memórias ao ano de 1939 e recorda da aventura de onde se originou aquela peça. Na verdade, aquele colete simbolizava a proteção usada por três homens. Todos irmãos. Todos criminosos.

O primeiro irmão enfrentado pela dupla dinâmica, Steve Rafferty, foi encontrado com sua gangue em um depósito de sucata. Quando Robin enfrentou o criminoso, estranhou quando golpeou seu peito e quase arrebentou a própria mão. Steve parecia estar protegido com uma malha de aço por baixo da roupa, proteção contra possíveis tiros contra ele. Mas o mesmo não poderia ser dito de seu queixo. Tanto é que Robin o derrubou facilmente quando lhe acerta um soco ali. Enquanto Mike permanece desacordado, algo irônico acontece. O gigantesco imã do guindaste utilizado para recolher a sucata atrai o bandido devido ao aço de seu colete. Sem que o restante da gangue e os heróis pudessem fazer nada (já que ainda continuavam lutando), Steve é levado para a gigantesca caçamba de sucata e solto para a morte. Antes de ser içado, Steve deixou cair um bilhete, com a dica do próximo assalto: um iate clube de dança onde estariam sendo expostos valiosos troféus.

Ao chegarem ao clube, os criminosos tentam levantar a ponte levadiça, mas Batman acelera o Batmóvel e consegue transpor com um salto. Ainda assim, a dupla dinâmica é capturada com uma rede de pesca e jogada no rio. De seu cinto de utilidades, Batman retira uma espécie de maçarico de acetileno, do mesmo tipo que mergulhadores utilizam, e consegue partir a rede. A dupla dinâmica consegue submergir no exato momento em que a gangue foge em uma lancha e consegue agarrar-se. Durante a luta, todos caem na água. Apesar de saberem nadar, o líder da gangue, Mike Rafferty não consegue se manter e afunda rapidamente devido ao peso do colete de aço que utiliza.

O trio dos Rafferty parece ter acabado. Mas resta Pete Rafferty, que não demonstra estar preparando nenhum golpe. Tempos depois, Bruce Wayne e Dick Grayson acabam esbarrando com o terceiro Rafferty em um parque de diversões. Uma das atrações era uma balança onde um homem tenta adivinhar o peso de uma pessoa assim que ela pisa nela. Pete participa da brincadeira... e o homem erra seu peso por vários quilos. Ainda assim ele não fica para receber o prêmio, uma vez que o homem percebeu que havia algo embaixo da sua roupa: um colete de malha de aço. A confusão, na verdade, não chama a atenção de Bruce e Dick, mas de integrantes de uma gangue rival que tentavam matar Pete. A dupla dinâmica se veste e age para deter os bandidos e, só depois, ficam sabendo que Pete está nas imediações.

Depois, durante uma forte tempestade, Batman descobre Pete. Infelizmente ele foi alvejado por um dos criminosos que tentavam matá-lo. Mas... porque ele não estava mais usando o colete? Acontece que um casal de idosos deu abrigo a Pete durante a tempestade. O criminoso, que acabara de sair da cadeia e pensava em se endireitar, não fosse pelo envolvimento com seus outros dois irmãos, se sensibilizou com o drama do casal, que tinha um neto sendo operado no andar de cima e corria risco de vida, já que a tempestade fez com que a luz acabasse e a cirurgia fosse interrompida pela metade. Pete procurou o problema e viu um cabo de força rompido pelo vento. Então tirou seu colete de aço para servir como emenda e devolver a eletricidade para a casa. No momento em que retirou o colete e fez a emenda... seu inimigo o encontrou. Batman só chegou a tempo de dar uma surra no atirador... mas Pete perdeu a vida.

Essa é a história do colete na sala de troféus. Uma peça feita para salvar vidas. Que acabou salvando a vida do neto do casal de idosos. Mas, indiretamente, foi responsável pela morte dos três irmãos Rafferty.



A+:

* Nessa época, Batman não tinha uma batcaverna. Guardava o batmóvel e até o batplano em um celeiro de sua propriedade, ligado à mansão por um túnel subterrâneo. Então, o único local que tinha disponível para guardar suas "tranqueiras" de aventuras... era uma simples sala em sua mansão.

* Chega a ser estranho a capa da edição original dizer que se trata de uma edição de aniversário. Só se for pelo fato de ser a 12ª edição, o que não justificaria uma comemoração tão quebrada, já que a revista não era mensal. Ainda que fosse bimestral, trimestral (já que sua publicação era irregular) o máximo que se comemoraria era 2 anos de existência. Mesmo assim, não ficaria o hiato do primeiro ano da publicação.

* Se antes os autores lembravam-se da guerra em detalhes no cenário, essa capa escancara de vez que os Estados Unidos estavam em Guerra. Não só a dupla dinâmica dirige um jipe militar (roubaram de quem?) como também convoca os americanos a contribuírem durante aquele período difícil.

* Há quem diga que esta história, por ter não ter sido escrita por Bill Finger, contém um erro de cronologia gritante. Acontece que a dupla dinâmica enfrenta os irmãos Rafferty em 1939. Mas Robin surgiu apenas em 1940 nos quadrinhos. Por uma lado, é um mero detalhe pelo simples fato de não se importar com a cronologia naquela época (apesar da citação dos troféus serem relacionadas a aventuras passadas) e o tempo não se passa nos quadrinhos da mesma forma que no mundo real. Pra época, talvez, já que haviam se passado apenas dois anos de aventuras do menino prodígio, isso poderia ser um detalhe a ser mais notado.

* Dark+: A dupla dinâmica está afogando em um rio, enroscada em uma rede de pesca, quando Batman retira do cinto uma mini tocha de acetileno. E Robin, mesmo ainda se afogando, lembra com detalhes que aquela é o mesmo tipo de tocha utilizada por mergulhadores. Bem... alguém tem que ser o nerd da equipe. (mas os leitores agradecem pela dose de conhecimento geral).

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darkmarcos

47 Re: O Diário de Dick Grayson em 24/11/14, 01:48 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 42

- Detective Comics n° 70 (Dezembro de 1942)

* "The Man Who Could Read Minds!", história escrita por Don Cameron, desenhada por Bob Kane

Publicada no Brasil pela Editora Grande Consórcio Suplementos Nacionais na revista O Lobinho n° 66 ("O Homem Que Lia Pensamentos").


Bruce Wayne e Dick Grayson vão assistir a um espetáculo onde um homem se diz capaz de ler a mente: Carlo, o adivinho. Com os olhos vendados, ele adivinha vários objetos que seu parceiro de palco traz da plateia. Dick fica impressionado com os acertos do adivinho, mas Bruce explica como funciona o truque. Na verdade, o parceiro que leva os objetos sempre usa frases com palavras chaves. Por exemplo, quando ele leva um relógio, é dito que já é TEMPO de adivinhar novamente. Quando leva uma caneta ele pergunta o que está segurando na mão DIREITA (right, direita em inglês, se parece com write, que é escrever em português).

Dias depois, a dupla dinâmica, em sua ronda noturna, aborda um ladrão que está concentrado em abrir um cofre dentro de um escritório. Fisicamente, o ladrão não dá muito trabalho para os heróis, mas ele parece antecipar cada um de seus movimentos e consegue escapar. Pior: antes de fugir, o ladrão diz que sabe que Batman e Robin são, na verdade, Bruce Wayne e Dick Grayson!

Mais tarde, Dick lê uma notícia de que o Carlo, o adivinho, agora está fazendo seu show sozinho, sem a ajuda do parceiro de palco. É então que Bruce Wayne se lembra de que a voz do ladrão lhe parecia familiar. Era Carlo! Bruce e Dick vão até o show e são vistos pelo vilão. Ao voltarem para casa, encontram um bilhete de Carlo dizendo que ele os viu na plateia e que seu próximo roubo seria em um ilha onde morava um velho avarento. Se tentassem impedi-lo ou mesmo revelar que ele é o homem que faz shows, a identidade da dupla dinâmica seria revelada. Ainda assim, os heróis tentariam impedir Carlo naquela que poderia ser sua última aventura.

Ao chegar à ilha, a dupla dinâmica é recepcionada por um preparado Carlo, que consegue desacordar Robin e jogar Batman em um alçapão que o coloca em uma armadilha. Carlo coloca Robin em um batiscafo e o joga no mar, sem a reserva de oxigênio.

Robin está ficando quase sem ar, mas é resgatado por Batman, que conseguiu escapar da armadilha e descobrir que seu parceiro corria risco de vida. O herói leva um maçarico de acetileno e consegue abrir o batiscafo. Quando chegam à superfície, Carlo os está esperando, mas é alvejado por Pete, o velho que cuida da ilha. Batman revela que descobriu a localização de Robin, não utilizando supostos poderes mentais, mas apenas com leitura labial enquanto Carlo ofendia Pete.

Batman utiliza o farol da ilha como uma espécie de batsinal improvisado para avisar a guarda costeira. Quando chegam, encontram o corpo de Carlo na praia. Ele havia caído no mar quando foi alvejado, mas ainda chegou vivo até ali. Seu último ato foi escrever, na areia, que “a identidade de Batman era...”. Nesse ponto, as ondas apagaram a mensagem e a identidade do herói estava segura novamente.



A+:

* Um vilão que até poderia entrar para a galeria de inimigos do Batman, mas que teve fim nessa mesma história. Além do que, sua aparência lembrava muito outro vilão: Hugo Strange.

* Carlo ganhou seus "poderes" quando sofreu um grave acidente e teve que passar por uma cirurgia de emergência. Durante a cirurgia a luz acabou e um bisturi caiu dentro de sua cabeça, algo que o cirurgião só percebera depois que a luz voltou e Carlo já não corria risco de vida. Pois é, Carlo não teve exatamente um bom dia naquele dia...

* Dark+: uma história onde o vilão descobre a identidade do herói só pode acabar em morte. Esse é o clichê supremo! Aliás, apesar de divertida, esta aventura é uma verdadeira avalanche de clichês do começo ao fim, até mesmo perdendo a noção total dos acontecimentos. Batman cai em uma típica armadilha onde as paredes se movem para esmagá-lo (não disse que era recheada de clichês?). Tá. Mas o que uma armadilha tão elaborada (não sei como faz, mas deve dar trabalho montar aquilo) estava fazendo já pronta na ilha do tal Pete? Carlo teve tempo de montar tudo? Ou Pete gostava de brincar de jogos mortais e mantinha tal armadilha em sua casa?

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darkmarcos

48 Re: O Diário de Dick Grayson em 24/11/14, 10:10 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 43

- Batman n° 14 (Dezembro de 1942)

* "The Case Batman Failed To Solve!!!", história escrita por Don Cameron, desenhada por Jerry Robinson

Publicada no Brasil pela Editora Ebal na revista Almanaque de Batman 1975 ("O Caso Que Batman Não Resolveu").


Batman e Robin recebem um convite, através das mãos do Comissário Gordon, para uma reunião dos maiores detetives do mundo, convocados por um dos grandes nomes desse segmento: Dana Drye. Robin não sabe de quem se trata, mas Batman explica que ele foi um dos maiores detetives de todos os tempos, muitas vezes resolvendo casos e prendendo criminosos sozinho, desde 1880.

Na local da reunião, a dupla dinâmica encontra Sir John Barte, um detetive inglês; Ezra Plunkett, um detetive xerife; Grace Seers, escritora de suspense e detetive nas horas vagas; e Doutor Tsu, um detetive chinês. Quando a reunião começa e o idoso Dana Drye começa a anunciar que irá se aposentar... um tiro vindo da janela o mata diante de todos. Batman corre para a janela, mas não há ninguém. Abaixo do hotel, apenas o rio que circunda o prédio. Agora, os maiores detetives tem que resolver esse caso, até mesmo como tributo para Dana Drye.

Robin vê um suspeito fugir. Era alguém que deveria estar escondido e não estava na reunião. A dupla dinâmica persegue e captura o fujão, mas o Doutor Tsu, ciente de que ele não é o assassino, atrapalha Batman e o deixa fugir. A intenção é persegui-lo para que ele o leve a alguma pista. Grace Seers analisa a roupa de Drye e descobre que ela era nova. Através dela, acredita que desvendará pistas sobre o crime. O Xerife Plunkett prefere andar e pensar um pouco sobre o que aconteceu, acreditando que a percepção o ajudará nesse caso. E o inglês John Barte analisará o corpo de Drye para encontrar alguma pista, pois só acredita na ciência para solucionar o ocorrido.

A dupla dinâmica segue para a casa de Dana Drye e encontra um trio de ladrões revirando o local. Robin prontamente parte pra cima deles, mas, estranhamente, Batman tenta deter o menino prodígio... em vão. Chega ao ponto em que Batman atira um escudo em seu parceiro para que ele pare. O intento do homem-morcego era descobrir o que eles realmente queriam levar. A afobação de Robin talvez atrapalhasse essa nova evidência. Na sala, um escudo com armas tem uma das pistolas faltando. Era isso a que Batman se referia.

Na delegacia, Sir John Barte diz que a bala encontrada no corpo não tem nenhuma marca de ter ricocheteado, o que parece estranho. Já Grace Seers descobre que a roupa foi feita por uma loja especializada em roupas para mágicos. De repente, no loja onde Grace os levou, criminosos invadem, buscando justamente pela dupla dinâmica. Os heróis lutam e dão conta de todos, mas acabam sendo capturados e levados até o chefão do crime chamado Red Rip.

Rip perseguia Dana Drye, pois ele tinha provas para incriminá-lo. Provas que nunca entregou a polícia. Batman e Robin foram capturados pois o chefão pensava que as provas estavam com ele. Uma vez que constata que os heróis não tem tais provas, os deixa amarrados em seu gabinete. Mais tarde, alguém como uma faca surge na sala escura. Batman consegue derrubar e vê que é... o Doutor Tsu, que foi, na verdade, libertá-los. Tsu vê o escudo da casa de Drye e percebe que a arma faltante é uma Flintlock. Com esse detalhe, Batman acredita ter encontrado uma resolução para a morte do amigo.

Batman e Robin seguem para o hotel River House, onde os criminosos seguiram para buscar as provas contra Rip. Lá, com a ajuda do Xerife Plunkett, conseguem prender a quadrilha. Na janela da sala onde foi feita a reunião, o Xerife encontrou uma marca estranha e Batman demonstra saber do que se trata. Como haviam estipulado se reunir novamente a meia-noite, e faltando dez minutos para o prazo, Batman mergulha da janela até o rio abaixo, sendo seguido por um confuso Robin. No fundo do rio, Batman encontra a peça final.

"Todos nós pensávamos que se tratasse de um assassinato... mas foi suicídio! Drye sabia que ia morrer em breve, de doença incurável. Então, encenou essa trama pensando que jamais a solucionaríamos. Drye matou-se com esta pistola (a Flintlock, que Batman encontrou no fundo do rio). O sol, concentrando-se através do vidro, acionou a pólvora. Por isso ele usou uma Flintlock. Nenhuma arma moderna dispararia com o calor. Os papéis que Rip quer estavam numa caixa presa à pistola. E o coice fez com que caísse no rio. Drye usou uma roupa de mágico com bolsos secretos para trazer esse equipamento para a reunião...”.

De certa forma, Dana Drye arquitetou tudo para que o fim de sua vida também fosse envolvido em mistério... assim como a forma como morreu. Dentre os documentos de Drye, Batman encontra um diário. Ao abri-lo, vê que Dana Drye descobriu sua identidade secreta, Bruce Wayne, há três anos. Mas preferiu manter em segredo, apenas registrando no diário.

Meia noite. A dupla dinâmica se reúne com os demais detetive. Para manter o segredo e não revelar o Diário, Batman prefere dizer... que eles falharam e não conseguiram solucionar o caso. Todos sentem muito, mas também sabem que Batman é humano e não pode ganhar sempre. Batman e Robin voltam para a mansão e o diário de Dana Drye se torna uma nova peça de sua sala de troféus.



A+:

* Uma das primeiras histórias do "Batman detetive", onde o herói usa mais sua intuição do que os punhos. A fórmula, porém, inserindo várias pistas, reviravoltas e personagens (para despistar o leitor quanto a quem seria o responsável) se torna um tanto atropelada. Natural para uma história de apenas 15 páginas e tantos detalhes. Mas é algo que se ajustaria com o tempo.

* Dark+: Robin leva uma espécie de puxão de orelha do Batman devido a ele não saber quem é Dana Drye (não liga, Robin... eu também não sabia). Apenas uma desculpa narrativa para que o herói conte sobre a importância do detetive. No entanto, é impagável a cara desolada de Robin assim que seu mentor lhe dá a bronca. Aliás, parece que Batman estava meio de saco cheio do Robin nessa história. Além da bronca, foi meio intencional jogar um escudo em sua cabeça para que ele parasse de lutar e atrapalhasse a investigação. Santa falta de paciência, hein, Batman?

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darkmarcos

49 Re: O Diário de Dick Grayson em 25/11/14, 12:02 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 44

- Batman n° 15 (Fevereiro de 1943)

* "The Loneliest Men In The World", história escrita por Don Cameron, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson

Publicada no Brasil pela Editora Diário da Noite na revista O Guri n° 110 ("O Homem Mais Solitário do Mundo"); pela Editora Ebal, na revista Batman n° 38 ("Os Homens Mais Solitários do Mundo) e na revista Batman n° 32


Bruce e Dick estão fazendo as compras de Natal e nem mesmo esbarrar em outras pessoas, cheias de pacotes, parece estragar o humor. Não só da dupla, mas de ninguém por ali. O espírito natalino parece ter contagiado a todos. Bem... quase todos. Dick vê um menino entristecido e chama a atenção de Bruce. A dupla se aproxima e lhe dá um dos pacotes como presente e querem saber como estão as coisas em sua casa. O garoto diz que não estão nada boas e que sua mãe está muito doente. Bruce lhe dá dinheiro suficiente para que ele possa comprar uma ceia decente e as coisas possam melhorar.

Voltando para casa, Dick se preocupa com pessoas como aquele garoto... ou em pior situação que ele. Bruce e Dick não tem família, mas receberam presentes de seus amigos. Há pessoas que não tem nem isso. É então que Dick sugere que eles possam procurar a pessoa mais solitária do mundo... e ajudá-la. Bruce concorda, mas irão fazer isso como Batman e Robin. E mais, Batman monta uma espécie de trenó em volta do batplano... ou melhor, um bat-trenó... cheio de presentes para levá-los até o necessitado.

Antes de procurar pelo homem mais solitário do mundo (ao qual Batman já tem alguns em mente), a dupla dinâmica passa pela delegacia e visitam o Comissário Gordon. Coincidentemente, Gordon está libertando um criminoso, chamado Dirk Dagner, por falta de provas. Antes de ir, Dirk ouve que Batman tenciona visitar três pessoas nesse natal: Ben Botts - o porteiro do Clube Crané, Link Chesney - o humorista mais triste do rádio e o vigia Tom Wick, do velho farol no recife do Pirata, que vive só.

Os heróis chegam ao Clube Crané, onde Ben Botts congela no frio enquanto recepciona os convidados na festa que ocorre dentro do local. Batman e Robin entram na festa e são bem recepcionados por todos. Batman anuncia que hoje o homenageado é o porteiro que os recebe todos os anos, mas é deixado de fora. Para a surpresa de Ben, seu patrão sorri e diz que hoje ele é o convidado especial. Todos reconhecem o valor do porteiro e prestam suas homenagens a ele. Porém, uma quadrilha, indicada por Dirk Dagner, aproveitando que não há porteiro, invade a festa e anuncia o assalto. Batman segura Robin, que já pensava em reagir. Afinal, se eles atirarem muita gente será ferida. Porém, os heróis encontram uma oportunidade de se aproximar e começam a lutar com os criminosos. Quando o próprio Dirk aponta uma arma para Batman... ele é atingido por uma galinha assada... lançada por Ben. O porteiro salva Batman e se torna a grande atração da festa. Dirk vai embora com seu bando, com ainda mais ódio de Batman.

A dupla dinâmica segue para a casa do humorista Link Chesney e encontra um homem solitário e amargurado, que se ressente por todos se esquecerem dele quando seu programa acaba. Até mesmo suas piadas não são de sua autoria. Ele as compra e mantém guardadas em um grande arquivo. Assim que entram em sua mansão, a gangue de Dirk os segue e dominam os heróis. Batman e Robin são amarrados próximo a um aquecedor, com cordas em seus pescoços. Na outra extremidade, Link também está amarrado e se equilibra na ponta dos pés sobre um pequeno banquinho. Se cair, irá estrangular a dupla dinâmica. Uma piada sem graça, montada por Dirk, que foge levando o arquivo de piadas. Quando Link começa a fraquejar, Batman usa suas pernas para levantar o banquinho onde ele se encontra e pede que salte sobre o aquecedor. Logo em seguida, Batman chuta o banquinho, quebrando a lâmpada acima de sua cabeça. Com os cacos que caem, corta as cordas que os prendem. Link está triste, pois, sem seu arquivo, sua carreira está acabada. Mas Batman insiste que ele atenda uma ligação: todos os fãs de seu programa ligam para lhe desejar Feliz Natal. Link sente-se animado e caloroso o suficiente para continuar sorrindo... e imaginar novas piadas. Em seguida, a dupla dinâmica segue para o farol.

Quando chegam ao farol, utilizando o batplano, os heróis encontram o local dominado pela gangue de Dirk, mas facilmente os surpreende e os prende para serem entregues ao Comissário Gordon... como um presente de Natal de última hora. Logo depois, comemoram com Tom Wick no farol, dando-lhe livros e um rádio de presente. Foi o melhor Natal do velho Tom de todos os tempos.

No final, Dick descobriu que Botts, Chesney e Wick não poderiam ser os candidatos a homem mais solitário do mundo. Afinal, eles tinham amigos, só que não sabiam. Bruce concorda e diz que o homem mais solitário do mundo está agora na prisão... Dirk Dagner. Nunca teve amigos, por causa de sua ambição.



A+:

* Interessante a estrutura dessa história. Na primeira visita, os criminosos chegam logo depois dos heróis entrarem no salão de festas; na segunda, chegam praticamente com os heróis e invadem a mansão do humorista; e, na terceira; os criminosos chegam antes dos heróis no farol. Perceberam o padrão?

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darkmarcos

50 Re: O Diário de Dick Grayson em 25/11/14, 01:29 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 45

- Detective Comics n° 73 (Março de 1943)

* "The Scarecrow Returns", história escrita por Don Cameron, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson

Publicada no Brasil pela Editora Grande Consórcio Suplementos Nacionais na revista O Lobinho n° 60 ("Batman contra o Sacarrolha")


Dick recebe, de Bruce, a notícia de que eles estão em uma nova missão: impedir que o vilão Espantalho cumpra suas ameaças. Através de uma mensagem deixada em uma loja de chapéus que assaltou, Batman consegue a pista de que o vilão atacará uma arena de luta livre, repleta de espectadores. De fato, quando a dupla dinâmica segue para o local, logo avistam o Professor Jonathan Crane, identidade do vilão, comprando amendoins. Alguns dos vendedores de amendoim e pipoca trazem armas dentro de suas bandejas. São os capangas do Espantalho!

Os criminosos liderados pelo Espantalho, fortemente armados, dominam toda a arena, fazendo o público de refém. A dupla dinâmica desce até o ringue e luta com seus capangas. Mas o espantalho atira sobre a estrutura que segura as luzes do local e a faz desabar sobre os heróis. Com isso, ele tem tempo para fugir.

A pista seguinte leva os heróis a perseguirem o Espantalho em uma tinturaria. Apesar de a dupla dinâmica surpreender a gangue, o Espantalho os faz cair em um enorme tanque e deixa-os a mercê dos bandidos, que os coloca amarrados e prestes a morrerem afogados. Antes de partir, porém, o Espantalho ainda dá uma dica de seu próximo crime.

Batman e Robin conseguem fugir da armadilha, graças a um gancho que o Espantalho utilizou para alcançar a válvula que enchia o tanque de água, mas que caiu e flutuou até Batman, servindo de apoio para que se libertasse. A dupla dinâmica segue para um bairro chinês, onde o vilão está roubando uma estátua de jade em forma de espantalho. Finalmente, a gangue é derrotada e Jonathan Crane vai parar atrás das grades.



A+:

* A brincadeira aqui se perde um pouco na tradução, uma vez que as pistas do Espantalho são palavras de três letras que rimam com "at" (hat, mat, vat, bat). De qualquer forma, a história se torna um tanto confusa e seria a última aparição do Espantalho durante a Era de Ouro.

* Dark+: Sacarrolha...

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