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O Diário de Dick Grayson

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darkmarcos

126 Re: O Diário de Dick Grayson em 25/07/15, 02:55 pm

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[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] escreveu:E a origem do Capuz Vermelho foi revisitada décadas mais tarde com o graphic novel "A Piada Mortal" do Moore, que vai virar desenho animado daqui a pouco. Smile

Desenho este que vai bombar!

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darkmarcos

127 Re: O Diário de Dick Grayson em 25/07/15, 03:48 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 98

- Batman 63 ( Fevereiro de 1951 )

* "The Case of the Flying Saucers", história desenhada por Bob Kane e Lew Sayre Schwartz, artefinalizada por Charles Paris

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman Bi n° 11 ("O Mistério dos Discos Voadores")


A dupla dinâmica atende ao chamado do Comissário Gordon pelo batsinal. Robin se espanta com a urgência, já que o morcego do sinal parece estar maior do que de costume. Batman diz que é sua imaginação, já que a figura do morcego parece aumentada apenas por uma nuvem brilhante.

Chegando a chefatura de polícia, o Comissário Gordon lhes apresenta o professor Cobb, que diz ter encontrado um homem ferido que faleceu em sua casa. O impressionante é que radiografias confirmaram que o homem tinha dois corações e carregava, em seus bolsos, um maço de recortes de jornais referentes a discos voadores e um medalhão de platina mostrando o planeta Saturno, envolto em inscrições de um idioma estranho. Ainda carregava um instrumento que mais parecia uma televisão de bolso. Quando Batman liga o aparelho, vê uma gravação como se homens de Saturno tivessem descoberto um espião entre eles, talvez motivo pelo qual o homem foi ferido. Atrás dos homens há o que parece ser um disco voador. Mas a transmissão é interrompida quando o aparelho explode, como se detonado a distância. Os heróis podem estar diante de uma invasão alienígena.

Um homem incumbido pelo presidente dos Estados Unidos chega até Gotham para ajudar a dupla dinâmica, que acaba de descobrir que o espião conhecido como Agente Sete, tinha uma carteira onde mostra que utilizava a identidade de John Marden. Com mais pistas, os heróis seguem para o quarto onde o agente morava. Ao chegarem ao local, um incêndio é iniciado do nada, destruindo todas as provas que ali podem se encontrar. Pelo visto, os saturnianos estão seguindo os heróis.

O próximo passo é seguirem a pista de uma passagem de trem para a estação de Fernwood. Antes de seguir adiante, no entanto, Batman vai até o necrotério onde está o corpo do agente de dois corações e copia suas feições em uma máscara de borracha. Robin logo percebe que seu parceiro irá se passar pelo agente alienígena.

Em Fernwood, Robin perde a paciência de esperar por Batman que, disfarçado, entrou em uma fábrica onde os saturnianos estão se escondendo. Ao se aproximar do local, percebe que o disfarce do herói foi descoberto. Auxiliando seu parceiro, Robin acaba causando pânico entre os alienígenas que acionam o disco voador escondido. O disco levanta voo justo quando a dupla dinâmica está sobre ele. Batman alerta para que Robin segure nas bordas para não cair. O disco para repentinamente, desequilibrando os heróis e fazendo com que sejam capturados.

Presos, os heróis recebem uma proposta do líder saturniano. Ele deseja falar com alguma autoridade da Terra. Liberta Robin para encontrar tal pessoa, enquanto Batman, por garantia, permanece como refém. Logo, Robin volta com o enviado do presidente, que está em Gotham. O alienígena o leva até um grande painel onde o homem do presidente poderá falar com o chefe de Saturno. Quando o governante saturniano aparece na tela, explica que deseja ouro da Terra. Não por riqueza, mas porque o ouro é um elemento curativo em Saturno. Vários meteoros caem dos anéis de Saturno e o ouro é o único elemento capaz de curar os ferimentos causados pelos raios proveniente desses meteoros. Caso a Terra se negue a entregar o ouro, será invadida.

Um tratado é assinado para que Saturno garanta que a Terra não seja invadida ao entregar o ouro e Batman é libertado. Assim que se solta, o herói destrói a tela de transmissão e mostra o atônito agente do governo que ela nada mais é do que um transmissor normal. Os alienígenas, na verdade, são bandidos terrestres que montaram essa farsa para ficar com o ouro. Até mesmo o disco voador é falso, levantando apenas graças a eletroímãs que instalaram no teto. O líder da gangue tenta elevar o disco para esmagar seus inimigos, mas Robin já havia desligado a chave geral que o acionava.

Batman descobriu a farsa graças ao fato de que as ondas de rádio e de televisão percorrem 186mil milhas por segundo. Saturno se acha quase a um bilhão de milhas de distância da Terra. Assim, uma transmissão de televisão levaria duas horas para chegar à Terra. O único golpe de sorte foi terem encontrado e eliminado o homem de dois corações. Pessoas com dois corações são casos incomuns, mas não impossíveis.

Resolvido o caso, Robin imagina a hipótese de, um dia, terem que enfrentar uma real invasão da Terra. Batman prefere não trabalhar com hipóteses. Afinal, a dupla dinâmica já tem muito trabalho em perseguir bandidos comuns.

A+:

* Bob Kane, aqui, desenhou apenas as figuras de Batman e Robin. Toda a arte complementar foi feita por Lew Sayre Schwartz.

* O acontecimento mais importante dessa edição foi o surgimento do vilão Mariposa Assassina (sim, importante, acredite! Afinal era um vilão que era nada menos que a versão maligna do Batman, com um Mariposasinal e tudo mais). Essa história é inédita no Brasil. Sua primeira aparição em uma revista brasileira, na verdade, é a segunda aparição do vilão, que cita fatos do primeiro encontro com a dupla dinâmica.

GALERIA



Patrick Mulholland

ÂMAGO NEWS



A magnífica viagem de um banqueiro e um escritor pelo céu do Brasil

Essa história teve sua primeira inspiração em 2009. A ideia para unir Júlio Verne e o Barão de Mauá numa mesma história nasceu com o Will, mas, desde o início ele sabia que não a escreveria, só desenharia.

Numa parceria inusitada, Spacca foi convidado para desempenhar um papel, até então inédito em sua trajetória como profissional, de ser apenas o roteirista deste trabalho.

As dez primeiras páginas foram publicadas em 2014 na revista 2X10! e agora, com esta campanha, será dada vida à história completa, pois com o dinheiro arrecadado será possível imprimir 1.000 exemplares do álbum.

O blog Âmago apoia essa aventura!

Visite o link do projeto e apoie também essa fantástica viagem! Conheça ainda mais detalhes sobre a obra e escolha a recompensa que tornará esse encontro possível!

UMA AVENTURA DE VERNE & MAUÁ - MIL LÉGUAS TRANSAMAZÔNICAS : [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

Artigo publicado originalmente no blog Âmago: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]


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darkmarcos

128 Re: O Diário de Dick Grayson em 02/08/15, 01:16 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 99

- Batman 64 ( Abril de 1951 )

* "The Return of Killer Moth", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Charles Paris

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman Bi n° 3 ("A Volta do Homem-Mosca")


A primeira vez que Batman e Robin enfrentaram o vilão conhecido como Homem-Mosca, a batalha acabou com o criminoso caindo de uma ponte e sumindo no fundo do mar. Mas seu corpo nunca foi encontrado. Teria ele realmente morrido?

Dias depois, após resolverem um caso de roubo dos correios, Dick Grayson lembra Bruce Wayne sobre uma importante reunião com a diretoria do Museu de Gotham.

Coincidentemente, no dia seguinte o Comissário Gordon convoca a dupla dinâmica e lhes apresenta o presidente da Comissão Diretora do Museu, senhor Abel Howes. O presidente os leva até o subterrâneo secreto do museu, dedicado a cultura inca, onde explica que ídolos que parecem desenhos de moscas estão sob a responsabilidade da administração até que o museu possa comprá-los. Porém, um dos ídolos desapareceu! Robin nota um desenho na parede, no local onde estava o ídolo. É a assinatura do Homem Mosca (Nota: posteriormente o personagem seria chamado, no Brasil, de Mariposa Assassina), que deve tê-lo roubado. Com isso, estava confirmado que ele não morreu.

Mais tarde, na batcaverna, os heróis reúnem pistas sobre os membros da diretoria do museu. Batman desconfia que um deles seja, na verdade, o Homem Mosca. Afinal, quem mais saberia o local em que estavam guardados os ídolos? Os suspeitos são Homer Forsythe, Perry Winslow, o próprio Abel Howes e Cameron Van Cleer. Howes convocou uma reunião extraordinária naquela noite a fim de comunicar o desaparecimento do ídolo. Bruce Wayne irá comparecer a essa reunião e estará alerta para conseguir pistas.

Na noite seguinte, Bruce está absorto em pensamentos. Jogando xadrez com Dick, faz meia hora que ele sequer movimenta as peças. Na verdade, ele está aborrecido por ter enganado seus colegas da diretoria do museu. Fez isso, pois encontrou o próprio Homem Mosca tentando roubar mais uma peça. Ao enfrentá-lo, uma máquina de raios x, utilizada para estudar o interior de artefatos antigos, foi disparada e captou a estrutura óssea do herói e do vilão no momento em que se enfrentavam. O Homem Mosca acabou fugindo, mas um guarda encontrou a chapa dos raios-X. Preocupado com a investigação sobre essa chapa revelar sua própria estrutura óssea, Bruce lembrou-se que um dos curadores, antes da reunião, estudava peças relacionadas a homens de Neandertal. Com isso, inventou a história de que a chapa, na verdade, foi tirada para estudar dois primitivos lutando. Isentou não só a ele mesmo de uma investigação mais apurada... como também descartou qualquer pista que o levasse a identidade secreta do Homem Mosca. Os pensamentos de Bruce são interrompidos quando Dick vê o batsinal os convocando.

Quando chegam à chefatura de polícia, o Comissário Gordon diz que os convocou devido à denúncia de um assalto a banco... mas era um trote. Batman, sabendo que o Homem Mosca é um dos membros da diretoria do museu, desconfia que o vilão também suspeite de sua verdadeira identidade. Por isso inventou o falso assalto para que a dupla dinâmica saísse da mansão, enquanto ele, provavelmente, estaria vigiando nos arredores. Ao retornarem, colocam-se em uma posição onde o vilão os vigia... até que Bruce move uma peça de xadrez. O Homem Mosca já começava a desconfiar das duas figuras que não se movimentavam por meia hora. Mas entendeu que, por estarem jogando xadrez, realmente se tratava de Bruce, que estava planejando um movimento do jogo. Com isso, o Homem Mosca descarta que Bruce Wayne seja o Batman.

Dias depois, na principal estação de estrada de ferro da cidade, o Homem Mosca atende ao chamado do sinal da mosca, versão maléfica do batsinal utilizada por criminosos para contratarem seus serviços. Porém, ao chegar ao local, percebe a presença de Batman e Robin. Para fugir, o vilão não hesita em atravessar uma vidraça.

Naquela noite, em um elegante restaurante da cidade, um jantar é oferecido aos administradores do museu. Oportunidade perfeita para que Bruce verifique quem tem cortes e encontre o Homem Mosca. Porém, seu planos são frustrados quando um garçom tropeça e quebra copos em convidados, acabando até mesmo por cortá-los. Sem que o herói soubesse, era um estratagema do próprio Homem Mosca para não ser localizado. No mesmo jantar, é anunciado que os ídolos restantes estão sendo transportados para cofres especiais.

Horas depois, no interior do museu, a dupla dinâmica investiga para encontrar o Homem Mosca, já que o transporte dos ídolos é uma oportunidade perfeita pra que ele apareça e os roube. Ironicamente, os heróis encontram o vilão na sala dedicada à eletricidade... como uma mosca que é atraída pela luz. Para escapar, o Homem Mosca destrói a enorme lâmpada que ilumina o local. Batman pede que Robin ligue a luz ultravioleta. Todos ficam no escuro, mas Batman vê um estranho brilho amarelado saindo da sala... e diz que agora já sabe quem é o vilão.

De fato, os heróis seguem para a mansão de Cameron Van Cleer e encontram o mariposamóvel chegando. Ao desmascarar o vilão, Batman diz que descobriu sua identidade graças ao incidente no restaurante. Para disfarçar que havia derrubado o garçom, Cameron pediu leite logo em seguida. Acontece que leite fica amarelo sob os raios ultravioleta e, como havia restos de leite na boca de Cameron, isso acabou por denunciá-lo.

A+:

* Bob Kane, aqui, desenhou apenas as figuras de Batman e Robin. Toda a arte complementar foi feita por Lew Sayre Schwartz.

* O acontecimento mais importante dessa edição foi o surgimento do vilão Mariposa Assassina (sim, importante, acredite! Afinal era um vilão que era nada menos que a versão maligna do Batman, com um Mariposasinal e tudo mais). Essa história é inédita no Brasil. Sua primeira aparição em uma revista brasileira, na verdade, é a segunda aparição do vilão, que cita fatos do primeiro encontro com a dupla dinâmica.

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Jerry Robinson : [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

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Um legionário com uma história de azar tão grande, mas tão grande... quanto uma baleia voando no espaço! É o 12° episódio da série sobre a Legião dos Super-Heróis para o Dínamo!
UM RAIO NÃO CAI NO MESMO LUGAR, JÁ O RELÂMPAGO : [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

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darkmarcos

129 Re: O Diário de Dick Grayson em 02/08/15, 05:16 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 100

- Batman 64 ( Abril de 1951 )

* "The Candid Camera Killer", história desenhada por Dick Sprang, artefinalizada por Charles Paris

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman n° 4 ("O Homem da Máquina Fotográfica"), reprisando-a posteriormente no n° 47 do segundo volume da revista do herói.


Vicki Vale encontra Bruce e Dick na Exposição Fotográfica Anual de Gotham e os "convoca" para a festa de Gregory Bota, que chegou recentemente da América Central e alugou a Mansão Winthrop. Dizem que Bota é milionário e gasta fortunas com sua mania de colecionar fotografias. Depois da festa, Vicki ainda pretende se divertir no Clube Royal, afinal a noite apenas começou... até mesmo para Batman. Ela diz isso, pois percebe o batsinal iluminando os céus de Gotham. Obviamente, Bruce inventa que está cansado e precisa ir para casa. Antes, Bruce percebe a chegada do criminosos Dallas Danny até a mansão e fica intrigado com o que ele foi fazer ali.

Atendendo ao chamado do Comissário Gordon, descobrem vários comunicados de criminosos de outra localidade que, por algum motivo, estão se reunindo em Gotham.

Horas depois, o cadáver de Dallas Danny é encontrado em um rio. De acordo com o legista, Danny foi assassinado doze horas antes... e Bruce lembra que o vira chegando à casa de Bota. Ao investigarem a mansão do excêntrico milionário, dão de cara com diversos criminosos. Bota realmente estava metido com a pior espécie de gente. O milionário foge enquanto os heróis enfrentam os criminosos. No meio da luta, um deles coloca fogo na mansão, que se incendeia rapidamente, talvez devido à quantidade fotos ali contida.

No dia seguinte, o Comissário Gordon comemora a captura de grandes chefes do crime, graças à reunião do milionário. Um dos guardas traz o jornal para o comissário, onde há um sinistro anúncio. Bota colocou um aviso de que, brevemente, estaria publicando fotos da morte de Batman e Robin... tiradas por ele mesmo. Pelo visto, o incêndio de sua mansão afetou sua razão. Mas ele precisará conseguir equipamento para cumprir sua ameaça e isso limita o campo de investigação dos heróis.

No dia seguinte, Batman analisa um envelope endereçado ao Diário de Gotham, trazendo novas ameaças de Bota. Ele dá atenção para uma mancha de tinta verde no envelope e a análise revela que é uma espécie de tinta utilizada para pintar as caixas postais das agências de correios. Partem então para verificar quais são as caixas postais que andaram pintando ultimamente.

Na sede dos correios, descobrem que as únicas caixas que foram pintadas recentemente estão situadas no bairro dos Álamos, onde mora Vicki Vale. O herói ainda lembra que ela conhecia Bota. O herói decide falar com Vicki, mas, para não despertar suspeitas, decide ir como Bruce Wayne.

Momentos depois, Bruce retorna e diz ter descoberto que, após fingir ter tropeçado e caído próximo à janela do porão, Bota está escondido na casa de Vicki armado com uma espingarda com uma máquina fotográfica amarrada acima do cano. O herói contém Robin, que quer ir logo capturá-lo. Afinal, lembra que Vicki não é nenhuma criminosa. Bota deve tê-la ameaçado de algum modo e convém que não se precipitem.

Na tarde seguinte, visitando a revista em que Vicki trabalha, conseguem a informação de que Bota está ameaçando sua irmã caso ela resolva entregá-lo. Para o azar da dupla dinâmica, são surpreendidos pelo enlouquecido Bota que aparece com sua espingarda customizada. Apesar de Batman conseguir cegá-lo momentaneamente com o flash de uma máquina do mostruário e fazê-lo tropeçar diante de outra máquina gigante, ficando tonto por instantes, logo estão sob a mira do louco. O primeiro a receber o disparo é Robin, seguido por Batman.

A chocante foto de Batman e Robin sendo mortos é publicada no dia seguinte. Bota, ao ver o jornal, ordena a seu mordomo que liberte a irmã de Vicki. No entanto, devido à repórter saber demais, Bota decide matá-la. É quando é impedido por... Batman e Robin! Confuso, o louco é logo dominado. Batman explica que quando investigou a casa de Vicki, memorizou o modelo da espingarda e fez um réplica com pólvora seca. Quando ficou meio tonto em seu último encontro, Robin trocou as armas. Bota, portanto, havia tirado uma foto falsa da morte dos heróis.

Uma semana depois, quando Bota e seu mordomo já se encontravam na prisão... sua foto de frente e perfil estampava o fichário da polícia.



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Nelson Hernandez : [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

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Você já deve ter ouvido falar sobre os Mais Poderosos Heróis da Terra, não é? E o primeiro nome que lhe vem a cabeça certamente são os Vingadores. Mas pra leitores da antiga, isso era meio questionável. Afinal, o que dizer de uma equipe formada pelo Mago Supremo desta dimensão, o Monstro criado por radiação gama mais forte da Terra, o híbrido Atlante que é o Rei dos Mares e o ser de pura energia cósmica que já foi arauto do próprio Galactus? Os Defensores foi certamente a equipe mais inusitada reunindo personagens solo da Marvel e gerou histórias pra lá de memoráveis nos anos 70 e 80. E a primeira delas era encabeçada por ninguém menos que Steve Englehart.

E temos aqui, de novo, o Coveiro, Rafael Felga, Paulo Artur e Marcos Dark, do blog Âmago, se juntando com o nosso amigão e fã desta fase, Daniel HDR, do ArgCast, pra falar não só sobre as primeiras histórias da revista mensal clássica dos Defensores como também o memorável primeiro crossover da Marvel entre as duas equipes de pesos pesados de heróis da editora. Nesta época, nem se falava em X-Men, e o grande embate dos fãs era saber quem vencia num mano a mano entre o Hulk e o Thor.

Neste podcast, saberemos mais sobre as peripécias do roteirista Steve Englehart enquanto esteve no comando das mais mirabolantes histórias da editora, que envolvia desde matrimonio entre humanos e vegetais até vitaminas C alucinógenas. Você se perguntará quem era mais azarado nos anos 70, o Cavaleiro Negro ou o Gavião Arqueiro? E se questionará porque diabo foi dado o título de Mago Supremo para Stephen Strange afinal.

OS DEFENSORES, POR STEVE ENGLEHART : [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

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darkmarcos

130 Re: O Diário de Dick Grayson em 08/08/15, 12:39 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 101

- Batman 65 ( Junho de 1951 )

* "Catwoman, Empress of the Underworld", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Charles Paris

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman n° 1 ("Mulher Gato, Imperatriz do Mundo do Crime"), reprisando-a posteriormente no n° 47 do segundo volume da revista do herói.


Bruce Wayne e Dick Grayson visitam um loja de animais, cuja dona é ninguém menos de Selina Kyle, que já foi conhecida como Mulher-Gato. Recuperada de um surto de amnésia, Selina é lembrada de seu passado criminoso ao receber uma visita de um czar do crime em Gotham, que não acredita que ela se regenerou. Quando a dupla chega, o chefão sai apressadamente para não ser reconhecido.

Naquela noite, ao saírem em sua ronda, a dupla dinâmica vê uma ambulância quase se chocar contra o batmóvel. Batman acha estranho tanta urgência sem dar sinal e decide perseguir a ambulância, mas acabam perdendo de vista quando uma ponte levadiça é acionada e os separa. Ainda assim, dirigindo-se ao hospital, descobre que alguém libertou os ratos e gatos do laboratório, causando uma grande confusão. Batman chama Selina, especializada em animais, que consegue contê-los. Robin acha muita coincidência haver um crime cujo tema seja gatos, algo que acontecia quando a Mulher-Gato estava na ativa, mas Batman não acredita que ela tenha voltado a atuar como criminosa. Ainda assim, vários crimes com gatos como tema ocorrem em Gotham...

No dia seguinte, ao fazerem a ronda com o batplano, os heróis veem uma figura de gato sendo projetada nos céus, como uma versão felina do batsinal. É um gato que está passando em frente a um holofote, na verdade. Mas o sinal parece alertar para algo que está errado logo abaixo. De fato, ocorre um assalto que é impedido pela dupla. A vítima fora enganada com um gato que foi colocado dentro de sua bolsa e levado por falsos seguranças do aeroporto.

Apesar dos crimes temáticos, a verdade é que a Mulher-Gato nunca foi encontrada nos locais onde ocorreram. Mas esse álibi logo cai por água abaixo quando Batman e Robin veem Selina, devidamente vestida como Mulher-Gato, acompanhando o criminoso conhecido como Morton Baleia.

Em outra noite, a dupla vê novamente o sinal com um gato, dessa vez vindo do alto do edifício de uma rede de TV. Quando chegam ao topo, entram pela claraboia e conseguem localizar um estúdio que está completamente às escuras. Ainda assim podem ver um silhueta se esgueirando na escuridão... parecida com a Mulher-Gato. Quando chegam ao estúdio, são cegados por uma forte luz projetada em sua direção.

Capturados, os heróis são levado a outro estúdio que simula uma loja de ferreiro. Amarrados diante de um forte ventilador gigante, logo serão sugados e despedaçados por suas pás. A Mulher-Gato está ao lado de Baleia e agora não restam dúvidas de que ela não se regenerou. Quando os heróis são deixados para morrer, Batman consegue alcançar uma ferradura deixada no cenário e a atira em a um disjuntor, deixando o estúdio na mais completa escuridão. Quando a luz retorna, a dupla dinâmica consegue derrotar os criminosos.

Batman inocenta a Mulher-Gato, pois percebeu que tudo fazia parte de seu plano. Ele notou que uma das câmeras estava ligada e, além de transmitir para a polícia o que acontecia, sinalizava o local do disjuntor. Ela sabia que a única coisa que atrairia o Baleia seria uma armadilha para matar Batman e Robin, por isso montou a farsa. No entanto, houve momentos em que Selina havia duvidado de sua própria inocência, ao ver um arranhão de gato em sua mão, durante os crimes que não foram cometidos por ela. Esse arranhão, na verdade, foi feito pelo próprio Baleia quando ele visitou sua loja, com o intento de deixá-la com dúvidas. Por sorte, o julgamento de que Selina tivesse voltado à vida de crimes foi premeditado... e evitado maiores consequências.



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Dick Giordano : [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

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A história de uma das maiores picaretagens da história dos quadrinhos (e, acreditem, não é artimanha do vilão). Leia no Diário de Matt Murdock, do site Cozinha do Inferno : [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

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darkmarcos

131 Re: O Diário de Dick Grayson em 23/08/15, 02:49 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 102

- Batman 65 ( Junho de 1951 )

* "Bruce Wayne... Crime Reporter", história escrita por Bill Finger, desenhada por Dick Sprang, artefinalizada por Charles P6aris

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman n° 14 ("Bruce Wayne, Repórter")[/i]


Durante a noite, bandidos invadem um cargueiro que está ancorado no cais de Gotham e traz uma valiosa carga de obras em jade do Oriente. Mas os bandidos não percebem a aproximação de Batman e Robin, que conseguem prendê-los. Logo o próprio diretor da Gazeta de Gotham, Jack Thorpe, está no cais para cobrir mais essa vitória da dupla dinâmica. Na verdade, Thorpe escrevia uma série de reportagens sobre os métodos daquela quadrilha e também avisou os heróis desse novo ataque. Apesar da campanha contra o crime da Gazeta de Gotham estar expulsando grandes criminosos da cidade, Thorpe ainda se sente incomodado com um criminoso que não conseguiu desmascarar: o chefe da quadrilha conhecida como "Artesãos", cuja identidade ninguém conhece.

Alguns dias depois, na mansão Wayne, Bruce e Dick recebem um convite para um jantar no Clube da Polícia. Thorpe irá receber uma medalha em reconhecimento à ajuda que tem prestado no combate ao crime.

No jantar, alguns dos mais importantes cidadãos de Gotham presentes estão em uma acalorada discussão. O jornalista aposentado Jim Lang afirma que para entrar na profissão é preciso NASCER jornalista, com faro para novidades... como Thorpe. O diretor, por sua vez, acha que Jim está errado. Para ele, tornar-se um bom repórter requer treino e qualquer pessoa pode se tornar como ele. Para convencer Jim, Thorpe propõe uma aposta. O perdedor terá que doar dez mil dólares para uma instituição de caridade. A aposta envolve Bruce Wayne, que Thorpe acredita que pode transformar em um repórter policial em apenas três meses. Bruce aceita participar do desafio. Afinal, mesmo Batman poderá aprender alguma coisa com um jornalista tão ativo.

Na manhã seguinte, quando Bruce Wayne chega à redação da Gazeta de Gotham... surpreende-se com a presença de Dick Grayson. Quando o menino achou que não devia perder os acontecimentos e, chegando mais cedo, arranjou um emprego como garoto de recados. Assim que ouve a voz de Bruce, Thorpe já o chama para lhe dar a primeira tarefa.

Alguns dias mais tarde, enquanto Bruce recebe o treinamento de Thorpe, Dick desdenha de Batman por estar acompanhando apenas pequenos furtos no processo. Na sala de troféus, o menino prodígio deixa tulipas, lembrando-se do caso onde um sujeito andava roubando flores dos jardins municipais. Entrando no clima de galhofa, Batman promete se vingar descobrindo um importante crime antes de sair do jornal.

Naquela noite, Batman retorna com uma missão dada por Thorpe. O diretor ainda pensa em desvendar quem é o líder dos Artesãos. Bruce está disposto até mesmo a agir como Batman para ajudá-lo. Robin consegue e traz as fotografias de todos os membros conhecidos da quadrilha. Um dos motivos do sucesso da quadrilha é que ela é formada por técnicos em várias modalidades profissionais... homens que um dia tiveram profissões honestas, mas tomaram o caminho do mal. É por isso que são chamados de Artesãos. Quando é necessário algum conhecimento técnico para um "trabalho"... lá estão eles a postos.

No dia seguinte, no salão de reuniões de Gotham, Batman e Robin acompanham os preparativos da exposição que mostrará o diamante Wynn. Precauções estão sendo tomadas a fim de proteger o diamante, evitando os riscos de transportá-lo diariamente para um cofre. Além do "olho elétrico" que denunciará a aproximação de qualquer pessoa depois das horas de reunião, o solo embaixo da redoma que protege o diamante foi revestido de uma chapa de aço de cinco centímetros de espessura. Ou seja, nem fazendo um túnel poderão alcançá-la.

Nessa noite, depois que todos os visitantes saem e o salão de reuniões se acha deserto... os heróis espreitam o diamante devido a uma desconfiança de Batman. De repente, eles se lançam em direção a joia, que está sendo retirada por uma abertura no solo. Os ladrões fizeram um túnel até o local em que a redoma cobria o diamante. Batman não demonstra surpresa, nem mesmo no fato de que conseguiram arrombar a chapa de aço do chão. A dupla segue pelo túnel, mas se detém quando ouvem um assobio e a pequena passagem é invadida por uma onda de vapor escaldante. Alertado por Batman, eles se atiram no chão e escondem o rosto na terra. Enquanto nuvens de vapor continuam a açoitá-los, os defensores da lei são obrigados a efetuar uma retirada estratégica do túnel. Saem ilesos, pois, como o vapor d'água é mais leve que o ar comum, passou por cima de suas cabeças enquanto ocultavam a face na terra.

Mais tarde, de volta a Batcaverna, Batman explica que, quando visitou as montagens da exposição, notou que o maçarico do soldador que estava trabalhando na chapa de aço estava soltando uma chama bem amarela. Mas o calor suficiente para soldar torna a chama azul. Mais tarde, examinou o serviço e verificou que as chapas estavam mal soldadas. Um pouco de calor aplicado por baixo bastou para soltar as chapas e abrir o caminho para o diamante. Se as chapas estivessem bem pregadas, seria necessário equipamento mais pesado... e o ruído seria maior. Um soldador e um técnico nos túneis de esgoto da cidade... parece um trabalho típico da quadrilha dos Artesãos.

A próxima ideia de Thorpe é aproveitar que um criminoso, especialista em diamantes, é o sósia de Bruce. Fazendo-o se passar pelo especialista, Thorpe o envia até o covil dos Artesãos, que precisam de seu talento para dividir o diamante em partes menores. Quando está no esconderijo dos criminosos, Bruce descobre que nenhum integrante conhece a identidade de seu líder. Este, por sua vez, se comunica através de um painel, onde escreve suas ordens. Bruce nota que o chefe criminoso escreve muito bem para alguém do submundo. Logo depois, mostrando-se animado por conseguir marcar um encontro com o líder dos Artesãos, Bruce avisa Thorpe, que pede para ir ao encontro também.

Perto do Gasômetro, onde foi marcado o encontro, Thorpe percebe alguém se aproximando e saca sua arma. Bruce o impede de atirar e descobre que quem se aproxima é... Jim Lang. Jim, no entanto, não é o líder do grupo. Como Bruce desconfiava, o verdadeiro líder dos Artesãos é... o próprio Jack Thorpe. O diretor usava o jornal para delatar outros criminosos e ascender como novo chefão. Bruce desconfiou logo que viu como as ordens eram bem escritas. Encurralado, Thorpe ainda tenta recuperar sua arma. Mas duas silhuetas em cima de um edifício distraem a todos: as silhuetas de Robin... e Batman! Amedrontado pelo aparecimento das duas figuras mascaradas, Thorpe tenta fugir e sobe pelo Gasômetro. Segundos depois, nas sombras do gigantesco tanque de gás, Bruce encontra Robin, que explica que seguiu ele e Thorpe assim que saíram da Gazeta. Vendo que seu parceiro não teria oportunidade de se transformar em Batman, colocou a capa do herói sobre uma antena de televisão.

Vestido como Batman, Bruce captura Thorpe. Ao descer, explica para Jim que Bruce Wayne teve que voltar correndo para a redação da Gazeta a fim de fazer a sua reportagem para a edição final. De qualquer maneira, Thorpe ganhou a aposta. Jim dará os dez mil dólares às instituições de caridade, pois Bruce acabou mostrando ser um repórter ainda melhor do que esperavam.

Mais tarde, na galeria de troféus da batcaverna, Batman guarda a edição da Gazeta no qual suas experiências como jornalista lhe renderam a página principal: "Como descobri o verdadeiro criminoso - por Bruce Wayne". Robin admite que aquele troféu realmente tem sua importância. Batman explica que o fato da linguagem no estilo manchete com o qual o criminoso escrevia suas ordens não foi o único fator para desconfiar de Thorpe. A prova mesmo veio quando ele contou ao diretor sobre o encontro com o chefão... e ele, ao pedir para acompanhá-lo, sabia exatamente onde era o encontro... antes que Bruce lhe contasse.



A+:

- Adaptações características de uma época mais inocente. Quando a Ebal chamava Dick Grayson de "amiguinho" de Bruce Wayne e a própria dupla dinâmica chega a ser chamada de... dupla do barulho!

GALERIA



David Michael Beck : [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

NEWS

Um podcast que não fala apenas de um Homem-Formiga, nem de apenas dois, mas sim dos TRÊS sujeitos que já usaram o uniforme do menor Vingador da Terra.

Para voltar ao Microverso desta vez, o Coveiro chamou sua equipe já clássica dos quadrinhos e viajou junto com Paulo Artur, Rafael Felga e Marcos Dark, do blog Âmago, para os confins do reino quântico e narra as crônicas do inconstante Hank Pym, do intrépido Scott Lang e do irremediável Eric O'Grady. São três homens tão diferentes que viveram o papel do mesmo herói.

Esse podcast pode falar de coisas pequenas, mas não está economizando nas curiosidades e piadas. Aqui você saberá porque o Hank Pym é tipo o Obi Wan Kenobi da Marvel. Entenda porque desde o começo o Homem-Formiga original já dava sinal de que tinha problemas. Compreenda melhor porque a relação entre Pym e a Janet provavelmente era muito pior do que o quadrinho mostrava. Saiba também porque o Treinador pode ser considerado um dos vilões mais espertos da Marvel. Por fim, conheça o Homem-Formiga menos heroico de todos na pele do Eric O'Grady.

UM... DOIS... TRÊS... HOMENS-FORMIGAS : [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]



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darkmarcos

132 Re: O Diário de Dick Grayson em 29/08/15, 10:47 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 103

- Batman 65 ( Junho de 1951 )

* "A Partner for Batman", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane e Lew Sayre Schwartz

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman Bi n° 1 ("Um Companheiro para Batman") e pela Panini em Batman - Arquivos de Casos Inexplicáveis ("Um Parceiro para o Batman")


Durante uma patrulha pelo estaleiro de Gotham, onde a dupla dinâmica derrota um grupo de criminosos, Robin acaba escorregando e quebrando uma perna. Em sua longa recuperação, o menino prodígio começa a ter pensamentos nebulosos a respeito do fim de sua parceria com Batman, principalmente por notar que o herói e o Comissário Gordon começam a conversar em segredo. Robin chega a pensar que os cuidados de Batman são apenas para mascarar o que estão planejando.

De fato, Bruce informa Dick de que um governo do norte europeu lhe pediu para treinar um cidadão naturalizado como uma contraparte do Batman para seu país. Porém, para que espiões daquele país não desconfiem, Batman o anunciará como novo parceiro, já que Robin sofreu um acidente. O menino prodígio acha tudo muito convencional. Nos dias que se seguem, a desconfiança de que está perdendo a parceria se reforçam para Robin. Ele houve a população citar que Batman agora terá um parceiro adulto, algo muito melhor do que andar com um menino. Dick ainda houve uma conversa entre Batman e Gordon onde ouve claramente o comissário dizer que "não precisam de Robin nenhum". Quando o "novo parceiro", chamado Alado, é apresentado, Robin o testa falando uma frase com o dialeto do norte europeu... e ele não entende nada. Como o menino prodígio desconfiava, todos estão mentindo.

Nos dias que se seguem, Robin acompanha a nova dupla dinâmica e torce para que a inexperiência de Alado o deixe fora de cogitação para ser o novo parceiro. O novo herói realmente se mostra pouco engenhoso em combate e, em certo momento, parece até mesmo colocar a vida de Batman em risco. Mas, com o tempo, Alado chega até mesmo a livrar o herói de uma situação de perigo. Robin vê, passo a passo, sua carreira se esvaindo. Como última esperança, pelo menos ainda tem o segredo de sua identidade secreta... Isso até que o próprio Alado chega à Batcaverna e o chama pelo nome. É o fim de Robin!

Batman encontra Dick chorando e o garoto explica que já sabe que será expulso... o que o herói acha um absurdo, já que Alado irá para a Europa, como havia falado. Batman ainda explica que quando o comissário Gordon disse que não precisavam de Robin, se referia a um NOVO Robin para Alado... e não Dick. O herói ainda implantou a notícia de que Alado era seu novo parceiro para a imprensa, a fim de ser mais convincente. O teste final foi ele mesmo, Batman, aparecer vestido como Alado, para tentar convencer seu próprio parceiro da veracidade da história. Quanto a Alado não reconhecer o dialeto dito por Dick, se deve simplesmente porque ele veio para Gotham ainda muito novo.

Aliviado, daqui em diante Robin irá confiar mais na amizade com o homem-morcego.



A+:

* Na década de 50, Batman tencionava expandir seu... hã... negócio... e começou a treinar pessoas para ser um herói tão eficiente quanto ele em outras localidades. Pode-se dizer que Alado (Wingman, no original) era uma espécie de protótipo dessa iniciativa.

* Esta seria uma das bizarras histórias do passado do personagem que serviriam de base para que o escritor escocês Grant Morrison criasse, no futuro, a saga Batman: Descanse em Paz.

* Há quem acredite que essa história está recheada de momentos onde a dupla dinâmica demonstre mais afeto do que os censores gostariam de ver. Assim que Robin quebra a perna, Batman o abraça carinhosamente até que ele seja socorrido. Depois, assim que sai do hospital, impossibilitado de caminhar, Batman o carrega nos braços. Essa última nem é tão "ofensiva" como os censores queriam, mas a sementinha do mal já começava a ser plantada.

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Andy Price : [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

ÂMAGO NEWS

Desde 2012, os blogs mais maneiros de quadrinhos se reúnem anualmente e alistam-se para A Iniciativa. E é daí que saem temas em que os mesmos se unem, trocam ideias, participam um do podcast do outro e trazem até seu público ótimas e divertidas discussões. Este ano, no entanto, será especial, pois teremos uma dobradinha. Sim, dois crossovers foram programados e o primeiro tema são os "80 anos do Maurício de Sousa". E em meio à divisão dos temas, Inominata 616 falou de um dos artistas que participou das Graphic MSPs que vem detonando com sua arte pelo cosmo da Marvel. Sim, Gustavo Duarte.

Para esse novo crossover da Iniciativa, os anfitriões Coveiro, Marcus Pedro e Marcos Dark do blog Âmago, recebem Luis Garavello, do Quadrim e Marcelo Soares, do Uareváá, para falar sobre os trabalhos de Gustavo Duarte, desde suas charges esportivas até finalmente alcançar o mercado internacional ilustrando quadrinhos desde 2014 para a Marvel e para a DC Comics. E claro, o próprio Gustavo Duarte em pessoa participou de um baita bate-papo com o Coveiro nos 40 minutos iniciais deste programa.

Nesse podcast você conhecerá as teorias do Gustavo Duarte sobre porque os Alienígenas da raça Greys são torcedores do Noroeste de Bauru. Saberá como foram os bastidores de criação dos filhos ilegítimos do Rocket Racum. Vai descobrir que conhecer o Coveiro é quase um Contato de Primeiro Grau.

INOMINATA 616 ENTREVISTA GUSTAVO DUARTE : [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]



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darkmarcos

133 Re: O Diário de Dick Grayson em 06/09/15, 10:40 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 104

- Batman 66 ( Agosto de 1951 )

* "The Joker's Comedy of Errors", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane e Charles Paris

Publicada no Brasil pela Ebal no Almanaque Superman 1952 ("A Comédia de erros do Galhofeiro")


Tá... Robin poderia até estar fazendo manha quando ficou preocupado em ser substituído como parceiro do Batman (como vimos na parte anterior). Mas... verdade seja dita... o menino-prodígio está precisando de férias! Chegou a um ponto da carreira em que o desleixo com suas atividades o levou a mostrar-se um tanto desastrado.

O Coringa está de volta e é outro que também deve estar cansado do que faz. Comete um erro que não pode ser classificado menos do que vergonhoso. Sua ideia de assaltar a compania elétrica, desligando a luz de todo o prédio para valer a piada até tem lá seu mérito. Mas... tentar fugir pelo elevador... sem nem mesmo prestar atenção de que havia desligado a energia (oras!) e ainda dar de cara e levar uns sopapos da Batman e Robin... É uma situação de acabar com a alegria de qualquer palhaço.

Depois de o seu plano ter dado tão vergonhosamente errado, o Coringa não se dá por satisfeito e elabora uma nova série de crimes no que acabou de cometer, ou seja, em grandes mancadas da história. Só para ter uma ideia de como ocorreriam esses novos crimes, o vilão se baseou no caso do criminoso Dillinger, que fugiu da prisão usando um revólver de madeira. O erro, nesse caso, foi do guarda que acreditou que a arma era de verdade. Com essa inspiração, Coringa auxilia que um de seus capangas fuja da cadeia da mesma forma.

Em certo momento, Batman até consegue antecipar que o vilão irá atacar em um set de filmagem, escondendo-se dentro de uma reconstrução do mítico Cavalo de Tróia. Afinal, a conhecida história de como os gregos conseguiram entrar em Tróia fazendo o mesmo foi uma grande mancada dos troianos. Porém, mesmo sendo surpreendido, o Coringa consegue escapar dos heróis. E por causa de quem? De Robin... que escorrega em uma mancha de óleo em cima do Cavalo e atrapalha a perseguição. Se na história anterior ele escorregou e quebrou a perna e agora escorregou de novo... é hora de repensar sua carreira como "ajudante" de Batman.

Mas o Coringa não seria ele se o grande trunfo de qualquer um de seus planos não fosse humilhar seu maior inimigo. Para isso, utiliza um aparelho direcional que irá embaralhar os sensores do batplano, levando Batman a errar a rota que seguia para outro Estado... fazendo atravessar o oceano até a Europa! O plano dá certo e o Coringa comemora a humilhação do herói. Sua festa dura pouco assim que a dupla dinâmica invade seu esconderijo. Acontece que o Coringa estava tão preocupado em fazer com que Batman desse uma "rata"... que ele mesmo acaba cometendo uma maior: Seu aparelho direcional serviu para que Batman localizasse a posição do esconderijo.

Com o Coringa preso, Batman ainda tenta explicar que o fato dele ter ido (ali) para a Europa, foi apenas para despistar o vilão e conseguir prendê-lo. Sei.



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Dick Giordano

ÂMAGO NEWS

A boa fase de Superman nas mãos de Jim Shooter, a Turma da Mônica na Graphic Lições, os lixeiros espaciais do mangá Planetes, Solar e sua capacidade de manipular energia, o novo álbum de figurinhas do Tex e a nova personagem Disney criada no Brasil. Apresentação de Thiago Gardinali e comentários de Cal Zillig, no programa de estreia do canal ComicsTV.



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banzé

134 Re: O Diário de Dick Grayson em 07/09/15, 08:33 am

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Esse ComicsTV é muito bom, tem ar de profissionalismo. Nada de leitor babão, achando que acha alguma coisa relevante. Vou assistir sempre, obrigado pelo link, Dark. Smile

A propósito, você pode começar a postar também no fórum KDABRA, material antigo, ou novo, já que você é membro VIP lá, te espero por lá amigão. Wink

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darkmarcos

135 Re: O Diário de Dick Grayson em 07/09/15, 08:57 pm

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[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] escreveu:Esse ComicsTV é muito bom, tem ar de profissionalismo. Nada de leitor babão, achando que acha alguma coisa relevante. Vou assistir sempre, obrigado pelo link, Dark. Smile

A propósito, você pode começar a postar também no fórum KDABRA, material antigo, ou novo, já que você é membro VIP lá, te espero por lá amigão. Wink

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Agradeço pela indicação ao novo espaço, amigo.
O Kdabra também é seu? Qual o diferencial com o Fummeteiros?

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banzé

136 Re: O Diário de Dick Grayson em 08/09/15, 11:56 am

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O kdabra também é meu, mas lá eu tenho mais liberdade de trabalho, já que aqui eu tenho outros "sócios", por isso tenho que conversar com mais pessoas sobre o destino do fumetteiros. Mas considero ambos fóruns irmãos, por isso entre lá, e coloque suas ideias por lá também. Smile

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darkmarcos

137 Re: O Diário de Dick Grayson em 13/09/15, 07:35 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 105

- Batman 66 ( Agosto de 1951 )

* "The Movie Stars Who Died Twice", história escrita por Bill Finger, desenhada por Dick Sprang e Charles Paris

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman n° 16 ("Os artista que morriam duas vezes")


Batman e Robin são convidados para a premiére de uma grande produção cinematográfica, onde os astros Wanda Ware e Lud Valento também estão presentes. Em seguida, um homem com uma enorme cartola desce de um dos carros. Trata-se de Griffin Balfor, um dos grandes diretores do tempo do cinema mudo. Quando veio o cinema falado, ele desapareceu... por muitos anos. Apesar de ter ido à premiére, Griffin não está com cara de muitos amigos.

Horas depois, quando o filme chega a seu término, Robin achou o final emocionante, quando os personagens principais morrem com seu carro caindo em um abismo. Depois, as comemorações pelo sucesso da produção continuam, com Lud e Wanda marcando seus pés e mãos na calçada da fama.

Pouco depois, quando Batman e Robin voltam pra casa, uma tragédia ocorre com um carro logo a frente deles. O veículo derruba a cerca protetora e despenca em direção ao abismo ao lado da estrada. Mesmo entrando em ação o mais rápido possível, a dupla dinâmica pouco consegue fazer, já que o tanque de gasolina explode. Quando a polícia chega tudo o que resta é a placa do carro e um calçado... de Wanda Ware. Ela estava, também, acompanhada de Lud Valento, que a levava para casa. Uma tenebrosa coincidência... já que morreram da mesma forma que seus personagens no filme.

Dias depois, os jornais ainda falam sobre a morte do casal de astros e até chamam o ocorrido de "Tragédia de Celuloide", devido a ter sido uma reprodução exata da cena do filme. Para piorar, outras mortes acontecem em Hollywood, vitimando seus astros da mesma forma como seus personagens morrem nos filmes.

Batman e Robin investigam outros filmes onde personagens encontram mortes violentas e tentam encontrar uma pista. Em um desses filmes, o ator Barry Logan, interpretando um gangster, é atirado em um precipício. Quando saem dos estúdios, Logan está saindo dentro de um carro e suas feições se mostram preocupadas. A dupla dinâmica segue o carro e, ao chegar a um desfiladeiro... presencia Logan ser lançado fora do carro. Não encontram o corpo. Robin acredita que o rio abaixo deles o levou. Mas Batman encontra algo estranho no chapéu que ficou preso nas pedras... Dentro dele, ao invés de alguns fios de cabelo... encontra pelos de cavalo.

Desconfiado da simulação de morte, Batman compara o calçado de Wanda Ware com a marca que ela fez na calçada da fama... e descobre que ela não o usava na noite da comemoração. A verdade é que os demais crimes não deixaram corpos para trás. Todos acreditaram nas mortes, pois eram reproduções das cenas que ficaram famosas no cinema. Mas... se eles não estão mortos... onde estariam?

Dias depois, a dupla dinâmica avista um batsinal improvisado e, ao segui-lo, encontram um enorme set de filmagem escondido em um vale... e os atores estão sendo escravizados para produzir um filme. Quem os dirige é Griffin Balfor, que os sequestrou. Balfor fica eufórico com a chegada de Batman e Robin e quer que os dois sejam seus dublês. O diretor, que ficou recluso por vinte anos, não lendo nem mesmo jornais, não conhece os heróis. Quando descobre que estão ali para salvar os atores sequestrados, ameaça explodir uma represa próxima, inundando o vale.

Obrigados a trabalhar para Balfor, a próxima cena envolve a dupla dinâmica atravessando um rio até chegar a Wanda. Mas o diretor, fanático por realismo, enche o local com crocodilos, o que dificulta a travessia. Por sorte não são jacarés, pois eles podem abrir a mandíbula inferior, ao contrário dos crocodilos. Com isso, basta que os heróis nadem abaixo dos répteis sem serem atingidos. Após as filmagens, todos são obrigados a assistir os velhos filmes de Balfor, onde o realismo exagerado dá ideias a Batman. Ele então espera o anoitecer para pegar o maior número de lençóis possível.

Na manhã seguinte, o diretor é acordado com urgência. A represa parece ter arrebentado e uma enorme parede de água se aproxima do local das filmagens. Tentando salvar sua mais nova produção, Balfor abre as portas do cativeiro e leva os filmes. Quando chega a um ponto elevado, nota que a parede de água ainda está na mesma posição. Na verdade, ela era uma filmagem... que está sendo projetada em uma tela de cinema improvisada com lençóis amarrados. Uma produção do próprio Balfor, tão realista que enganou o próprio autor. Apesar de suas produções não terem som, Batman usa um enorme ventilador para similar o barulho da enxurrada.

Mas Balfor retorna e aponta uma arma para os heróis, amarrando-os e dizendo que irá explodir a represa. De fato ele o faz. Antes que a água alcance a dupla, Batman consegue queimar as cordas aproximando-as do carvão incandescente que dá luminosidade para as câmeras. Após desamarrar Robin, ambos escalam a parede do vale. Pouco depois, as águas chegam ao local. Mas alguém ainda se encontra no caminho da enxurrada: o próprio Balfor, que volta para recuperar o rolo de filme que Batman havia utilizado e que esqueceu pra trás. O vaidoso diretor jamais iria se separar de sua obra. Ainda fanático pelo realismo, ordena que seu câmera filme sua própria fuga das águas... até ser atingido por ela. A última obra de Balfor... foi filmar sua própria morte.

Em Hollywood, após a aventura, a dupla dinâmica coloca sua marca na calçada da fama.

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Joe Pekar : [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

ÂMAGO NEWS :

Criado em 1996, o estúdio Banda Desenhada nasceu da união de ideais de Laudo Ferreira e Omar Viñole, tanto no campo das histórias em quadrinhos quanto no das ilustrações em geral.
No programa, o apresentador Edson Rossatto bateu um papo com a dupla sobre os trabalhos desenvolvidos por eles ao longo dessas duas décadas.




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banzé

138 Re: O Diário de Dick Grayson em 18/09/15, 03:55 pm

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Como você faz suas pesquisas, amigo Dark ? Já que com certeza você não possui todas as revistas desta época publicadas pela Ebal ??? Smile

E coloque esse diário no Kdabra, por favor. Wink


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darkmarcos

139 Re: O Diário de Dick Grayson em 18/09/15, 10:59 pm

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[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] escreveu:Como você faz suas pesquisas, amigo Dark ? Já que com certeza você não possui todas as revistas desta época publicadas pela Ebal ??? Smile

E coloque esse diário no Kdabra, por favor. Wink

Realmente, muitas dessa revistas eu não possuo... mais. Só que grande parte eu já havia lido em algum momento. Se não as tive, li de amigos. E teve uma época de minha vida onde o Âmago era um fanzine impresso, Nessa época pesquisava e lia mais matérias e artigos sobre as histórias do que as histórias propriamente ditas. Já cheguei a escrever artigos onde li apenas textos sobre as histórias e, depois, li as mesmas.

Esse Diário irá para o Kdabra... mas não agora. Vou alinhar todos os diários nos fóruns e logo ele estará por lá.

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darkmarcos

140 Re: O Diário de Dick Grayson em 27/09/15, 09:46 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 106

- Detective Comics 175 ( Setembro de 1951 )

* "The Underworld Bank", história desenhada por Dick Sprang e artefinalizada por Stan Kaye

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman Bi n° 38 ("O Banco do Submundo")


E dessa vez quase que Robin rodou! Foi uma prova de fogo para suas capacidades dedutivas e de improvisação, já que praticamente tem um mestre nessas categorias como o professor.

Muitos dos criminosos capturados em Gotham City (inclusive, pela dupla dinâmica), não revelam jamais onde estão escondidos os frutos de seus roubos. Apesar de isso ser esperado, o que é estranho é o fato de que o dinheiro (ou joias, ou carros...) realmente parecem ter evaporado. Não se encontra nenhuma pista do que possa ter acontecido com as fortunas. O único ponto em comum entre todos os criminosos é que eles carregam um tipo de chave, que a dupla dinâmica descobre ser as que são usadas em cofres.

De fato, as pistas levam os heróis a encontrarem um cofre escondido onde todo o roubo, não apenas de um criminoso, está escondido. É um cofre muito elaborado e organizado, aliás, tendo instalado até mesmo um controle termostático de temperatura para manter as notas em perfeito estado. Porém, quando estão dentro do cofre, são surpreendidos por um homem que está prestes a acionar o alarme. Batman age rapidamente e o derruba. O herói então usa seus conhecimentos de maquilagem para transformar seu rosto no do bandido e poder investigar. Diz para Robin tomar conta do sujeito para que ele não arruíne seu plano. Robin terá que esperá-lo voltar a si para levá-lo a polícia. Caso Batman não retorne até a manhã seguinte, o menino prodígio deverá informar o Comissário Gordon para invadir o local as onze em ponto.

Mas algo inesperado acontece assim que o bandido acorda e Robin está prestes a levá-lo: a porta do imenso cofre, acionada por um programado sistema automático, começa a fechar. Agora ambos estão presos ali dentro! E o pior é que ela irá ficar fechada até a noite do dia seguinte e ninguém poderá abri-la.

Horas depois, ambos começam a sentir o ar ficar escasso, uma vez que o cofre não tem ventilação. Levando em conta que a porta só se abrirá na noite seguinte, estarão mortos. Apesar de Robin ter explosivos em seu cinto de utilidades, os pavios para acioná-los ficaram com Batman. Robin procura em todos os compartimentos do cofre, mas não encontra nada que possa servir como detonador. Além da falta de ar, o interior do cofre começa a ficar a uma temperatura insuportável. O bandido não aguenta e desmaia. Robin pode ver, no termostato dentro do cofre, que o calor já alcança perto de cinquenta graus!

De repente, Robin se lembra de um detalhe. O termostato! Ele contém mercúrio e álcool, que podem ser utilizados como detonador e utilizar os cadarços dos sapatos do bandido como pavio. Graças a sua observação ele consegue abrir a porta do cofre no horário limite que Batman lhe deu para levar o Comissário Gordon. Sim, porque Batman não havia retornado. Seguindo as pistas que estavam investigando, Robin encontra Batman, cujo disfarce foi descoberto, preste a ser morto em uma espécie de banco onde o dinheiro de outros criminosos era guardado. O menino prodígio não teve tempo de levar o Comissário, mas enfrenta os atiradores e consegue dar tempo para que Batman se livre, prenda o líder/presidente do banco e desbarate o esquema que poderá colocar muitos criminosos na cadeia.



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Omar Viñole ( [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] )

ÂMAGO NEWS



É… o tempo passa, o tempo voa, e os formatinhos de super heróis da Abril continuam uma boa (maiiiiiiiis ou meeeeenos).
Depois do clássico ArgCast 150 sobre Superaventuras Marvel, o assunto agora é a querida GRANDES HERÓIS MARVEL!
Sim, aquela revista que fez você chorar com a morte da Fênix, vibrar com o encontro dos X-Men e os Novos Titãs, tremer com a luta de Thor vs. Hulk, e se sentir um idiota com as republicações de HQs requentadas… Ela mesma!
Entre anúncios publicitários essenciais, retoques e alterações “imperceptíveis” nas páginas, e capas de gosto duvidoso, as boas lembranças de Daniel HDR, Rogério DeSouza, Ivo Kleber, Marcos Dark, Gustavo Brauner e Andy Nakamura dos quadrinhos “miniatura” da Editora Abril continuam. Venha tirar a poeira de sua coleção também, após ouvir este episódio! :

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darkmarcos

141 Re: O Diário de Dick Grayson em 30/10/15, 03:48 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 107

- Detective Comics 176 ( Outubro de 1951 )

* "The Underworld Crime Commitee", história escrita por Bill Finger, desenhada por Dick Sprang

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman Bi n° 38 ("Comitê do Crime")


Robin novamente faz o papel de "donzela em perigo", servindo de moeda de troca para que criminosos chantageiem Batman.

Dessa vez a dupla dinâmica incomoda o vilão conhecido no submundo como Sr. Velvet, um criminosos que mantém o crime organizado... bem... mantém organizado! Acontece que vários dos roubos associados a seu sindicato começam a dar errado e claramente há um traidor no grupo. Para descobrir de quem se trata, forma uma espécie de comitê de investigação. Só que todos ali acreditam na máxima de ladrão que rouba ladrão e ninguém está disposto a dizer a verdade (honestidade? São ladrões, oras!). Diante desse impasse, Velvet decide obrigar um poderoso relator para seu comitê, alguém com uma observação dedutiva que pegaria até o mínimo detalhe de qualquer traidor. E só conhecia alguém com esses quesitos: Batman.

Para convencer Batman, Velvet organiza (eu disse que ele era organizado) uma armadilha, onde os heróis se separam para capturar bandidos e Robin acaba sendo feito refém. Com Robin preso, mas ainda vivo, Batman é obrigado a entregar os traidores observando cada falha em suas histórias. A única prova de que Robin está vivo é uma transmissão via TV, onde mostra o menino prodígio em uma cela. Apesar de Velvet manter uma espécie de rede de TV exclusiva para criminosos, essas transmissões geralmente mostravam falhas, chuviscos e interferências em alguns momentos.

Quando acabam de ser encontrado cada um dos traidores, Batman dá por encerrada sua "colaboração" e exige que Robin seja solto. Mas Velvet sabe que o herói agora conhece muito sobre sua organização e decide dar fim dele. Antes que seja morto, Batman revida e foge... deixando Robin pra trás. Resta a Velvet, então, eliminar o menino prodígio. Este, por sua vez, mal pode acreditar que Batman o deixou pra trás, mas, ainda assim, tem fé que seu parceiro está elaborando algum plano.

Os criminosos seguem até o cativeiro de Robin e, assim que estão para eliminá-lo... Batman reaparece! A dupla dinâmica, unida novamente, finalmente derrota os criminosos e desbaratam o grupo.

Batman, na verdade, observou que as transmissões falhas aconteciam em intervalos regulares, uma interferência que estava sendo causada por alguma estrutura metálica entre o transmissor e o receptor. A única estrutura que poderia "encolher" era a de um depósito de gasolina. Com o consumo, durante a semana, as seções do tanque encaixavam-se uma nas outras, fazendo com que o tanque baixasse conforme o nível de combustível. Como existiam três tanques daquele tipo em Gotham, bastou localizar o único com um depósito deserto atrás dele... e encontrar o cativeiro de Robin.

"Não se esqueça de que terá que depor contra Velvet... Mas, desta vez, para a Lei... E você será a testemunha!" (Robin)



GALERIA





Caio Oliveira: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

ÂMAGO NEWS



Odiada por uns, bastante elogiada por outros. Assim foi a passagem do Homem-Aranha Superior no Brasil, escrita por Dan Slott. O que dizer de uma maneira honesta, porém bem divertida, sobre essas 19 edições brazucas protagonizadas por um Otto Octavius com carinha de Peter Parker?

Esse é um podcast cheio, pois não se pode falar de Homem-Aranha aqui sem esquecer-se dos nossos amigos do Aracnofã. Assim, Coveiro, Rafael Felga, Paulo Artur e Marcos Dark, do blog Âmago, se unem a Rodrigo Monio e André Marques, para discutir os principais momentos do Homem-Aranha Superior que acabou de se concluir no Brasil. Teria Otto se mostrado capaz de conquistar esses fãs do velho Peter ao ponto de receber elogios?

Saiba as verdadeiras razões da relação da Mary Jane e o Aranha Superior não ter dado certo. Descubra que lição o Doutor Octopus tem para dar ao Batman. Entenda quais os verdadeiros traumas que a consciência do Peter teve enquanto era o "fantasminha" do Aranha Superior. Conheça as táticas do Aranha Superior em lidar com ex-namoradas. Por fim, aprenda com o Doutor Octopus a diferença entre ser um Doutor e ser um médico.

HOMEM-ARANHA SUPERIOR:

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darkmarcos

142 Re: O Diário de Dick Grayson em 31/10/15, 07:59 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 108

- Batman 67 ( Outubro de 1951 )

* "The Lost Legion of Space", história escrita por Bill Finger, desenhada por Dick Sprang, artefinalizada por Charles Paris

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman n° 5 ("A Legião Perdida do Espaço")


Enquanto está sozinho da batcaverna, executando experimentos científicos, Robin vê um estranho globo de ferro se materializar. Mais surpreso ainda ele fica quando vê que de dentro do globo sai... Batman! No entanto, o herói explica que não é quem o menino prodígio imagina. Ele veio do ano de 3053, onde encontrou microfilmes que contavam as aventuras da dupla dinâmica no passado. Inspirado por seus feitos, ele e seu sobrinho decidiram combater o crime como os novos Batman e Robin. No entanto, quando perseguiam o criminoso conhecido como Yerxa, o Robin do futuro acabou quebrando a perna. Como não havia tempo de treinar um novo Robin, este Batman construiu uma máquina do tempo com o intento de recrutar o Robin original. Apesar da história absurda, Robin decide ajudar para não trair os ideais de seu imitador no futuro.

No ano de 3053, Dick conhece a base do Batman do futuro, o bat-terraço, edifício flutuante que dá acesso a um mundo onde é comum se viajar ao espaço. Descobre também que a dupla dinâmica tem uma sala de troféus (com armas de outros planetas) e até mesmo conhece seu homônimo do futuro. Surpreende-se com a semelhança entre Brane Taylor (a identidade do Batman de 3053) e Bruce Wayne, afinal os dois se passam por milionários preguiçosos para esconder sua identidade secreta.

Batman explica que Yerxa se apoderou de um minério recém-descoberto, a vulcanita, originária de Vulcano, e, com ela, criou uma arma térmica poderosíssima. Como o governo da Terra tem vigiado o novo minério, cabe ao herói descobrir como o criminoso está conseguindo a valiosa e perigosa carga. A investigação os leva ao planeta prisão Vulcano, lugar inóspito e extremamente quente onde serão levados como prisioneiros infiltrados. Os criminosos que cumprem pena em Vulcano são conhecidos como A Legião Perdida.

Assim que pousam em Vulcano, a dupla dinâmica é atacada pelos criminosos, já que muitos deles foram presos por Batman e Robin. Um guarda explica que não se trata da dupla dinâmica verdadeira, mas imitadores que decidiram usar os uniformes dos heróis para praticar crimes e foram condenados a usar esses mesmos uniformes para cumprir sua pena. Os criminosos caem no truque e Batman diz que seu nome verdadeiro é Robert Músculos e Robin seu irmão caçula, Tom.

Na manhã seguinte, ainda mantendo o disfarce, os heróis trabalham sobre um forte sol que quase tira suas forças. Robin aprende que a vulcanita é verde e que as demais pedras, principalmente as amarelas, são jogadas para uma espécie de monstro local (aparentando serem dinossauros, mas com cabeças humanas), que as adora.

Após o trabalho, os heróis conhecem o criminoso conhecido como Mestre. Com sua enorme cabeça ele é capaz de ler pensamentos. Isso pode se tornar um problema, pois o Mestre poderá conhecer revelar os planos da dupla dinâmica. Robin arquiteta um plano para evitar isso e chama Batman para... jogar xadrez. O plano dá certo porque o xadrez requer tanta concentração que nubla qualquer outro pensamento do Mestre. Mas isso não irá durar muito e Robin já pensa em outra saída. Logo, os heróis estão trocando insultos e começam a brigar por causa da partida. Pela desordem, os dois são presos, sendo mantidos em uma cela longe do Mestre. Enquanto estiverem presos, o Mestre não poderá ler seus pensamentos. Mas serão libertados em alguns dias e voltarão ao mesmo problema. A resolução do caso do roubo da vulcanita se mostra mais urgente que nunca.

Há um guarda mecânico postado em frente à cela e Robin tem uma ideia para alcançar o botão que comanda os movimentos dele... utilizando as molas do colchão e uma pedra. Utilizando a mola do colchão como se fosse uma atiradeira, Robin lança várias pedras no botão de comando do homem mecânico... até acertá-lo. Em seguida, ordena que o robô abra a porta da cela.

Ao fugirem da prisão, Robin nota a estranha presença de latas de tinta. Apesar de estarem sendo usadas para pintar um barracão, o menino prodígio sabe que um sujeito esperto pode lhe dar outro uso. Ao seguirem para um local onde se encontram os monstros de Vulcano, que comem as pedras amarelas, Robin percebe que um deles está jogando fora um pedaço, com verdadeiro nojo. Ao pegar uma delas, descobrem que é vulcanita pintada. Com certeza, isso faz parte do contrabando.

Escondendo-se descobrem a nave de Yerxa. O Mestre está ajudando no contrabando e é o responsável por pintar as pedras. Robin retira um simples balão de borracha de seu cinto. Pintando uma cara monstruosa no "ancestral" brinquedo, Robin assusta os criminosos, que acham que aquilo é uma criatura de Vulcano. Em seguida, a dupla dinâmica rouba a nave de Yerxa, enquanto Robin usa uma corda para laçar os bandidos. Antes de ser capturado, Yerxa acaba disparando acidentalmente contra o Mestre, matando-o. Os bandidos são presos e levados para serem julgados na Terra.

No dia do julgamento de Yerxa, Brane Taylor comparece ao júri como o milionário, já que suas propriedades também forma roubadas. Como última declaração, Yerxa choca a todos revelando que o Mestre lhe contou descobrir a identidade secreta de Batman: o próprio Brane. O milionário fica sem reação. Robin pensa rápido e usa a máquina do tempo para trazer o verdadeiro Batman do "passado", que aparece no tribunal, fazendo a acusação de Yerxa cair por terra.

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darkmarcos

143 Re: O Diário de Dick Grayson em 07/11/15, 12:35 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 109

- Batman 67 ( Outubro de 1951 )

* "The Man Who Wrote the Joker's Jokes", história escrita por David Vern, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Charles Paris

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman n° 7 ("O homem que escrevia as piadas do Coringa")


Novamente, Robin se virando como pode em uma situação embaraçosa.

O Coringa descobre que os maiores comediantes na verdade contratam escritores para criar suas piadas. Partindo desse princípio, decide contratar criminosos para criar seus crimes temáticos. Porém, o objetivo de cada crime é humilhar o Batman. Apesar de muitos dos candidatos a autores de crimes do Coringa desistirem depois dessa nova regra, dois deles ainda se arriscam em tentar.

No primeiro crime, a ideia é assaltar uma Feira de Amostras escondendo a gangue em um saco de batatas gigante. Após roubar o dinheiro da bilheteria, os criminosos entram no saco e escapam por um bueiro logo abaixo, para deixar Batman com cara de bobo. Mas um dos integrantes se atrapalha no final e é capturado pela dupla dinâmica. Furioso, o Coringa vê sua piada ser estragada pelo próprio autor.

Já o segundo, apesar de não terminar como o vilão gostaria, tem lá sua parcela de sucesso. Invadindo uma companhia de máquinas fotográficas, o Coringa incendeia o local quando os heróis chegam. Para escapar das labaredas, terão que usar roupas de amianto fornecidas pelo próprio vilão. Acontece que as roupas nada mais são do que fantasias... de burros. Com isso, os heróis são obrigados a fugirem das chamas como uma dupla de burros. Por azar, o autor do crime tropeça e é capturado por Batman e Robin. Mas, convenhamos, ver dois heróis fantasiados de burros correndo... não tem preço.

Ainda com muita inspiração, o Coringa decide dar um passo além em seus truques, utilizando o homem mais inteligente que conhece como o autor de seus crimes: o próprio Batman. Para conseguir isso, monta uma arapuca em um parque de diversões, onde Robin tenta socorrer uma criança que perdeu seu balão para o vento. Acontece que a criança não é uma criança, mas um anão que ajuda a gangue a capturar o menino prodígio. O Comissário Gordon recebe o cinto de Robin e uma ameaça para Batman, caso ele não colabore. Sem saída, o homem-morcego se torna um novo autor de crimes do Coringa.

A ideia que Batman apresenta para o Coringa é roubar a Companhia de Goma de Mascar de Gotham. Mas o Coringa mantém a ideia de humilhar o herói e exige que isso seja incluído no plano. Batman diz que isso se dará no final, quando será besuntado com chiclete na forma líquida, fazendo o vilão prendê-lo a goma. O Coringa adora a ideia. Em sua cela, Robin pisca incessantemente, demonstrando ter lágrimas em seus olhos.

Durante o roubo, Batman proporciona uma reviravolta e derruba chiclete líquido no Coringa e sua gangue. O vilão diz que Robin está perdido, pois seus asseclas irão matá-lo. Mas Robin surge na cena do crime, livre. Batman já sabia disso, pois o menino prodígio estava, de fato, com os olhos cheios de lágrimas de tanto piscar... em código Morse. Com o código, contou seu próprio plano:

"Descobri um meio de fuga. Comuniquei isso ao Batman dizendo-lhe o tempo que eu julgava que demoraria... e orientando-o para que agisse de acordo. Quando eles me tiraram o cinto de utilidades, eu sabia que não me vigiariam com muito rigor. Primeiro, tirei os saltos de borracha das minhas botas... um trabalho árduo, escavar meus saltos com a colher velha que me deram para comer. Mas os saltos se transformaram em excelente ventosas, com as quais poderia escalar a parede da cela, não tendo dificuldades em passar pelas barras logo acima. E foi assim que escapei."

Mas, verdade seja dita, a fantasia de burro marcou a dupla para sempre. Robin, nem tão bom menino assim, ainda tem a ideia de atazanar o coitado do Alfred com elas. Mas Batman o detém, pois já basta um Coringa na cidade de Gotham.

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darkmarcos

144 Re: O Diário de Dick Grayson em 13/12/15, 02:56 am

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 110

- Detective Comics 177 ( Novembro de 1951 )

* "The Robberies in the Bat-Cave", história escrita por Bill Finger, desenhada por Dick Sprang, artefinalizada por Charles Paris

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman n° 21 ("Os Roubos na Batcaverna")


É. Uma hora isso tinha que acontecer. Ainda mais com Robin que começou a agir tão cedo contra o crime. Logo, era grande a possibilidade dele aparecer um tanto estressado.

Tudo começa quando o menino prodígio começa a perceber que alguns objetos utilizados em investigação de crimes começam a sumir... de dentro da batcaverna! Inicialmente, Robin lembra que um dos objetos que sumiu estava ligado a uma resolução errônea por parte da dupla dinâmica. Mas o mais estranho é que outros objetos começam a sumir e eles têm o mesmo padrão: ferramentas que ajudaram a solucionar crimes e os acusados sempre juravam inocência até o fim. Para piorar, a maioria desses criminosos forma condenados a morte... e mesmo assim juravam sua inocência até o fim. Estaria a dupla dinâmica realmente cometendo tantos erros? Haveria algum esquema de vingança por trás do sumiço desses objetos?

Era fato que o ladrão sabia a identidade secreta dos dois heróis, já que estava assaltando a própria batcaverna. Por isso, Batman coloca um sistema de alarme fotoelétrico que irá avisá-los quando o intruso aparecer. Porém, qual não é a surpresa quando, na manhã seguinte... descobrem que mais objetos sumiram. E o alarme sequer anunciou algum intruso. Um desses objetos estava ligado a um criminoso que conseguiu provar sua inocência, mas ainda estava livre. Batman parte para vigiá-lo, já que ele se tornou um suspeito, enquanto Robin ficou de vigia na própria batcaverna. Robin, aliás, caindo de sono, esperou na própria entrada do local, não havia como o intruso passar por ele.

Batman retorna e descobre que Robin ainda vigia a entrada da batcaverna, mas, mesmo assim, alguns objetos sumiram. O último, aliás, foi a prova de um criminoso que foi morto naquela mesma noite... negando ser o autor do crime. Robin começa a enlouquecer com o mistério dos objetos roubados. Batman não vê muito que fazer a não ser religar o alarme. Porém, durante a noite, qual não é a surpresa de Bruce ao perceber que a cama de Dick está vazia e seu uniforme não está mais lá. Para sua maior surpresa, descobre o menino prodígio, sonâmbulo, roubando os objetos. Temendo acordá-lo, Batman o vê levar os objetos até o cais e os jogá-los.

"Agora compreendo. A prisão de Peel, embora ele fosse inocente, causou um terrível choque em Robin. Seu subconsciente trabalhava, enquanto dormia, revelando um sentimento de culpa, levando-o a destruir as coisas que serviram para incriminar Peel... o centrifugador e o microscópio. Temendo que tivéssemos cometido outros erros, ele destruiu objetos que serviram aos demais casos. Mas como curá-lo?"

Batman apanha um tubo de ensaio que Robin deixou cair em sua caminhada, que um dos criminosos (justamente o que Batman vigiava) utilizava, segundo ele, para analisar orquídeas. Mas orquídeas nascem em musgos e o tubo continha mofo. De repente, Batman descobre a resposta.

No dia seguinte, Batman e Robin estão em um local onde Peel, o criminoso vigiado, costumava alugar refrigeradores. Quando Peel abre um dos refrigeradores, eles estão cheios de tubos com penicilina. Peel confessa que cometeu assassinato, matando outro criminoso que estava produzindo grande quantidade de penicilina para vender no mercado negro da Europa. Todos pensavam que ele criava orquídeas. Ao contrário do que Robin pensava, nenhum dos dois eram tão inocentes assim.

Batman recupera os objetos que Robin jogou fora inconscientemente e explica o que estava acontecendo. Convencido de que a dupla não levou à condenação nenhum inocente, Robin agora só pensa em roubar um bom sono.

Interessante notar nessa história que Bruce e Dick dormiam no mesmo quarto, porém, em camas separadas. Diferente do que seria mostrado no futuro e causaria tanta polêmica...


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Kiko Garcia

kikomics.com.br

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darkmarcos

145 Re: O Diário de Dick Grayson em 14/12/15, 01:48 am

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 111

- Detective Comics 178 ( Dezembro de 1951 )

* "The Defeat of Batman", história desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Leo Sayre Schwartz

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman n° 22 ("A derrota de Batman!")


Se já era absurdo levar uma criança para a guerra contra o crime, o que dizer quando essa guerra vira, de fato, uma guerra, no sentido mais militar da coisa? (bem... o Capitão América vai fazer pouco caso de minha pergunta, mas esse é um assunto para outro Diário...)

Quando Bruce e Dick estão prontos para dormir, o batsinal dá o alerta e a dupla dinâmica entra em ação. Ao chegarem ao centro de Gotham, descobrem que a cidade foi atacada como que por um exército. Para roubar o Depósito Randolfo, os bandidos ergueram barricadas por toda a rua. Quando a polícia tentou chegar perto, eles soltaram um gás venenoso. Obviamente, os bandidos estão usando máscaras, ao contrário dos policiais. Além disso, o vento está soprando o gás contra a polícia. Se derem a volta, vão dar tempo suficiente para que os criminosos fujam. Batman dirige o exaustor da descarga do batmóvel para soprar a fumaça de volta aos bandidos. Em seguida, os heróis vestem suas máscaras para atacá-los. Apesar de Robin querer seguir aqueles que conseguem fugir, Batman alerta para o fato de que estão jogando minas terrestres na estrada, impedindo que sejam capturados. A perseguição ficará para outro dia.

Depois, no gabinete do Comissário Gordon, outro plano é também traçado. Da maneira como os bandidos realizaram o assalto, sabe-se que foi executado com uma bem planejada precisão militar. No entanto, o Comissário Gordon sabe que ainda estão em Gotham, já que as estradas estão bloqueadas. Batman dá detalhes dos planos que tem para detê-los.

Alguns dias depois, o sinal soa na batcaverna, anunciando que a quadrilha militar está atacando novamente. O sinal alerta todos os policiais de Gotham, que já sabem sua exata posição dentro do plano de Batman. O ataque acontece ao Banco de Gotham e os bandidos surpreendem a polícia saindo dos esgotos. A dupla dinâmica age rapidamente. Robin utiliza o jato de um hidrante para atordoar os criminosos, que batem em retirada.

Momentos depois, os heróis se veem na Praça de Gotham, onde tanques militares os cercam. Apesar de estarem sob fogo cerrado, escalam um monumento em memória aos mortos de guerra, onde conseguem lançar as bolas de um velho canhão contra seus agressores. Robin desce do monumento e ataca aqueles que batem em retirada. No entanto, os criminosos ainda tem um trunfo. Aviões ameaçam bombardear Gotham e, para que inocentes não sejam mortos, Batman se vê obrigado a entregar-se.

Apesar de ter sido feito como prisioneiro de guerra, Batman consegue fugir de seus captores deixando-os em uma espécie de cercado eletrificado. Ainda assim, alguns dos bandidos fogem, mas os heróis se reúnem novamente e, do batplano, veem que tentam fugir com um helicóptero. Descendo, os heróis conseguem detê-los.

No gabinete do Comissário Gordon, Batman desconfia que houvesse mais que estratégia nas ações militares dos bandidos. Havia um espião que passava as mensagens para Swane, o líder da gangue. É então que Batman desconfia do fotógrafo, Wilcox, que reportava os acontecimentos, mas também utilizava o flash de sua câmera fotográfica para enviar mensagens até o terraço da garagem de Swane. O fotógrafo confessa sua participação e Robin parece se mostrar um tanto frustrado:

"Se fosse na guerra, mesmo, você seria executado ao amanhecer, como todo espião. Em vez disso, você vai é para a cadeia."


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José Borba

Uma peculiar versão do Robin feita por um dos grandes talentos que está envolvido com o projeto "Os Nove Espelhos de Alice", que vocês podem conhecer através do link [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.], no nome do grande José Borba!

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darkmarcos

146 Re: O Diário de Dick Grayson em 17/12/15, 11:30 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 112

- World's Finest Comics 43 ( Dezembro de 1950 )

* "The Man With a Thousand Eyes", história escrita por Bill Fingers, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Charles Paris

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman Em Formatinho n° 22 ("O Homem dos Mil Olhos")


Batman e Robin enfrentam um perigoso espião que ficou conhecido por Homem dos Mil Olhos. Diferente do que parece, ainda não chegamos às histórias da Era de Prata para que os heróis enfrentem algum inimigo extra-humano ou mesmo alienígena. A alcunha de "Mil Olhos" se deve ao fato de que o espião, chamado Conde Florian (que lembra um pouco o futuro Conde Nefária, da Marvel), tem capangas que são identificados pelo símbolo de um olho em sua testa. Cada um desses capangas recebe aulas de como escapar da polícia e como obter informação das mais diversas formas de infiltração. Daí que ele tem "mil olhos" vendo por ele em diversos pontos.

Por falar em infiltração, nessa história Dick fica mais na retaguarda, pois é Batman quem faz todo o serviço de, digamos, contraespionagem. Utilizando suas habilidades em disfarce, apresenta-se como o criminoso Dekker e entra para a organização do Conde. É claro que um homem tão esperto desconfia de que Dekker é, na verdade, Batman. Para testá-lo faz com que Dekker beba um vinho envenenado (sim, Batman já foi mais esperto...) e lhe dará o antídoto se trouxer a identidade de Batman.

Quando retorna, com os "mil olhos" do Conde informando que Dekker realmente tem pesquisado quem é o Batman, o herói revela a verdadeira identidade: ele mesmo, disfarçado. O Conde, vilão nobre e honesto que é, cumpre sua parte e dá o antídoto para Batman. Mas pretende fuzilá-lo em seguida. Mas o herói é salvo, de última hora, pela chegada de Robin, que acaba auxiliando a desbaratar a gangue e prender o Conde.

A+: Um dos golpes do Conde é ajudar a resgatar um chefão do crime chamado... Al Pakone. Nome discreto, não?



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Marcatti ( [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] )

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darkmarcos

147 Re: O Diário de Dick Grayson em 19/12/15, 01:24 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 113

- World's Finest Comics 49 ( Dezembro de 1950 )

* "A White Feather for Batman", história escrita por David Vern, desenhada por Dick Sprang

Publicada no Brasil pela Ebal Almanaque do Superman 1952 ("Uma pena branca para Batman")


Robin estranhando as atitudes de seu parceiro, que agora está se acovardando diante de um vilão como o Pinguim! Mas a culpa foi do próprio Batman, que desafiou o criminoso assim que ele fugiu da cadeia, dizendo que "nunca recebeu uma pena branca de nenhum bandido". Como o Pinguim gosta "pouco" de crimes temáticos... De fato, a pena branca era tida como sinal de covardia. É uma simbologia antiga, de quando se interpretava que os galos de briga que tinham cauda branca lutavam mal ou mesmo fugiam. Porém, levando em conta a época em que esta história foi publicada, muito provavelmente ainda é reflexo do pós-guerra, já que a pena branca era entregue para homens que não se alistavam e eram considerados covardes com sua nação.

Após cometer uma série de crimes com a temática "pena", Pinguim manda uma carta para Batman, através do Comissário Gordon, onde lhe é entregue uma pena branca e sua tão conhecida coragem é desafiada. O estranho é que Batman, após receber a carta, realmente parece um tanto abatido. E a cada crime que o Pinguim comete (onde Robin meio que tem que se virar para, pelo menos, prender seus capangas), Batman parece mais e mais apavorado.

Batman recebe uma carta onde o Pinguim lhe pergunta se não tem medo da corda que geralmente o faz balançar sobre os prédios... e Batman parece sentir-se zonzo quando faz isso. Batman recebe uma carta onde o Pinguim destaca que ele não é a prova de balas... e Batman se apavora quando vê dois capangas armados, simplesmente empurrando Robin para que não se fira também e permitindo que fujam. E quando recebe uma carta onde diz que sua sorte poderá por em risco a vida de Robin, Batman simplesmente tem um ataque nervoso e desmaia. Isso ainda levando em conta que quem corria maior risco era ele, já que o vilão invade um campeonato de arco e flecha e obriga Robin a atirar em uma maçã na cabeça do homem-morcego. E mesmo sofrendo a humilhação diante de um grande público, o herói ainda faz um último movimento, deixando para Robin a responsabilidade de capturar o Pinguim, algo que consegue, ironicamente, jogando penas diante de seu automóvel, fazendo-o bater contra uma árvore.

A "covardia" de Batman, no entanto, tinha um nome: psitacose, doença transmitida por aves (a se destacar papagaios) que carregam em suas penas uma espécie de bactéria capaz de infectar o ser humano, causando febre, fraqueza e calafrios. Nesta história, a doença é aumentada para dar ideia que também causa certo nervosismo diante do mal-estar do herói, influenciado pelas cartas meticulosamente pensadas do Pinguim, após ter enviado a pena branca infectada.

Mas Robin, apesar de praticamente ter resolvido o problema, não deixa de dar o merecido incentivo ao seu tutor:

"Quando tudo parecia perdido, Batman reuniu suas últimas forças e liquidou o bandido!"

Tá, Robin...



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Marvin Rodriguez

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darkmarcos

148 Re: O Diário de Dick Grayson em 19/12/15, 05:49 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 114

- Star Spangled Comics 120 ( Setembro de 1951 )

* "The Bellboy Wonder", história escrita por John Broome, desenhada por Jim Mooney

Publicada no Brasil pela Ebal Almanaque do Superman 1952 ("Um boy de hotel")

Robin agindo sozinho (só que não) na revista onde eram publicadas suas aventuras solo, a Star Spangled Comics, demonstrando o sucesso que o personagem fazia.


Dick Grayson se hospeda em um luxuoso hotel onde irá acontecer a reunião dos presidentes do diretório das universidades, representando Bruce Wayne que diz andar ocupado (na verdade, Batman está em uma misteriosa missão do governo). Coincidentemente, o mesmo hotel terá uma conferência internacional, algo que fica claro devido aos enfeites com bandeiras de vários países. Observando os convidados chegarem para a conferência, Dick testemunha um acidente quase fatal, quando uma máquina de escrever cai sobre um dos secretários, o senhor Ramirez. Ninguém se machuca e alguém observa que a máquina caiu de uma janela do décimo quinto andar.

Vestindo-se como Robin, o herói investiga o hotel para encontrar pistas sobre uma possível tentativa de assassinato (o pacífico secretário, coitado, acha que uma máquina de escrever caindo em sua cabeça foi apenas um mero acidente). A tarefa de Robin pode evitar uma má repercussão internacional e ele decide não acionar Batman. Mas tem uma ideia e chama o "boy" do hotel que o ajudou a carregar suas malas para o quarto. Em uma inversão no estilo "príncipe e mendigo", Dick propõe ao boy que ele ocupe seu quarto enquanto ele mesmo atua como boy do hotel. Obviamente o boy gosta da ideia e Dick entra para o grupo de jovens funcionários, percebendo o quão trabalhoso é o serviço.

Dick tem contato com outros diplomatas da conferência, como Parmee Sudan, da Índia. Sua sorte melhora quando ele é enviado justamente para atender a um pedido no quarto do Senhor Ramirez. No caminho, percebendo que o local é bem vigiado, vê apenas o funcionário da lavanderia sair do local. Isso chama sua atenção depois, quando o Senhor Ramirez lhe pede para buscar seu terno. Mas... se o funcionário da lavanderia estava por ali... ou será que não era um funcionário da lavanderia? De fato, ao segui-lo (como Robin) o homem reage. É o criminoso! Escorregando pelo tubo onde são colocadas as roupas sujas, Robin acaba caindo em uma gigantesca máquina de lavar e quase é feito em pedaços pelo criminoso, que foge enquanto o menino prodígio escapa da força centrífuga da máquina.

Voltando a trabalhar como boy, Dick dá um pulo até a cozinha, onde um banquete está sendo preparado. Lá ele fica sabendo peculiaridades de pratos de alguns países, como, por exemplo, que os hindus comem mais vegetais e nenhum tipo de carne. Comparecendo ao banquete, ele é convidado quando a delegação é convidada para um passeio pelas instalações do hotel. "Convidado" porque seus serviços podem ser necessários, é claro. O "passeio" os leva a conhecer uma linha de ferro particular do hotel. Dick percebe que Ramirez irá ser empurrado na linha quando um trem vem chegando e, trocando de uniforme, o salva como Robin. Perseguindo o bandido, ele entra em uma sala de banhos turcos e por conta da pouca visibilidade, devido ao local estar cheio de vapor, ele é atingido e desmaia. Em seguida, o criminoso o prende em uma cabine de vapor e foge.

Dick acorda sendo salvo pelos funcionários do hotel, mas estranha que não esteja com seu uniforme e sim com a roupa de boy. O herói agora tem a pista de quem é o criminoso e o desmascara para a polícia: o delegado hindu, que na verdade era Juan Fernando, membro do partido oposicionista no país do Senhor Ramirez. O partido temia que a popularidade de Ramirez aumentasse depois da conferência e ele fosse eleito presidente.

Voltando a seus quarto, Dick devolve o cargo ao boy e é surpreendido com um chamado da sala do chefe de segurança. Surpresa maior ainda quando descobre que o chefe de segurança na verdade é... Batman! Esta era sua missão misteriosa para o governo.

Na batcaverna, Dick explica como descobriu que o delegado hindu era falso:

"Quando o vi comendo ovos no banquete! Ora, os hindus verdadeiros não comem produto algum de origem animal, não é isso?"

Nota: Nnnnnnnão é bem isso, né, Robin? Certos segmentos entre os hindus não comem produtos de origem animal, a se destacar os brâmanes. Ainda assim sua investigação poderia esbarrar em uma falha. E pensar que outro dia seu sono foi gravemente abalado por desconfiar que julgasse inocentes de forma errada. Mas teve sorte dessa vez...

Particularmente esta foi a história em que me redimi com um artista das antigas. Houve muito desses casos em que não gostava de um desenhista de uma geração passada, simplesmente por ter como comparativo um artista da geração em que comecei a ler quadrinhos mais atentamente. Com o tempo e mais conhecimento das histórias, aqueles artistas que considerávamos horríveis começavam a agradar os olhos e fazer entender porque eram considerados mestres. Aqui, isso aconteceu com Jim Mooney, que eu detestava da época em que desenhava o Homem-Aranha, mas aqui está soberbo. Talvez por comparar com outras histórias dessa mesma época, parece que sua arte é a melhor se comparada com as histórias em Batman e Detective Comics (não que fossem ruins). O interessante é que a arte me agradou de primeira... e só depois me surpreendi em saber quem era o autor (já que, nessa época, não se costumava colocar créditos no início das histórias).

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Gabriel Arrais ( [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] )


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darkmarcos

149 Re: O Diário de Dick Grayson em 20/12/15, 04:35 pm

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 115

- Star Spangled Comics 122 ( Novembro de 1951 )

* "The Bad Boy of Gotham City", história desenhada por Jim Mooney

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman n° 2 ("O menino mau de Gotham")


Um detalhe curioso é mostrado na narrativa no início dessa história. De fato, Robin, supostamente um menino de 15 anos, sempre enfrentou criminosos ADULTOS ao lado de Batman. Mas, até então, nunca enfrentou alguém que fosse seu oposto, ou seja, um criminoso de sua faixa etária. Mas isso muda aqui quando ele enfrenta um perigoso delinquente.

No tribunal de Gotham, Robin tem contato com Floyd Wood, um delinquente que os jornais tornaram famoso por sua agressividade. Apesar de testemunhar que o rapaz não tem mesmo jeito, ao atacar um repórter, Robin compara sua própria história de vida. Afinal, ele também ficou órfão, mas foi adotado por Bruce Wayne. Pergunta-se se não seria diferente com Floyd caso ele tivesse a mesma oportunidade.

Os dias se passam e Bruce Wayne percebe que Dick Grayson não esquece o caso de Floyd Wood. Dick diz que gostaria de fazer um teste: ficar algumas semanas, em sua personalidade de Robin, ao lado de Floyd para ver se o endireitaria. Bruce, orgulhoso pela iniciativa, fala com o Comissário Gordon e Floyd fica sob custódia de Dick.

No dia em que Robin vai ao tribunal apanhar Floyd Wood, ele o vê conversando com Willy Blane, criminoso que era assecla do pai do delinquente. Floyd então, com pouca vontade, segue seu novo tutor. Antes de seguir caminho, o herói o leva para uma loja de pesca onde pretende comprar um equipamento de pesca. Enquanto está testando um deles, Robin vê Floyd querendo roubar um relógio da loja. No entanto, ele não quer chamar a atenção do garoto em frente aos vendedores para não envergonhá-lo (e, assim, perder o respeito que ele está tentando conquistar). Fingindo ser desastrado, o herói atira o anzol, que toca a "mão boba" de Floyd e o faz largar o relógio. Ainda na loja, Floyd se diz interessado em uma máquina fotográfica. Robin acha uma boa ideia para usar onde irão e a compra.

Na manhã seguinte, em uma fazenda fora de Gotham, Robin prepara o café da manhã quando Floyd acorda. O próximo passo é darem um passeio de bote. No meio do lago, Robin lhe mostra uma vila onde diversas crianças se divertem na água. Floyd pouco se impressiona, pois os considera gente rica que não tem os mesmos problemas que ele. É então que Robin o surpreende e diz que aquela é uma vila de órfãos. Porém, diferentes de Floyd, eles querem alguma coisa na vida, estudam, trabalham... e tem tempo para divertir-se.

Passam-se os dias e Robin ensina Floyd a pescar, um pouco de geologia e até mesmo o livra de ser picado por uma cobra. Certo dia, antes do amanhecer, os dois acordam diante de um incêndio na floresta. Floyd quer fugir, mas Robin o alerta para não se apavorar, pois poderá morrer queimado. O delinquente não dá atenção ao aviso de Robin e acaba torcendo o pé. Ajudando-o, Robin procura por um lago. Devido ao ferimento de Floyd, eles andam mais devagar do que o fogo, que piora cada vez mais e os cerca. Floyd não entende porque Robin não o deixa e se salva. Ao invés disso, o menino prodígio enrola o delinquente em um cobertor e dá-lhe um empurrão próximo a um barranco. Com isso, ele rola até o lago e não se queima. Em seguida, agora com mais liberdade de movimento, Robin o alcança. Logo, eles estão em um bote e conseguem escapar das chamas.

Tocado pelo esforço de Robin, Floyd lhe entrega a câmera que Robin comprou. Confessa que ela tem fotografias do herói sem máscara, que ele tirou enquanto Robin dormia. O plano é que ele entregasse sua identidade para Willy Blane. Robin se mostra satisfeito com a atitude. Ainda assim, Floyd diz que devolveu as fotos, mas viu o rosto de Robin... podendo reconhecê-lo em qualquer lugar. Mas Robin tem uma confissão também:

"Aquele não era o meu rosto. Eu sabia o que você estava planejando, porque ouvi a conversa que teve com Willy Blane, no corredor do tribunal... assim mesmo, quis fazer uma experiência com você. Eu estava usando uma máscara. Mas o que importa é que você me devolveu a máquina e passou na prova, Floyd. De hoje em diante, sei que você será um cidadão honesto."

Floyd se sente aliviado e agradece Robin pela ajuda.

E nunca, nunca, nunca, nunca mesmo... o leitor ficará sabendo se Robin realmente usava uma máscara... ou se Floyd, de fato, se tornou um cidadão honesto.



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Carlos Gritti

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darkmarcos

150 Re: O Diário de Dick Grayson em 21/12/15, 01:21 am

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O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 116

- Batman 68 ( Dezembro de 1951 )

* "The Secret Life of Batman's Butler", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane e Lew Sayre Schwartz, artefinalizada por Charles Paris

Publicada no Brasil pela Ebal na revista Batman n° 5 ("A vida secreta do mordomo de Batman")


Clima pesado na Mansão Wayne. Sem nenhum motivo aparente, e sob os olhos tristes de Dick Grayson, Bruce Wayne decide... despedir Alfred! O inconsolável mordomo, que promete não revelar o segredo de seus patrões, fica totalmente desnorteado e se pergunta o que teria ele feito de errado. Justo ele, que era um mordomo fiel e até mesmo já chegou a ajudar a dupla dinâmica em outras ocasiões.

Mas tudo não passa de um artifício para que os heróis prendam um bandido chamado Willis, o Enguia, que havia feito amizade com Alfred sem que o mordomo soubesse se tratar de um criminoso. A dupla descobriu que Willis se apoderou de um detector de mentiras e queria tirar a prova sobre a verdadeira identidade de Batman. Para isso, o bandido ficou amigo de Alfred e disse trabalhar com tal maquinário, convidando-o a participar, com outros amigos (outros bandidos) de uma brincadeira com o tal detector. Por ironia, Alfred realmente procurou Willis para ver se alegrava depois de ter sido despedido.

Alfred pergunta por que Batman não o prendeu logo, já que sabia se tratar de um criminoso. Tudo fazia parte de um plano para desacreditar o bandido de suas suspeitas. Afinal, já que Alfred acreditava que estava sendo despedido, quando Willis lhe fez a pergunta fatal, "você é mordomo do Batman?", e ele respondeu que "não", o detector de mentiras sinalizou que ele estava falando a verdade (ou melhor, ele "não era mais" o mordomo de Batman). Quando tudo acaba, os bandidos já não acreditam mais nessa suspeita e o coitado do Alfred (que jamais poderá ser afastado por problemas cardíacos) é reintegrado.

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Luis Martins

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