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O Diário de Dick Grayson

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darkmarcos

151 Re: O Diário de Dick Grayson em 21/12/15, 07:47 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 117

- Batman 68 ( Dezembro de 1951 )

* "The New Crimes of Two-Face", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane e Lew Sayre Schwartz, artefinalizada por Charles Paris

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman n° 8 ("Os novos crimes de Duas Caras")[/b]

Reboot. Para fãs mais tradicionais de quadrinhos, esse termo chega a ser assombroso, já que significa que personagens que eles gostavam por tantos anos terão suas características reformuladas para os novos tempos e, em muitos casos, perdendo um ou outro detalhe que lhe era tão característico. Mas também é a forma que a indústria de quadrinhos tem de renovar seu produto para uma nova geração de leitores. É como mudar a embalagem de um produto tradicional (espertinhos dirão que o logo da Coca-Cola nunca mudou e eu retrucarei dizendo que o logo do Superman também não. Nhé...). Mas o reboot, mesmo que não tão escancarado é mais tradicional do que os fãs de quadrinhos imaginam. Exemplo radical disso é essa história, onde a dupla dinâmica enfrenta um novo Duas-Caras. E quando digo novo, não digo que estão reformulando o antigo. Mas um novíssimo "mesmo" vilão.

Batman e Robin prestam um favor ao público de um famoso programa, participando de uma representação que repete o caso onde o promotor público Harvey Dent teve a infelicidade de sofrer um acidente que lhe deformou o rosto e se transformou no vilão Duas Caras. Para a surpresa de todos, o vidro que deveria simular o ácido jogado no rosto de Harvey, aqui interpretado pelo ator Paul Sloane, trazia ácido de verdade e acaba repetindo a tragédia até fielmente demais. Ao contrário do que se imagina não se tratava de nenhum tipo de vingança do Duas Caras originais. A sabotagem aconteceu por conta de um homem ciumento que perdeu a namorada, já que ela ficou apaixonada por Sloane.

Dias depois, quando o médico finalmente retira as ataduras, o rosto de Sloane traz uma deformidade igual ao verdadeiro Duas-Caras. O ator fica chocado com seu destino. A situação se agrava ao ponto de Paul Sloane decidir ser o novo Duas Caras e fugir do hospital. De fato, logo começam a surgir crimes temáticos com o número 2, cometidos pelo novo vilão. E Sloane se torna um bandido perigosíssimo, dando até certo trabalho para Batman. Apesar disso, em seus embates, o herói tenta convencê-lo a se submeter à cirurgia plástica. Até mesmo recorre ao próprio Harvey Dent, o primeiro Duas-Caras, que se submeteu a cirurgia e voltou a ser um cidadão de respeito, quando este apela publicamente para que Sloane se entregue. Mas de nada adianta.

Até mesmo a metodologia utilizada pelo antigo Duas-Caras é utilizada por Sloane: decidir a sorte (e muitas vezes a vida e a morte) através de uma moeda com um dos lados riscado. Segue tão a risca que quando consegue capturar a dupla dinâmica, tendo toda a chance de matá-los, só porque a moeda cai com o lado perfeito, deixa-os fugir com vida.

Como próximo golpe, Duas-Caras avisa que irá roubar um pequeno submarino, que comporta apenas dois tripulantes. Julgando ser algum assalto marítimo, a dupla dinâmica decide segui-lo com o batplano. De fato, Robin localiza o cargueiro que está sendo abordado pelo pequeno submarino e sobrevoa o local enquanto Batman mergulha para interceptá-los. Batman consegue capturar o vilão e o convencer a se submeter à cirurgia. Na verdade, usou de uma pequena malandragem, já que apostou com ele sua rendição caso a moeda caísse em pé (nem cara, nem coroa). Apesar de essa ser uma chance em um milhão, Batman trocou a moeda do Duas-Caras enquanto lutavam, colocando no lugar uma falsa com um peso maior de um dos lados, fazendo-a cair sempre em pé. E, como Robin bem observa ao aprender os paranauê com seu tutor:

"Você derrotou o Duas Caras com duas moedas, Batman. Sim, você foi esperto demais para ele..."

A+: Na edição da Ebal, Batman parece estar meio abalado com os acontecimentos. Em uma reunião com o comissário Gordon, chega a chamar Robin de... Batman!



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darkmarcos

152 Re: O Diário de Dick Grayson em 22/12/15, 12:50 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 118

- Batman 68 ( Dezembro de 1951 )

* "The Atom Cave Raiders", história escrita por Bill Finger, desenhada por Dick Sprang, artefinalizada por Charles Paris

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman n° 10 ("Os Assaltantes da Caverna Atômica")


É o comecinho da paranoia atômica e da Guerra Fria se aproximando. Com direito até mesmo a testes com bombas atômicas!

Com o temor por uma vindoura guerra nuclear, milionários começam a guardar suas riquezas em cavernas cobertas de chumbo. Sabendo disso, criminosos passam a assaltar tais cavernas, espalhadas pelas cercanias de Gotham City. Batman e Robin são chamados para investigar sobre essa onda de roubos e acabam encarando os bandidos em uma caverna de propriedade de um colecionador de peças de ouro. Apesar de prender parte da gangue, a dupla dinâmica descobre que os criminosos não estão fazendo isso sem um bom planejamento. Pelo contrário, parecem ter equipamento adequado e até mesmo um bom conhecimento de geologia.

O Comissário Gordon pede ajuda a Duane, um competente geólogo, para listar quais cavernas ainda existem sob Gotham. Depois da reunião com Duane, Bruce observa as lonas sobre o material a ser utilizado no conserto da torre de água de sua propriedade. Dick observa um avião sobre eles e tem a ideia de procurar os bandidos com o batplano. Mas Wayne está mais preocupado com o próprio Duane, já que não foi com a cara dele.

Duane apresenta a lista de cavernas e estranha o fato de ter descoberto que as propriedades de Wayne tem uma grande quantidade delas. Batman não demonstra nenhuma reação mesmo porque atende a um chamado para verificar um novo roubo, dessa vez a uma caverna onde está o estoque de joias da Companhia Cristais. Lá chegando, descobre que os ladrões nada levaram porque o alarme os afugentou antes. No chão dessa caverna, Batman reconhece um tipo de bota que lhe dá a pista de que o criminoso Longhorn Bell está envolvido.

Voltando rapidamente para a batcaverna, a dupla dinâmica, seguida de Alfred, se fantasia para uma visita esperada. De fato, quando os bandidos chegam até ao local, ao invés de encontrarem o esconderijo de Batman, veem que está sendo feita uma filmagem no local. Também percebem várias garrafas de vinho, demonstrando que ali é a adega de Bruce Wayne. Confundidos com figurantes da suposta filmagem, os bandidos vão embora. Bruce, Dick e Alfred então tiram suas fantasias e dão fim a farsa e passam a investigar a caverna onde a gangue deve estar se escondendo.

Encontram os bandidos próximos a uma caverna no deserto. Mas, antes que os capture, uma forte explosão mostra que o exército está fazendo testes com bombas atômicas por ali. Batman e Robin ficam com um brilho estranho, contaminados com a radiação e os bandidos ficam apavorados quando veem o que os aguarda também. Ao saírem correndo do local, são recepcionados por helicópteros da polícia. Tudo não passou de um truque de Batman que, junto ao exército, explodiu outra carga de explosivos, mas que não tinham nada de atômico.

Destaque para Dick chamando a atenção de Bruce para o batsinal. Afinal, enquanto ele lê o jornal sobre os crimes, o coitado do Comissário Gordon está lá na chefatura esperando por eles.



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darkmarcos

153 Re: O Diário de Dick Grayson em 22/12/15, 09:18 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 119

- Star Spangled Comics 124 ( Janeiro de 1952 )

* "Operation Scape", história desenhada por Jim Mooney

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman n° 90 ("Operação de Fuga")


História curta no estilo "tente fingir que você é o herói e encontre a solução com as pistas apresentadas", daquelas que ninguém consegue resolver porque foi escrita pra ninguém resolver mesmo.

Robin está dando uma palestra para jovens na Escola de Polícia de Gotham. Conta sobre um caso que resolveu certa vez, onde perseguia ladrões na fábrica Dember. Para dar mais emoção à narrativa, detalha que quase foi incinerado pelo isqueiro gigante que adorna o teto da fábrica. Após breve luta com os bandidos, utiliza seus óculos infravermelhos para perseguir aqueles que conseguiram fugir.

O herói chega até o esconderijo dos bandidos e descobre que eles estão sendo liderados pelo criminoso conhecido como O Campeão, um chefão do crime fanático por esportes e halterofilismo. Tudo ia bem até que Robin simplesmente escorrega ao invadir o local, é capturado e jogado em um alçapão para não mais ser encontrado.

É aqui que a narrativa de Robin desafia os alunos (e o leitor) a resolver como ele sai dessa. Para deixar a brincadeira mais criativa, detalha que dentro do alçapão ele encontrou alguns materiais de esporte, provavelmente o lixo do Campeão. Entre esses materiais está uma raquete, uma bola de golfe e um sapato de golfe.  Levando-se em conta esses elementos, como ele fez pra escapar? A página termina com um quadro dando dez minutos para o leitor imaginar uma forma de fuga. Daí você tem duas alternativas: é nerd o suficiente para cronometrar dez minutos de sua vida e tentar uma saída mirabolante para esse roteiro... ou mandar tudo às favas e continuar lendo porque, afinal, a revista é sua e você vai ler final dela quando bem entender.

Bem... enfim... hã... mas se você precisa de dez minutos pra pensar... bom... vai lá, então... Eu espero.

Pronto? Podemos prosseguir? Pois bem, pra escapar da enrascada, Robin quebra a raquete, deixando a parte de cima pela metade (só o "aro" já que não tinha preenchimento). Desmonta a bola de golfe e desfia todo o elástico dentro dela. Amarra na raquete, fazendo uma espécie de estilingue. Depois disso, destrói o sapato de golfe, que tem pregos embaixo, e transforma os pregos em munição, que amarra ao pouco de elástico que ainda sobrou. Com isso atira os pregos até acertar o gancho da porta do alçapão e o "pesca", formando também uma forma para escalar o fosso, chegar até a saída e aguardar para surpreender os bandidos... preendendo-os, afinal.

Tá... até que foi uma saída genial. Mas foram histórias assim que trouxeram certa decepção em leitores que não conseguiram imaginar o que fazer. E também pode ser algo do governo americano... sei lá... Logo iríamos entrar na perseguição e censura que marcou época. Alguém que se vira tão bem com lixo de esportista pode ser considerado uma ameaça pra nação mais tarde...

A+:

No mesmo mês dessa história, Robin tem uma breve participação na revista Detective Comics. É que ele aparece apenas para se despedir de Bruce, já que foi convidado (e isso dá muito orgulho a Bruce) pelo exército para presenciar um teste atômico no Pacífico.

Batman pega um garoto e o joga contra criminosos adultos. E agora fica feliz quando ele vai assistir uma explosão atômica no Pacífico. Posso estar enganado, mas acho que Batman era mais feliz quando agia sozinho e nunca encontrou uma forma educada de explicar isso pro Robin...

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George Pérez

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darkmarcos

154 Re: O Diário de Dick Grayson em 23/12/15, 02:13 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 120

- Detective Comics 180 ( Fevereiro de 1952 )

* "The Joker's Millions", história escrita por David Vern, desenhada por Dick Sprang, artefinalizada por Charles Paris

Publicada no Brasil pela Nova Sampa na Coleção Invictus n° 5 ("Os Milhões do Coringa")


Robin recebe uma sequencia de aulas sobre malandragens, ministradas por Batman, em um nível tão alto que são feitas para enganar ninguém menos que o Coringa!

Em um caríssimo restaurante, Bruce Wayne e Dick Grayson recebem a companhia de alguém inusitado: o Coringa! Porém, o vilão não está ali para executar algum plano... mas como cliente. Acontece que o Coringa acaba de receber uma milionária herança do criminoso recém-falecido King Barlowe. Ou seja, por mais perigoso que possa parecer, legalmente a dupla dinâmica nada pode fazer contra ele.

Mas a fachada de rico parece não durar muito tempo. Em um misterioso assalto a banco, uma das pistas é uma espécie de cartaz de cinema grudado na parede onde se diz "Noite do Banco! Venha e pegue sua parte do dinheiro!" Um cartaz com esses dizeres em um banco que acaba de ser assaltado só pode ser uma das piadas do Coringa.

Na noite seguinte, como se nada estivesse acontecendo, o Coringa aparece novamente no restaurante frequentado por Bruce e Dick. Ostentando riqueza, o vilão paga champanhe para todos os presentes e paga com um vistoso maço de dinheiros. Uma das notas desse maço cai no chão. Assim que Bruce toca nela, um desesperado Coringa tira de suas mãos. A atitude estranha faz com que Batman desconfie de algo que ele confirma na batcaverna. A tinta que ficou em seus dedos comprova que o dinheiro que o Coringa está esbanjando... é falso! Apenas as primeiras notas do maço são verdadeiras. O dinheiro falso é usado para dar volume aos maços.

Na noite seguinte, Batman e Robin recebem um alerta sobre um assalto na casa de óperas. O assaltante cobria o rosto e usava um chapéu enterrado na cabeça. Batman se pergunta se não estaria assim... para esconder seus cabelos verdes. O herói leva todas as entradas para a ópera I Pagliaci para que a imprensa saiba e noticie que o Coringa roubou as entradas. Afinal, só ele roubaria as entradas de uma ópera sobre um palhaço. Fez isso para observar se haveria alguma reação do Coringa.

Dias depois, os heróis seguem um alerta sobre o roubo na administração do zoológico de Gotham. Como o local foi arrombado com um pé de cabra, tudo indica que foi um ladrão comum quem cometeu o crime. Mas Robin estranhamente suja suas mãos de tinta verde, achando que foi no aviário onde encostou e um dos seguranças recupera o dinheiro roubado, que foi deixado pra trás quando sua lanterna iluminou o rosto do ladrão e ele, desesperado, tentava tampar o rosto. Batman novamente desconfia do Coringa. O herói sai em disparada e diz pra Robin ir para a batcaverna.

Na manhã seguinte, Robin acorda e não vê nenhum sinal de Batman. Quando retorna para o zoológico encontra uma multidão rindo na frente da jaula dos morcegos... onde Batman acabou sendo preso. Mais uma piada do Coringa, dirão alguns.

Batman segue para a mansão do Coringa, que nega ter prendido o herói. Mas Batman, antes disfarçado de criminoso, visitou-o antes e gravou uma confissão de que ele havia realmente prendido o Batman (o que era uma mentira, já que Batman armou tudo para chamar sua atenção). O Coringa tenta fugir dentro de sua mansão. Ele tenta utilizar um diamante para cortar a janela e escapar... mas está segurando uma joia falsa, como todo o restante de sua suposta fortuna... uma herança que o criminoso inimigo deixou para rir por último do Coringa, já que apenas as joias e notas da parte de cima do montante eram verdadeiras. Sabendo disso, e por sua vaidade, começou a cometer crimes comuns, que foram sabotados por Batman, tornando a piada ainda pior.

Essa história ficou ainda mais notória quando foi adaptada aos desenhos animados do Batman dos anos 90.



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Alberto Varanda : [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

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darkmarcos

155 Re: O Diário de Dick Grayson em 23/12/15, 09:16 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 121

- Star Spangled Comics 125 ( Fevereiro de 1952 )

* "Murder on the Chessboard", história escrita por David Vern, desenhada por Jim Mooney

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman n° 7 ("Perigo no Tabuleiro de Xadrez")


Mais uma daquelas histórias pro leitor se sentir incompetente e não descobrir como Robin resolveu o mistério, mesmo tendo tempo para resolver (e olha que dessa vez ainda deu a chance do tempo ser infinito, já que ele foi medido com o virar de uma página). Mas é bem verdade que, dessa vez, a pista não estava tão evidente.

Dessa vez, enquanto Batman não está na cidade, Robin decide vadiar... digo... participar de um evento em um restaurante cujo tema é um tabuleiro de xadrez. Isso porque os sócios fundadores eram John Tôrre e Fred peão. "Eram" porque o "causo" que Robin conta é justamente sobre o fim da parceria entre os dois. Isso para responder a pergunta de um dos frequentadores sobre se ele já encontrou um crime perfeito.

Robin relembra que conheceu os donos quando livrou a mansão de Fred Peão de ser assaltada. Tempos depois, foi chamado por John Tôrre, que diz te ficado preocupado por seu sócio não responder aos seus telefonemas e, ao ir verificar sua casa, descobriu que ele estava morto. Peão morreu diante de um tabuleiro de xadrez. Acima dele havia uma prateleira onde enormes enfeites em forma de peças de xadrez atingiram sua cabeça. Mas o dedutivo Robin novamente percebeu um detalhe que entregou a verdade.

E é aqui que Robin pergunta a todos (sim, ele está falando com você leitor) se perceberam algo de errado também.

Quer tentar a sorte? Eu espero...

Nada? Não se culpe, dessa vez Robin abusou do nível de deduções, mesmo, já que a explicação sequer aparecia em algum quadro da história:

"Este homem não poderia ter ficado sentado aqui por quarenta e oito horas. Observem o relógio dele. Marca a hora exata, 10 e 45, e continua funcionando. Este relógio é automático, que dá corda automaticamente. Os movimentos da mão renovam a corda. Devia ter parado há dois dias, pois o morto não podia mexer mais a mão. Mas o fato é que continua funcionando... e a hora certa que indica prova que o cadáver foi movido muito recentemente."

Com essa dedução, John Tôrre começa a suar e corre, assumindo a culpa do crime. Ironicamente, ao tentar atirar contra Robin e os policiais, outra prateleira se rompe e o atingem. Não morre, mas é detido e Robin conta que ele foi condenado à morte. Hoje, um sobrinho de Peão é o dono do restaurante.

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Karl Kerschl : [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

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darkmarcos

156 Re: O Diário de Dick Grayson em 24/12/15, 01:02 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 122

- Detective Comics 181 ( Março de 1952 )

* "The Crimes of the Human Magnet", história escrita por Bill Finger, desenhada por Jim Mooney, artefinalizada por Charles Paris

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman Bi n° 62 ("Os Crimes do Magneto Humano")


Uma história em quadrinhos que espelha bem o clima da época, em um cenário de guerra fria e paranoia nuclear, onde um personagem sofre alterações devido à radioatividade e adquire poderes magnéticos. Não, não estamos falando de X-Men aqui. Essa é mais uma aventura da dupla dinâmica, onde os heróis tem que enfrentar um estranho (mas eu não diria tão bizarro assim) caso de mutação.

Batman e Robin atendem ao chamado do Comissário Gordon, através do batsinal, para investigarem o disparo do alarme contra ladrões, que acaba de soar na mansão de Jan Major, milionário que se dedica à mitologia antiga. Lá chegando, logo os heróis encontram o ladrão que, para fugir, derruba uma enorme estátua de Medusa sobre Robin. O menino prodígio só não vira patê porque Batman salta sobre ele, tirando-o do caminho da gigantesca peça. Porém, isso dá chance do ladrão fugir. A perseguição ao meliante leva-os a uma estrada sem saída, que termina em um laboratório ultra-nuclear. Apesar do aviso para não entrar, o ladrão decide pular a cerca. Mesmo com o alerta dos heróis, ele acaba sendo atingido por uma descarga nuclear, fazendo com que toda a área fosse evacuada. Era o fim do ladrão de antiguidades.

Na noite seguinte, um novo chamado do batsinal leva a dupla a Exposição de Metais Preciosos, no Edifício Século, onde um estranho criminoso está aterrorizando os visitantes, apesar de o local ser bem vigiado. Lá chegando, percebem que os seguranças não conseguem se aproximar do criminoso, como se algo os impelisse. Até mesmo as balas parecem ricochetear como se houvesse uma parede invisível em torno dele. O vilão fantasiado se apresenta como o Magneto Humano. O vilão rouba os metais bem diante dos olhos da dupla dinâmica. Batman alerta Robin para retirar tudo o que tiver de metálico, pois o Magneto Humano parece carregado com cargas positiva e negativa. Fugindo, o vilão aponta sua mão direita na direção de um carro e se afasta, atraído por ele. O batmóvel, por ser todo de metal, poderia ajudá-lo ainda mais. Com isso, a dupla dinâmica tem que se adaptar, criando cintos de utilidades feitos de plástico e madeira.

Com o próximo ataque, o Magneto Humano está acompanhado de uma gangue. O estranho é que, enquanto seus capangas fogem, o vilão prefere seguir pelo telhado do local roubado. Na fuga, ele deixa cair um par de luvas. Robin as pega e percebe que não há nenhum metal nelas. Porém, nesse momento, o poder magnético do vilão empurra Robin para fora do telhado. Ao salvar Robin, Batman acaba deixando que o Magneto Humano fuja novamente. As luvas que ele deixou cair não são de lã, mas de um novo material sintético chamado milium, uma fibra metálica.

Batman e Robin continuam falhando todas as vezes que encontram com o vilão. Em um dos assaltos, são cobertos com confetes metálicos e perdem minutos preciosos tentando se livrar deles, mesmo utilizando um ventilador para isso. Dessa vez, porém, conseguem agarrar um de seus capangas. No distrito policial, o capanga diz não saber quem é o Magneto Humano. Além do que, ele se vangloria de seu disfarce.

Bruce e Dick não tem nenhuma pista da identidade do Magneto Humano. Mas Bruce lê uma notícia que pode lhes dar uma pista. "Manchas solares afetam gigantesca bússola do Diário de Gotham". Bruce não acredita que sejam manchas solares, pois um forte imã poderia ter o mesmo efeito em uma bússola. Pela redação do jornal, poderiam encontrar o esconderijo do vilão.

No saguão do jornal, os heróis percebem que a bússola fica desgovernada por volta das nove horas. Logo em seguida, volta ao normal. Nove horas são quando a maioria das pessoas começa a trabalhar. Bruce tem um palpite de que o Magneto Humano trabalha nas proximidades. Em frente a uma joalheria, Bruce repara em um homem consertando uma caixa de música. Observa a tampa espelhada que ele segura com uma das mãos. Quando alguém segura um espelho, o calor do corpo embaça a superfície. Mas isso não estava acontecendo com ele... pois o homem possuía algum material isolante em sua mão. E o Magneto Humano deve usar alguma coisa nas mãos para quando não está roubando. Assim que vê os heróis entrarem, o homem foge por um alçapão. Mas ele deixa um jornal que pode indicar onde será seu próximo roubo: uma exposição com relógios raros. No entanto, quando encontram o Magneto Humano novamente, ele dispara tinta metálica, repelindo-os em seguida. Dessa vez, até o Comissário Gordon sente que foram derrotados.

No dia seguinte, na batcaverna, Batman ouve o noticiário onde identificam o Magneto Humano como sendo o relojoeiro David Wist e que ele está se vangloriando que irá roubar as orquídeas raras da Estufa Estadual. É quando Batman tem uma ideia. Ele irá usar... mosquitos! [E é aqui que Batman demonstra que está lendo as histórias solo do Robin e desafia o leitor a adivinhar o que o herói irá fazer. Enfim...)

Apesar de ser inverno, os mosquitos levados por Batman se dão bem no calor da estufa. Quando o vilão é atormentado por eles, instintivamente bate as mãos para esmagá-los. Ele se esqueceu das cargas magnética positiva e negativa de suas mãos e, agora que elas se atraíram, ele não consegue separá-las. Batman sabia que ele havia treinado para manter as mãos separadas, mas não seria capaz de controlar um gesto instintivo como o de esmagar mosquitos. Com isso, o Magneto Humano e sua gangue são presos.


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Carmine Infantino ( [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] ) e Murphy Anderson



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darkmarcos

157 Re: O Diário de Dick Grayson em 27/12/15, 02:16 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 123

- Star Spangled Comics 126 ( Março de 1952 )

* "Danger in the Hall of Trophies", história escrita por David Vern, desenhada por Jim Mooney, artefinalizada por Charles Paris

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman n° 5 ("Perigo na Galeria de Troféus")


Quando Batman sai, Robin faz a festa. Bom... antes fosse isso do que a ideia espetacular de bancar o cicerone da batcaverna.

Um tenente francês, amigo do Comissário Gordon, está na cidade e gostaria muito de visitar a batcaverna. E, claro, por que não, né? Batman não está na cidade e Robin atende ao batsinal. Ledoux, que chama a atenção por seu belo relógio de pulso com mostrador fluorescente, tem os olhos vendados e é levado até a batcaverna. Depois de ser apresentado a vários dos troféus do local, o tenente é levado de volta para a chefatura de polícia.

Mas é claro que essa "brilhante" ideia só poderia atrair coisa errada. O verdadeiro Ledoux havia sido sequestrado pouco antes e um criminoso tomou seu lugar, conhecendo todos os segredos da batcaverna. Por coincidência, Robin persegue um carro suspeito e vê alguém sendo jogado na estrada: o verdadeiro Ledoux, que lhe conta o plano sórdido. O menino prodígio ainda consegue encontrar o criminoso na chefatura e o desmascara. Mas o bandido ainda tem um trunfo: deixou seu belo relógio perdido na batcaverna e em oito minutos emitirá um forte apito que irá denunciar a localização do esconderijo para seus capangas, que estão na região. Robin parte em disparada para tentar localizar onde, afinal, poderia estar escondido o tal relógio.

(a brincadeira aqui é que Robin chega faltando quatro minutos - perto, não? - e agora tem esse tempo para tentar alguma coisa, desafiando o leitor a também pensar em uma saída em quatro minutos).

A solução é usar um contador de emanações radioativas para localizar o relógio, que estava dentro de uma armadura medieval. Robin nem tem tempo de abri-la e a joga no lago subterrâneo da caverna. Frustrado o plano do vilão, o menino prodígio explica como chegou a uma solução:

"Lembrei-me daquele relógio dos ponteiros fosforescentes que contém radium... e de que o contador de emanações atômicas o localizaria na certa. Eu tinha tempo apenas para percorrer os corredores da galeria com o aparelho."

E Robin nunca mais teve a ideia de fazer turismo na batcaverna... Nem o comissário Gordon... nem o tenente Ledoux... (e acredito que o Batman nunca ficou sabendo desse episódio porque os três preferiram ficar quietos quanto ao assunto...).

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Evan Shaner : [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

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158 Re: O Diário de Dick Grayson em 27/12/15, 10:48 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 124

- Detective Comics 182 ( Abril de 1952 )

* "The Human Puppets", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane e Lew Sayre Schwartz, artefinalizada por Charles Paris

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman Bi n° 62 ("Os Bonecos Humanos")


Durante a patrulha noturna da dupla, Robin avista um carro blindado que parece estar em apuros. É mais do que um simples assalto, já que estão colocando explosivos no tanque do veículo, colocando em risco a vida dos guardas. Porém, assim que o batmóvel se aproxima, um rolo compressor se interpõe no caminho. Ainda assim, precisam salvar a vida do guarda. Robin o alerta sobre o risco que está correndo, mas ele foi treinado para não abandonar o carro em circunstância nenhuma. Batman usa o jato de um hidrante na rua para jogá-lo fora do veículo. Além disso, mesmo na explosão, a água o protegerá das chamas. Enquanto isso, criminosos aparecem de todos os lados para apanharem o dinheiro... e fogem.

Na batcaverna, a dupla conclui que o roubo do carro blindado foi muito bem planejado. A polícia encontrou obstáculos em todas as ruas que levavam à área do crime. Também houve o bloqueio pelo rolo compressor. Até mesmo Batman admira a perfeição do plano, envolvendo tantos criminosos, como se tivessem ensaiado antes.

Algumas noites mais tarde, Bruce Wayne e Dick Grayson observam uma cena impressionante no cais de Gotham. Um navio em chamas que está cercado por lanchas contra incêndio... que nada fazem para ajudar. Ao se aproximarem, constatam que se trata da gravação de um filme. Apesar do fogo, tudo foi feito com segurança, retirando-se o óleo do cais para que o fogo não se propagasse. Mas o que chama a atenção da dupla é um grito de socorro da equipe de produção... que diz ter sido roubada (apesar de não parecer envolver dinheiro, propriamente dito). Bruce e Dick chegam até a equipe como Batman e Robin, que lhes diz que os ladrões fugiram pelo rio em uma pequena lancha... como se tudo fosse meticulosamente planejado. Com o diretor, os ladrões deixaram um aviso exigindo um resgate de 50 mil pela devolução de sua gravação. Como uma cena tão grandiosa custou 100 mil para gravarem, não lhe restava muita saída. Batman sabe como perseguir os assaltantes e alerta o diretor para não pagar o resgate.

Atravessando o porto em uma lancha da Polícia, a dupla dinâmica segue o rastro de óleo que a lancha dos marginais deixou na água. Esse rastro ficou mais evidente, já que a produção do filme havia limpado o óleo das imediações para a gravação. Ao chegarem próximo ao local onde aportaram, os heróis seguem a pé. Devido à execução bem planejada, Batman desconfia que se trate da mesma gangue que roubou o carro blindado.

Batman e Robin invadem um galpão onde os criminosos se escondem. Notam que o local está cheio de marionetes. Após derrotarem os bandidos, encontram até mesmo marionetes os representando. Era assim que planejavam os assaltos, simulando com marionetes cada acontecimento. Por curiosidade, Batman quer retirar a máscara da marionete que o imita para ver o rosto que o artesão lhe deu. Mas as luzes se apagam repentinamente e os bonecos de Batman e Robin desaparecem. O homem que os ladrões chamam de "Mestre", provavelmente o líder da gangue, aproveita para fugir. Mas a dupla dinâmica recupera o filme.

Noites depois, o batmóvel persegue um carro suspeito, mas são surpreendidos em um túnel, onde os criminosos jogaram gás. Capturados, assim que acordam notam que seus pulsos e tornozelos estão amarrados e eles estão pendurados por cordas... como marionetes humanas. Estão em um teatro e a plateia está cheia de criminosos, enquanto eles ainda estão sendo guardados atrás das cortinas. O Mestre encena que irá desmascarar Batman e Robin, comparando-os com seus próprios bonecos, que agora estão no palco também. Enquanto o criminoso se vangloria, Batman consegue se balançar para perto de uma lata de madeira plástica. Assim que o Mestre tira a máscara de seu boneco de Batman... todos veem o rosto... do próprio Mestre. Furiosos por terem sido enganados, os criminosos invadem o palco para pegarem o vilão, enquanto a dupla dinâmica escala as cordas pelas quais estão amarrados. Batman salta e agarra o Mestre, enquanto Robin aciona o motor que controla as cordas assim que ele mergulha, fazendo-o voltar com o vilão e obrigando-o a soltá-los.

Vários dias depois, Robin destaca a ótima ideia de Batman em moldar com a madeira plástica o rosto do Mestre e aplicá-la no boneco enquanto eles estavam nos bastidores. Ainda assim, Batman está curioso sobre o rosto que havia sido moldado no boneco. Quando retira o molde que fez, nota que o Mestre apenas acertou a parte do rosto que sua máscara não cobre. O restante fez apenas por suposição, podendo ser de qualquer outra pessoa. Mas isso seria o suficiente para enganar os demais criminosos, que achariam o Mestre um gênio.

"Compreendo. Eles notariam as semelhanças e esqueceriam as diferença. em suma: o Mestre não conhece a verdadeira identidade de Batman!"



A+:

> A brincadeira aqui é descobrir se o vilão tem mesmo o rosto de Batman por trás de seu boneco. Durante toda a história, os criminosos questionam isso e ele fica cheio de mimimi dizendo que haverá o momento certo de isso ser revelado, alegando que é um ótimo artesão e suas obras sequer devem ser tocadas por outro. Enfim, um picareta que se esconde por trás de sua suposta vaidade artística. Conhecem alguém assim?

> Ao contrário do que a capa original demonstra, Robin não dá um socão em Batman enquanto estão servindo de marionetes humanas.

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Sheldon Moldoff ( [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] )

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159 Re: O Diário de Dick Grayson em 02/01/16, 11:50 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 125

- Star Spangled Comics 127 ( Abril de 1952 )

* "The Game of Death", história escrita por David Vern, desenhada por Jim Mooney

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman n° 1 ("O Jogo da Morte")


Certa tarde, quando Dick Grayson volta da escola para a casa em que vive com o milionário Bruce Wayne, encontra o local vazio. Dick desce até o porão da casa, onde se encontra a Batcaverna. Porém, lá só encontra um bilhete de Batman, dizendo que foi procurar Gordy Benger, o último dos Irmãos Benger, que juraram vingança contra Batman. Isso aconteceu quando a dupla tentava impedir o assalto a um trem cheio de ouro e Skull, irmão de Gordy, saltou quando ainda estavam em movimento, acabando por cair em cima de um fio e sendo enforcado. Desde então, Gordy culpou Batman pela morte do irmão. Tempos depois, outro dos irmãos, Bebê Benger, fugia da dupla dinâmica por um parque de diversões, quando acidentalmente entrou na barraca de tiro ao alvo, levando doze tiros e morrendo. E o último dos irmãos, Gypsy Benger, morreu ao saltar de uma torre de transmissão de TV para fios de alta tensão... também fugindo de Batman. Com todos os seus irmãos mortos, Gordy ficou ainda mais sedento de vingança contra Batman.

Robin encontra-se com Batman em um quarteirão onde o herói acredita ser o esconderijo de Gordy. Está tão certo que acaba caindo em uma emboscada. Os homens de Gordy os levam até o vilão por uma sala de torturas onde estão uma cadeira elétrica e uma forca. Ainda há algemas em uma das paredes para que sirva de local de fuzilamento. Cada um dos instrumentos de morte representa o fim de cada um dos irmãos de Gordy. O sádico criminoso mostra que anotou cada dia desde a morte de seus irmãos em um diário. Ele dá esse diário a Robin para que ele leia como seu ódio aumentou cada vez mais. A última ação do sádico é perguntar a Robin como Batman deve ser morto. Sem saída, Robin escolhe o pelotão de fuzilamento. Assim que Batman é preso junto à parede, Robin pede para vendar os olhos e despedir-se de seu amigo.

O pelotão de fuzilamento dispara várias balas contra Batman. Aproximam-se para soltá-lo mas... ele está vivo! A dupla dinâmica age contra a gangue e os paralisa com um cápsulas de gás em seus cintos.

Batman escapou graças à observação de Robin, que percebeu que o pelotão de fuzilamento de Gordy era formado por pistoleiros profissionais, que estão acostumados a atirar no coração. De fato isso aconteceu. Porém, quando Robin vendava Batman, aproveitou para colocar o diário de Gordy no peito do herói. Como dispararam justo contra aquele ponto protegido, as balas foram amparadas pelo diário. Era o fim da Gangue de Gordy Benger.



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Darwyn Cooke ( [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] )

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darkmarcos

160 Re: O Diário de Dick Grayson em 16/01/16, 09:56 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 126

- Batman 70 ( Abril de 1952 )

* "The Parasols of Plunder", história escrita por Bill Woolfolk, desenhada por Bob Kane e Lew Sayre Schwartz

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman n° 6 ("Os guarda-chuvas do saque!")


No terraço de um edifício, Batman e Robin observam o Pinguim, no topo do edifício ao lado, que está soltando todas as aves que utilizava para cometer seus crimes. Esse foi o acordo que o criminoso fez com o diretor do presídio para ganhar sua condicional e, supostamente, seguir o caminho do bem. Ainda assim Batman prefere mantê-lo sob observação.

Algumas semanas mais tarde, Bruce e Dick leem a notícia de que o Pinguim decidiu abrir uma empresa que fabrica guarda-chuvas. Apesar da comissão de livramento condicional não lhe proibir de fabricar guarda-chuvas, Batman e Robin decidem investigar.

Naquele mesmo dia, os heróis vistoriam a fábrica juntamente com o próprio Pinguim, que se gaba de seus guarda-chuvas serem feitos de aço da melhor qualidade. Apesar de custarem o dobro do que os da concorrência, ele desdenha dizendo que os outros não são tão resistentes quanto os dele. Para provar isso, age de forma inusitada. Agarra o braço de Batman e salta em direção ao maquinário abaixo. Utilizando um guarda-chuva da concorrência, logo este se quebra e os dois caem para a morte. Confiante, o Pinguim saca um de seus guarda-chuvas do cinto... e os dois flutuam até o solo. Batman realmente está impressionado e o ex-criminoso aproveita para pedir que ele recomende seus produtos. Batman, ético, diz que não costuma fazer propagandas de produtos, algo que deixa o Pinguim furioso.

Nos dias que se seguem, as notícias são de que o Pinguim está produzindo milhares de seus guarda-chuvas. Na noite em que Dick e Bruce leem essa notícia, o batsinal ilumina os céus de Gotham e eles atendem a chamada. Em seu gabinete, o Comissário Gordon está em companhia do Senhor Rink, vigia noturno do Edifício do Banco Real, que diz ver pousar um helicóptero no terraço do edifício vizinho nas últimas três noites. Dele sai apenas uma figura mascarada. Não há roubo, no entanto. Mas deixam uma marca no cimento que imita o batsinal.

Naquela noite, a dupla dinâmica vê o tal helicóptero, dessa vez deixando propositalmente uma corda pender dele. Batman se agarra a corda, mas, a certa altura, cortam-na e ele começa a cair. Robin tenta resgatá-lo com o batplano, mas Batman cai entre edifícios muito próximos, ficando um corredor muito estreito para que a nave consiga entrar. Batman acaba sendo salvo por algo que repercutiria nos dias seguintes: um guarda-chuva do Pinguim, amarrado na corda e com uma propaganda em letras luminosas.

No dia seguinte, os jornais noticiam como Batman confia sua própria vida ao guarda-chuva fabricado pelo Pinguim. Bruce desconfia que o criminoso vá agir no centro financeiro, já que publicou a sua propaganda no "O Diário Financeiro". Ele e Dick seguem para o local para investigar.

No centro financeiro, os guarda-chuvas parecem ser um sucesso. Quase todas as pessoas, diante de uma forte chuva, demonstram ter o produto fabricado pelo Pinguim... graças à propaganda gratuita feita pelo Batman. Até mesmo Bruce e Dick ganham um deles de um gerente. Na rua, algo estranho parece acontecer, quando o relógio de todos os transeuntes parece ter parado. Bruce nota que apenas um homem que não está com o guarda-chuva consegue informar a hora. As varetas de aço do objeto estão magnetizadas! Mas... por quê? Entrando em um beco para vestirem o uniforme e investigar, os heróis logo tem sua atenção alertada por gritos de desespero. As pessoas que carregavam os guarda-chuvas estão sendo atraídas para uma enorme estátua de metal na rua. O Pinguim aparece e ordena que joguem suas pastas e carteiras no caminhão que dirige. Caso contrário, irá desligar a corrente magnética e todos se espatifarão. Batman e Robin o atacam, mas Robin acaba sendo preso pela escavadeira presa ao caminhão. Após salvar as pessoas, Batman persegue o Pinguim. Notando o herói logo atrás dele, o criminoso joga o menino prodígio de cima de uma ponte. Freando instantaneamente o batmóvel, Batman salta a amurada da ponte e atira o batarangue para Robin, que ia caindo na rua, e o salva. Mas o Pinguim acaba fugindo. Seguindo para fábrica, agora abandonada, de guarda-chuvas do Pinguim, os heróis descobrem que ele fabricou uma leva de guarda-sóis.

Horas depois, a dupla dinâmica sobrevoa uma praia onde o Pinguim parece ter instalado seus guarda-sóis. Quando o criminoso aciona um interruptor, os guarda-sóis começam a girar rapidamente, causando uma pequena tempestade de areia e impedindo que os heróis possam se aproximar. O batplano sob até as nuvens e joga iodeto de prata para provocar chuva e diluir a cortina de areia. Com isso, é possível ver que o Pinguim tentava assaltar o hotel. Em fuga, o Pinguim utiliza um dos guarda-chuvas e aproveita a brisa, puxando-o em um barco. Com um rasante, a dupla dinâmica joga uma rede ao mar e pesca vários peixes. Em seguida, jogam esses peixes no bote do Pinguim que é atacado por gaivotas. Ironicamente, as aves, antes amigas do Pinguim, acabam o atrapalhando e atrasando para que Batman desça e o capture.

Preso, o Pinguim fica sabendo pelo diretor que a oficina de guarda-chuvas decaiu muito desde sua saída. Mas o criminoso prefere a solitária a ouvir falar de guarda-chuvas ou pássaros.


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Neal Adams ( [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] )

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161 Re: O Diário de Dick Grayson em 25/01/16, 12:53 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 127

- Batman 70 ( Abril de 1952 )

* "The Masterminds of Crime", história escrita por David Vern Reed, desenhada por Curt Swan, artefinalizada por Charles Paris

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman n° 11 ("Os gênios do mal")


Dick Grayson nem tem tempo de agir muito nesta história e ainda é trolado pelo seu parceiro.

As perseguições noturnas aos criminosos de Gotham City parecem estar ficando mais cansativas quando um grupo de bandidos demonstra não só estarem bem treinados, mas em condições físicas no nível de um atleta olímpico. Por isso os heróis agora tem que correr um pouquinho mais para alcançar assaltantes ligeiros que, inclusive, saltam prédios tão bem (pra não dizer melhor) quanto eles. Um deles até mesmo dá certo trabalho ao enfrentar Batman na base da porrada.

Intrigado com esse bom preparo, a dupla dinâmica descobre um esquema que utiliza o melhor do treinamento física e mentalmente, baseado em rigorosos testes de aptidão usados pelo próprio FBI. É claro que tal esquema é mais do que secreto e, para se infiltrar, Batman precisa disfarçar-se de bandido interessado. Enquanto isso, Robin fica na batcaverna apenas esperando novidades.

Para a surpresa do menino-prodígio, Batman retorna um tanto quanto desanimado. Não que não tenha conseguido nenhuma pista, muito pelo contrário. Na verdade a organização que treina bandidos costuma trocar de líder de tempos em tempos e ele é o segundo candidato a vaga. Para pegar o "clima" da competição, Bruce e seu rival tem que se enfrentar... vestidos de Batman, considerado o maior desafio para os inteligentes criminosos. Cada um dos "Batmen" são numerados, sendo Bruce o número 15 e Walls, seu rival, o número 23. Bruce, obviamente, tem que se conter pra não revelar seu disfarce. Mas isso começa a se tornar um problema quando seu rival começa a superá-lo. Chega ao ponto em que Bruce nem está se contendo mais e, mesmo assim, consegue ser derrotado. Batman fica desolado.

Porém, na noite seguinte, Batman já volta um pouco mais confiante. Descobriu por acaso que Walls está sendo ajudado a trapacear nas provas, inclusive nas de inteligência. É então que o herói também tenta fazer uma pequena trapaça para complicá-lo.

A organização descobre que está sendo traída devido a terem encontrado o uniforme de Batman perto da cerca da propriedade onde treinam. Um uniforme que não é o que eles utilizam para a competição. E a paranoia os leva a crer que Batman está infiltrado. No entanto, desconfiam de Walls, o que explica como ele se deu tão brilhantemente bem.

Batman, o verdadeiro, ajuda Walls a escapar quando a polícia cerca o local. O herói se sente responsável pela vida do criminoso que, se for preso no mesmo lugar que seus colegas, será morto com certeza. Walls acredita que Batman era seu rival e traidor da organização e o ataca. Quando Robin chega, vê dois "Batmen" lutando até a morte em um telhado. Apenas um sobrevive e quando desce... traz o número 23 no peito. Apesar do temor de Dick, é Bruce quem carrega o número, pois acredita que ele possa ser um item importante para a sala de troféus. Uma malandragem pra enganar Dick... assim como o próprio Batman enganou os bandidos ao deixar seu uniforme propositalmente na cerca da Academia.


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Ramona Fradon

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darkmarcos

162 Re: O Diário de Dick Grayson em 05/02/16, 11:01 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 128

- Batman 70 ( Abril de 1952 )

* "The Robot Cop of Gotham City", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane e Lew Sayre Schwartz, artefinalizada por Charles Paris

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman n° 13 ("Um Guarda Mecânico")[/i]


Dessa vez, o malandro da história é o próprio Dick Grayson. Sabe quando alguém inventa de arrumar um atestado médico pra não ir trabalhar? Pois é... heróis também fazem destas...

Em visita ao Comissário Gordon, Batman e Robin são apresentados ao Doutor Werner, que afirma ter inventado um homem mecânico... um robô capaz de fazer tudo... e melhor... que qualquer homem possa fazer. Claro que o Comissário acha tudo aquilo um absurdo. Até que o próprio Doutor Werner... prove que ele não é o Doutor Werner, mas seu homem mecânico. De fato, os heróis e o comissário falavam até agora com um robô, que era controlado pelo verdadeiro Doutor Werner, que estava sentado lá fora.

A demonstração do cientista impressiona o bastante para que o Comissário dê uma chance ao tal homem mecânico. O próprio Batman o faz passar por uma bateria de treinos. Batman ainda o supera, mas, levando em conta que o robô é um boneco controlado a distância, até que se vira muito bem.

O batismo de fogo da criatura se dá quando ele segue para o cais de Gotham, conhecido pela má fama de ser um "cemitério de guardas". De fato, quando lá chega ele é logo hostilizado. Mas, por se tratar de uma máquina, nenhum dos ataques que sofre surte efeito e ele ainda prende os criminosos. A missão seguinte é impedir que o navio Orlandio fosse saqueado por bandidos. Novamente, a invulnerabilidade metálica da criatura dá certa vantagem sobre os heróis de carne e osso. Logo, o que era pra ser uma dupla dinâmica estava prestes a se tornar um trio dinâmico... se o nosso amigo Dick Grayson não aparecesse com uma novidade...

Como em um passe de mágica, Dick sai da história por aparecer com o tornozelo torcido. "Aparecer" porque, durante a história, em momento algum é mostrado como ele sofre o acidente. Obviamente supõe-se que em uma das rondas o acidente tenha acontecido. Mas é algo tão repentino que parece estranho.

Desse ponto em diante, Batman e o homem mecânico agem juntos, com o Doutor Werner ficando meio fissurado em provar que seu invento pode ser até melhor que o herói. Esse empenho todo realmente acaba causando situações em que a invulnerabilidade da máquina se mostra mais útil do que a vulnerabilidade de Batman. Ao ponto do comissário, educadamente, oferecer um cargo no escritório para o velho amigo. Ou seja, queriam aposentar o ultrapassado homem morcego.

Mas o homem mecânico tinha lá seu ponto fraco sim. Ao ficar perto de máquinas de raios x, seus comandos se embaralhavam e ele começava a agir esquisito. Por coincidência, Batman, ainda chateado por ter sido encostado e imerso em desabafar com o malandro Dick, vê uma oportunidade quando o homem mecânico tenta resgatar um repórter sequestrado de um cativeiro próximo ao hospital. Pra maior sorte do homem morcego, o tal hospital tem um princípio de incêndio no porão e ele consegue alertar, salvando possíveis vítimas. Próximo ao hospital, onde há aparelhos de raios x, o homem mecânico fica meio descontrolado e não consegue resgatar o repórter. Batman aproveita para vestir seu uniforme nele e atacar os bandidos vestido com a roupa de policial do homem mecânico. Ao ver o robô se aproximar (sem saber que se trata de Batman) e conhecendo a invulnerabilidade da máquina, os bandidos se apavoram e são derrotados.

Batman provou não só que pode resolver mais que uma máquina com seu oportunismo em agir próximo a um hospital, como também provou que em uma emergência como o princípio de incêndio, a máquina não iria sentir o cheiro da fumaça e não salvaria as pessoas do hospital, como ele fez. E mais marota que a dor no tornozelo de Robin, a dor de cotovelo de Batman diante da possibilidade de ser jogado para escanteio ficou muito evidente.


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George Pérez ( [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] )

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darkmarcos

163 Re: O Diário de Dick Grayson em 06/02/16, 10:45 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 129

- Star Spangled Comics 128 ( Maio de 1952 )

* "The Man Called 50-50", história escrita por David Vern, desenhada por Jim Mooney

[/i]Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman n° 6 ("O Homem Chamado 50 Por Cento")[/i]


Não sei o que acontece com o Comissário Gordon e o Robin quando se juntam. A dupla dinâmica (Batman e Robin) se dá muito bem agindo em Gotham City. Mas quando Batman sai da cidade e o comissário e o menino prodígio agem juntos... é um festival de patetices sem igual. Até mesmo quando o Robin age sozinho (ou o próprio comissário age sozinho) as coisas dão relativamente certo. Mas é só juntar os dois para absurdos acontecerem.

Como Batman está fora da cidade (não falei? lá vem...), Robin atende o chamado do Comissário Gordon para investigar o bandido conhecido como 50 por cento. Esse apelido vem do fato do criminoso usar a temática de 50/50, pintando o próprio corpo metade branco, metade preto. Enfim...

Robin está de tocaia em cima de uma árvore próxima ao esconderijo do Cinquenta Por Cento. Quando... de repente... o galho onde está o menino prodígio quebra e ele toma um capote que o leva a desmaiar. Que raio de planejamento é esse, Robin? Como pode calcular tão mal e se pendurar em um galho podre de árvore? Se o Batman estivesse junto e testemunhasse a desastrada ação, com certeza iria chutar o menino prodígio no chão por tamanho descuido. Mas o jovem herói iria se redimir a seguir...

Dentro do esconderijo, 50 Por Cento explica que a origem de sua compulsão sobre o percentual vem dos tempos em que esteve preso e precisou passar por uma cirurgia de emergência. Ele ouviu claramente o cirurgião dizer que ele tinha cinquenta por cento de chance de escapar com vida. E, uma vez que escapou (apesar dos problemas gástricos como sequela, que o obrigam a tomar bicabornato de sódio), decidiu aplicar a mesma chance para suas vítimas. Como prova disso, demonstra sua frieza eliminando os próprios integrantes de sua gangue que falham em seus roubos ou mesmo dos quais desconfia de traição. Como é um vilão temático, utiliza de testes como jogar uma carta no chão e ver com que face cai para cima (já que há 50% de chance para as possibilidades) ou saber se um trecho de um livro está na página par ou ímpar.

Robin apenas observa o modo bizarro de agir do vilão, até que chegue a vez de seu teste para tentar escapar com vida. Para ele, Cinquenta Por Centro traz o velho truque de escolher a porta correta, uma levando-o a liberdade e a outra para a morte certa. Ao entrar por uma delas (já que percebeu uma mancha na entrada), Robin derruba o bicarbonato do vilão. A gangue se desespera, pois Robin entra pela porta que leva a liberdade. Cinquenta Por Cento ri, já que, sim, é verdade que escolheu a porta certa. Mas antes de encontrar a saída, entrará por um labirinto que será inundado por gás.

Porém, para a surpresa dos bandidos, Robin entra ileso no esconderijo acompanhado por policiais. Conta que a mancha na entrada indicava a presença de fosgênio e desconfiou que entraria por um corredor de gás. Ao derrubar o bicabornato, aproveitou para pegar um pouco e colocar em um lenço, cortando o efeito do gás e encontrando a liberdade. Além disso, o vilão não era lá tão fiel aos seus próprios métodos. Muito dos testes que aplicava para decidir se suas vítimas viviam ou morriam eram farsas. Livros com páginas manipuladas ou mesmo cartas de baralho adulteradas. Isso pra não contar a mentira sobre a liberdade atrás da porta. Bem... a verdade é que vilões de verdade, que escolhem temas, são famoso até hoje por serem totalmente fiéis ao seu modo de agir (Duas Caras, por exemplo, já deixou Batman escapar simplesmente porque sua escolha pela moeda assim decidiu). Já o Cinquenta Por Cento, que sequer obedecia a suas próprias regras... bem... o fato de ser um personagem obscuro nos quadrinhos já responde tudo...

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Brian Douglas Ahern ( [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] )

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164 Re: O Diário de Dick Grayson em 07/02/16, 11:59 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 130

- Batman 71 ( Junho de 1952 )

* "Commissioner Gordon's Greatest Case", história escrita por David Vern, desenhada por Dick Sprang

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman n° 2 ("O Maior Caso do Comissário Gordon")


Comissário Gordon maroto e tentando descobrir a identidade do Batman! Isso mesmo. Até que ponto a discrição quanto à identidade do super-herói pode suportar a curiosidade de um comissário de polícia. Talvez até chegar ao ponto de se criar uma grande paranoia na cabeça do bom Gordon.

Certa noite, a dupla dinâmica chega até o gabinete do Comissário Gordon. Batman foi ferido pela quadrilha do Mascarado Místico, apesar dos heróis conseguirem capturar alguns integrantes do bando. Os ferimentos de Batman são leves do tipo que podem ser tratados com os remédios para socorros de emergência que eles trazem no cinto de utilidades. Gordon oferece o banheiro do gabinete para que Batman possa se limpar.

Mais tarde, na batcaverna, Dick pergunta a Bruce quem é o Mascarado Místico. Bruce explica que é a alcunha do criminoso Gil Golen, que trabalhava como tesoureiro da Sociedade de Mágicos Amadores, sendo expulso por furto. Desde então, ele jurou se vingar de todos os sócios do Clube, formado por homens ricos.

No dia seguinte, Batman e Robin voltam a investigar o caso do Mascarado Místico, visitando a casa em estilo de templo grego construída pelo historiador James Bartley, que também é amigo do Comissário Gordon. O que poucos sabem é que Bartley é um mágico amador e membro da Sociedade... e potencial vítima do Mascarado Místico.

Naquela mesma noite, Bruce e Dick comparecem a uma festa na casa do Comissário Gordon. Bruce observa que Gordon mandou fechar as janelas superiores de sua casa. Dick observa que Bruce disfarçou bem os cortes e escoriações que recebeu na luta do dia anterior. Na festa, Bruce reencontra Bartley. Mas surge um problema: o batsinal ilumina os céus de Gotham e a dupla dinâmica não poderá sair da festa sem despertar suspeitas. Para tentar escapar, os heróis ateiam fogo em uma pilha de papelões usados na obra em que Gordon mandou fechar as janelas, dando tempo de a dupla fugir e retornar como Batman e Robin. Mas Gordon, agora mais preocupado em apagar os papelões, diz que foi um engano. Batman desconfia que Gordon planejou a festa para descobrir sua identidade secreta. A partir daquele momento, a dupla dinâmica precisará ter mais cautela.

Na noite seguinte, um novo crime é cometido na cidade... É o Mascarado Místico e sua gangue tentando demolir um prédio. Não por acaso, trata-se a casa de um dos sócios do Clube dos Mágicos. A dupla dinâmica consegue imobilizar o guindaste e depois consegue capturar mais integrantes do bando.

Naquela mesma noite, Batman aceita ir jantar na casa de Gordon e, obviamente, ele vai vestido de... Batman (sim, é bizarro, eu sei...). Robin não compareceu, com a desculpa de que estaria muito ocupado. Na verdade, o menino prodígio foi para a batcaverna servir de suporte para seu parceiro, já que desconfiavam que aquele fosse mais um truque de Gordon. Para espioná-los, Robin acessou o rádio do cinto. Não demorou e ele ouviu Gordon sugerir convidar Bruce Wayne, Hack Berry, Tom Tate e James Bartley para o jantar. A ideia de Gordon era que, se um deles não estivesse em casa naquele momento, era provável ser o Batman. Ouvindo os nomes, Robin liga para cada um deles, fazendo-os sair de casa... e atrapalhando o plano de Gordon.

Dias depois, em uma completa prova de abuso de hospitalidade, Batman e Robin aparecem no gabinete de Gordon, todos sujos de carvão (pois alegam der enfrentado o bando o Mascarado Místico em um gasômetro) e pedem para usar o banheiro e o chuveiro de Gordon. Ao saírem, Gordon confessa sua recente compulsão em descobrir a identidade de Batman e também diz que havia um espelho falso no banheiro, por onde ele pode ver (voyeur safado...) a verdadeira face do herói. Apesar de Gordon prometer segredo, Batman e Robin se mostram bem decepcionados com a atitude dele.

Desde então, Gordon entra em um misto de paranoia e vergonha, chegando ao ponto de entregar a identidade secreta do Batman quando o Mascarado Místico sequestra sua esposa e filho. Quando Batman descobre, fica furioso não só por Gordon não conseguir guardar o segredo como também em colocar a vida de um inocente em perigo... já que revelou que Batman era... James Bartley, o rosto que ele viu no banheiro. Antes de explicar, a dupla dinâmica corre até a casa de Bartley para tentar salvá-lo.

Batman e Robin chegam até a mansão de James Bartley e conseguem prender, finalmente, o Mascarado Místico. O criminoso fica surpreso por ter sido enganado, já que agora sabe que Batman não é Bartley. Batman explica ao Comissário que, sabendo que Bartley estava sendo ameaçado, disfarçou-se como ele no episódio do banheiro, induzindo Gordon a levar o criminoso até uma armadilha. Caso encerrado, Gordon deixou sua investigação particular de lado... e os ladrões foram presos.

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Ed Hannigan ( [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] )

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darkmarcos

165 Re: O Diário de Dick Grayson em 08/02/16, 10:54 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 131

- Batman 71 ( Junho de 1952 )

* "The Jail For Heroes", história escrita por David Vern Reed, desenhada por Bob Kane e Lew Schwartz, artefinalizada por Stan Kaye

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman n° 10 ("Cadeia Para Heróis")


"No meio de um pântano desolado, nas proximidades da cidade de Gotham, ergue-se uma construção gigantesca, sempre envolta nos vapores da terra inóspita... Que sombras cinzentas serão as filtradas pela luz das suas janelas? E que figuras são aquelas que passeiam pelos muros, carregando metralhadoras? Na verdade, as janelas são gradeadas... e os homens dos muros são guardas armados. Esse edifício é uma prisão. E atrás de suas paredes proibidas, processa-se neste momento o enclausuramento noturno dos detentos..."

Conforme o guarda vai fazendo a chamada, cada um dos detentos vai respondendo que está presente... e entra em sua respectiva cela. O impressionante é que entre os nomes chamados... estão Batman e Robin!

Assim que todos estão em suas celas, uma voz é transmitida. Trata-se do diretor dessa prisão... o criminoso conhecido como Cicatriz. Ele então relembra a história de cada um dos ali detidos, mostrando que todos são agentes da lei que caíram em alguma espécie de emboscada para serem levados para essa cadeia de heróis. E, obviamente, seus detentos mais valiosos são Batman e Robin.

Todas as noites, Cicatriz faz questão de repetir aquela mesma transmissão, recontando como os heróis foram presos. Alertados pelo batsinal, chegaram até um carro blindado roubado, que foi inundado com gás. Assim que chegaram à prisão, os capangas de Cicatriz tiveram a ideia de finalmente desmascarar Batman, mas o criminoso preferiu usar sua identidade secreta para manter os demais detentos. Por isso são sempre lembrados que, caso houvesse alguma tentativa de fuga, o herói seria desmascarado. Portanto, fugas eram evitadas tanto por aqueles que prezavam que a identidade do herói fosse mantida, quanto por aqueles que preferiam ficar e descobrir quem era Batman afinal. Além disso, se os heróis conseguirem escapar, Cicatriz prometeu massacrar os demais.

Durante o dia, os detentos são obrigados a produzir placas falsas para automóveis de criminosos. Isso gera apenas lucro para Cicatriz, já que ele escraviza os presos. Batman tenta organizar uma fuga em massa divulgando um plano via bilhete para os demais detentos. Durante as refeições, todas as colheres são contadas, da mesma forma que em uma penitenciária oficial. Nem mesmo pimenta é colocada nas mesas, para que alguém tente atirá-la na cara de algum "guarda". Mas, seguindo as orientações de Batman para repetirem o que ele faria todos os demais viram seus pratos para baixo e deitam seus ouvidos sobre ele. Embaixo da mesa, Batman bate a colher, explicando seu plano em código morse (já que agentes da lei sabem esse código).

No dia seguinte, durante a produção das placas, seguindo a orientação do plano de Batman, cada um dos prisioneiros fica em posição, escolhendo um alvo e ficando prontos para atirarem a placa. Porém, antes que todos comecem a fazer isso... a sirene da detenção toca. Uma fuga! Alguém não resistiu ao regime ou não acreditou no plano de Batman e tentou fugir sozinho. Batman é levado para uma sala para que seja cumprida a promessa de lhe tirar a máscara. Robin nada pode fazer para ajudar, pois fica dentro da cela. Porém, quando prazo limite dado por Cicatriz está por vencer... o fugitivo aparece. O detetive Joe Pearson realmente não suportou a pressão da prisão, mas se arrependeu por saber o que ia acontecer e retornou. E agora é condenado a morrer na câmara de gás na noite seguinte.

Sob a adrenalina do momento, Cicatriz decide descarregar lutando com o Batman de mãos limpas, com o intento de humilhá-lo diante de todos. Sob o olhar desconfiado dos "guardas", Cicatriz e Batman lutam. O criminoso realmente é um oponente difícil, mas Batman consegue levar vantagem. Mas as coisas parecem mudar repentinamente e Cicatriz... derrota Batman que, com um soco, é lançado em um canto escuro da prisão. Chega ao ponto do herói pedir misericórdia e até mesmo desmaiar. Incrédulo, Robin vê seu parceiro ser levado inconsciente para a solitária. Os demais presos protestam e Cicatriz, orgulhoso de seu feito, toma um decisão precipitada: todos irão para a câmara de gás com Joe Pearson.

Horas depois, Robin é levado com os demais agentes da lei para a "casa da morte"... e o gás é acionado! Terminada a execução, os "guardas" são dispensados pelo próprio Cicatriz. O criminoso entra na câmara de gás... e todos estão vivos. O mais surpreendente é que Cicatriz na verdade... é Batman disfarçado. E o mais surpreendente (e olha que aqui precisamos achar uma palavra mais forte pra isso) é a explicação que Batman dá:

"Bem, eu me atirei de propósito para aquele canto escuro... e quando o Cicatriz me seguiu, eu o derrubei. Tirei-lhe as roupas e vesti-lhe aquele uniforme de Batman que sempre carrego no cinto de utilidades. Como ele estava inconsciente, imitei a voz do Batman por ventriloquismo."

E Robin ainda tem a cara de pau (ou estava sendo cínico) de concluir:

"E seguindo as suas ordens, seus próprios homens o colocaram na solitária."

Depois disso, os agentes da lei ajudam a prender Cicatriz e seu bando em sua própria penitenciária, até que sejam levados para uma de verdade.

...
...
...

Eu voto pelo Batman continuar preso!



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darkmarcos

166 Re: O Diário de Dick Grayson em 03/03/16, 10:39 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 132

- Batman 71 ( Junho de 1952 )

* "The Mask of Mister Cipher", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane e Lew Schwartz, artefinalizada por Charles Paris

Publicada no Brasil pela Ebal no Almanaque de Batman 1967 ("A Máscara do Senhor Cifra")


No bairro teatral da cidade de Gotham, Batman e Robin tentam impedir um assalto. Como de costume, a dupla dinâmica consegue dominar facilmente os criminosos. Até que... em movimentos desajeitados, os heróis deixam os bandidos escapar acidentalmente. Isso já vem acontecendo há certo tempo e a imprensa já especula que Batman está deixando criminosos fugirem mediante algum tipo de pagamento. O pior é que, na batcaverna, Robin está preocupado em cumprir a promessa de fracassar em seus trabalhos... algo que Batman também se preocupa e alerta que terão que ter mais cuidado. Até mesmo o comissário Gordon se vê forçado a "demitir" Batman... apesar de saber o porquê de o herói estar agindo assim.

Seis semanas atrás.

Criminosos conhecidos estão desaparecendo. Mas suas técnicas de crime continuam a ser aplicadas pela cidade. Certa noite, a dupla dinâmica testemunha dois bandidos com um maçarico de acetileno tentando arrombar um cofre. Ao chegarem perto, descobrem que um dos bandidos está ensinando o mais jovem. Batman reconhece-o como sendo Big Ed, porém, ao atacá-lo, descobrem que o bandido tem a voz de Ed... parece-se com Ed... mas não é o rosto do mesmo homem.

Big Ed na verdade era procurado por assassinar um guarda. Mas, quando é levado por Batman, não pode ser acusado de assassinato. Seu rosto está diferente e ele não aparenta ser a mesma pessoa (ainda que todos os detalhes apontem pra isso). E mesmo que detalhem que ele fez uma cirurgia plástica, não sabem como era seu rosto anterior. Com isso, ele só pode ser acusado de roubo... e pode pagar a fiança. Assim que sai da delegacia, Big Ed é atacado e quase é morto. Quando vai para o hospital, decide confessar seu crime de assassinato... pois o Senhor Cifra o traiu. A dupla se pergunta quem é o Senhor Cifra. Nem mesmo Ed sabe quem ele é de verdade, já que anda mascarado. E antes que possa dar mais detalhes... Big Ed morre. O que se sabe é que o Senhor Cifra tem dado caras novas para os bandidos, para que sejam presos por crimes menores.

A polícia de Gotham se vê enrascada. O Comissário Gordon convoca os técnicos da polícia para com eles planejar uma estratégia secreta. De fato, não há maneira de provar, apenas pelas feições de um homem, como era ele antes de se submeter a uma completa operação plástica. E tal cirurgia é capaz até de disfarçar as impressões digitais. Portanto, além de procurar o Senhor Cifra, terão que conseguir seus arquivos, para descobrir quais os criminosos que foram seus clientes. Ainda assim, terão que ter descrição. Gordon conta com o Batman e com dez agentes secretos, treinados para fingir de criminosos fugitivos. Como os agentes secretos não terão a mesma cara depois de se encontrarem com o Senhor Cifra, cada um deles levará uma moeda da sorte para se identificar com o Batman e a polícia. Foi por isso que Batman estava deixando criminosos fugirem. Porque não eram criminosos mas homens dispostos a sacrificar o próprio rosto em favor do dever, além de arriscar a vida. No entanto, até o momento, Batman e Robin conseguiram apenas difamação.

Na batcaverna, a dupla dinâmica analisa as pistas que conseguiram até então. Por enquanto sabem, através dos agentes secretos que foram levados à presença do Senhor Cifra, com os olhos vendados, que passaram por ruas estreitas, onde há ruídos de estrada de ferro e um grande relógio dando as horas nas proximidades. Mesmo assim, essas pistas são encontradas em metade da cidade. A única pista restante é que o local tem o odor de lilás. Mas os lilases são raros nos limites de Gotham, além de não ser a época daquelas flores. No entanto, o produto químico Terpineol tem o mesmo cheiro e serve para dar odor mais agravável a dezenas de produtos comerciais, entre eles sabões, cosméticos, artigos plásticos, colas. Há centenas, talvez milhares de indústrias que usam ou vendem esses produtos. No entanto, é tudo que os heróis têm para investigar.

A dupla dinâmica se separa e Robin fica de suporte na caverna. Mais tarde ele recebe uma mensagem, através do rádio em seu cinto, do próprio Senhor Cifra. Batman encontrou o esconderijo do bandido, mas caiu em uma emboscada e agora está tendo sua vida ameaçada. Batman só tem tempo de dizer para Robin acionar o Sinal Zero, que alertará os agentes secretos já que o Senhor Cifra parece ter descoberto o segredo deles.

Robin chegar apavorado na chefatura de polícia e diz para Gordon acionar urgentemente o Sinal Zero. Assim que o sinal é acionado, as moedas começam a vibrar. Já Robin terá que comparecer a um determinado lugar sozinho.

O menino prodígio logo chega ao local onde fica o esconderijo do Senhor Cifra e avista seu “comitê de recepção”. Agora só precisará segui-los. Na vitrina em frente, há gigantescas máscara de papel maché, que tem cheiro terrível de goma, até serem tratadas com o Terpineol, para ficar com o odor de... lilases. Robin liga para a polícia informando o local, mas age antes da chegada dela... pois ainda tem esperanças de Batman estar vivo.

De repente, um tiroteio começa e os dois sujeitos que esperavam por Robin em frente ao esconderijo correm para dentro. O menino prodígio aproveita para atirar um tijolo pela vidraça, pega a enorme máscara de maché para servir de escudo e encontra Batman, amarrado, mas fugindo dos pistoleiros. O homem morcego havia enganado o Senhor Cifra e ganhou alguns minutos, sendo salvo por Robin. O menino prodígio desamarra seu parceiro e ambos dão conta do bando. A polícia chega ao local e Cifra é baleado ao tentar reagir.

O médico da polícia tira a máscara do Senhor Cifra... uma máscara que não traz feições... e descobre horrorizado que seu verdadeiro rosto é exatamente igual à máscara que usava. Não tem forma... nem feições. Mas traz cicatrizes que indicam que fez tantas operações plástica que os músculos ficaram flácidos. Antes que o criminoso diga quem é... ele morre.

O que importa agora é que todos os agentes secretos estão a salvo, o restante do bando está preso e a campanha de difamação contra Batman e Robin terminou.


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167 Re: O Diário de Dick Grayson em 15/04/16, 04:58 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 133

- Detective Comics 184 ( Junho de 1952 )

* "The Human Firefly", história escrita por France Herron, desenhada por Dick Sprang, artefinalizada por Charles Paris

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman Bi n° 63 ("O Pirilampo Humano")


(Antes de começarmos... Pirilampo! PQP!!! Bem... agora vamos lá)

Bruce Wayne e Dick Grayson comparecem ao imenso teatro de Gotham para assistir à nova sensação musical chamada "Aqua Melodias 1952". Para os demais parece ser um bom musical, mas para Dick Grayson... ele preferia um bom bangue-bangue. Mas até que ele muda de opinião quando uma das cenas, chamada "Balé das Profundezas", trabalha bons efeitos de luz que dão a impressão de fundo do mar. No entanto, algo parece dar errado. Movimentos de luzes em vermelho, laranja e amarelo na simulada floresta do fundo do mar dão realmente a impressão de fogo. Apesar de fazer parte da apresentação, a simulação é tão convincente que o público entra em pânico. Apenas Bruce Wayne percebe que não é real, pois não há fumaça. A dupla dinâmica troca de roupa e age para que pessoas não morram pisoteadas. Batman e Robin estão no palco e a plateia se acalma, já que veem que o fogo não os atinge. Mas ainda há algo errado. Depois do pânico, os espectadores notam que suas joias e carteiras foram roubadas. Os heróis descobrem os porteiros fugindo e os impedem. Batman reconhece um deles como um ex-presidiário, Linky Thomas. Linky tenta contar quem os contratou, mas é alvejado antes. Os heróis saltam sobre o carro do atirador, que tenta fugir desesperadamente. Em uma colina, o motorista faz uma curva fechada para derrubá-los, mas é ele quem cai no desfiladeiro, capotando várias vezes e tendo seu carro coberto pelas chamas. Os heróis não encontram o motorista no carro e veem uma pequena luz em meio ao matagal, acreditando ser seu cigarro. Mas percebem que é a apenas um vaga-lume, deixando o assassino fugir.

Duas semana mais tarde, Bruce já sabe que o nome do atirador é Garfield Lynns. Mas não há sinal dele ainda. Dick ainda sente ódio ao saber que foram enganados por um simples vaga-lume. Mas sabe que o bandido será logo encontrado, já que seu retrato está por toda parte.

Dias depois, os heróis atendem ao batsinal e socorrem o Museu de Gotham que está sendo assaltado. Lá chegando, deparam-se com ladrões liderados por um homem fantasiado que diz ser... o Pirilampo (Vaga-Lume para os menos velhinhos...). O vilão projeta fortes luzes vermelhas que os cega momentaneamente. Batman pega pedaços de cristal azul dos fragmentos de uma exposição e coloca sob os olhos, seguido por Robin que faz o mesmo, para protegerem-se contra o clarão. O Pirilampo decide fugir. A dupla dinâmica persegue o carro dos bandidos com o batmóvel mas, quando estão chegando ao centro, uma forte luz é disparada e cega todos os motoristas, criando um grande engavetamento que impede os heróis de prosseguir.

Na noite seguinte, os heróis recebem um SOS de um cargueiro encalhado em um banco de areia devido a seguir a luz de um falso farol... provavelmente o próprio Pirilampo. Os heróis usam sua lancha e passam em alta velocidade próximo a embarcação dos ladrões, fazendo-os virar. Pirilampo foge para o verdadeiro farol. Robin vê que ele se escondeu em uma porta no chão, pois está aparecendo sua capa. Mas foi uma armadilha. O vilão colocou sua capa ali justamente para pensarem nisso e ele poder prendê-los em uma sala com apenas duas janelas, que é inundada com luz cegante. A bateria que liga essa luz dura por três dias inteiros e Pirilampo abandona a dupla dinâmica enquanto segue para seu próximo roubo. Quase cegos, Batman coloca sua capa sobre o rosto para diminuir um pouco a luminosidade, enquanto Robin o levanta até o teto, onde ele encontra fios cortados, sabotados do farol agora apagado. Unindo os fios, Batman faz com que o farol emita código morse e eles sejam vistos pela polícia costeira. Meio cegos mas, enfim, resgatados.

Os heróis seguem para próximo ao aeroporto, já que foi lá que o Pirilampo disse executar seu próximo golpe. A ideia do vilão é saquear um avião que traz joias. Porém, assim que o helicóptero dos criminosos dispara contra o avião cargueiro, este desvia e deixa o batplano agir, conforme havia sido orientado. Batman utiliza o próprio aparelho luminoso do Pirilampo, deixado no farol, para fazer com que o piloto de seu helicóptero fique cego e eles possam içá-los. É o fim da luminosa carreira do Pirilampo, que acaba nas mãos da Lei.



A+:

* Primeira aparição do vilão Vaga-Lume, criado pelo escritor France Herron que, no passado, juntamente com Jack Kirby também ajudou a criar o vilão Caveira Vermelha, inimigo do Capitão América. Porém, poucas vezes Herron é citado como co-criador do Caveira.

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168 Re: O Diário de Dick Grayson em 24/04/16, 05:14 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 134

- Star Spangled Comics 129 ( Junho de 1952 )

* "The Magic Key", história desenhada por Jim Mooney

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman n° 3 ("A Chave Mágica")


E nooooovamente Batman está fora da cidade e Robin tem que atender ao chamado do Comissário Gordon. O caso agora é que houve um assalto à fábrica de instrumentos Teobaldo. O Comissário envia Robin e diz que irá segui-lo. De fato, o herói encontra os bandidos no teto da fábrica, onde há uma réplica gigante de microscópio. Facilmente, o menino prodígio derrota os ladrões, rende-os e os faz descer para verificar o que roubaram.

O Comissário já chegou à cena do crime e, junto com Robin, constata que os ladrões não levaram o dinheiro. Porém, o dono da fábrica levou um golpe e está desacordado no chão. Tudo o que roubaram foi uma chave, encontrada na sola do sapato de um dos bandidos. Robin se lembra de que pode ser a chave para algum segredo de guerra, pois Teobaldo estava fazendo experiências para o governo. Gordon fica com a chave e irá se comunicar com a comissão atômica. Antes de sair, o comissário se irrita com seu relógio de pulso novo, que já está meia hora atrasado.

No dia seguinte, o comissário Gordon informa Robin que Teobaldo havia descoberto um novo tipo de água pesada, essencial aos estudos de energia atômica. Ela está guardada em uma caixa de metal no laboratório de sua casa de campo. A chave é dessa caixa. A Comissão necessita dessa água pesada imediatamente e pediram a Gordon que abrisse a caixa. Teobaldo ainda está inconsciente. Robin teme explodir a caixa, caso tentem arrombá-la.

Na manhã seguinte, na casa de campo de Teobaldo, o Comissário está prestes a abrir a caixa utilizando a chave. Porém... a chave não entra! Eles se enganaram quanto a descobrir de onde pertencia? Robin decide levar a chave para a batcaverna para estudá-la. No caminho para o batmóvel, ele é atacado por dois homens que tentam roubar-lhe a chave. Mas o menino prodígio reage e os derrota.

Mais tarde, no laboratório da batcaverna, Robin não descobre nenhuma pista nem mesmo com o espectroscópio. Mas... se aquela chave é inútil, porque bandidos tentavam roubá-la? De repente, Robin se lembra de um detalhe que pode desvendar o segredo da chave.

(E aqui há a brincadeira com o leitor, pedindo que ele releia toda a história até então e tente descobrir também o que está se passando. Chega ao ponto dos quadros seguinte serem publicado de cabeça para baixo, de forma que o leitor não saiba a resposta sem esforço. Como sou bonzinho, não farei isso com vocês... e mesmo porque não sei a resposta... e mesmo porque fiquei com torcicolo pra ler os quadrinhos invertidos...)

Primeiro, Robin enrola a chave em um fio elétrico, criando assim um campo eletromagnético. Fazendo passar uma corrente elétrica pelo fio, magnetiza a chave, devolvendo-a ao estado primitivo.

Na manhã seguinte, Robin apenas encosta a chave na fechadura e o mecanismo funciona. O mecanismo é magnético e a atração da chave o faz funcionar. Robin se lembrou de que, após o comissário segurar a chave, seu relógio novo começou a atrasar e ele suspeitou de magnetismo. Fez algumas consultas como no caso do famoso mágico Houdini, que sempre usava um anel magnetizado para abrir fechaduras.

Informação é tudo, Robin! (E por falar em informação... alguém aí tem um gelzinho pra aliviar torcicolo?)

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169 Re: O Diário de Dick Grayson em 02/05/16, 07:28 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 135

- Star Spangled Comics 130 ( Julho de 1952 )

* "Stone-Deaf Robin", história escrita por David Vern Reed, desenhada por Jim Mooney

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman n° 4 e Batman Bi n° 9 ("Robin, o menino surdo")


Ao sair de casa, Dick Grayson avista um conhecido bandido que acaba de sair da prisão, Bannon Fixer. Repentinamente, Bannon atira uma granada contra o garoto, alegando saber que ele é o Robin. Nada acontece de mais fatal, mas Dick é atingido pelos estilhaços. No entanto, ele desmaia com o choque da explosão, salvo apenas pela latas de lixo que estavam em seu caminho. Como policiais estavam passando por perto, ajudam a socorrê-lo

Dick acorda no consultório onde tudo está silencioso. Logo percebe o que aconteceu: está surdo! O médico, através de um cartaz, lhe informa que sua surdez é temporária e em três dias estará ouvindo perfeitamente.

Os jornais informam o que aconteceu com o garoto. Dick se preocupa com o fato de Bannon saber que ele é o Robin. E agora poderá confirmar suas suspeitas, se descobrir que Robin também está surdo. Batman ainda não voltou de Washington para ajudá-lo. De repente, Dick vê o batsinal e tem que atender Gordon sem que nem ele suspeite que esteja surdo.

Mudando rapidamente de roupas, Dick se apresenta na chefatura como Robin. Para sua sorte, Batman havia lhe ensinado a compreender a fala pela leitura labial. Mas pra que simplificar a vida do menino prodígio, né? Gordon (que tem o incrível dom de deixar o herói em enrascadas) diz que está esperando uma ligação e pede para ser avisado se o telefone tocar (daqui a pouco vai usar o batsinal pra pedir café também...). Robin desmonta o aparelho para ver se a campainha interna se mexe. Gordon acha interessante a eterna curiosidade científica do rapaz. E o problema pelo qual Gordon o chamou (e não é pra servir café...) é justamente pelo fato de Bannon Fixer ter sido visto. Pior ainda, ele parece estar se mostrando, querendo que o vejam mesmo, como se estivesse provocando. Robin sabe que ele quer é atraí-lo. O último paradeiro do criminoso foi o Museu Budd.

Mais tarde, no museu, mais um problema: Para enfrentar o bandido Robin terá que vê-lo, já que não ouvirá ruído algum. Mas Robin diz em voz alta que Bannon fez barulho demais para pegá-lo distraído. De fato, o bandido fica confuso com a situação. E, agora que Bannon se mostrou, ele tem que se aproximar o mais rápido possível, antes que desconfie.

Escondido, Robin avisa que restam apenas quatro tiros para o bandido, já que acaba de disparar dois. O bandido se esconde, desconfiado de que o herói sabe dos tiros devido ao clarão dos disparos. Robin diz em seguida que faltam poucos, já que acaba de disparar mais dois. Confuso, Bannon sai da tocaia, crente de que Robin não é Dick Grayson. Mesmo assim, quer matá-lo. Robin só diz que vai pegá-lo, já que disparou os dois últimos tiros. E é Robin quem acaba saltando sobre o bandido e nocauteando-o.

Dias depois, quando Robin já recuperou a audição e Batman voltou... Robin explica que viu Bannon logo atrás dele devido ao reflexo da lanterna cromada que levou ao escuro museu. Lanterna que agora está na sala de troféus da batcaverna. Quanto a "ouvir" os tiros, o menino prodígio ficou com a mão pousada em um armário de vidro. Sabia que o vidro vibraria com deslocamento de ar de um tiro. Todas as vezes que o vidro vibrava, sabia que Bannon tinha atirado.

De fato, como Batman observa, Robin sabe usar a cabeça mesmo quando não tem perfeitos todos os sentidos.

A+:

* Última edição da revista Star Spangled Comics.

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Jim Mooney

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170 Re: O Diário de Dick Grayson em 20/05/16, 12:35 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 136

- Batman 72 ( Agosto de 1952 )

* "The Legion of Faceless Men", história desenhada por Dick Sprang e artefinalizada por Charles Paris

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman n° 4 ("A Legião dos Máscaras")


Bruce Wayne interrompe o treino de trapézio de Robin, pois precisam ir à reunião anual de Os Máscaras. Com o evento localizado em um edifício no centro de Gotham, a estranha reunião reúne profissionais que tem em comum a obrigatoriedade do uso de máscara em suas funções. E, obviamente, não podiam deixar de convidar Batman e Robin (sendo que é a primeira vez que o menino prodígio comparece à reunião). Lá, o menino prodígio conhece o escafandrista Sven Thorson, o aviador Jim Hendrix (Hãããã? Mas... essa história é de 1952 e... ah, deixa... não deve ser nada). Chega a se assustar com a máscara chinesa de Gregory Miner, que ele está usando em sua nova peça.

Na volta para casa, a dupla dinâmica passa em frente a uma loja de produtos químicos e, coincidentemente, a vitrine apresenta manequins simulando trabalhadores que também usam máscaras, como um agricultor que a usa para espalhar inseticidas por sua plantações. Mas há algo de estranho na vitrine. Uma figura cuja face está totalmente coberta pelo elmo de um cavaleiro de armadura. Entrando na loja, descobrem que é um homem (provavelmente um ladrão) que acaba de apanhar um recipiente de ácido. Fugindo, o homem de armadura usa sua lança pra ligar os esguichos automáticos de água, que servem para apagar incêndios. Os heróis agora precisam desligar a água antes que a mesma destruam os produtos químicos. O ladrão foge com o bujão de ácido e os heróis se perguntam se não poderia ser um integrante do clube. Batman se lembra do ator Guy Larabee, que atualmente está trabalhando em uma peça onde aparece com a fantasia de um cavaleiro de armadura.

No dia seguinte, os jornais destacam o roubo feito por um mascarado e associam o ladrão ao famoso Clube dos Máscaras. Batman decide investigar para que seus amigos não sejam difamados. No clube, a imprensa se reúne para conseguir alguma pista. O Comissário Gordon já estudou a ficha de cada um dos integrantes e pode afirmar que todos são inocentes. Ainda assim, Batman está intrigado.

O próximo ataque do ladrão mascarado se dá em uma fábrica de cofres, o que é estranho, pois todos os cofres de lá estão vazios. Dessa vez, o ladrão utiliza uma máscara de escafandrista. Durante a perseguição, o ladrão salta para um lodoso rio que passa próximo à fábrica e é seguido por Batman. Momentos depois, Robin avista uma mancha branca nas águas e mergulha. Batman ficou preso em meio a destroços do fundo do rio e vazou uma caneta de tinta branca para servir de alerta para seu parceiro resgatá-lo. Batman é salvo, mas o bandido mascarado foge novamente.

Nos dias que se seguem, os ataques do bandido mascarado continuam a acontecer. O mais estranho é que não são grandes roubos, mas apenas objetos estranhos como o ácido, um bloco de aço, algumas ferramentas e um tambor de tinta de impressão. De repente, Batman entende o que ele está fazendo.

Mais tarde, a dupla dinâmica ronda o prédio do Clube dos Máscaras. No clube, uma discussão ocorre quando o porteiro tenta impedir a entrada de um antigo integrante, o espadachim Joseph Klein, que foi até o local para apanhar sua máscara de esgrima. Klein havia sido expulso, pois se serviu do Clube para fazer propaganda de suas lutas... algo proibido pelo estatuto.

As investigações da dupla os levam até uma famosa gráfica, onde o bandido mascarado, utilizando uma máscara de feiticeiro oriental, tenta roubar um fino papel de impressão. Os heróis o impedem, mas ele joga uma massa quente, utilizada pra fazer rolos de impressão, e foge. Batman agora pede para Robin se concentrar em tudo que ele roubou ou tentou roubar para desvendar o mistério: Ácido, ferramentas, um bloco de aço, tinta de impressão e o papel para impressão. Robin compreende:

"Já sei! Dinheiro falsificado! Aço para a chapa das cédulas, ácido e instrumentos para fazer o desenho e papel especial da qualidade que o governo usa para imprimir seu dinheiro."

Ainda falta ao Mascarado obter o papel e a dupla dinâmica faz tocaia novamente na gráfica. Algumas noites depois, o bandido reaparece e, ao ver que está sendo vigiado, quebra a vidraça e transforma um pedaço de vidro em uma fina espada (para combinar com sua máscara de esgrima). Batman atinge um tapa no rosto no bandido que parece ficar cambaleante enquanto foge em direção ao Clube.

Segundos depois, Batman e Robin encontram Joseph Klein entrando no clube. O porteiro diz que Klein o derrubou e fez cair seus óculos e indica uma escada onde ele pode ter se escondido. Assim que Robin entra pela porta, Batman o alerta de que Klein não é o bandido! O bandido na verdade... é o porteiro. Batman desconfiou devido a seus grossos óculos, que ficaram presos dentro da máscara quando levou um tapa e o fizeram correr cambaleante, não pelo choque, mas por estar quase cego. Biff, o porteiro, utilizava máscaras para justamente não ser reconhecidos por suas lentes.

Batman e Robin caem em um poço de elevador e Biff tenta esmagá-los. Mas Batman utiliza uma escada no fosso para que o peso do próprio elevador sirva como alavanca para abrir a porta, libertando-os para que prendam o porteiro. Assim que é preso, ele confessa que realmente tentava montar uma prensa de dinheiro falso. Agora, irá para um lugar tão fechado quanto o cubículo onde trabalhava... mas ficará lá por muitos anos.



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Dick Sprang

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171 Re: O Diário de Dick Grayson em 29/05/16, 11:04 am

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 137

- Batman 72 ( Agosto de 1952 )

* "The Jungle Batman", história escrita por David Vern Reed, desenhada por Bob Kane e artefinalizada por Charles Paris

[img]Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman n° 6 e Almanaque de Batman 1964 ("O Batman das Selvas")


Certa noite, Batman e Robin encontram o grupo conhecido como Sinistro 8, formado por oito criminosos internacionais que escaparam da temida Ilha de Satã. Porém, os bandidos são tão perigosos que não podem permanecer, mesmo presos, em Gotham City. A ideia do Comissário Gordon é deportá-los para a Ilha de Satã em um navio de controle à distância, uma vez que nenhuma tripulação aceitaria tal missão. Ainda assim, os heróis são convocados para ser a única lei e ordem a bordo, fornecendo água e comida aos bandidos que ficarão presos no porão.

No dia seguinte, os heróis estão frente a frente com os oito bandidos, cada um deles representante explosivo de sua pátria, e que mais parecem piratas. No navio Dona Cruz, os prisioneiros estranhamente estão de bom humor, como se soubessem alguma coisa. Robin pressente que caminham para o perigo.

Em alto mar, o Dona Cruz entra em uma tempestade. Como se não pudesse piorar, a embarcação é torpedeada. Os heróis sequer podem desviar, já que o navio é controlado a distância. O navio começa a naufragar e Batman ainda tem tempo de soltar os bandidos para que não morram como ratos. Enquanto os bandidos fogem, Batman e Robin decidem ficar na esperança do navio ainda não afundar e os modernos equipamentos caírem em mãos inimigas. Porém, quando a embarcação começa a adernar, os heróis precisam se livrar do máximo de peso para ir pras águas.

Durante a noite toda, a dupla dinâmica luta contra o mar revolto. Até que, pela manhã... encontram uma ilha! Ao chegarem à praia, descobrem pegadas que podem ser dos bandidos que libertaram. Procurando abrigo, os heróis encontram uma caverna. Robin não vê que uma pantera está prestes a saltar sobre ele e Batman, que a avista, dá-lhe um golpe com um galho que lhe quebra o pescoço.

Dias depois, a dupla dinâmica já está adaptada à inóspita ilha e se considera Batman e Robin das Selvas. Não tarda para que seus caminhos cruzem com os dos bandidos que salvaram. Ironicamente, os criminosos estão munidos de armas que roubaram do navio naufragado, enquanto os heróis nada têm de seu costumeiro equipamento, já que tiveram que se livrar de todo peso extra. No entanto, treinaram o suficiente para se locomoverem rapidamente utilizando cipós. Com sua exímia estratégia, a dupla faz armadilhas para capturar seus algozes. No lugar do batmóvel, os heróis montam elefantes e perseguem mais bandidos. Durante uma perseguição, Batman usa um truque novo. Enverga bambus e os usa como catapulta para lançar Robin contra os criminosos.

Voltando para perto da praia, a dupla dinâmica localiza um veleiro. Mas a felicidade dura pouco quando são surpreendidos pelos verdadeiros donos da embarcação: os bandidos que torpedearam o navio para libertar seus colegas. Batman estava subindo em um coqueiro quando foi visto pelos criminosos. Mas, ao contrário do que imaginam, o herói não está desarmado. Utilizando a pólvora das armas dos bandidos que já capturou, Batman a coloca em cocos, em uma mistura de enxofre, e os transforma em bombas de gás.

Após desacordar os bandidos com os cocos explosivos, a dupla dinâmica tenta nadar até o veleiro. No caminho, Robin é atacado por um polvo gigante, mas Batman, munido do pedaço de uma garrafa que achou no fundo do mar ataca a criatura e faz soltar seu parceiro. Chegando ao veleiro, surpreendem o resto da tripulação criminosa e agora podem voltar pra casa.

Bem... até aqui, o leitor já estava aceitando essa criativa aventura, até que... Robin olha pra água e faz uma observação... no mínimo... chocante:

"Batman! Veja! Nossos uniformes! Estão molhados, mas intactos. Flutuaram o tempo todo como que à nossa espera."

... Sim... Eles se livraram dos uniformes em alto mar, no meio de uma tempestade e, dias depois, os uniformes simplesmente flutuam ao lado de um veleiro que sequer eles sabiam que ia parar por ali.

Chegando a Gotham, uma comitiva os recepciona os heróis, pois a população acreditava que estivessem mortos. E como se já não estivéssemos chocados com o lance dos uniformes o roteirista sádico ainda provoca o leitor fazendo o Comissário Gordon perguntar como passaram por tantas aventuras e ficaram com os uniformes intactos. Ao que Batman responde que foi... sorte.

Então, tá...



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Bob Kane

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darkmarcos

172 Re: O Diário de Dick Grayson em 31/05/16, 05:32 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 138

- Batman 72 ( Agosto de 1952 )

* "The Death-Cheaters of Gotham City", história escrita por David Vern Reed, desenhada por Jim Mooney

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman n° 13 e Batman n° 64 ("O Clube dos Homens que Enganaram a Morte")


Robin precisa parar com esse negócio de subir em árvores porque, definitivamente, não nasceu pra isso!

A dupla dinâmica investiga e tenta impedir a morte de vários integrantes de um clube muito peculiar de Gotham City: o Clube dos Homens Que Enganaram a Morte. E esse clube é formado literalmente por casos de pessoas que foram declaradas mortas e, milagrosamente (ou não), reviveram em seguida. Ou seja, para entrar era bem "simples". Basta ser declarado clinicamente morto e sobreviver ao fato. Por exemplo, o clube contava com um sócio que foi picado por uma cobra e ficou alguns minutos morto, em seguida simplesmente acordando. Ou um caminhoneiro que foi atingido por um raio e reviveu minutos depois.

Acontece que alguém está matando os integrantes do estranho clube com as mesmas mortes pelas quais passaram... só que, dessa vez, feita de forma mais eficiente. Porém, já sabendo disso, Batman e Robin começam a proteger as possíveis vítimas, estudando como morreram pela primeira vez e tentando descobrir como o assassino poderá criar situação semelhante. O principal suspeito dos crimes é Douglas, o Pequeno, criminoso que foi baleado e declarado morto, mas trazido à vida por médicos que tentaram massagem cardíaca para salvá-lo. Douglas chegou a tentar entrar no grupo, mas, sendo um notório criminoso, obviamente não o aceitaram. Acreditava-se que o bandido estava vingando-se dos integrantes do clube. Até já estava ficando chato os heróis ficarem correndo atrás do próprio rabo, já que estavam tendo um trabalhão impedindo as mortes a ponto de não ter tempo de prender o bandido.

Porém, uma coisa realmente soava estranha. O assassino era bem meticuloso em preparar as armadilhas, conhecendo muito bem cada detalhe das mortes dos integrantes do clube. Isso denotava que ele não devia estar agindo sozinho, mas com alguém que fornecia maiores informações. Alguém de dentro do próprio clube.

Bruce decide investigar mais a fundo o clube propriamente dito. Porém, como se sabe, só poderia entrar como integrante do mesmo dentro das condições necessárias para ser aceito. Ou seja, morrer. Bruce Wayne então decide algo um tanto inusitado. Toma um veneno que tem a fama de fazer vítimas... que voltam à vida logo em seguida... ou não (para desespero de Dick Grayson). Com um médico em casa (que atendia o pobre Alfred), Bruce toma "acidentalmente" o veneno e é declarado morto para, em alguns minutos, voltar a respirar.

Assim que entra para o grupo, Bruce deixa evidente a desconfiança, entre os sócios, de o criminoso estar infiltrado. Não demora muito e o assassino, de fato, prepara a morte de Bruce, utilizando uma zarabatana para atingir o milionário com um dardo envenenado, enquanto este passeia com uma canoa num lago do Parque Gotham. Batman e Robin o atacam, sendo que o "Bruce" não passa de um boneco na canoa. E é aqui que Robin demonstra que árvores não são seu forte... Subindo em uma delas para ajudar na emboscado, o menino prodígio salta e cai de cabeça em uma das pedras, quase caindo no lago e morrendo afogado. Batman, pra ajudar o (quem diria) atrapalhado parceiro, acaba deixando o criminoso fugir. Ainda assim consegue dar um soco em Douglas, o que prova sua mão manchada de vermelho. Mas... Batman não bateu tão forte assim e aquilo não está coagulando, ou seja, não era sangue. Porém, era a pista que o herói precisava para encerrar o caso.

Voltando ao clube, o leitor também tem que virar a página de cabeça pra baixo para saber o resultado da investigação e ver se também sacou quem era o criminoso. A resposta é que se trata de Jeff Sievers, o contador do clube, que aproveitou a dispensa de Douglas para se fantasiar como o criminoso para não trazer suspeitas. A ideia era matar os demais integrantes e pegar toda a grana do clube. Mas como canetas com tinta vermelha geralmente eram usadas por contadores, isso levantou suspeita quanto a suas intenções. Douglas é preso, descobrimos que se você gosta de caneta vermelha pode ser um suspeito em potencial (que será que Batman pensa daquelas de quatro cores?) e Robin deve se manter longe de árvores por um bom tempo.

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Jim Mooney

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darkmarcos

173 Re: O Diário de Dick Grayson em 01/06/16, 07:52 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 139

- Detective Comics 186 ( Agosto de 1952 )

* "The Flying Bat-Cave", história escrita por David Vern Reed, desenhada por Lew Sayre Schwartz, artefinalizada por Charles Paris

Publicada no Brasil pela Panini na revista Batman 70 Anos n° 02 ("A Batcaverna Voadora")


Antes o problema do Robin era ficar caindo de árvores. Agora já chegou ao ponto de ele nem precisar ter problemas mais para dar problemas. Tá difícil, hein, parceiro? Nessa história mesmo ele já começa se dando mal, cercado por criminosos que foi enfrentar. Mas, ao invés de dar cabo do menino prodígio, os bandidos tem uma ideia melhor.

Se matassem Robin, ainda restaria um furioso Batman para enfrentar. Então os criminosos decidem fazer um acordo bizarro. E mais bizarro ainda é o modo como esse acordo é firmado. Para devolver Robin, Batman não poderá pôr os pés em Gotham durante uma semana. E tem que garantir isso não só dando sua palavra (que, como herói, seria inadmissível de ser quebrada) como também tem que assinar um documento formalizando isso.

Enfim, Robin é solto, alegre por estar livre pra dar porrada nos bandidos. Mas Batman explica que eles estão de recesso, pois não podem por os pés em Gotham para enfrentá-los. Exceto... se para enfrentá-los... não precisem por necessariamente os pés em Gotham. Ao contrário do que o mais engraçadinho leitor possa imaginar, eles não vão enfrentar bandidos plantando bananeira, mas o que acontece não fica muito longe disso também. Batman cria uma gigantesca aeronave para combater os bandidos dos céus de Gotham. E quando eu digo grande aeronave, é grande ao ponto dele batizá-la de "batcaverna voadora", pois lá tem todo tipo de equipamento que pode auxiliá-los.

Inicia-se, então, uma guerra de malandragens entre Batman e os bandidos que tentam se adaptar cada qual com sua situação. Os bandidos chegam a tentar atacar pelos esgotos, mas, quando tentam escapar, também são surpreendidos por um Batman que mergulhou nas águas (afinal isso não é exatamente pôr os pés em Gotham) para prendê-los. Até mesmo um bandido que comemorava que Batman não podia testemunhar contra ele, se vê enrascado quando o herói transmite seu testemunho da tal batcaverna voadora.

Quando a brincadeira acaba e os criminosos arrumam artilharia antiaérea para derrubá-los, a dupla dinâmica salta de paraquedas sobre o edifício de onde estão atacando e os prendem. Eles até alegam que Batman descumpriu o trato, mas o herói alega que eles pousaram em um edifício Federal que está em Gotham, e não exatamente um edifício DE Gotham. E com igual malandragem, Robin guarda os paraquedas daquela aventura na batcaverna, na verdadeira batcaverna, com uma estranha placa indicando que os usaram para saltar da batcaverna.



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Lew Sayre Schwartz

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