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O Diário de Dick Grayson

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darkmarcos

1 O Diário de Dick Grayson em 08/10/14, 12:26 am




O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 1

- Detective Comics n° 38 (Abril de 1940)

* "Introducing Robin, The Boy Wonder", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson, editada originalmente por Whitney Ellsworth

Publicada no Brasil, pela Editora Grande Consórcio Suplementos Nacionais, nas revistas O Lobinho n° 13 ("Batman Apresenta Robin, o Menino-Prodígio"); pela Editora Ebal, na revista Origens dos Heróis n° 7; pela Editora Abril, na revista As Várias Faces de Batman ("A Estréia de Robin"); pela Editora Nova Sampa, na revista Coleção Invictus n° 8 ("Batman Apresenta Robin, o Menino Prodígio), letreirizada por Vanderley Feliciano; pela Editora Panini, no encadernado Batman Crônicas n° 1 ("Apresentando Robin, o Menino Prodígio), letreirizada por Tiago Sueyoshi, traduzida por Eduardo Tanaka e Dorival Vitor Lopes e editado por Fabiano Denardin.


Nossa história se inicia em uma pequena cidade próxima a uma metrópole onde o circo Haly faz uma apresentação... dentro da grande tenda estão os Grayson... pai, mãe e o filho, Dick, que se balança no trapézio.

Mais tarde, após terminar sua apresentação, o garoto Dick passa pelo escritório do Sr. Haly, quando ouve vozes cobrando por proteção. São gângsteres o chantageando. Haly ameaça chamar a polícia e os criminosos o alertam para que evite acidentes nos shows. Haly se irrita e os põe pra fora.

Na noite seguinte... enquanto o jovem Dick Grayson já está a salvo no chão, seus pais, conhecidos artisticamente como Os Grayson Voadores, desafiam a morte com um triplo salto mortal. Os tambores soam... John Grayson voa... dá três giros e segura a mão de Mary. De repente, a corda do trapézio que a mantém se parte... e eles caem para a morte. Na plateia, está o famoso Bruce Wayne, que conforta o jovem Dick.

Mais tarde, Dick escuta novamente a conversa dos gângsteres com o Sr. Haly. Foram eles quem causaram o acidente que matou seus pais. Sua primeira reação é ir até a polícia. Mas alguém o impede de fazer isso: o herói conhecido como... Batman. Assim como Dick, ele quer pegar os assassinos. Batman sabe que foram eles quem colocaram ácido nas cordas do trapézio. Mas também sabe que Dick não pode procurar a polícia porque toda a cidade é comandada pelo chefe Zucco. Se Dick contar o que sabe, poderá ser morto em uma hora. Batman decide esconder o jovem em sua casa por um tempo.

Em sua casa, Batman conta a Dick que seus pais também foram assassinados, motivo pelo qual ele dedica sua vida a combater o crime. Dick deseja fazer o mesmo e pede ao herói que o leve nesse combate. Apesar de relutante, o herói concorda que os dois foram vítimas do mesmo problema. Decide, então, tornar Dick seu assistente, apesar de essa ser uma vida perigosa. Dick diz não ter medo.

Naquela noite, Batman e Dick fazem um juramento... no qual irão lutar juntos contra o crime e a corrupção e nunca sairão do caminho da justiça. Nos dias que se seguem, o treinamento começa. Dick demonstra incríveis habilidades acrobáticas, uma vez que faz os exercícios desde os seus quatro anos. Impressionado, Bruce chega até mesmo a pedir que ele lhe ensine uns truques. Em troca, o herói ensina o jovem vários truques de defesa pessoal, incluindo o modo correto de usar técnicas de Boxe e Jiu Jitsu. E assim, Dick Grayson, pelas mãos do destino, foi transformado em um surpreendente fenômeno, o Robin Hood da atualidade... Robin, o menino-prodígio!

Meses mais tarde, depois de muito trabalho e estudo... Dick se sente pronto para o combate. Bruce diz que eles irão voltar à cidade onde seus pais morreram e trabalhar. O jovem, na verdade, estará disfarçado como vendedor de jornais.

No dia seguinte, um garoto de rosto sujo se junta aos vendedores de jornal da cidade. Ele permanece disfarçado até que, um dia depois, é abordado por dois malandros que lhe cobram um terço do que ele ganha toda semana. Caso ele se recuse, eles acabarão com ele e lhe tomarão os jornais. Fingindo-se de assustado, Dick concorda em pagar. De volta à casa de Bruce, ele informa que os malandros irão recolher o pagamento no dia seguinte. Bruce prefere que o disfarce ainda seja mantido.

Na noite seguinte, Dick paga aos malandros para não apanhar. Seguindo as ordens de Batman, ele segue os criminosos até uma casa. Aproximando-se, ele ouve o chefe da gangue furioso pela coleta da semana ter sido insuficiente. Ele ordena que tirem mais dinheiro de seus "clientes". Açougues, alfaiatarias, lavanderias e tudo o mais. A ordem se estende até para jornaleiros e negócios pequenos. Caso alguém se recuse, a ordem é eliminá-los. A ação irá começar na noite seguinte. Dick precisa contar ao Batman urgentemente.

Batman age em cada local onde os homens do chefe Zucco abordam... e frustra suas chantagens. O herói deixa um claro aviso de que está protegendo, também, o Edifício Canin, que está sendo construído. Furioso, o gângster engole a cilada e segue com seus homens para a construção. Quando o carro do criminoso parte, ele não percebe que Robin está escondido atrás dele. O plano de Batman funcionou perfeitamente.

Os homens de Zucco sobem com dinamite pela construção. Robin sai das sombras e enfrenta os capangas que ficaram vigiando no térreo. O jovem chega até o andar onde estão os criminosos e é avistado pelos demais capangas. Robin consegue se desviar de um tiro, tira uma pedra de seu cinto e a coloca em uma atiradeira. Como Davi lutando contra Golias, Robin luta contra os gângsteres acertando-os com as pedras. Após um fantástico salto... e um tremendo impulso... o destemido jovem aterrissa sobre os bandidos. Zucco fica impressionado como apenas um garoto está sendo capaz de derrotá-los.

Usando seu conhecimento de jiu-jitsu ensinado pelo Batman, o corajoso garoto trava uma dura batalha contra os perigosos gângsteres. Mas, de repente, Robin escorrega! Com grande esforço, o menino-prodígio gira seu corpo e consegue se agarrar numa viga abaixo, mas um dos criminosos se aproxima. Conforme o gângster pisa em seus dedos, o menino-prodígio gira novamente ao redor da viga... mandando o criminoso pelo espaço. Ainda assim, ele não está fora de perigo. O próprio Zucco lhe aponta uma arma. Quando está prestes a disparar... surge o Batman.

Um dos capangas de Zucco, chamado Blade, decide fugir. Mas Batman consegue laçá-lo com uma corda, arrancando-o da viga. Enquanto o criminoso balança, Batman tira do cinto um pequeno frasco contendo ácido... o mesmo ácido que ele colocou no trapézio dos Grayson Voadores e que irá corroer a corda, a menos que ele assine uma confissão fornecendo nomes. Blade concorda e escreve uma confissão completa, inclusive indicando o próprio chefe Zucco. Furioso, Zucco avança sobre Blade e o empurra das mãos do Batman. Robin consegue salvar o criminoso antes que atinja o chão. Além disso, os heróis conseguiram as provas que buscavam. Batman pediu a Robin que trouxesse uma câmera apenas para garantir. Isso acabou sendo muito útil, uma vez que Robin tirou uma foto de Zucco empurrando Blade. A foto e a confissão serão enviadas para o governador e o destino do chefe Zucco poderá ser a cadeira elétrica.

A morte dos pais de Dick foi vingada e agora ele poderá voltar para a vida do circo. Mas Dick acha que seus pais gostariam que ele continuasse lutando contra o crime... além do que, o garoto adora aventuras. Bruce acaba concordando e o parabeniza... apesar do ímpeto do jovem em não esperá-lo e enfrentar o perigo sozinho. Robin, no entanto, tem confiança o bastante para saber que se sairá muito bem na próxima vez.



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Diego

2 Re: O Diário de Dick Grayson em 08/10/14, 05:37 pm



Bem vindo ao fórum,Marcos!!
Ótima iniciativa. Até porque o Asa Noturna é um dos meus personagens favoritos.

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darkmarcos

3 Re: O Diário de Dick Grayson em 09/10/14, 01:26 am



@Diego escreveu:Bem vindo ao fórum,Marcos!!
Ótima iniciativa. Até porque o Asa Noturna é um dos meus personagens favoritos.

Vai se esbaldar então, Diego.
Obrigado pela boa receptividade.
Abraço!

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darkmarcos

4 Re: O Diário de Dick Grayson em 09/10/14, 01:27 am




O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 2

- Batman n° 1 (1940)

* "The Joker", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane e Jerry Robinson

Publicada no Brasil, pela Editora Abril, na revista As Várias Faces de Batman ("O Coringa"); pela Editora Gibizada, na revista Álbum Juvenial - Série B n° 8 ("Batman e Robin Contra o Coringa); pela Editora Opera Graphica, na revista Batman Vs Coringa - Através das Décadas ("Batman Vs Coringa"), traduzida por Roberto Guedes; pela Editora Panini, em Batman Crônicas n° 1 ("O Coringa"), letreirizada por Tiago Sueyoshi, traduzido por Eduardo Tanaka e Dorival Lopes e editada por Fabiano Denardin; em Coleção DC 75 Anos n° 1 e em Batman - A Piada Mortal.


Dick lê sobre as notícias de um maníaco conhecido como Coringa, que vitimou um milionário para roubar seu diamante. A vítima, após falecer na frente dos policiais que tentavam protegê-lo, teve seu rosto horrendamente deformado com um tétrico sorriso. O garoto vê urgência em ir atrás do vilão, mas Bruce pondera sobre o modo de agir.

Dias depois, um segundo assassinato misterioso e com a marca do Coringa mexe não só com o temor da população, mas também com o submundo do crime. O chefão Brute Nelson está furioso, pois esse tal Coringa está executando roubos que sua gangue deveria estar fazendo. Diante de uma verdadeira guerra de gangues, Batman sente que chegou a hora de investigar. Porém, o cavaleiro das trevas não só não consegue impedir que o Coringa matasse o criminoso, como também percebe que talvez tenha encontrado um inimigo a altura. Percebe isso ao ser atingido por um chute e cair no rio enquanto perseguia o vilão.

Como de costume, o Coringa invade as transmissões de rádio e informa que fará uma terceira vítima. Dessa vez, será o juiz Drake, que o mandou para a prisão tempos atrás. Ouvindo a ameaça, Batman e Robin tomam ciência que tem apenas duas horas antes que a ameaça se concretize.

Robin vigia a casa do juiz e vê um policial sair sorrateiramente do local. Seguindo as ordens de Batman para seguir qualquer um que saísse, Robin o vê entrar em uma casa velha e deserta. O destemido garoto também entra no sinistro local. O silêncio que envolve aquela casa chega a incomodar e serve de armadilha para que ele receba um traiçoeiro golpe. Dick é amarrado e nota que o policial é, na verdade, o Coringa disfarçado. Incapaz de se mover fica a mercê de uma seringa contendo veneno do vilão prestes a lhe tirar a vida. É quando Batman entra pela janela e desarma o Coringa. Com um potente soco Batman lança o Coringa contra uma mesa de substâncias químicas. Em seguida, uma faísca inicia um incêndio. Ainda assim, o vilão alcança uma arma que lança uma espécie de gás contra Batman. O herói sente seu maxilar tomar a forma de um terrível sorriso, enquanto o Coringa foge deixando a dupla dinâmica em meio ao fogo. Porém o Coringa não contava com a incrível capacidade de recuperação do herói, que também consegue salvar Robin de uma terrível morte.

Momentos depois, Robin informa ao Batman sobre o colar de Cleópatra, que o Coringa tencionava roubar. A dupla segue para o local onde o artefato se encontra, a cobertura de Otto Drexel. No local, o vilão ainda tenta fugir do homem-morcego, passando por uma construção ao lado da cobertura. No caminho, ele é abordado por Robin, que tem a oportunidade de vingar a pancada na cabeça com um chute no vilão que o faz voar fora da plataforma. Logo em seguida, os heróis o deixam em frente a uma delegacia.

Após prendê-lo, Batman descobre que o Coringa utilizava uma droga que faz com que os músculos do rosto se retraiam. Eis um inimigo inteligente e diabólico demais para ficar solto.



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darkmarcos

5 Re: O Diário de Dick Grayson em 09/10/14, 01:31 am




O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 3

- Batman n° 1 (1940)

* "The Cat", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane e Jerry Robinson

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, em Batman Crônicas n° 1 ("A Gata"); letreirizada por Tiago Sueyoshi, traduzido por Eduardo Tanaka e Dorival Lopes e editada por Fabiano Denardin


Bruce Wayne lê o jornal onde divulgam a festa no iate da Sra. Travers, evento no qual todos estão falando. Mas essa divulgação pode ter um lado negativo, uma vez que atrai cada bandido da cidade para roubar seu famoso colar. Bruce gostaria de estar naquele iate na noite seguinte. No entanto, precisa fazer algo antes e indica o próprio Dick para assumir aquele caso sozinho até que ele chegue para ajudá-lo. Para infiltrá-lo no iate, Bruce utiliza seus contatos para colocá-lo como um dos garçons da festa.

Na noite seguinte, a bordo do Dolphin, o iate dos Travers, Dick mantém seus olhos e ouvidos abertos. Logo ele encontra a Sra. Travers e tenta ouvir sua conversa. Junto a ela, está seu sobrinho, Denny, que lhe apresenta a Sra. Peggs. Em conversa com um dos garçons, Dick descobre que o sobrinho não é o bondoso acompanhante de idosas como parece. Ele, assim como outras pessoas no barco que rodeiam a Sra. Travers, só estão interessados no dinheiro da milionária. Dick confirma isso ao ouvir uma discussão, por causa de dinheiro, com um dos irmãos da Sra. Travers.

Dick encontra Denny jogando um papel em alto mar. Sem que o sobrinho da milionária perceba, o vento faz com que o papel volte... até os pés de Dick. O papel é uma carta onde há uma mensagem de alguém que se identifica escrevendo um miado. Dick apelida o misterioso destinatário de O Gato. Logo em seguida, a Sra. Travers avisa que seu colar foi roubado e que o detetive que contratou está desacordado em seu camarim.

A neblina impede a visibilidade de onde o iate está, mas eles veem um pequeno barco se aproximar e se identificar como sendo da guarda costeira. Acreditando que poderão ajudá-la, a Sra Travers permite que subam. Mas os homens se revelam assaltantes... que estão atrás do colar. A Sra Travers ri do incidente, uma vez que seu colar já foi roubado. Os ladrões, enfurecidos, começam a saquear os demais convidados. Em dado momento, um dos convidados decide defender uma moça que está sendo roubada. Quando o assaltante revida, apontando uma arma, Dick o ataca, empurrando-o. Em seguida, ele enfrenta os demais assaltantes, mergulhando no mar logo em seguida. Os demais assaltantes disparam contra o local onde Dick caiu... sem acertar nada. Dick aproveitou o mergulho para livrar-se das roupas de garçom e assumir o uniforme de Robin.

Os assaltantes tentam escapar utilizando o barco que os trouxe, mas são abordados por Batman. Ainda assim, o herói está sozinho contra a quadrilha. É então que Robin aparece e consegue laçá-los. Batman propõe soltá-los e os desafia a derrotarem Robin. Um segundo depois, uma impressionante cena... quatro homens medem forças contra um único garoto. O menino-prodígio, no entanto, os surpreende e consegue derrotá-los. Batman apenas observa a surra que os assaltantes estão levando. Logo, os criminosos estão exaustos e assustados demais para revidar e Batman os prende novamente.

A dupla dinâmica volta para o iate e Dick conta a Batman sobre O Gato. O problema é que vários membros da família da Sra. Travers podem ser suspeitos. A bordo do iate, os convidados tentam esquecer o assalto com uma festa à fantasia. Batman é confundido com um convidado. Um alarme de incêndio e Batman percebe que a idosa Sra Peggs (que estava com Denny) começa a correr com uma desenvoltura incomum para sua idade. Ela continua sua fuga até que é agarrada por Robin.

Com a Sra Peggs presa, Batman começa a tirar seu disfarce. Primeiro sua peruca grisalha, revelando cabelos negros. Continuando a desmascará-la, descobre que a Sra Peggs, na verdade, era uma bela mulher disfarçada. Batman descobriu que ela era A Gata (e não O Gato), pois o bilhete que o sobrinho da Sra Travers deixou cair dizia que ele tinha um cúmplice... Como Denny disse que a Sra Peggs era apenas uma convidada... O toque do herói foi fazer com que Dick disparasse o falso alarme de incêndio.

De repente, Denny aparece na porta do camarim. Ele está armado. Ironicamente, Batman o nocauteia com o próprio colar que foi roubar. A Gata tenta negociar com Batman, mas ele prefere levá-la até a polícia. Eles utilizam uma lancha, mas, no caminho, A Gata consegue escapar pulando na água. Robin tenta detê-la, mas Batman se atrapalha e tromba com ele. O herói não costuma ser tão atrapalhado e Robin acredita que ele facilitou a fuga da vilã. De fato, ao voltarem para a praia, Batman se mostra distraído... elogiando os atributos físicos da Gata.

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banzé

6 Re: O Diário de Dick Grayson em 09/10/14, 09:58 am



Salve amigo Dark Marcos, muito bem vindo ao fórum fumetteiros, sinto-me honrado por tua presença, sinta-se a vontade, o fórum também é teu. Smile

Eu fixei o tópico no topo da sala da justiça, assim terá mais facilidade de encontrar o tópico e postar, abraços. Very Happy

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darkmarcos

7 Re: O Diário de Dick Grayson em 10/10/14, 01:16 am



@banzé escreveu:Salve amigo Dark Marcos, muito bem vindo ao fórum fumetteiros, sinto-me honrado por tua presença, sinta-se a vontade, o fórum também é teu. Smile

Eu fixei o tópico no topo da sala da justiça, assim terá mais facilidade de encontrar o tópico e postar, abraços. Very Happy

Opa!

Fico agradecido, amigo!

Abraços!

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darkmarcos

8 Re: O Diário de Dick Grayson em 10/10/14, 01:16 am




O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 4

- Batman n° 1 (1940)

* "The Joker Returns", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane e Jerry Robinson

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, em Batman Crônicas n° 1 ("O Retorno do Coringa"); letreirizada por Tiago Sueyoshi, traduzido por Eduardo Tanaka e Dorival Lopes e editada por Fabiano Denardin


Bruce Wayne e o jovem Dick Grayson são surpreendidos com a notícia de que o Coringa escapou da prisão após, misteriosamente, explodir sua cela e render dois carcereiros.

Após o vilão cometer vários e novos crimes, Bruce Wayne, com o auxílio do Comissário Gordon, cria uma falsa notícia a respeito de um precioso rubi. O Coringa engole a isca, mas já prevê que está indo para uma armadilha. Fortemente armado, consegue escapar dos guardas e fugir para o telhado da mansão, onde Robin o espera. Um tremendo salto leva o vilão até o telhado vizinho. Robin o segue saltando da mesma forma. Mas, no momento em que ele está prestes a completar o salto, o Coringa o empurra, fazendo-o cair no vazio. Robin gira seu corpo no ar e segura um mastro.

Quando o Coringa sai da casa, ele vê Robin pendurado no mastro e tenta terminar de exterminá-lo. Mas Batman surge e o impede. Robin observa a luta dos dois. O mastro se rompe e Robin começa a cair outra vez. Durante a queda, ele consegue virar seu corpo no ar, bate em um toldo e cai direto nas costas do Coringa. Isso dá tempo para que Batman o encare novamente. No entanto, o Coringa traz uma faca. Durante a luta, o vilão, acidentalmente, enfia a faca em seu próprio peito. É o fim do Coringa. E nem mesmo morto, seu sorriso se desfaz.

Quando a polícia se aproxima, Batman e Robin partem, deixando o corpo do Coringa para que seja levado pelas autoridades.

A+:

* As primeiras histórias de Batman, mesmo vistas hoje, são consideradas extremamente violentas pelo fato dos criminosos serem eliminados pelo herói, inclusive de formas bizarras em alguns casos. O surgimento de Robin, além da clara intenção de inserir uma espécie de alter-ego do leitor nas histórias do personagem, também serviria de "freio" para esse... digamos... instinto justiceiro. Ainda assim, no início, havia ecos dessa fase. O próprio Robin, já em sua primeira missão, simplesmente joga um dos capangas do chefe Zucco, do alto de um edifício em construção, para a morte. Apesar de a situação ser de "vida ou morte", justificando que tomou tal atitude, vale lembrar que, logo no final dessa primeira história, Robin conseguiu içar o capanga de Zucco que foi arremessado pelo próprio chefe... o que também é justificável, já que era a principal testemunha contra o vilão. Meios justificando fins na Era de Ouro dos Quadrinhos.

* Além da intenção de diminuir a violência das histórias (algo que não ocorreu de imediato) a criação de Robin também dava uma nova linha narrativa para o Batman. Ante, solitário, era comum ler os pensamentos do herói sobre os casos que enfrentava, uma vez que não tinha com quem conversar. Situação esquisita que foi resolvida com os ouvidos de Dick Grayson, que agora eram "alugados" pelo detalhismo investigativo de Bruce Wayne.

* A ideia de um parceiro-mirim para o Batman foi uma jogada editorial que deu muito certo na década de 40. Não foi o primeiro personagem que surgiu nesse quesito, mas foi o que mais criou notoriedade. As vendas da Detective Comics praticamente dobraram e rendeu até mesmo uma revista para o personagem.

* Bill Finger teve a ideia de criar Robin lembrando a Bob Kane que Batman era uma mistura de Douglas Fairbanks com Sherlock Holmes. E, assim como Sherlock tinha seu Watson para conversar sobre os crimes que investigava, Batman teria seu parceiro para o mesmo intento.

* Bob Kane propôs que o nome do personagem seria... Mercúrio. Mas decidiram por adotar um nome mais comum e que aproximasse o personagem dos leitores.

* Bob Kane gostaria que a origem do personagem fosse idêntica ao Batman, para se fazer um paralelo de suas tragédias pessoais. Foi Bill Finger quem desenvolveu a ideia de seus pais, que seriam assassinados, serem artistas circenses.

* Há quem diga que o nome "Robin" homenageava o arte-finalista Jerry ROBINson que, de certa forma, era uma espécie de parceiro-mirim dos criadores de Batman, Bob Kane e Bill Finger.

* Seguindo o sucesso de um parceiro mirim para o Batman, outros heróis apresentariam a mesma tendência. Arqueiro Verde teria o Ricardito; Capitão América seria acompanhado pelo Bucky e até mesmo Superman, de certa forma, viria em Jimmy Olsen um poderoso (só que não) aliado em suas aventuras.

* Temos a primeira aparição da Mulher-Gato, sem o uniforme e a primeira do Coringa. A continuidade da galeria de vilões, naquela época, dependia do sucesso dos mesmos junto aos leitores. A Gata (como era chamada a Mulher-Gato) ainda iria ser desenvolvida em histórias futuras e deixa gancho pra isso. Gancho ainda mais evidente é na segunda história do Coringa (dentro de uma mesma edição) onde ele acaba escapando de uma aparente morte, sem que a dupla dinâmica saiba que sobreviveu.

ÂmagoNews:


* Era uma revista tão boa, mas TÃO BOA... que por causa dela acabei "convertido" ao gênero de super-heróis. No podcast ArgCast, converso com outros "velhinhos" sobre essa antológica publicação, que deixou saudades e marcou uma geração inteira de leitores. Ouçam e divirtam-se : http://www.dinamo.art.br/podcast/150/

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darkmarcos

9 Re: O Diário de Dick Grayson em 10/10/14, 02:42 am




O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 5

- Detective Comics n° 39 (Maio de 1940)

* "The Horde Of The Green Dragon", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane e Jerry Robinson

Publicada no Brasil, pela Editora Grande Consórcio, em O Lobinho n° 15 ("A Horda do Dragão Verde"); pela Editora Panini, em Batman Crônicas n° 2, letreirizada por Tomás Troppamair, traduzida por Rodrigo Barros e editada por Fabiano Denardin


Dick lê uma notícia sobre o sequestro de dois milionários, onde está sendo exigido um valor pelo resgate. Durante o sequestro, o chofer foi morto por uma machadinha. No mesmo jornal, existe uma mensagem dirigida ao Batman. Um amigo precisa de sua ajuda. A letra "A" da mensagem foi escrita em estilo chinês, algo que aparenta ter sido feito propositalmente. Bruce concorda, a pista denota que seu "amigo" é chinês. Logo, ele se lembra de Wong, de Chinatown, que o ajudou no passado. Vestindo-se como Batman, Bruce Wayne ordena que Dick fique em casa e guarde o esconderijo enquanto ele visitará Wong.

Batman retorna com a informação que os criminosos pertencem ao clã do Dragão Verde. Na noite seguinte Batman prefere agir sozinho enquanto volta até a casa de Wong para conseguir mais pistas dos dois milionários raptados. Ele alerta, novamente, para que Dick só saia caso ele não volte em algumas horas.

Aproveitando que Batman deixou o endereço de Wong, Robin vai até a casa de Wong. Ele sabe que Bruce ficará triste com ele por ter desobedecido a suas ordens, mas tinha que investigar o que estava acontecendo. Em uma sala, Robin encontra Wong morto por uma machadinha, como o chofer assassinado. Batman tinha razão... aquele caso realmente tinha ligação com os homens sequestrados. O corpo de Wong jaz sobre uma mesa. Robin nota que o homem, antes de morrer, arranhou um endereço na mesa: Cais três. É para onde o jovem herói segue.

No Cais 3, a única coisa que se parece com um esconderijo é uma escuna. No entanto, antes que siga para ela, Robin é avistado! Um vulto escondido o segue... o assassino da machadinha. O criminoso atinge Robin com um lado da machadinha, de forma a desacordá-lo. Inconsciente, o herói é carregado sobre o sombrio cais para o barco do mistério... até covil do Dragão Verde. Quando Robin acorda, ele avista duas pessoas amarradas... os milionários sequestrados! Logo acima, sentado em um trono, está o mestre do clã do Dragão Verde. O vilão, vendo certa semelhança entre Robin e outro "fantasiado", Batman, que saber onde o herói mora. Robin não importa se será torturado... não irá dizer nada sobre o Batman. O mestre, decepcionado coloca o garoto em duelo com seu melhor espadachim. O problema é que a espada de Robin... é de madeira!

Robin luta habilmente, mas seu oponente, com uma lâmina de aço, faz fatias de sua espada de madeira. A cada golpe sua defesa de desfaz. Chega a um ponto em que Robin está apenas com o cabo da espada. Já desarmado, ele alcança um bolso de seu uniforme e retira uma espécie de estilingue. Coloca uma bolinha de aço e enfrenta seu atacante, que é surpreendido com um golpe da bolinha de aço, lançado contra sua cabeça.

Batman chega ao local e derrota o mestre do Clã, enquanto Robin está "se divertindo" com os demais capangas.

No dia seguinte, as manchetes dão conta de que Batman libertou os milionários e quebrou o tráfico de ópio. Apesar de Wong ter sido morto, seu sacrifício não foi em vão. Seu povo está livre e o clã do Dragão Verde foi derrotado.



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darkmarcos

10 Re: O Diário de Dick Grayson em 11/10/14, 09:20 pm




O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 6 e 7

- Batman n° 2 (1940)

* "Joker Meets Cat-Woman", desenhada por Bob Kane

Publicada no Brasil, pela Editora Grande Consórcio Suplementos Nacionais, em O Lobinho n° 17 ("O Palhaço"); pela Editora Panini, em Batman Crônicas n° 2 (O Coringa encontra a Mulher-Gato), letreirizada por Tomás Troppamair, traduzida por Rodrigo Barros e editada por Fabiano Denardin


As coisas parecem calmas na cidade. Para disfarçar a inquietude, devido à falta de ação, Bruce Wayne e Dick Grayson jogam xadrez. Ainda assim, Dick gostaria que algo acontecesse. Mas uma notícia bombástica muda esse cenário: o Coringa está vivo!! Mesmo depois do último encontro com a dupla dinâmica, onde o vilão se feriu mortalmente, ele foi levado para um hospital e o tratamento salvou sua vida. É hora de o Batman agir. O plano do herói é abduzir o Coringa do hospital, antes que ele seja capaz de escapar das mãos da polícia, e levá-lo a um conhecido cirurgião neurológico para que possa ser curado e transformado em um cidadão valioso.

Chegando ao hospital, uma gangue está sequestrando o vilão para que ele possa liderá-los no roubo de uma importante joia. Para a surpresa de Batman e Robin, uma velhinha vendendo doces na frente do local não é quem parece. Na verdade, é a conhecida ladra chamada A Gata que está rondando o local do sequestro. Batman a leva para dentro do carro, dirigido por Robin. A Gata teme que Batman a leve para a polícia. Mas, por enquanto, ele só quer a informação sobre onde levaram o Coringa.

Após revelar tudo o que sabe sobre o sequestro, a Gata é libertada pela dupla dinâmica. Batman segue as pistas para localizar o vilão, enquanto Robin segue a Gata para mantê-lo informado casa descubra algo mais. Robin a segue até o castelo de E.S. Arthur, onde estão escondidas as joias. Coincidentemente, o Coringa também está no local e já matou o milionário, encurralando a Gata. O menino prodígio avança pela janela e atinge o Coringa, antes que ele dispare. Porém, o vilão investe contra o herói. Robin tem a vantagem do vilão ainda estar fraco por causa da cirurgia que passou para se recuperar. Mas o vilão apanha uma maça da parede e o atinge, desacordando-o.

Quando o vilão está prestes a injetar seu veneno em Robin, a Gata lhe oferece as joias roubadas. É o tempo suficiente para que Batman apareça e enfrente o Coringa. No meio da luta, o vilão incendeia o castelo. Um golpe de Batman o desacorda. O herói resgata Robin e a Gata através de uma escada que os levam ao seu batplano. Ao subirem, Robin se recupera. No meio da subida, a Gata salta levando a caixa de joias. Na verdade, ela literalmente levou a caixa das joias... e somente isso. As joias que estavam dentro foram retiradas por Batman. Ao que tudo indica, não será a última vez que verão a Gata... ou mesmo o Coringa.



* "Wolf, the Crime Master", desenhada por Bob Kane

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, em Batman Crônicas n° 2 ("Lobo, o Mestre do Crime"), letreirizada por Tomás Troppamair, traduzida por Rodrigo Barros e editada por Fabiano Denardin


Certa noite, já tarde, enquanto Batman e Robin, o menino-prodígio, dirigem-se para casa, eles se deparam com uma gangue assaltando um armazém. Com rapidez, a dupla dinâmica atinge os pistoleiros. Mas enquanto lutam, o homem que parece liderar a gangue surge de um carro. A bengala do vilão atinge Robin com violência. Não satisfeito, o criminoso ainda joga o jovem herói na direção de seu caminhão em disparada. Batman salta rapidamente para salvá-lo. Apesar de salvar seu parceiro, Batman vê os vilões fugirem. Robin acorda em seguida. Batman já havia ouvido falar sobre aquela gangue. Eles andam criando problemas para a polícia nos últimos tempos. O herói decide cuidar desse caso pessoalmente.

Na noite seguinte, Batman se lembrou de um detalhe no carro de fuga dos criminosos. Um pequeno amassado no para-lamas. Acontece que, ao visitar o museu e um amigo, Bruce se depara com o mesmo carro estacionado. Através dessa pista, consegue segui-lo até um cais. No local, Robin reconhece o homem que o bateu. Quando os criminosos pegam o vigia do cais, é hora da dupla dinâmica agir. No meio da luta, um disparo consegue atingir o ombro de Batman. Robin vê seu mentor cair no mar. Enfurecido, Robin ataca os criminosos com ainda mais violência. Descobre-se que o homem que atingiu Robin antes é o líder da gangue e que se chama... Lobo.

Todos ficam surpresos quando um cambaleante e encharcado Batman sobe pelo cais. O herói joga uma cápsula de fumaça para desorientar os criminosos enquanto Robin o auxilia a voltar para o carro e para a mansão.

No laboratório da mansão, Robin está nervoso para o que está prestes a fazer pelo ferido Bruce. Orando silenciosamente, Dick começa a vasculhar atrás da bala alojada no ombro de Bruce. Finalmente, depois do que parece uma infinidade de tempo agonizante, ele consegue encontrar o projétil.

Na noite seguinte, Dick entra na biblioteca e vê Bruce acordado, lendo... ao invés de estar na cama, descansando o braço. Mas a inquietude investigativa de Bruce o fez agir até agora e chegar a uma importante informação. Está tudo ligado a um livro de suspense chamado O Mestre do Crime. Bruce fez uma lista dos crimes cometidos pela gangue do lobo e eles batem com os crimes fictícios relatados no livro. Por algum motivo, Lobo está seguindo exatamente o plano do livro. Bruce se lembra de que viu o zelador do museu de seu amigo lendo este mesmo livro. Poderiam ele e Lobo ser a mesma pessoa, sendo que o zelador é apenas um tímido fã do livro? Batman então se lembra do formato do rosto do zelador e descobre que é a mesma pessoa! Agora, eles precisam agir rápido: o próximo crime do livro é um assassinato. Justo na noite em que o amigo do museu trabalha até tarde.

Depois da meia moite, quando a dupla dinâmica chega ao museu, Robin entra na janela em tempo de impedir o zelador (agora assumindo a identidade de Lobo) que está prestes a esfaquear seu patrão. A força de um louco parece correr pelo corpo de lobo, enquanto a faca chega mais perto do menino-prodígio. Batman consegue desarmá-lo a tempo. Lobo fica transtornado com o morcego estampado no peito do herói. Nesse momento, Batman aproveita para desferir um poderoso golpe, fazendo Lobo rolar pela escada atrás dele. Ao chegar ao final dos degraus, Lobo quebra o pescoço. Antes de morrer, o rosto do criminoso parece mudar suas feições e voltar a ter a aparência do tímido zelador. Em seus últimos momentos, de repente, tudo parece claro para o zelador, chamado Cordeiro, e ele sabe o que deve fazer para que compreendam e não o odeiem.

Cordeiro conta que era fascinado pelo livro de mistério chamado O Mestre o Crime. Uma noite, ao sair tarde do museu, próximo as escadas onde ficava um enorme quadro de morcego, tropeçou e bateu a cabeça. Quando se levantou parecia que a personalidade do vilão do livro havia tomado seu lugar. Esse fenômeno sumia durante o dia, mas, à meia-noite, sua personalidade maléfica sempre tomava conta. Enquanto escutam a história com crescente admiração, Cordeiro olha para cima de repente com olhos agitados... e morre. O dono do museu, ciente de que Cordeiro se sentia culpado, o perdoa. O morcego no peito de Batman fez algo dentro de Cordeiro lembrar-se do quadro que viu antes de tropeçar e lhe causar esse transtorno. Robin não sente pena do que Lobo fez... mas sim do que Cordeiro se tornou... um herói. Cordeiro era uma espécie de Jekyll e Hyde psicológico. Foi a única vez em que Batman teve pena de ver um criminosos morrer. Afinal, cuidados médicos poderiam tê-lo curado.



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11 Re: O Diário de Dick Grayson em 11/10/14, 11:50 pm




O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 8

- Batman n° 2 (1940)

* "The Case of the Clubfoot Murders", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane e Jerry Robinson

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, em Batman Crônicas n° 2 ("O Caso do Assassino do Pé Torto"), letreirizada por Tomás Troppamair, traduzida por Rodrigo Barros e editada por Fabiano Denardin


Um misterioso assassino, que chama a si mesmo de Pé Torto, tem assassinado membros da família Storme, deixando um cartão no local do crime onde é consumada sua vingança. Junto ao Comissário Gordon, Bruce Wayne descobre que "Pé Torto" Beggs foi visto pela última vez embarcando em um trem para Nova York.

Naquela noite, Batman e Robin se esgueiram pela escuridão até a casa de Ward, o advogado da família Storme. Enquanto Batman entra por uma janela, Robin fica vigiando fora da casa. Logo, criminosos que assaltavam a casa estão tentando fugir. Robin intercepta um delas pela porta e o derruba.

A dupla dinâmica consegue uma pista que indica uma velha usina abandonada na beira de um rio. Batman encontra mais criminosos torturando o advogado. Apesar de derrotá-los com facilidade, um dos criminosos o está emboscando do alto de uma plataforma. É quando Robin surge pela janela aberta na extremidade oposta de onde está o vilão. Agarrando-se em uma corrente, Robin balança e passa pelos criminosos, chegando ao que emboscava Batman e agarrando-o com as pernas. Enquanto se balança de volta, Robin solta o homem e ele cai sobre os outros. Batman e Robin começam a "limpar a casa". Os heróis salvam o advogado, que foi sequestrado para revelar o que significavam as marcas em uma das peças de ouro, cada qual entregue a um dos membros da família Storme, quando seu patrono, Harley, foi morto pelo Pé Torto.

Em casa, Bruce Wayne reflete sobre um estranho problema. Os criminosos foram inteligentes o bastante para saber que havia algo valioso na peça de ouro, apesar dos Storme terem sido burros demais para perceber. De fato, há uma estranha marca nela, logo ao lado dos dizeres "Unidos venceremos... divididos, sofreremos.". É curioso como, naquele momento, os Storme estão divididos... e todos receberam uma peça. O que aconteceria se unissem as peças? Isso e mais uma carta guardada na casa de Ward, explicaria todo o mistério. Batman orienta que Robin vá à casa de Roger Storme, filho de Harley, caso o Pé Torto decida atacar naquela noite.

Robin escala a treliça na Mansão Storme. Quando chega na janela, enxerga horrorizado que Roger Storme foi assassinado. Pé Torto passou por ali. É hora de voltar e contar ao Batman. Robin cruza a propriedade vazia. De repente, ele vê uma sombra projetada na parede à sua frente. Robin gira e agarra um braço com uma garra de aço na sua extremidade. No chão, Robin vê a garra mortal descendo cada vez mais. Desesperadamente, o herói gasta suas forças num repentino empurrão do corpo. Pé Torto se recupera antes que o menino possa atacar de novo, dispara para um carro à sua espera e sai acelerado.

Logo em seguida, Robin encontra Batman no porão da casa do advogado da família, Ward, sendo ameaçado pelo Pé Torto. Acontece que o verdadeiro Pé Torto, está preso logo atrás deles. O que está atacando Batman é o advogado, disfarçado. Ward descobriu que as marcas nas peças de ouro formam uma espécie de mapa de uma mina deixada por Harley e decidiu matar cada membro da família e recuperar cada um dos pedaços. Para fugir da polícia, disfarçou-se como o conhecido Pé Torto e prendeu o verdadeiro para que, após os crimes, simulasse que ele tivesse cometido suicídio, deixando a polícia sem pistas. Robin consegue se desviar do rápido golpe de Ward. Mas isso distrai o vilão tempo suficiente para que Batman o impeça de agir. O caso do Pé Torto foi resolvido.

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12 Re: O Diário de Dick Grayson em 12/10/14, 01:17 am




O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 9

- Batman n° 2 (1940)

* "The Case of the Missing Link", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson e George Roussos

Publicada no Brasil, pela Editora Grande Consórcio Suplementos Nacionais, na revista O Lobinho n° 18 ("O Homem Pré-Histórico"); pela Editora A Noite, no suplemento Mirim n° 1120; pela Editora Panini, no encadernado Batman Crônicas n° 2 ("O Caso do Elo Perdido"), letreirizada por Tomás Troppmair, traduzida por Rodrigo Barros e editada por Fabiano Denardin


Robin é designado para proteger o Professor Drake, que acaba de descobrir um gigantesco homem pré-histórico na África. Acontece que o professor está correndo risco de vida, ameaçado por dois malandros que querem roubar sua descoberta e apresentá-lo como uma atração circense. Quando Robin chega... já é tarde demais. Ele ouve tiros e vê homens saindo da casa do professor. O herói enfrentar os criminosos, mas não vê quando um deles se aproxima, armado, pelas costas. De um galpão, Golias, como foi apelidado o homem pré-histórico, ouve os tiros e teme pelo que aconteceu a seu dono. Desesperado, o gigante arrebenta a porta do galpão e ataca os criminosos, antes que consigam matar Robin. Infelizmente, não só mataram o professor como também montaram a cena do crime para que parecesse suicídio. Robin, mesmo sabendo a verdade, não pode testemunhar, pois isso denunciaria que o herói estava envolvido (nota: nessa época, Batman era considerado um vigilante procurado pela polícia; como Robin era seu parceiro...).

Não demora muito para que a ideia dos malandros dê muito errado. Golias, apesar de enjaulado, logo sai do controle e causa pânico no circo. Quando Batman e Robin chegam ao local, a confusão já está armada. Eles, antes, prendem um leão fugitivo e Robin domina um elefante enlouquecido. Distraído, Robin não vê quando o descontrolado Golias se aproxima... e o lança no ar. Graças às suas habilidades acrobáticas, o menino prodígio se agarra a um trapézio e pousa em uma viga, longe da criatura. Golias, furioso, escala a viga em busca de sua vítima. Batman consegue laçar Golias antes que ele alcance Robin, mas a força do monstro é muito maior e ele deixa o homem morcego pendurado. Robin saca seu estilingue e, em uma espécie de reprise de Davi e Golias, faz uma bolinha de aço atingir a cabeça do gigante que, ainda segurando a corda por onde balança Batman, se desequilibra e cai. Batman consegue escapar da queda, mas a criatura bate com toda a violência no chão... e morre.

No dia seguinte, os jornais dão conta de que um dos criminosos, que foi atacado por Golias e está morrendo, confessou que o professor foi morto pelos malandros donos do circo. O professor Drake queria civilizar Golias... transformar uma fera num homem... mas ele não se lembrou de que existem homens que são feras... como os criminosos que o mataram.

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13 Re: O Diário de Dick Grayson em 12/10/14, 04:10 pm




O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 10

- Detective Comics n° 40 (Junho de 1940)

* "Beware Of Clayface", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson

Publicada no Brasil, pela Editora Grande Consórcio Suplementos Nacionais, na revista O Lobinho n° 22 ("Batman Contra o Cara Suja"); pela Editora Nova Sampa, na revista Coleção Invictus n° 8; pela Editora Panini, no encadernado Batman Crônicas n° 2 ("Cuidado com o Cara-de-Barro"), letreirizada por Tomás Troppmair, traduzida por Rodrigo Barros e editada por Fabiano Denardin


Bruce Wayne avisa ao jovem Dick Grayson, que é a única pessoa viva que o conhece como Batman, que está indo se encontrar com sua noiva, Julie, que agora é uma atriz de cinema. Julie irá atuar em um novo filme de terror que estão fazendo no Estúdio Argus.

Porém, quando volta do estúdio, Bruce tem uma má impressão. Ele sente que vai acontecer alguma coisa por lá. Parece haver uma aura de ódio impregnando a própria atmosfera do lugar. Sim. Irá acontecer algo... e logo.

Dias depois, o pior realmente acontece. A principal estrela do filme, com a qual Julie iria contracenar, é morta nas filmagens do filme de terror. Apesar das investigações, ao fim da semana a polícia é forçada a relatar: "Lorna Dane foi assassinada e o autor do assassinato permanece desconhecido”. Julie, preocupada, visita Bruce. O estúdio pretende prosseguir com o filme... e a próxima cena a ser filmada é justamente sobre a morte da personagem de Julie pelas mãos do personagem principal, conhecido como Terror. Julie está com medo. Bruce tenta acalmá-la, dizendo que o assassino estava atrás apenas de Lorna. Quando Julie sai... Bruce se pergunta se ela não tem certa razão. Ele e Dick vestem seus uniformes e irão investigar. Um instante depois... Batman, o Cavaleiro das Trevas, e Robin, o Menino-Prodígio estão a caminho do estúdio.

Nos portões da Argus Filmes, a placa de "Proibida a entrada" não impede que os heróis prossigam. Lá dentro, eles encontram criminosos intimidando o dono do Argus em troca de proteção. A dupla dinâmica os ataca. Um dos criminosos, se surpreendendo com o tamanho de Robin, chega a achar que está sendo atacado por um duende. Com uma lata de filme, o menino-prodígio desacorda outro dos vilões. O corajoso par derrota rapidamente os gângsteres. Robin ainda desarma um dos últimos a tentar fugir, que o atacou com uma faca. Batman consegue a confissão do líder da gangue... que garante que não foi o responsável pela morte de Lorna Dane. Na verdade, ele tentava aproveitar-se do assassinato achando que o dono do estúdio pagaria pela proteção mais depressa. Furioso, Batman o expulsa do local. Batman continuará investigando. Enquanto Robin fica no carro, vigiando, ele procura por Fred Walker, o namorado rejeitado de Lorna Dane.

Robin anda pelas dependências desertas do estúdio. De repente, ele vê luzes do castelo cenográfico. Parece que ele não é o único passeando naquela noite. Decidindo investigar, Robin entra no sombrio castelo, um lugar perfeito para um assassinato. Alheio ao terror à espreita no topo, Robin sobe a longa escada sinuosa até a última torre. Uma misteriosa figura encapuzada se lança em direção a ele, tentando apunhalá-lo pelas costas. Entretanto, o ágil Robin se abaixa e o assassino é arremessado sobre seu ombro. Desarmado, ele tenta matar o garoto com as próprias mãos. Quando Robin recua para evitar ser agarrado, ele tropeça em um abajur caído, ficando desacordado. O assassino o arrasta até o parapeito e joga seu corpo nas águas do fosso abaixo. Contudo, naquele momento, Batman, que acabara de voltar, vê o corpo caindo e mergulha nas águas assim que ele afunda. Alguns momentos depois, Robin acorda e fala sobre o monstro que o atacou na torre. A dupla dinâmica sobe na torre... mas o assassino sumiu. Provavelmente só estava ali avaliando a cena para seu próximo assassinato, quando Robin apareceu. Batman sabe apenas que o vilão é conhecido como... Cara-de-Barro.

Quando Julie inicia as filmagens, o Cara-de-Barro aparece para matá-la. Mas Batman o ataca e recebe um contragolpe violento. Entretanto, o vilão não contava com Robin, que está decidido a ir à forra. Surpreendendo-o, consegue golpeá-lo em cheio. De repente, uma corda assovia pelo ar e arrebata o Cara-de-Barro. Batman venceu com o último truque.

Alguns momentos depois, Batman tira a máscara de barro utilizada pelo assassino. Antes, o dono do estúdio reconhece aquela máscara quando um ator a utilizou para interpretar um personagem. Batman prossegue removendo a maquiagem espectral do horrível Cara-de-Barro... cujo verdadeiro rosto pertence ao ex-ator... Basil Karlo, que odiava o estúdio por utilizarem outro ator nas filmagens dos filmes que antes atuava. Ele queria impedir novas produções. Karlo tinha interpretado tantos papéis de horror nos filmes, que eles possuíram sua mente e alma. Ele se transformou no personagem Cara-de-Barro, um de seus antigos papéis, e depois seguir o roteiro do filme, matando de verdade os atores conforme a história transcorresse. No último rolo de filme, o ator que interpretava o Terror (também um papel que poderia ser destinado a Basil Karlo) deveria morrer. Era aí que sua vingança se completaria. Em sua mente, mais uma vez ele seria o astro. Karlo ainda assassinou Walker, o namorado de Lorna Dane, que não estava na produção, mas o reconheceu no disfarce quando este pegou a atriz. Walker queria, na verdade, chantageá-lo. Então, Karlo o matou.

Enquanto Basil Karlo ameaça voltar e se vingar, o dono do estúdio oferece uma vaga em filmes de luta para a dupla dinâmica. Mas a carreira de Batman e Robin é sua batalha constante contra o crime e o mal. Julie fica admirada com aqueles que são verdadeiros heróis... e gostaria apenas que Bruce também fosse tão animado.



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14 Re: O Diário de Dick Grayson em 12/10/14, 05:53 pm




O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 11

- Detective Comics n° 41 (Junho de 1940)

* "A Master Murderer", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson

Publicada no Brasil pela Editora Panini, no encadernado Batman Crônicas n° 2 ("Um Assassinato de Mestre"), letreirizada por Tomás Troppmair, traduzida por Rodrigo Barros e editada por Fabiano Denardin


Dick Grayson lê sobre as notícias do desaparecimento em uma escola de meninos, que envolve a morte de um dos funcionários do local. Há o agravante de que um louco fugiu de uma clínica próxima ao local do crime. Bruce decide dar algum apoio à polícia. Em segredo. Para entrar nas dependências do internato, Dick irá se tornar um aluno da elegantíssima escola.

No dia seguinte, Dick é matriculado na Escola Blake. O proprietário, chamado Sr. Blake, ficaria espantado se soubesse o quão esperto ele é. Enquanto conversam, um dos professores entra na sala, furioso por ter sido demitido. A discussão fica acalorada e o professor chega a ameaçar Blake. Ele, por sua vez, mantém a postura e prefere apresentar as instalações para Bruce e Dick.

Eles são apresentados para o Sr Graves, o professor de artes, que promete fazer de Dick um artesão. Dick, por sua vez, acha o professor "modesto" demais ao se autoelogiar por suas pinturas. Também conhecem o Sr. Hodges, o professor de História, que os cumprimenta rapidamente e segue seu caminho. Blake diz que não se trata de frieza. Acontece que Hodges é reservado. Graves, por sua vez, diz não gostar e nem confiar nele.

Antes de ir embora, Bruce Wayne passa instruções apressadas a Dick. Há policiais por todo lado procurando o maníaco fugitivo e o menino desaparecido. Batman não terá muita privacidade para trabalhar ali. Dick terá que trabalhar sozinho.

Dick começa a agir imediatamente, inteirando-se com um de seus novos colegas. Descobre que a polícia revistou o quarto de Ted Spencer (o garoto desaparecido) atrás de um diário, onde ele poderia ter escrito alguma coisa que tivesse a ver com o desaparecimento. Mas a polícia não encontrou nada.

Naquela noite, uma figura de capa ronda pelo corredor escuro: Robin, o menino-prodígio. Ele investiga o quarto de Ted Spencer e...  encontra o diário. A polícia não o encontrou antes porque foi encadernado como seus outros livros da escola e misturado com eles. Robin verifica o último item do diário. Nele, há um relato do menino desaparecido: "Na noite passada, vi um mascarado andando pelo corredor. Quem será o mascarado? Vou contar ao diretor Blake." Repentinamente, alguém aparece dentro do quarto: o Mascarado, que toma o diário das mãos de Robin. O pequeno, porém compacto, punho de Robin avança contra seu oponente. Porém, quando Robin lança-se mais uma vez... uma cadeira desce sobre a cabeça desprotegida do herói, deixando-o ao chão por alguns instantes. Assim que se recupera e chega à porta... o Mascarado sumiu, levando o diário com ele sem que o herói conseguisse ler o último item por inteiro.

Está na hora de avisar ao Batman o que aconteceu. Embutido na larga fivela do cinto de Robin há um minúsculo rádio, o qual ele monta para se comunicar. Logo em seguida, Batman é informado de tudo o que se passou. Levando em conta que o diário cita o Sr Blake, Batman orienta seu parceiro para que investigue sua sala... pois ele pode saber de algo.

Na noite seguinte, Robin está mais uma vez à espreita. Ele sobe até a janela da sala de Blake. De repente, um grito agonizante corta o ar noturno. Alguém pedindo socorro. Robin corre em direção aos gritos. Contornando o prédio, permanece imobilizado quando vê um homem tentando esfaquear o zelador. É o louco que fugiu da clínica. Assim que vê Robin, o louco salta em sua direção para esfaqueá-lo. Um movimento ágil do menino prodígio e a lâmina passa zunindo. Velozmente, Robin agarra o pulso do louco, gira-o no ar, derruba-o e, ágil como um leopardo, soca seu oponente. Assim que os seguranças se aproximam, Robin bate em retirada.

Na manhã seguinte, a escola ferve com a divulgação das notícias sensacionais. O louco pensava que o zelador uniformizado fosse um enfermeiro tentando levá-lo de volta pro hospício. Provavelmente, foi o mesmo louco que matou o primeiro zelador e atacou a escola no dia anterior. Com o caso praticamente encerrado, a polícia se retira da propriedade. Mas... ainda há o caso do menino sumido e seu diário. E até mesmo o Mascarado. Para Robin, o caso está apenas começando. Hodges também compartilha da mesma opinião.

Naquela noite, o menino-prodígio age novamente. Na noite passada, ele não teve a chance de olhar na sala do diretor Blake, mas nada o impede agora. Rapidamente, a ágil figura escala a alta parede. Como um espectro, sua figura fantasmagórica entra na sala. Logo, no chão, ele vê... Blake... assassinado! Na manhã seguinte, a polícia prende Greer, o professor que foi despedido, como principal suspeito da morte de Blake. Mas ele afirma que é inocente.

Naquela noite, Robin entra em contato com Batman de novo. Batman também acredita que o caso ainda está em aberto, ao contrário do que a polícia acha. Ele orienta Robin a patrulhar a casa enquanto ele vigia as dependências do lado de fora das paredes da escola. Seu palpite é de que algo vai acontecer.

Meia-Noite... e enquanto Robin passeia silenciosamente pelo corredor fracamente iluminado, ele vê... o Mascarado, saindo da sala de Blake. O menino-prodígio o segue. Quando a figura sombria aperta um botão secreto, o quadro-negro se afasta. Rapidamente, o painel se fecha uma vez mais... o homem desapareceu. É uma passagem secreta que dá acesso a algum tipo de túnel. Mais uma vez o painel se abre... desta vez, para dar passagem ao menino-prodígio. O destemido menino adentra as profundezas escuras. Parece ser um antigo túnel, abandonado quando a escola foi construída.

A ameaça mascarada sai do misterioso túnel para o ar livre e entra uma velha morada próxima. Dentro da casa velha, está Ted Spencer, o menino desaparecido. Ele está cercado pelo que parece ser uma gangue de falsificadores. O nome de Blake é citado como um dos comparsas... que ameaçava falar demais e teve que ser calado. Destino que o garoto está prestes a sofrer. Repentinamente, a porta se escancara e uma avalanche humana avança. É Robin! Um menino solitário que luta contra chances esmagadoras. Mas outra figura decide entrar na festa... o poderoso Batman! Os bandidos já se veem em desvantagem. No momento seguinte, uma confusão de braços e pernas... punhos voando... queixos são quebrados... grunhidos explodem... homens são jogados... Batman e Robin estão se divertindo. O mascarado tenta fugir. Mas, de dentro de seu colete, o menino-prodígio tira uma arma antiga, porém formidável... a atiradeira. Rapidamente, Robin a desenrola... gira-a sobre sua cabeça e... o homem mascarado torna-se o homem caído.

Batman agarra o mascarado para ver quem ele é. E ali, debaixo da máscara... o rosto desafiador de... Graves, o professor de arte. Ele utilizou sua experiência com gravuras para falsificar dinheiro. Graves e o diretor eram parceiros. Graves costumava sair do seu quarto e utilizar o túnel para chegar até seu esconderijo. Certa noite foi visto... pelo menino Ted Spencer. Quando Spencer contou ao Blake que viu um mascarado na escola, Blake contou ao Graves, que sequestrou o garoto pra que ele não contasse a mais ninguém. Mas Blake entrou em pânico, e Graves o matou, voltando para roubar o dinheiro escondido de Blake. Estavam usando a escola como cobertura pra uma gangue de falsificadores.

Batman está admirado como Robin cuidou do caso. Se Dick Grayson é tão incrível assim, enquanto criança... tem pena dos criminosos quando ele for um adulto.



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15 Re: O Diário de Dick Grayson em 13/10/14, 12:25 am




O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 12

- Detective Comics n° 42 (Agosto de 1940)

* "The Case Of The Prophetic Pictures", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson

Publicada no Brasil pela Editora Grande Consórcio Suplementos Nacionais, na revista O Lobinho n° 33 e no Almanaque de O Lobinho n° 1 ("O Mistério das Telas Proféticas"); pela Editora Ebal, na revista Batman n° 60 ("O Caso dos Quadros Proféticos"); pela Editora Panini, no encadernado Batman Crônicas n° 2, letreirizada por Tomás Troppmair, traduzida por Rodrigo Barros e editada por Fabiano Denardin


Bruce Wayne se arruma para ir a uma festa que o socialmente notável Sr. Wylie está dando para um artista que descobriu enquanto viajava pela Europa. Wylie é completamente louco por quadros. Já foi o patrono de muitos gênios da pintura. Quando Bruce volta, Dick percebe que ele está prestes a entrar em um novo caso.

De fato, um estranho fenômeno ganha fama nas ruas. O artista plástico conhecido como Antal, um dos grandes convidados do Sr. Wylie, tem feito os chamados quadros proféticos. Cada retrato seu aparece com uma marca e, em seguida, a pessoa retratada... é morta. Bruce decide começar a investigação a partir da casa do Sr. Warren, que também teve um retrato adulterado (ele apareceu com uma corda no pescoço, sinalizando que morreria enforcado). Infelizmente, quando chega ao local, Warren jaz enforcado e Batman é surpreendido pela chegada da polícia, que acredita ser ele o autor dos crimes. O herói consegue fugir do cerco.

Bruce, através de sua amizade com o Comissário Gordon, descobre que outra vítima, Sr. Travers, teve seu quadro atravessado por uma flecha. Travers decide partir em um cruzeiro e Batman, mais tarde, orienta Robin para ir até o iate.

Horas depois, um barco esguio divide as águas cobertas por neblina. É Robin chegando ao iate de Travers. No momento seguinte, o herói pára do lado da embarcação e sobe furtivamente. Os olhos alertas de Robin avistam de repente uma cena medonha. O assassino... prestes a disparar uma flecha em Travers. Prontamente, o menino-prodígio saca sua atiradeira do cinto e, assim que a flecha é disparada pelo arco esticado, a pelota de aço também avança atingindo-a em pleno ar. O menino-prodígio salta sobre o medonho assassino. Mas ele o acerta com um golpe de seu arco. Enquanto Robin cambaleia, a figura ameaçadora coloca uma flecha no arco, estica bem a corda e deixa voar. Robin desvia instintivamente... e o mensageiro alado da morte passa zunindo... prendendo sua capa na parede. Enquanto o menino-prodígio se solta, a figura fantasmagórica corre e salta para a lancha que o aguarda. Conforme a lancha avança, Robin salta atrás dele. Porém, a lancha é veloz demais até para o menino-prodígio e ele mergulha no mar. O assassino foge, mas, pelo menos, Robin salvou a vida de um homem.

Mais tarde, naquela noite, Batman volta para a mansão e parece empolgado, como se tivesse descoberto alguma coisa. E descobriu. Agora ele sabe quem é o assassino... porém, não pode provar. Mas sabe que o ódio não é seu motivo e a raiz de todos os males... é o dinheiro.

No dia seguinte, Bruce Wayne está indo até o estúdio de Antal para que pinte seu retrato. De fato, mais tarde, Bruce aparece com um retrato que ficou semelhante a ele.

Na manhã seguinte... buracos de bala aparecem em seu retrato. O assassino está mandando um recado, dizendo que Bruce será baleado na cabeça. O mais estranho é que Bruce... não irá fazer nada! Simplesmente se senta em sua poltrona e espera seu assassino.

Naquela noite, uma figura sombria entra silenciosamente na biblioteca de Wayne. Com o silenciador preparado, ele caminha de maneira furtiva até o homem desatento. Então, mirando seu revólver na cabeça de Bruce... ele atira à queima-roupa! De repente, uma voz... o Batman! Mas... se o Batman é Bruce Wayne, então quem é o morto na poltrona? De repente, o assassino avança com um brilho nos olhos. Mãos fortes e poderosas se fecham ao redor da garganta do Batman. As figuras engalfinhadas caem sobre uma mesa. Um impulso repentino das pernas musculosas do Batman para cima e um golpe final no queixo finalmente derrotam o matador.

Batman segue até o "Bruce" na poltrona... que não passa de um boneco sobre Dick, que manipulava as mãos dando a ideia de que o falso Bruce estivesse vivo. Como Dick é pequeno demais para alcançar a cabeça do boneco, os tiros passaram sobre a sua cabeça sem feri-lo. Batman finalmente tira a máscara do assassino e um rosto familiar é revelado na luz... o Sr Wylie! Batman já sabia que era ele porque na noite em que Robin esteve no iate, ele invadiu o escritório de Wylie e examinou seus documentos. Eles mostravam que estava altamente endividado. Wylie comprara vários quadros de Antal enquanto estava na Europa. Ele os conseguiu barato, pois Antal não era muito conhecido. Entretanto, sabia que poderia conseguir preços fabulosos por eles se, de repente, Antal se tornasse notoriamente famoso. Ele bolou a ideia para os assassinatos "proféticos", pois sabia que o curioso público se interessaria pelos quadros de Antal. Wylie ainda se apresentou na polícia como um dos sobreviventes do ataque do "assassino". Para tanto, atirou no próprio braço para afastar suspeitas. Mesmo com a polícia protegendo sua casa, Wylie se valeu de um armário em seu quarto que era, na verdade, uma abertura pra uma passagem secreta que levava ao lado de fora. Ele podia entrar e sair quando quisesse.

De repente, Wylie se solta e apanha a pistola caída no chão. E pressionando-a contra sua cabeça, aperta o gatilho. Ele não podia suportar ser preso. A dupla dinâmica, então, chama a polícia e diz que a vida de Bruce Wayne foi salva pelo Batman.


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16 Re: O Diário de Dick Grayson em 13/10/14, 02:13 am




O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 13

- Batman n° 3 (Agosto de 1940)

* "The Strange Case of the Diabolical Puppet Master", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson

Publicada no Brasil pela Editora Grande Consórcio Suplementos Nacionais, na revista O Lobinho n° 19 ("O Mestre do Crime"); pela Editora Panini, no encadernado Batman Crônicas n° 2 ("O Estranho Caso do Diabólico Mestre dos Bonecos"), letreirizada por Tomás Troppmair, traduzida por Rodrigo Barros e editada por Fabiano Denardin


Sobre a orientação de Bruce Wayne, Robin investiga um camarim vazio, em um teatro, ao lado do que é ocupado pelo chamado Mestre dos Bonecos, especialista em shows com marionetes. Acontece que Batman enfrentou um homem na noite anterior que, supostamente, tentava sequestrar um cientista da área nuclear. Logo após, Bruce Wayne reconheceu o homem que enfrentou, agora entrando neste teatro, e descobre que ele é um dos auxiliares do Mestre dos Bonecos.

Quando o show termina, os homens entram na sala do lado. Rapidamente, Robin encosta um instrumento na parede, parecido com o estetoscópio de um médico, que permite ouvir tudo que se passa ao lado. Ele descobre que o Mestre dos Bonecos é o líder que está tentando controlar Dr. Craig, o cientista nuclear. Um deles cita que teve alguma dificuldade com um homem de capa que mais parecia um enorme morcego. O Mestre dos Bonecos reconhece que deva ser o Batman, mas isso não o preocupa. Seu plano continua e a arma Voss, invenção do Dr. Craig, será deles. Logo depois eles saem e Robin segue para informar Bruce, que seguirá para a casa do cientista.

Assim que retorna, Batman leva o Dr. Craig a seu laboratório. De fato, ele estava sendo atacado pelos homens do Mestre dos Bonecos e agora está hipnotizado. A dupla dinâmica tenta de tudo, mas o cientista não sai da hipnose. Agora, Batman e Robin precisam impedir que os criminosos consigam roubar a Arma Voss. Logo depois, seguindo pela passagem subterrânea debaixo da casa de Wayne, eles chegam até um velho celeiro, aparentemente deserto, que abriga um veículo de aparência estranha... o Batplano. Nele, a dupla dinâmica sobrevoará o Expresso de Metrópolis, que está transportando a Arma Voss.

Quando o Batplano chega até o Expresso, os criminosos, que já o tomaram, avistam os heróis. Conforme o avião sobrevoa o trem bem abaixo, a forma pendurada de Robin derruba alguns homens. Batman aciona os controles que permitem que o Batplano permaneça imóvel. Após atacar o vagão onde os criminosos se encontram, a dupla de combatentes é atacada com bombas de gás lacrimogêneo. Enquanto balas zunem ao redor deles, os dois saltam para a escada pendurada do Batplano. Voando baixo sobre os homens, Batman solta bombas que neutralizam o gás, tornando-o inofensivo. Ao sumir o efeito do gás, soldados se recuperam rapidamente e aniquilam os homens do Mestre dos Bonecos, enquanto o Batplano sai voando pelo céu. Batman, no entanto, não saiu totalmente ileso. Um dos homens do vilão acabou por lhe arranhar o rosto.

Na noite seguinte, Dick, sem conseguir dormir, descobre que Bruce sumiu. Seu uniforme também sumiu. Provavelmente, o herói deve ter ido pegar o Mestre dos Bonecos. Dick, acreditando que Batman possa precisar de ajuda, veste seu uniforme de Robin.

De fato, próximo das dependências da casa do Mestre dos Bonecos (local que descobriu devido à divulgação do seu show de marionetes, Robin vê uma forma familiar). Batman... carregando uma bolsa. Quando Robin aponta para ela, a fim de saber o que tem dentro, Batman lhe dá uma tapa, como se quisesse impedir que ele tomasse sua bolsa. Ele diz que ela é para seu "mestre" e que deve obedecer. Robin está chocado. Seu melhor amigo lhe bateu. Mas aquelas palavras penetram na mente do menino. "Mestre". "Obedecer". Batman foi hipnotizado! Sem um segundo de hesitação, o menino-prodígio acerta seu amigo no queixo desprotegido, desacordando-o. Robin o leva para casa para tentar tirá-lo do estado hipnótico.

Instantes depois, Batman chega até o Mestre dos Bonecos fingindo ainda estar hipnotizado, o que lhe permite aproximar-se e derrotar o vilão. Parece que o leve choque elétrico que Robin lhe aplicou era a coisa certa pra quebrar o feitiço hipnótico, controlado pelo vilão através de uma droga aplicada em Batman quando este foi arranhado no rosto. Os heróis entregam o Mestre dos Bonecos para a polícia e ainda deixam claro que Batman, hipnotizado, chegou a assaltar uma joalheria.



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17 Re: O Diário de Dick Grayson em 13/10/14, 10:00 pm




O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 14

- Batman n° 3 (Agosto de 1940)

* "The Ugliest Man In the World", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson e George Roussos

Publicada no Brasil pela Editora Panini, no encadernado Batman Crônicas n° 2 ("O Homem Mais Feio do Mundo"), letreirizada por Tomás Troppmair, traduzida por Rodrigo Barros e editada por Fabiano Denardin


Durante sua patrulha noturna, Batman ajuda um homem que está sendo atacado por uma gangue de bandidos. Depois de lutar, os criminosos fogem em um carro, mas disparam uma rajada de metralhadora contra a dupla. Batman consegue salvar a si mesmo e ao homem que ajudou jogando-se ao chão. Assim que se recupera do susto, o homem se identifica como o detetive McGonigle... e tenta prender Batman! Mas o herói consegue fugir.

De volta à mansão, Batman volta a sua identidade civil de Bruce Wayne e visita um amigo, Harvey Dodge, que lhe apresenta Larry Larrimore, que também compareceu para o jantar. Naquela mesma noite, Dodge sofre uma bizarra transformação: seu rosto se torna repentinamente feio. Nem mesmo o médico, chamado por Bruce, sabe identificar o que está acontecendo. Durante os dias seguintes, mais e mais pessoas sucumbem a essa transformação, formando um bando de homens feios que, em seguida, começam a destruir obras de arte ou qualquer outra coisa que possa ser considerada "bonita".

Dias depois, Wayne se encontra com o Comissário Gordon e com o detetive McGonigle, que foi designado para cuidar do caso dos homens feios.

Na mansão, Dick quase pode ler a mente de Bruce quando ele toma ciência de que um país chamado Boravia está, temendo pela segurança de uma valiosa obra de arte, a está enviando para os Estado Unidos. Afinal, a horda dos homens feios poderá querer destruí-la. Um momento depois, Batman e Robin estão prontos para agir e seguem para o cais onde a obra será entregue. De fato, lá chegando a dupla enfrenta os criminosos que se preparam para o saque. Batman se surpreende com a chegada de McGonigle, que não perde tempo e atira nos criminosos. E, da mesma forma que da outra vez, os criminosos escapam em um carro, disparando uma rajada de balas de uma metralhadora. McGonigle tenta, novamente, prender Batman. Mas Batman o empurra para as águas, conseguindo fugir.

Quando Batman e Robin viram a esquina, percebem que a rua está deserta, exceto por um caminhão logo à frente. Mas não há nenhum sinal do carro dos criminosos. Quando Robin liga o radio, eles ouvem uma notícia estarrecedora. Foi descoberta a causa da metamorfose dos homens feios... e um antídoto para ela. Porém, isso significa que a vida do homem que descobriu a cura poderá estar em perigo. A dupla dinâmica segue em direção ao local onde o responsável está.

Momentos depois, o carro freia, derrapando, na porta da casa do Doutor Ekhart. Um grito de dentro da casa denuncia que os criminosos já chegaram. A porta está trancada, mas Batman consegue arrombá-la. O herói enfrenta os criminosos, que fogem em seguida. Ele decide segui-los, enquanto Robin vigia o Doutor Ekhart.

Batman segue os criminosos até seu esconderijo, mas é capturado e acorda amarrado a uma parede de calabouço junto com um casal. O líder dos homens feios, então, revela sua identidade: Larry Larrimore. Revela também que seu verdadeiro nome é Carlson e que, nos últimos 15 anos, desenvolveu o soro que causa a bizarra transformação como vingança contra o mundo, já que ele foi vítima de um trote da faculdade que tornou seu belo rosto em algo que só poderia considerá-lo o homem mais feio do mundo.

Com o Doutor Ekhart em segurança, Robin decide seguir os criminosos. Iluminando a sarjeta com uma pequena lanterna, descobre marcas de pneus na escuridão. Isso só é possível, pois os pneus do carro de Batman são cobertos com uma substância radioativa que brilha sob raios infravermelhos. Quando o menino prodígio encontra o esconderijo, Larrimore está para aplicar a fórmula que o deixou feio na mulher que um dia foi sua noiva. Com sua atiradeira, Robin consegue tirar a seringa do vilão e ataca os demais integrantes da gangue. Robin consegue soltar Batman, que auxilia em derrotar os criminosos. Larrimore está prestes a esfaquear Batman... quando é alvejado pelas costas por McGonigle. O detetive viu Robin com a lanterna e decidiu segui-lo. Novamente, o detetive tenta prender Batman. Mas o herói afunda o chapéu do detetive em sua cabeça e consegue fugir.

No dia seguinte, Dick lê a notícia de que Ekhart consegue anular o efeito do soro criado por Larrimore através de doses regulares de extrato de tireoide. A mistura do vilão conseguia paralisar a glândula tireoide e causar uma doença conhecida como mixedema ou cretinismo. Ekhart simplesmente está restaurando a função da glândula. Dick até entende os motivos de Carlson (verdadeiro nome de Larrimore). A súbita mudança de aparência o fez perder todos os amigos e a noiva... isso deixaria qualquer um insano.

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18 Re: O Diário de Dick Grayson em 14/10/14, 01:12 am




O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 15

- Batman n° 3 (1940)

* "The Crime School for Boys", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson e George Roussos

Publicada no Brasil pela Editora Panini, no encadernado Batman Crônicas n° 2 ("Escola do Crime Para Meninos"), letreirizada por Tomás Troppmair, traduzida por Rodrigo Barros e editada por Fabiano Denardin


Durante sua patrulha, Batman luta contra criminosos nos telhados dos edifícios. Para sua surpresa, descobre que um dos integrantes da gangue... é apenas um menino! O herói percebe que, ao ser capturado, o menino está apavorado, prometendo, inclusive, se endireitar. Batman o deixa partir, mas o segue até um armazém abandonado, onde descobre que o local é uma espécie de escola do crime para crianças.

Mais tarde, como Bruce Wayne, o herói fala com o jovem Dick Grayson, mais conhecido como Robin, o menino-prodígio. Ele explica que mesmo que entregasse o professor do crime à polícia, isso não evitaria que os meninos continuassem admirando criminosos. Dessa vez, os punhos de Batman não são o recurso ideal. Ele precisa ser mais sutil. A intenção é fazer com que os meninos odeiem o crime e o mal. Tirar a admiração que eles têm pelo seu líder, o qual se tornou uma espécie de ídolo dos meninos. O que eles precisam, é admirar a honestidade. É nesse cenário que Batman introduz Dick Grayson.

Alguns dias depois, um menino novo (Dick Grayson, disfarçado) aparece no bairro... e é notado pelos demais. O mais valentão deles pretende ensinar quem é o chefe... mas Dick o surpreende mostrando que sua habilidade em lutar é maior do que a força física de seu oponente. Os demais ficam impressionados e querem saber onde ele aprendeu a lutar daquela forma. Dick informa que aprendeu tudo em uma nova academia ali perto. Os garotos, curiosos, seguem Dick até essa nova academia.

Chegando à academia, os garotos ficam impressionados como ela é bem estruturada. Podem aprender, inclusive, a jogar basquete. Nos dias que se seguem, os meninos tornam-se alunos ávidos. Quase ávidos demais. Ainda há certa malandragem enquanto aprendem a jogar... mas é aí que descobrem que a principal regra de qualquer jogo... é a honestidade. Conforme o tempo passa, os meninos tornam-se mais adeptos e também mais honestos nos esportes... mas somente nos esportes. Eles ainda pretendem prestar satisfações ao professor do crime.

Dick informa Bruce de que os meninos estão aprendendo a ser honestos nos esportes... mas só isso. Eles ainda seguem indo à escola do crime. Bruce acredita que ainda poderá torná-los meninos honestos.

Os meninos, gratos a Dick, passam a confiar nele e lhe contam sobre a escola do crime. Dizem que o professor é um criminoso inteligente e que o preço da escola é dar a ele uma parte do que roubar. E também lhe informam sobre um importante encontro naquela noite. Dick passa todas essas informações para Bruce, que o orienta a ir nessa reunião, enquanto ele irá ficar na janela, escutando.

Naquela noite, os meninos se responsabilizam por Dick e ele é matriculado na escola do crime. O professor lhes apresenta um poderoso gangster que lhes serve de modelo e ídolo. Esse gangster, que tem a fama de não ter medo de nada, está ali para aceitar dois dos melhores alunos da escola do crime para sua gangue. A polícia pegou alguns de seus homens, então, ele irá levar dois dos meninos para lhes mostrar como é o "serviço", que acontecerá na noite seguinte.

Todos os assaltos programados pelo gângster são frustrados pelo Batman. O herói ainda leva o criminoso a acreditar que sua presença se deve a uma dica do próprio professor do crime. O gangster programa uma visitinha ao professor e o mata diante dos meninos. De repente, saltando através da claraboia... o Batman. Rapidamente, os criminosos da gangue sacam as armas contra a figura mascarada. Apesar de estar cercado, Batman desafia o gângster para o enfrentar desarmado. Orgulho, o criminoso aceita.

Começa uma célebre batalha entre Batman e o gangster. Conforme o corpulento bandido dá um soco pesado, Batman se abaixa com agilidade. Apesar de grande, o criminoso é desajeitado e Batman consegue golpeá-lo com facilidade. De repente, o medo cruza o rosto do criminoso e ele corre, apanha uma cadeira e atinge o herói. Conforme se atraca com Batman, as mãos do gangster fecham-se ao redor do pescoço do herói. Com um surto repentino de força, Batman empurra seu oponente para longe. O terror comprime o coração do bandido... Desesperado, ele segura Batman por trás, mas o cavaleiro das trevas se estica... e no momento seguinte, o impressionado gangster encontra-se sobre as costas dele. Os meninos ficam impressionados como o Batman briga. Dick apenas sorri. Aterrorizado, o gangster revela a covardia que estava escondida sob sua fanfarrice... uma arma.

Enquanto os meninos resmungam com raiva sobre o jogo sujo, Dick protesta, contrariado. Ele convence os meninos de que o gangster é um covarde. A campanha pelo jogo limpo e pela honestidade dá frutos conforme os meninos se voltam contra seus antigos ídolos. Batman dá o toque final à questão e encerra aquele conflito desarmando e socando o gangster. Com o final da luta, a dupla dinâmica provou aos meninos que tipo de ratos dissimulados e covardes são os criminosos. A verdade é que eles não sabem brigar sem suas armas. Os meninos aprendem a lição e agora querem se endireitar.

Dias depois, os meninos ficam sabendo que Dick teve que mudar de bairro. O gangster e seus homens foram presos pelo assassinato do professor do crime. Os meninos se tornaram honestos e a dupla dinâmica terminou seu trabalho. Ainda assim, Bruce acredita que problema semelhante aconteça em outras cidades e que elas devam fazer algo semelhante por seus jovens delinquentes. Construir mais parques e academias... estimular os jovens a irem à escola e a organizações da igreja. Se fizerem isso, erradicarão o crime.

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19 Re: O Diário de Dick Grayson em 19/10/14, 11:29 pm




O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 16

- Batman n° 3 (1940)

* "The Batman Vs The Cat-Woman", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson e George Roussos

Publicada no Brasil pela Editora Panini, no encadernado Batman Crônicas n° 2 ("Batman Contra a Mulher-Gato"), letreirizada por Tomás Troppmair, traduzida por Rodrigo Barros e editada por Fabiano Denardin


Na casa de um certo Bruce Wayne, que tem a péssima reputação de ser um playboy esbanjador da alta roda, chega a notícia de que sua velha amiga Gata está agindo. Dick Grayson sabe que isso é um chamado para que eles entrem em ação. De fato, Bruce irá atrás da Gata para a felicidade de Dick, que não pretendia ficar ali sentado. Quase que instantaneamente, Bruce Wayne torna-se o Batman, adversário mortal do submundo.

Batman acaba descobrindo uma trama que envolve o Sindicato do Diamante. Um dos funcionários é atacado e morto por uma gangue. Os administradores do sindicato informam que o assassinato por ter alguma ligação com um carregamento de joias raras que está chegando.

Em casa, Bruce discute os planos com Dick. Os três administradores, Hoffer, Blake e Darrel, pensam que estarão protegidos, mas Bruce não tem tanta certeza. Por isso ele estará no evento que mostrará as joias, enquanto Dick cuidará de outros detalhes.

Na noite seguinte, uma das modelos contratadas para desfilar com as joias é ninguém menos que... a Gata. Mas o plano da ladra não sai conforme ela havia planejado. Apesar de conseguir roubar a joia, assim que tenta fugir ela é capturada por gangsteres. Enquanto o carro dos criminosos foge, um veículo que parece um carro de brinquedo sai das sombras e decola atrás dele como um cometa desgovernado. Sentado ao volante desse automóvel poderoso está a figura familiar de Robin, o menino-prodígio. Ele acompanha de longe, pois não quer que pensem que estão sendo seguidos.

Batman descobre que Darrel, um dos administradores do Sindicato do Diamante, está envolvido com o roubo da joia. Ele invade o apartamento de Darrel e, com um soco, o desacorda. Um segundo depois, Batman entra em contato com Robin, que tem um rádio embutido na fivela de seu cinto, que lhe informa sobre o sequestro da Gata.

Pouco depois, Batman encontra Robin no local onde parou o carro dos criminosos. Todos eles estão dentro da casa. Demorando-se na porta, Batman a escancara de repente e empurra Darrel para dentro com força. E, lá dentro, Darrel fica surpreso ao ver seu parceiro de negócios, Hoffer que aponta uma arma para a Gata. Darrel havia decidido contratar a Gata pra roubar os diamantes porque precisavam de dinheiro. Ele não esperava que Hoffer, seu parceiro de crime, o traísse. Mas Hoffer percebeu que Darrel e a Gata ficariam com fatias gordas demais. Por isso, decidiu se livrar dos dois. Porém, antes que o pretenso assassino conseguisse apertar o gatilho, duas figuras de capa invadem a sala. Quando dois bandidos saltam sobre as costas de Batman, ele se desvencilha deles como um cão que sacode suas pulgas. Batman investe contra os criminosos com agilidade e seus punhos agem como marretas. Robin também se ocupa de boa parte dos bandidos.

Vencido o pequeno conflito, Batman liberta a Gata. Solta, ela joga-se contra Hoffer, com suas longas unhas arranhando como as garras de um tigre. Furiosa, ela é detida por Batman antes que arranque os olhos do criminoso. Todos os bandidos são amarrados rapidamente. Batman tem provas quanto à ação criminosa. Uma espécie de relógio de pulso utilizado por Robin é, na verdade, uma câmera. Com isso, ele tirou fotos de Hoffer com a arma na mão, tentando matar Darrel e a Gata. Hoffer está perdido.

Sem que Blake soubesse, Darrel e Hoffer contrataram a Gata para roubar as pedras. Elas estavam seguradas, claro, para que a firma não sofresse com a perda. A dupla acertou para que a Gata fosse contratada como modelo e pudesse usar as pedras. Pesquisando um pouco, Batman havia descoberto que Hoffer e Darrel precisavam de dinheiro para cobrir suas perdas na bolsa de valores. Percebeu que estavam armando alguma coisa quando o funcionário do Sindicato foi assassinado. Seus homens o mataram para silenciá-lo, pois ouviu Hoffer no telefone com um dos gangsteres. Como suspeitou de algo, acabou sendo morto.

Apesar de não desejar, Batman tem que entregar a Gata para a polícia. Ela diz que não se importa, pois está grata por ter sido salva. É então que demonstra sua gratidão... beijando Batman. Subitamente, com um movimento ágil e surpreendente, a Gata empurra Batman, foge da casa e bate a porta. Quando Batman e Robin saem... ela já levou o carro dos criminosos. Robin ainda tenta ir atrás dela com seu carro... mas Batman o contém. Afinal, já está muito longe. Robin concorda, apesar de lamentar que uma pilantra como a Gata consiga fugir, mesmo que seja uma garota. Batman acha correta a observação de Robin, mas está observando a noite. Uma noite que ele acha perfeita para o romance.

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20 Re: O Diário de Dick Grayson em 20/10/14, 01:46 am




O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 17

- Detective Comics n° 43 (Setembro de 1940)

* "The Case of the City of Terror", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson e George Roussos

Publicada no Brasil pela Editora Grande Consórcio Suplementos Nacionais, na revista O Lobinho n° 35 ("Batman na Cidade do Terror"); pela Editora Panini, no encadernado Batman Crônicas n° 2 ("O Caso da Cidade do Terror"), letreirizada por Tomás Troppmair, traduzida por Rodrigo Barros e editada por Fabiano Denardin


Com a decisão de tirar ferias do combate ao crime, Bruce Wayne, na realidade o Batman, e o jovem Dick Grayson, que é Robin, o menino-prodígio, viajam pelo campo. Eles estão próximos a uma cidade interiorana, no qual poderão passar a noite em um dos hotéis locais. Aquilo sim é que é vida. Sem preocupações com gângsteres e cientistas birutas que querem dominar o mundo. Por algum tempo, pelo menos, eles irão levar uma vida calma, quieta e tranquila.

Bruce falou cedo demais. Eles já estão entrando em um dos casos mais excitantes já enfrentados. Assim que encontram o hotel, ouvem o som de vozes zangadas. Policiais agridem um cidadão devido a ele ter falado mal do prefeito. Enquanto a multidão assiste, os dois policiais espancam sua vítima impiedosamente e o deixam de exemplo para o que acontece com qualquer um que falar contra o prefeito. Assim que os policiais se afastam, Bruce interroga um dos moradores sobre o porquê não dão parte daqueles policiais. Mas as pessoas não estão seguras em falar. Todos olham para ele com olhos assustados e partem apressadamente. Havia medo em seus olhos.

Pelo jeito, a dupla dinâmica não vai tirar férias. De fato, ao cair da noite, Bruce decide investigar. Vestindo o traje de Batman, o foco de sua investigação é um tal de Sr. Carter, homem mais respeitado da cidade. Ele é rico e tem bastante influência. Carter lhe conta sobre o novo prefeito que, na verdade, trabalha para uma gangue que dominou a cidade.

Robin faz sua parte da investigação e segue os homens da gangue que se passam por policiais. Eles se reúnem em um pequeno prédio e, sem que saibam, Robin esteve empoleirado do lado de fora, escutando. Ele descobre que há um carregamento de narcóticos chegando pela rodovia que circunda a cidade.

Algum tempo depois, quando um caminhão passa sob um arco baixo, duas figuras saltam e caem silenciosamente no teto deles. Seguindo em frente, o caminhão por fim se detém diante de um carro estacionado. É o encontro para finalizar o tráfico de narcóticos. Então, Batman e Robin saem de cima do caminhão e partem para lutar com os criminosos. “Sempre em menor número, porém, nunca em desvantagem”... esse é o lema de Batman e Robin... e eles colocam isso em prática. Dois dos criminosos tentam fugir, mas uma corda assovia pelo ar como uma cobra zangada, fazendo com que Robin os lace. Robin encontra as drogas no caminhão. É o fim do tráfico! O próximo passo contra os gangsteres e o prefeito corrupto é sobre algo que Robin havia notado: crianças gastando dinheiro em máquinas caça-níqueis na cidade.

Após Batman destruir as máquinas caça-níqueis e aconselhar as crianças a não jogar (afinal, Robin, o menino-prodígio, exemplo das crianças, não faz jogatina), a dupla dinâmica começa a sumir com os policiais da cidade. Policiais que, na verdade, são bandidos disfarçados. Mais tarde, eles planejam a última batalha em sua campanha contra o crime. Na verdade, até aqui, tudo tem funcionado bem e a população já não sente medo dos homens do prefeito. Os bandidos chegam a ser motivo de chacota.

No dia seguinte, um grupo de meninos fica espantado ao ver uma figura familiar aparecer entre eles: Robin. Ele só era visto em fotos de notícias. Robin os procura para usar a pequena máquina de impressão e pedir ajuda contra os escroques. Seguindo as instruções de Robin, a minúscula prensa despeja pilhas de panfletos... O prefeito Greer pode controlar os grandes jornais da cidade, mas não aquela pequena prensa. Depois de impresso, uma verdadeira horda de jovens distribui os panfletos para a população. Ao anoitecer, a cidade inteira já leu e foi incitada por um panfleto onde os aconselhava a livrar-se das autoridades corruptas e marcava uma reunião com a população no teatro, onde Batman organiza os antigos policiais para prender a atual força policial formada por bandidos.

Quando Robin entra no apartamento do prefeito Greer pelos fundos, descobre que ele está fugindo. Como uma flecha disparada de um arco retesado, o corpo de Robin voa pelo ar e ele arrisca uma manobra pra pegar Greer. Mãos fortes se agarram em um poste e amortecem sua queda. Soltando-se, o menino-prodígio cai nas costas do homem fugitivo. Em seguida, ele nocauteia o prefeito. Batman, por sua vez, captura o gangster Norton.

Mais tarde, um povo agradecido se reúne diante das duas figuras heroicas. Os capangas de Norton estão amarrados e amordaçados no porão do Sr. Carter. De lá, os cidadãos poderão encaminhá-los para a cadeia.

No dia seguinte, vemos Bruce Wayne e o jovem Dick Grayson acelerando novamente por uma estrada sinuosa. Dick já nem sabe se realmente vão descansar. Afinal, sempre encontram encrenca a qualquer lugar que vão.



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21 Re: O Diário de Dick Grayson em 21/10/14, 03:02 pm




O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 18

- Detective Comics n° 44 (Outubro de 1940)

* "The Land Behind the Light", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson e George Roussos

Publicada no Brasil pela Editora Grande Consórcio Suplementos Nacionais, na revista O Lobinho n° 38 ("Na Terra dos Gigantes"); pela Editora Panini, no encadernado Batman Crônicas n° 2 ("A Terra Por Trás da Luz"), letreirizada por Tomás Troppmair, traduzida por Rodrigo Barros e editada por Fabiano Denardin


Certa noite, já tarde, o jovem Dick Grayson está acordado, lendo enquanto aguarda o retorno de Batman. De repente, o relógio soa a hora... meia-noite. Já é tarde e Batman ainda não voltou. Dick leu tanto que chegou a ficar sonolento. Mas consegue se manter acordado, aguardando pelo retorno de Batman.

As horas passam silenciosamente... até que Batman retorna. Ele se demorou, pois seguia uma pista que o levou até à porta de certo Dr. Marko. Batman retornou para buscar Robin. Eles irão visitar o Dr. Marko e descobrir que tipo de louco ele é. Dick veste sua fantasia e, momentos depois, duas figuras de capa saem na noite... um homem e um menino... Batman e Robin, o menino-prodígio.

Os dois prosseguem, caminhando pela densa neblina... até que... em meio ao denso nevoeiro, conseguem encontrar a lúgubre casa. Quando Batman gira a maçaneta, a porta se abre lenta e silenciosamente... Ao entrar, eles param de repente, chocados, quando um homem aparece diante deles... Um homem que os esperava, pois viu Batman rondando a casa. O Dr. Marko fica ofendido quando Batman lhe diz que gostaria de saber que tipo de "plano maluco" está tramando. O cientista, no entanto, se gaba por ter descoberto o segredo da quarta dimensão. Dr. Marko é o único homem vivo a ter visto a Terra que jaz na quarta dimensão.

Batman e Robin são levados ao interior abobadado de uma enorme sala, onde o Dr. Marko puxa uma alavanca e uma luz se forma... um véu de luz. Enquanto o Dr. Marko caminha em direção à luz, algo assustador acontece. Seu corpo começa a desaparecer. Num instante, a figura do Dr. Marko desaparece como que em pleno ar... bem diante dos olhos da dupla dinâmica. Para descobrir onde o cientista foi, os heróis entram na luz.

A dupla dinâmica sente como se estivesse atravessando uma cortina pra outro mundo. O mundo da quarta dimensão. Lá, eles encontram árvores enormes... mas nem um sinal do Dr. Marko. De repente, Batman e Robin avistam algo desconcertante... um gigante com, pelo menos, nove metros. O imponente colosso segura Batman e Robin em suas mãos enormes como se fossem brinquedos. E eles são carregados para uma cidade de habitações gigantescas. De fato, os heróis se encontram em uma terra de gigantes. Gorl, o caçador gigante que os capturou, os carrega para uma torre alta e joga-os numa masmorra.

Mesmo parecendo que encontraram seu fim, Batman planeja a fuga. Na gigantesca porta da prisão, ele vê espaço suficiente entre as barras, caso as consiga alcançar. Amarrando a ponta de uma corda sedosa no batarangue, Batman faz um arremesso desesperado pela liberdade. O arremesso é bem sucedido e Batman e Robin começam a escalada da salvação. Espremendo-se pelo espaço entre as barras, eles jogam a corda de novo e descem pelo outro lado. O caminho a seguir se dá por uma enorme escada. Mas os degraus gigantes são íngremes demais e a dupla dinâmica tem que pular de um para o outro. É como se eles fossem menores que um gafanhoto. Ao fim da jornada, encontram duas portas e se dividem para averiguar o local.

Enquanto Robin caminha com cuidado na direção da porta, um gato o persegue suave e silenciosamente. Um gato doméstico comum... mas, desta vez, do tamanho de um tigre! Assim que o gato salta, algum instinto alerta Robin do perigo iminente, e ele desvia para o lado. Furioso, o gato avança de novo sobre sua pretensa vítima quando uma figura de capa salta sobre as costas dele... Batman! Agitando-se com garras afiadas, o gato tenta se desvencilhar, mas Batman se segura sem dar trégua. Seus músculos tencionam com o esforço e Batman aperta o animal... cada vez mais... até sentir o corpo amolecer junto ao seu. Enfim, chegam a conclusão de que tudo naquela terra é grande se comparado a eles.

De repente, mãos imensas apanham as duas figuras. Batman e Robin são levados ao rei. Gorl os entrega acusando-os de serem espiões dos "pequeninos". O Rei concorda e teme se eles sabem sobre a invasão que planejam para o dia seguinte. No entanto, o rei percebe que os heróis são muito maiores do que os chamados "pequeninos". É então que o monarca ordena que eles sejam mortos. Com espantosa rapidez, Batman apanha um pimenteiro da mesa de jantar do rei e atira seu conteúdo em seus olhos. Gorl tenta recapturá-los, mas eles conseguem ser ágeis. Conforme o gigante tenta apanhar Robin, o menino passa pelo meio de suas pernas. Quando Gorl se agacha para agarrar Robin, Batman se aproveita e se joga pelo ar para derrubá-lo. Um dos guardas gigantes chega correndo. Robin prepara-se para lutar como Davi fez um dia contra Golias... com a atiradeira. Com infalível precisão, a pelota de aço corta o ar e a bate na têmpora do gigante. Aproveitando a oportunidade, Batman e o menino-prodígio arremessam suas cordas ao redor do tremendo físico do gigante. Antes que ele possa se recuperar, eles puxam as cordas e o derrubam. Antes que mais guardas cheguem e a dupla fuja, Batman ainda joga uma fruta na cara do rei. Ainda decidem levar talheres (que são quase de seu tamanho), pois lhes pode servir como armas. Batman e Robin rumam em direção à janela para escapar. Utilizam um guarda-chuva gigante como se fosse um paraquedas e pousam em segurança fora do castelo.

Muitos apuros cercam Batman e Robin em sua apressada tentativa de deixarem a área perigosa... Como um condor gigante que mergulha e apanha Robin com suas garras enormes. Porém, no fim do campo, Batman vê dois meninos gigantes rondando um objeto... uma maquete de avião feita idêntica a um verdadeiro, tendo até mesmo controles e sendo movido a gasolina. Batman levanta voo no que, para as crianças, é apenas um brinquedo. Numa batalha bizarra, o aeromodelo alcança o imenso condor e Batman joga um dos talheres com fabulosa habilidade. Quando o pássaro solta Robin e ele despenca, o avião mergulha debaixo dele no momento correto e ele cai no banco do copiloto.

Depois de pousar, devido à falta de gasolina, os heróis vão parar em uma espécie de pântano, onde um crocodilo do tamanho de um dragão investe contra eles. Desviando-se da mandíbula escancarada, Batman arremessa o outro talher em um único movimento. O olho da criatura é perfurado e ela foge, urrando de dor. Com o perigo imediato evitado, os dois descem o rio até que encontram uma pequena cidade. Literalmente pequena. Parece menor do que o normal. E junto aos seus habitantes, igualmente pequenos, está... o Dr. Marko! O cientista explica que fugiu com aquele povo quando viu os heróis sendo levados pelo gigante. Aquela, afinal, é a terra dos "pequeninos". Por alguma anomalia da natureza, aquela dimensão era dividida entre uma terra de gigantes e uma de anões. Mas os pequeninos não tem muita esperança de sobreviver a um ataque dos gigantes. Exceto por uma ideia de Batman...

No dia seguinte, as minúsculas moradias tremem com os passos avassaladores quando os gigantes entram em cena. Inexoravelmente, os gigantes avançam, atropelando tudo em seu caminho. Desesperados, os pequenos defensores põem em ação seu antiquado canhão. Porém, os gigantes zombeteiros rebatem as balas de canhão de volta para o minúsculo exército. Desprovido de medo, o povo diminuto enfrenta os gigantes corpo a corpo, determinado a salvar sua terra dos invasores.

De repente, um esquadrão de minúsculos aviões aparece e arremessa objetos que batem no chão e estouram. Abelhas, marimbondos, mosquitos e moscas surgem e avançam em enxames sobre as imensas áreas de pele tão imprudentemente expostas pelos gigantes. Esse era o plano de Batman: colocar insetos em bolsas que estouram quando batem no chão. Conforme mais insetos avançam contra eles, os gigantes perdem a vontade de batalhar e fogem, mortalmente aterrorizados.

Mas um gigante não foge, pois ele enxerga e salta repentinamente atrás de Robin... É Gorl! Com passos gigantescos, ele chega mais perto... mais perto... sempre se aproximando mais... mais perto até que... ele pega Robin! É então que...

Bruce acorda Dick. Tudo não passou de um sonho... que Dick teve quando adormeceu com seu livro nas mãos. Um livro sobre mitos e fábulas, envolvendo gigantes e anões.



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22 Re: O Diário de Dick Grayson em 21/10/14, 10:42 pm




O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 19

- Detective Comics n° 45 (Novembro de 1940)

* "The Case of the Laughing Death", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson e George Roussos

Publicada no Brasil pela Editora Panini, no encadernado Batman Crônicas n° 2 ("O Caso da Morte Risonha"), letreirizada por Tomás Troppmair, traduzida por Rodrigo Barros e editada por Fabiano Denardin[i]


Os jornais noticiam o retorno do Coringa. Sua última vítima foi um promotor público, envenenado com o gás mortal do vilão que foi colocado em um simples disco. Quando a agulha arranhou determinado trecho, dispersou a toxina no promotor, que morreu com um tétrico sorriso. Quando os policiais encontraram seu corpo, o gás já havia se dissipado. A armadilha só serviria para funcionar uma vez, motivo pelo qual nada foi encontrado no mesmo disco quando este foi analisado na delegacia.

Após localizar o esconderijo do Coringa, Batman descobre que o vilão planeja assaltar uma valiosa escultura de um navio chinês, destinado a vendê-la para conseguirem suprimentos devido à guerra. O Coringa deixa Batman preso em uma armadilha e ruma para seu alvo. O herói consegue se desvencilhar e segue para o navio a bordo do batplano, pilotado por Robin. Quando o menino prodígio aproxima o batplano próximo da embarcação, Batman mergulha no mar e embarca discretamente.

Batman encontra o Coringa já com a escultura em suas mãos. Após lutarem, o vilão sai correndo pelo convés com o fruto de seu roubo, com Batman o perseguindo. A delegação chinesa vê a cena e interpreta mal a situação. Para eles, o Coringa está tentando salvar a escultura e Batman, a figura ameaçadora com uma capa preta, tenta roubá-la. Por sorte, Robin já está presente para ajudar. Enquanto um grupo converge sobre Batman, Robin os atropela como um aríete humano. Como se fosse em uma partida de futebol americano, o jovem herói os derruba para que Batman possa passar.

Quando finalmente alcança o Coringa, Batman luta com o vilão, que se desequilibra e cai no mar. O herói recupera a escultura e a devolve para os chineses. A dupla dinâmica está satisfeita em tornar as coisas mais fáceis para um povo que foi afetado pela guerra. Agora, eles poderão vender a escultura e os lucros contribuirão muito para remediar a precária situação deles.



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23 Re: O Diário de Dick Grayson em 22/10/14, 06:38 pm




O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 20

- Detective Comics n° 45 (Novembro de 1940)

* "The Case of the Laughing Death", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por George Roussos

Publicada no Brasil pela Editora Panini, no encadernado Batman Crônicas n° 2 ("Batman e Robin visitam a Feira Mundial"), letreirizada por Tomás Troppmair, traduzida por Rodrigo Barros e editada por Fabiano Denardin


Bruce Wayne e Dick Grayson visitam a Feira Mundial e se surpreendem com as atrações. Durante o passeio, recebem a notícia sobre a tragédia de uma ponte que simplesmente derreteu e caiu no mar.

Enquanto Bruce investiga o caso junto ao Comissário Gordon, Dick descobre dois homens suspeitos próximos aos destroços da ponte. Além disso, esses homens parecem incomodar uma garota que também está no local. Para defender a garota, Dick parte para cima dos dois homens, permitindo que ela fuja. É então que o garoto é informado da gafe. Os homens, na verdade, são detetives e a garota era uma suspeita sendo abordada.

Mais tarde, Batman e Robin impedem que um estranho aparelho seja instalado em outra ponte. Eles enfrentam os sabotadores e logo são abordados pela garota que Dick defendeu antes. Ela explica que o aparelho foi criado por seu tio, um cientista louco chamado Hugo Vreekill, e que é capaz de derreter aço. Ela ainda explica que seu tio forneceu o maquinário para presidiários, tencionando formar seu próprio exército de criminosos e sabotadores.

A dupla dinâmica, com a informação da espetacular fuga, consegue impedir os presidiários de escaparem. Eles ainda enfrentam parte da gangue, que tencionava destruir um prédio em construção. Logo em seguida, encontram o doutor Hugo em seu laboratório, que morre eletrocutado após levar um murro de Batman e cair em seu próprio equipamento.



A+:

Robin vem ganhando cada vez mais espaço nas histórias do Batman. Em dado momento, chega até mesmo a protagonizar boa parte da aventura. É uma situação que se torna cômica quando vemos um Batman o orientar para as tarefas mais mortais de cada missão, apenas confiando em sua destreza... ou seja... sem lhe dar a devida segurança caso algo saia errado (não que "sair errado" seja algo normal no que eles fazem). Robin estar em perigo era algo que se tornou quase um símbolo. As capas das edições da época traziam o menino-prodígio em apuros, prestes a ser salvo por Batman. Porém, o vilão e a situação na capa nem sempre eram os mesmos contidos nas páginas da mesma revista. E muito menos Batman estava de prontidão para defendê-lo. Confiança no pupilo que beirava a irresponsabilidade. Mas Dick sempre se saía muito bem e, pasmem, chegava até mesmo a salvar seu mentor.

Mas a popularidade do personagem, de fato, é assombrosa se levarmos em conta que ele havia surgido nos quadrinhos há tão pouco tempo. No especial da Feira Mundial, por exemplo, além de Superman e Batman dividirem, pela primeira vez, a mesma capa, era Robin que estava lá, entre os dois principais personagens da editora. Tanto que a chamada de capa não minimiza a tipografia quando anuncia Superman, Batman... e Robin! Já não se desvinculava o título da revista do herói sem essa parceria. A revista não se chamava mais Batman. Era automaticamente reconhecida como Batman e Robin.

Já a história em que a dupla enfrenta gigantes ao melhor estilo de Gulliver (em um sonho maluco de Dick Grayson) é um marco por colocar os personagens em um ambiente fantasioso, bem diferente do estilo policial e urbano que suas histórias abordavam. Falando hoje, é de se estranhar, já que, na Era de Prata, os personagens enfrentariam situações das mais absurdas em suas histórias. Mas, na Era de Ouro, isso era algo incomum. Tanto que se tentava uma explicação plausível como o fato de tudo não passar de um sonho.

Também era explorado o fato de Robin ter um cinto de utilidades como o que Batman usava. Bem, na verdade, o cinto sempre esteve ali e, se Batman tinha um cinto cheio de traquitanas, era meio natural que um cinto semelhante, usado por Robin, também tivesse. Mas é interessante notar que ele usa uma espécie de comunicador desmontável em sua fivela, algo que Batman não tinha em suas aventuras solo. Aliás, não tinha justamente por serem aventuras solo, por não ter com quem conversar sobre suas missões... peculiaridade, aliás, que é um dos motivos pelo qual os autores criaram um parceiro para o herói.

ÂmagoNews


* Houve uma história da Marvel que aconteceu e você ainda não conheceu. Nela, Thanos ressurgiu e foi caçado por seu outrora inimigo, Mar-Vell. Porém, seus papeis estavam invertidos e o kree era o vilão. Também nessa história, dois grandes generais do espaço da Marvel se reuniram graças a um cãozinho russo. Tudo isso você não viu, pois THANOS IMPERATIVE e ANIQUILADORES não chegaram ao Brasil, mas o site Marvel 616 finalmente falou sobre isso.

Junto ao Coveiro, Paulo Artur e Rafael, parti em uma missão onde singramos o universo cósmico desconhecido para a maioria dos leitores do Brasil. Falamos sobre a última saga mais emblemática da Marvel que culminou em um final trágico para dois heróis. Também nos aventuramos em duas minisséries com os mais pesos-pesados do cosmo Marvel.

Ouçam o Inominata 616 e confiram o fim da última grande fase Marvel no espaço. Acompanhem o programa e saibam qual a semelhança entre o Senhor das Estrelas e Cebolinha (sim, o do Maurício de Sousa), assim como a relação da versão estranha dos Vingadores de outro universo com... sacanagem oriental. Acompanhem as ferrenhas batalhas onde os próprios participantes do grupo escolhem de que lado estão. Vingadores ou Aniquiladores? Coveiro ou Paulo Artur? E se surpreendam com o fato de que Ronan é sim um cara engraçado mesmo não sendo.

ANIQUILADORES E O FIM DO COSMO MARVEL DE ABNET E LANNING :

http://www.marvel616.com/2014/10/inominata-616-66-thanos-imperative.html

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24 Re: O Diário de Dick Grayson em 24/10/14, 12:58 am




O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 21

- Batman n° 4 (1940)

* "The Case of the Joker's Crime Circus", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson e George Roussos

Publicada no Brasil pela Editora Ebal, no Almanaque de Batman 1975 ("O Circo do Crime do Coringa"); pela editora Panini, no encadernado Batman Crônicas n° 3 ("O Caso do Circo do Crime do Coringa")


Quando a noite faz sua entrada encobrindo-se com o manto da obscuridade, duas figuras atravessam na escuridão de suas sombras... Batman e Robin. Subitamente, eles observam ladrões mascarados saltando o muro de uma mansão. Os três homens dobram seus joelhos ao atingirem o solo, e rolam no chão para reduzir o impacto do salto. Algo que somente acrobatas profissionais fariam. Os dois combatentes do crime atacam. Enquanto eles lutam, não percebem que um homem alto e forte se aproxima vindo de um carro estacionado ali perto. Sua enorme mão esbofeteia Robin e o faz girar. Novamente, a mão de aço se movimenta dessa vez atacando o Batman. O enorme homem levanta Batman no ar com certa facilidade e o joga contra o muro de concreto. Seu atacante o teria feito em pedaços, se os demais ladrões, seus comparsas não impedissem. Os estranhos bandidos batem em retirada. Poucos minutos depois a dupla dinâmica se recupera do ataque. Dick ainda sente seu rosto dolorido pelos golpes do homem forte.

Uma semana depois, outra casa de milionário é assaltada. Bruce acredita que se trata da mesma gangue que enfrentaram anteriormente. Enquanto raciocina sobre os roubos, Dick lhe traz uma carta, onde ele é convidado para o baile do rico C. R. Darcey. Estranhamente, a mansão de Darcey é roubada três dias depois. Acontece que a festa teve a apresentação de um grupo circense e Bruce acredita que eles estão envolvidos com os crimes. Na noite em que foram atacados, os ladrões saltavam como acrobatas profissionais e o grandalhão era do tipo dos homens fortes que se apresentavam em circos. O jornal diz que os Morganbilts farão uma festa naquela noite... e ela terá uma apresentação de um grupo circense, a mais nova moda da sociedade. É a chance de Batman e Robin impedirem um futuro crime.

Quando o palhaço, líder do grupo circense, está prestes a apresentar uma nova surpresa, Batman e Robin entram pela janela aberta, chamando a atenção de todos os presentes. Eles enfrentam os artistas e os convidados acreditam que aquilo faz parte do show. Fazendo acreditarem que está com medo, o menino prodígio escapa perseguido pelos acrobatas... mas gira seu corpo próximo a uma barra e os golpeia. Novamente ele finge estar com medo e sobre uma escada sendo seguido de perto pelos trapezistas. Com um rápido movimento, o menino prodígio escorrega diretamente pelo outro lado da escada, agarra os tornozelos do seu perseguidor mais próximo e faz com que caiam. Após enfrentar o homem forte, e dessa vez vencer, Batman acaba reconhecendo o palhaço... é o Coringa! Após a última vez que o enfrentou, e ele caiu no mar, imaginava-se que o vilão estivesse morto. O público, vendo a fuga dos demais artistas, percebe que aquela luta era real.

Sem perder de vista o carro do Coringa, Batman e Robin seguem até seu esconderijo, que mais parece uma casa mal-assombrada. Quando a dupla dinâmica entra na casa misteriosa, uma porta enorme se fecha repentinamente por trás deles. Os dois sobem rapidamente as velhas escadarias. E lá, esperando por eles no topo, se encontra uma impressionante figura... parecida com um fantasma! Batman o ataca. O "fantasma" é desmascarado como sendo um dos capangas do Coringa. Absorvidos pela descoberta do desmascarado, Batman e Robin não percebem que uma porta secreta estava aberta... e escondido dentro dela estava o Coringa. Quando Batman finalmente olha pra trás, o vilão levou Robin.

Após escapar de armadilhas pela casa, Batman encontra o Coringa e Robin. Batman o enfrenta e o Coringa luta com a fúria de um maníaco. Um de seus socos chega a tontear Batman. Quando o vilão volta a atacar, Batman usa seus pés para dar o golpe decisivo, lançando-o por cima de sua cabeça. O Coringa cai em sua própria armadilha: um alçapão no qual um poço segue rumo às águas profundas do esgoto que corre por baixo da mansão. Tudo indica que o Coringa não irá escapar dessa tão facilmente. Mas nunca se sabe. Ele sempre encontra uma maneira de zombar da morte.



SOBRE O ARTISTA DO BANNER


Marcelo Braga nasceu em 1977 em São Carlos e logo começou a desenhar. Desenhava todos os dias, assistia a muitos filmes e lia muitos gibis, o que só alimentava essa crescente obsessão. Nesse meio tempo criou inúmero personagens descartáveis, desenhou muita camiseta pra formaturas e blocos de carnaval, começou várias HQs e em 1995 foi fazer faculdade de Desenho Industrial em Bauru. De lá seguiu pra São Paulo em 2000, com a ambição de desenhar quadrinhos pro mercado norte-americano. Enquanto esse plano não dava muito certo, outro começava a funcionar muito bem.

Passando rapidamnente pelo 6B Estúdio, acabou entrando na DPZ como estagiário e começou a desenhar storyboards, layouts, personagens e tudo mais que lhe pedissem. Entre um trabalho e outro, dava tempo de rabiscar alguma coisa, então em 2003, juntamente com Danilo Beyruth e Fer Fajardo resolveu criar o Diburros pra postar junto com o próprio Danilo, Marcelo Daldoce e Maurício Zuardi, todos com a mesma idéia de criar um estúdio de ilustração do qual pudessem se orgulhar. Deu tudo certo.

Com o tempo o Danilo fez o próprio blog, Fer Fajardo desencanou e o Diburros ficou só pra ele. A versão original hospedada gratuitamente desde 2003 no blogger, foi tirada do ar sem aviso em 2008, destruindo assim 5 anos de conteúdo que nunca mais será visto. Ninguém sabe ao certo o motivo, uns acham que foi por causa dos Smurfs Wars, outros que foi pra livrar espaço do blogger.

Sem aviso também, no fim de 2008 o Diburros renasceia em uma nova encarnaão, bem mais legal, moderna e patrocinada por Ricardo Cavallini. No mais, continua tendo a mesma função, que é publicar sketches, rabiscos, idéias, notícias, quadrinhos e qualquer outra coisa que apareça espontaneamente nos cadernos de desenho ou ali encontre seu lugar.

Visite o Diburros: www.diburros.com.br

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25 Re: O Diário de Dick Grayson em 24/10/14, 10:32 pm




O DIÁRIO DE DICK GRAYSON - Parte 22

- Batman n° 4 (1940)

* "Blackbeard's Crew and the Yacht Society", história escrita por Bill Finger, desenhada por Bob Kane, artefinalizada por Jerry Robinson e George Roussos

Publicada no Brasil pela Editora pela editora Panini, no encadernado Batman Crônicas n° 3 ("A tripulação do Barba Negra e a Sociedade de Iatismo")


O toque de espada contra espada é ouvido na Mansão de Bruce Wayne. Ele e seu pupilo, Dick Grayson, treinam esgrima. Mesmo que espadas não sejam exatamente armas usadas atualmente, a esgrima ensina rapidez de movimentos. Além disso, lutar contra o crime como Batman e Robin requer conhecimento e o uso de todas as armas.

Dias depois, uma estranha mensagem é recebida por Bruce e Dick. Homens vestidos de piratas entraram em embarcação conhecida como "Sociedade do Iate", uma sociedade composta de proprietários de iates que se reúnem todos os anos para um longo cruzeiro. Parece fantástico, mas, às vezes, as coisas mais improváveis podem ser verdadeiras. A dupla dinâmica irá dar uma olhada. Uma troca rápida de roupas transforma os dois na dupla dinâmica... Batman e Robin, o menino prodígio.

Mais tarde, um misterioso aeroplano voa sobre o mar... o Batplano. Assim que encontram o iate, já estranham o fato de não haver ninguém no convés. Parece deserto. Algum tempo depois, o amanhecer começa a tomar forma. O mais fantástico é que, assim que o nevoeiro se desfaz, eles veem o que parece ser uma caravela ostentando uma bandeira negra... um navio pirata! Provavelmente, é para lá que as pessoas do iate foram feitas reféns.

Assim que o batplano pousa na água, Batman aperta um botão... as rodas desaparecem... as asas se dobram... e o batplano se transforma em uma lancha. Com a agilidade de um gato, Batman escala até o convés do navio... um sentinela solitário é facilmente capturado. Assim que os dois sobem a bordo, eles não percebem que estão sendo vistos por outro atento sentinela. Segundos depois, o caminho acaba bloqueado por várias figuras que se lançam sobre eles saindo das sombras. Embora tenham lutado valentemente, Batman e Robin acabam sendo nocauteados pelos piratas que estão em vantagem numérica.

Quando Batman acorda, ele é apresentado ao líder dos piratas, que se identifica como sendo o mítico Barba-Negra. Porém, é fantástico como um pirata do século 18 reconhece Batman, um herói do século 20. Para ameaçar o herói, o pirata mostra Dick indo caminhar na prancha. Batman se enfurece com esta cena. Com um empurrão final... Robin cai da prancha. Nada pode deter o Batman depois disso... nem mesmo forças superpoderosas. Com uma força quase sobre-humana, ele consegue se libertar... uma mão segura o cinto de um dos piratas... um rápido salto e ele se encontra fora do navio. Uma nova ameaça se aproxima, um tubarão aparece com seus dentes afiados. Um giro repentino e Batman fica cara a cara com o demônio das profundezas usando sua lâmina para golpear diretamente até o monstro. Os piratas na caravela veem o sangue subir e acreditam que é o fim dos heróis.

Mas Batman e Robin estão muito bem vivos... nadando próximo ao barco, eles escalam até o outro lado... Os reféns, que ouviram Barba Negra e seus homens atacando os heróis, abrem uma das entradas para a dupla. Sem que a tripulação possa ouvir, os prisioneiros confabulam num canto longínquo do cativeiro. Batman tem um plano para libertá-los. Robin e ele irão manter os piratas ocupados e dois dos reféns precisam cercá-los. Apesar de certa discordância dentro do grupo, logo aparecem dois voluntários.

Minutos depois, um pirata escuta uma voz por detrás dele... Robin! Retirando seu cutelo, o pirata rapidamente ataca... mas o menino prodígio escapa do golpe com a agilidade de um acrobata treinado. Logo, outros piratas chegam para dar conta do "fantasma" de Robin. O jovem herói pega a espada do pirata caído... e aqui há o encontro de espada contra espada com o menino prodígio enfrentando os piratas. Logo, Batman se junta ao combate. Lado a lado, a dupla dinâmica enfrenta o bando de piratas. Batman alerta Robin para que ele use a superfície da espada, pois não deve matar com armas de qualquer tipo.

Quando surgem mais piratas no convés, Robin põe subitamente um plano em ação fugindo de um ousado pirata que o persegue. O menino prodígio se dependura em uma corda, gira até o alto do convés e dá um rápido pontapé nos piratas que subiam a escada em seu encalço, fazendo-os cair. Robin sobe pelo mastro até as velas do navio. Sua espada corta os panos e as velas caem dos mastros com grandes ondas. Os piratas acabam enrolados pelas pesadas velas. Batman acaba enfrentando o Barba Negra e o vencendo em um duelo de espadas. Os demais piratas logo são cercados pelos reféns.

Batman agora mostrará a todos quem é realmente o Barba Negra. Arrancando sua barba, revela ser Thatch, o gangster. Batman já suspeitava quando ele surgiu como Barba Negra. O nome do verdadeiro Barba Negra era Edward Thatch. O resto da tripulação que era conhecido como rufiões da quadrilha de Thatch também apareceu. Por isso o "pirata" conhecia Batman. Depois que Thatch ficou sabendo do cruzeiro feito no ano passado, a Sociedade do Iate mencionou que faria outro no ano seguinte. Então ele planejou roubar as pessoas e sequestrá-las para um resgate. Reuniu seus homens e um velho amigo os ensinou a lutar. Ele comprou a caravela usando outro nome. Dessa forma, quando voltasse a sua identidade verdadeira, ninguém suspeitaria que aquela encarnação do Barba Negra fosse, na verdade, formada por criminosos da cidade.

Mais tarde, Batman e Robin deixam o navio. O caso estava encerrado.

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